{"id":26603,"date":"2019-03-10T12:35:22","date_gmt":"2019-03-10T14:35:22","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=26603"},"modified":"2019-03-10T12:35:22","modified_gmt":"2019-03-10T14:35:22","slug":"quem-tem-que-fazer-em-greve-no-8m-por-que-e-como","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2019\/03\/10\/quem-tem-que-fazer-em-greve-no-8m-por-que-e-como\/","title":{"rendered":"Quem tem que fazer greve no 8M, por qu\u00ea e como?"},"content":{"rendered":"<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es feministas do movimento do 8M est\u00e3o chamando uma &#8220;greve de mulheres&#8221;, isto \u00e9, que todas as mulheres participem de uma grande greve ou paralisa\u00e7\u00e3o de todas as formas de trabalho realizadas pelas mulheres no dia 8 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Florence Oppen<\/p>\n<p>A greve tem sido um instrumento de luta das mulheres trabalhadoras desde o in\u00edcio das manifesta\u00e7\u00f5es do 8 de mar\u00e7o no final do s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20, porque com a greve as mulheres conquistaram duas coisas: em primeiro lugar mostrar que eram uma parte essencial da classe trabalhadora, e que, se parassem, n\u00e3o era poss\u00edvel continuar produzindo o mesmo e, segundo, usar a greve para conseguir suas reivindica\u00e7\u00f5es, ou melhor, arranc\u00e1-las do Estado e da patronal.<\/p>\n<p>Existe um amplo acordo sobre a necessidade e legitimidade desta greve ou paralisa\u00e7\u00e3o, que tem um car\u00e1ter pol\u00edtico muito marcado: contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres, contra a explora\u00e7\u00e3o, a discrimina\u00e7\u00e3o e todas as formas de opress\u00e3o e por direitos reprodutivos plenos e igualdade salarial. Mas h\u00e1 um debate importante sobre quem e como parar. Quem tem que entrar em greve no 8M, por qu\u00ea e como?<\/p>\n<p>Vamos responder a essas perguntas a partir de nossa perspectiva socialista e revolucion\u00e1ria, pois acreditamos que as manifesta\u00e7\u00f5es de 8 de Mar\u00e7o constituem uma das express\u00f5es mais avan\u00e7ados da luta de classes atual, onde as mulheres s\u00e3o vanguarda indiscut\u00edvel, e est\u00e3o permitindo novas oportunidades pol\u00edticas para a unidade de a\u00e7\u00e3o entre os diferentes setores, para a unifica\u00e7\u00e3o das lutas e, acima de tudo, est\u00e3o colocando na mesa reivindica\u00e7\u00f5es e tarefas chave da classe trabalhadora. Se conseguirmos avan\u00e7ar na sua resolu\u00e7\u00e3o, seremos impar\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>A Paralisa\u00e7\u00e3o <em>de <\/em>mulheres, a paralisa\u00e7\u00e3o <em>pelas <\/em>mulheres e a greve geral<\/strong><\/p>\n<p>As paralisa\u00e7\u00f5es massivas de mulheres que vimos no ano passado deram um conte\u00fado novo \u00e0 t\u00e1tica da greve geral, pois pela primeira vez pararam as que nunca param nas paralisa\u00e7\u00f5es gerais: as mulheres trabalhadoras e dos setores populares e pobres. Isto foi um avan\u00e7o porque para as mulheres organizadas em sindicatos costumam ter mais dificuldades para fazer greve que para os homens, e as burocracias sindicais, que frequentemente n\u00e3o veem nem valorizam seu trabalho, n\u00e3o lutam por sua igualdade, n\u00e3o se preocupam com os obst\u00e1culos materiais que as mulheres t\u00eam que superar para fazer greve; mas tamb\u00e9m porque para muitas mulheres da classe trabalhadora e dos setores populares, como muitas mulheres imigrantes que vivem do trabalho informal, os sindicatos n\u00e3o as representam. A paralisa\u00e7\u00e3o das mulheres conseguiu organizar por baixo um setor chave da classe trabalhadora que estava dividido e desmobilizado, seu setor feminino, e isso \u00e9 uma vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>As mulheres conseguiram parar e ir massivamente \u00e0s ruas porque deixaram de cumprir suas tarefas reprodutivas, al\u00e9m de n\u00e3o ir ao trabalho formal para aquelas que tem. Ver\u00f3nica Gago fala com raz\u00e3o de uma esp\u00e9cie de \u201crevanche hist\u00f3rica\u201d, j\u00e1 que a Paralisa\u00e7\u00e3o de Mulheres conseguiu mostrar que <em>\u201cn\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o sem reprodu\u00e7\u00e3o\u201d ,<\/em>e que at\u00e9 agora temos falado de greves gerais onde \u201co<em>\u00a0 \u2018geral\u2019 era sin\u00f4nimo de uma parcialidade dominante: trabalho assalariado, masculino, sindicalizado, que exclu\u00eda sistematicamente o trabalho n\u00e3o reconhecido pelo sal\u00e1rio\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Mas a Paralisa\u00e7\u00e3o de Mulheres n\u00e3o pode continuar sendo uma Paralisa\u00e7\u00e3o de Mulheres, isto \u00e9 que s\u00f3 chame mulheres para lutar. O car\u00e1ter feminista da luta tem que transitar ou abandonar a centralidade do sujeito social que s\u00e3o as mulheres, para transitar para seu conte\u00fado e estrat\u00e9gia efetiva: uma Paralisa\u00e7\u00e3o geral <strong>pelas<\/strong> Mulheres como apresentam as companheiras argentinas do PSTU. Porque uma paralisa\u00e7\u00e3o feminista que s\u00f3 chame as mulheres para lutar contra a opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 uma paralisa\u00e7\u00e3o parcial, e para algumas, pouco feminista.<\/p>\n<p>N\u00f3s, que continuamos participando na organiza\u00e7\u00e3o do 8 de Mar\u00e7o, chamamos a que todas mulheres parem, e fa\u00e7am greve, mas ainda mais, chamamos para uma greve geral, total, pelas mulheres. Queremos que todos parem, todas e todes, sem importar o g\u00eanero, mas com o g\u00eanero na cabe\u00e7a: j\u00e1 chega de viol\u00eancia e desrespeito para com as mulheres, j\u00e1 basta de leis que nos impedem de exercer livremente nossos direitos reprodutivos e nossa sexualidade, basta de desigualdade salarial e de pobreza, basta de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o que tantos milh\u00f5es de mulheres trabalhadoras sofremos.<\/p>\n<p>Para que se celebre realmente uma paralisa\u00e7\u00e3o pelas mulheres, \u00e9 necess\u00e1rio que todas as centrais sindicais tamb\u00e9m assumam as paralisa\u00e7\u00f5es e com for\u00e7a, se n\u00e3o for assim se dificultar\u00e1 muito inclusive a paralisa\u00e7\u00e3o das mulheres, sem \u00a0falar dos demais setores.<\/p>\n<p>Por isso n\u00f3s da LIT-QI dizemos:<\/p>\n<p><em>\u201cSeremos a cabe\u00e7a da luta, diremos o que precisamos, quais s\u00e3o nossas reivindica\u00e7\u00f5es mais urgentes e decidiremos como encher as ruas nesse dia, mas n\u00e3o queremos que as f\u00e1bricas, escolas, com\u00e9rcios e empresas trabalhem sem n\u00f3s, e sim queremos que estejam paralisadas!\u201d<\/em><\/p>\n<p>A greve geral n\u00e3o \u00e9 de todo geral se as mulheres n\u00e3o param, a paralisa\u00e7\u00e3o pelas mulheres n\u00e3o ser\u00e1 uma paralisa\u00e7\u00e3o geral nem vitoriosa se os homens da classe trabalhadora n\u00e3o se somarem a ela. Pelas mulheres trabalhadoras e contra a opress\u00e3o, paremos todes.<\/p>\n<p><strong>A tarefa pol\u00edtica que se apresenta com a paralisa\u00e7\u00e3o dos cuidados<\/strong><\/p>\n<p>Uma das bandeiras desta nova forma de greve, a greve feminista ou realmente geral, \u00e9 que inclui a paralisa\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente do trabalho assalariado, mas tamb\u00e9m de todas as formas de trabalho que as mulheres realizam. Isto \u00e9, inclui tamb\u00e9m o trabalho dom\u00e9stico ou reprodutivo, e por isso se chama para uma \u201cgreve de cuidados\u201d.<\/p>\n<p>Por que realizar uma paralisa\u00e7\u00e3o de cuidados? Algumas feministas argumentam que \u00e9 importante \u201cvisibilizar\u201d o trabalho reprodutivo das mulheres, essa forma de trabalho gratuito, ou de escravid\u00e3o dom\u00e9stica, sem a qual a reprodu\u00e7\u00e3o social da classe trabalhadora seria imposs\u00edvel, um trabalho muito necess\u00e1rio para o funcionamento do capitalismo, mas que o pr\u00f3prio capitalismo n\u00e3o valoriza e do qual n\u00e3o extrai mais valia.<\/p>\n<p>N\u00f3s acreditemos que visibilizar uma forma injusta de explora\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, mas \u00e9 muito limitado, visibilizar sem questionar, \u00e9 uma forma de legitimar uma divis\u00e3o social do trabalho que o capitalismo instalou em nossa sociedade, separando a f\u00e1brica e o lar. Como dizem as companheiras de Corriente Roja, n\u00e3o podemos <em>\u201climitar-nos a proclamar greve de cuidados um dia para conseguir \u201cum maior reconhecimento social do trabalho dom\u00e9stico e de cuidados\u201d ou \u201cuma maior distribui\u00e7\u00e3o e responsabilidade social\u201d do mesmo\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Fazer isso confunde a raiz do problema e \u00e9 totalmente insuficiente. N\u00e3o somente queremos que se veja e se valorize, um dia ao ano, as milh\u00f5es de horas de trabalho gr\u00e1tis que fazem as mulheres. Isso implica deixar intactas as estruturas de poder pol\u00edtico e o sistema econ\u00f4mico no qual vivemos, e o 8 de mar\u00e7o \u00e9 justamente o dia que mais temos que question\u00e1-las.<\/p>\n<p>O capitalismo n\u00e3o pode resolver, em seu conjunto, o problema do trabalho reprodutivo n\u00e3o pago das mulheres, porque precisa desse trabalho invis\u00edvel para se sustentar. Somente pode socializar o trabalho explorado n\u00e3o pago de maneira parcial, transformando-o em trabalho soperexplorado mal pago, como acontece com os restaurantes de comida r\u00e1pida, as mulheres da limpeza ou as bab\u00e1s que cuidam das crian\u00e7as. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o dentro do capitalismo para aliviar um setor de mulheres trabalhadoras do peso desse trabalho escravo, \u00e9 atrav\u00e9s da contrata\u00e7\u00e3o individual ou coletiva de mulheres imigrantes que ganham muito menos para suprir esses servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Em suma, o que o capitalismo prop\u00f5e como forma de \u201creconhecimento\u201d e melhor \u201cdistribui\u00e7\u00e3o\u201d do trabalho n\u00e3o pago que as mulheres fazem? A op\u00e7\u00e3o impl\u00edcita no sistema \u00e9 mais explora\u00e7\u00e3o e mais opress\u00e3o: que as mulheres assalariadas brancas das classes m\u00e9dias superexplorem as mulheres (e \u00e0s vezes homens imigrantes), ind\u00edgenas ou negras para limpar, cuidar, cozinhar, lavar, consertar, etc.<\/p>\n<p>Somente uma sociedade socialista, que reorganize de novo todas as formas de trabalho, o trabalho produtivo e o reprodutivo, com um crit\u00e9rio justo e de igualdade entre os g\u00eaneros, com um m\u00e9todo de democracia oper\u00e1ria, e com o \u00fanico objetivo de satisfazer nossas necessidades individuais e coletivas (e n\u00e3o de gerar lucro) poder\u00e1 erradicar o trabalho escravo dom\u00e9stico. Para isso, temos que organizar nossa classe para que tome o poder com essa perspectiva em mente.<\/p>\n<p>Por isso temos que encarar essa luta desde hoje. Precisamos levantar reivindica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas concretas que respondam \u00e0 necessidade de acabar com a base material da opress\u00e3o das mulheres, que \u00e9 o trabalho reprodutivo n\u00e3o pago.<\/p>\n<p>Precisamos de creches, restaurantes p\u00fablicos, um sistema de sa\u00fade e resid\u00eancias para pessoas idosas que sejam p\u00fablicos, gratuitos, de qualidade e para todos. Precisamos de licen\u00e7as iguais de paternidade e maternidade e uma divis\u00e3o de tarefas igualit\u00e1ria dentro de nossa classe. N\u00e3o somente tem que visibilizar, tem que politizar e transformar nossa luta para conseguir uma sociedade realmente justa, e livre de qualquer forma de opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como possibilitar a paralisa\u00e7\u00e3o de cuidados no 8 de mar\u00e7o\u2026e sempre?<\/strong><\/p>\n<p>Mas a consigna da paralisa\u00e7\u00e3o de cuidados levanta outra tarefa de grande import\u00e2ncia, e \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o material dessa paralisa\u00e7\u00e3o para que as mulheres possam parar. Justamente porque se trata de um trabalho que na sociedade n\u00e3o conta como tal, n\u00e3o basta declarar paralisa\u00e7\u00e3o de cuidados, tem que organiz\u00e1-lo pela base.<\/p>\n<p>Muitas das tarefas de cuidados ou de trabalho reprodutivo que as mulheres fazem podem deixar de serem feitas por um dia, outras n\u00e3o. E ent\u00e3o, como conseguir que as mulheres parem? Temos que organizar dentro de nossa classe uma socializa\u00e7\u00e3o das tarefas que permita a participa\u00e7\u00e3o das mulheres. N\u00e3o somente todas as centrais sindicais\u00a0 tm que chamar a paralisa\u00e7\u00e3o e t\u00eam que parar os trabalhadores homens, como tamb\u00e9m\u00a0 eles t\u00eam que se envolver ativamente, de maneira consciente e coletiva, em tornar poss\u00edvel a paralisa\u00e7\u00e3o efetiva das mulheres.<\/p>\n<p>Porque se na vida cotidiana a imensa maioria das mulheres tem hoje dois trabalhos (o trabalho pago e o n\u00e3o pago-reprodutivo), o dia da greve geral real e efetiva, para que as mulheres parem, h\u00e1 que se organizar uma s\u00e9rie de servi\u00e7os m\u00ednimos das tarefas reprodutivas, e tem sentido que esses dias de mobiliza\u00e7\u00e3o os homens da classe trabalhadora assumam essas tarefas reprodutivas como uma tarefa pol\u00edtica, de luta, e que assim, a tornem vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Durante o 8M portanto, os homens deveriam organizar-se para apoiar a paralisa\u00e7\u00e3o e encarregarem-se do cuidado dos filhos e membros idosos e enfermos de nossas fam\u00edlias, de cozinhar e lavar, e demais tarefas necess\u00e1rias. Mas de fato isso n\u00e3o deveria ocorrer somente no 8 de mar\u00e7o, deveria ocorrer em cada conflito social, sindical e popular, deveria ser um reflexo organizativo de nossa pr\u00f3pria classe: o reorganizar pela base as tarefas para conseguir uma participa\u00e7\u00e3o igual de homens e mulheres em qualquer movimento social.<\/p>\n<p>Como socialistas pensamos que temos que conseguir com que todas as organiza\u00e7\u00f5es de nossa classe, come\u00e7ando pelos sindicatos, mas continuando com as associa\u00e7\u00f5es de bairro, populares, se dotem de comiss\u00f5es de mulheres que proponham mecanismos permanentes para aumentar e assegurar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres trabalhadoras: servi\u00e7o de creches, turnos de cuidados, cozinhas populares, divis\u00e3o de tarefas dom\u00e9sticas, etc.<\/p>\n<p>N\u00e3o poderemos conseguir uma socializa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria e total de todas as tarefas dom\u00e9sticas enquanto vivemos em uma sociedade capitalista, mas isso n\u00e3o justifica n\u00e3o fazer avan\u00e7os concretos que aumentem a politiza\u00e7\u00e3o de nossa classe em seu conjunto, e a participa\u00e7\u00e3o ativa de seu setor mais oprimido e explorado: as mulheres trabalhadoras e pobres.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es feministas do movimento do 8M est\u00e3o chamando uma &#8220;greve de mulheres&#8221;, isto \u00e9, que todas as mulheres participem de uma grande greve ou paralisa\u00e7\u00e3o de todas as formas de trabalho realizadas pelas mulheres no dia 8 de mar\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":26604,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[1825,3493],"tags":[7016,4369,4901,7191,6494],"class_list":["post-26603","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-8m-2019","category-mulheres","tag-8m-2019","tag-florence-oppen","tag-greve-de-cuidados","tag-greve-geral-de-mulheres","tag-polemica-8m-2019"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/28872218_2010289615896083_6798030646485712896_o_2010289592562752.jpg","categories_names":["8M 2019","Mulheres"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26603","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26603"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26603\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26604"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26603"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26603"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26603"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}