{"id":2581,"date":"2013-03-28T02:09:40","date_gmt":"2013-03-28T02:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2013\/03\/28\/construir-uma-rede-de-radios-comunitarias-no-mundo-arabe\/"},"modified":"2013-03-28T02:09:40","modified_gmt":"2013-03-28T02:09:40","slug":"construir-uma-rede-de-radios-comunitarias-no-mundo-arabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2013\/03\/28\/construir-uma-rede-de-radios-comunitarias-no-mundo-arabe\/","title":{"rendered":"Construir uma rede de r\u00e1dios comunit\u00e1rias no mundo \u00e1rabe"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"173\" hspace=\"6\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/tunisia_Forum-Social-mundial-2013.jpg\" vspace=\"4\" width=\"241\" \/>Esse &eacute; o projeto apresentado por Steve Buckley, da Community Media Solutions. Presente ao FMML (F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre), que teve in&iacute;cio em 24 de mar&ccedil;o e segue at&eacute; o dia 30, em Tunis, capital da Tun&iacute;sia, ele articula a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede regional pela m&iacute;dia comunit&aacute;ria, particularmente r&aacute;dios, em todo o mundo &aacute;rabe.&nbsp;<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">A inspira&ccedil;&atilde;o, segundo afirmou na abertura da iniciativa, vem de meios independentes que tiveram papel decisivo nas revolu&ccedil;&otilde;es em curso na regi&atilde;o. Entre eles, citou a R&aacute;dio 6 FM, da Tun&iacute;sia, r&aacute;dios comunit&aacute;rias em Benghazi e na L&iacute;bia e muitos projetos iniciados pr&oacute;ximos a S&iacute;ria. Nesse &uacute;ltimo pa&iacute;s, em que h&aacute; dois anos a popula&ccedil;&atilde;o luta pela queda de regime do ditador Bashar el Assad, Buckley afirmou haver uma &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o muito din&acirc;mica pelo direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/span><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">O plano que o ativista de comunica&ccedil;&atilde;o ingl&ecirc;s leva a cabo tem dado frutos. &ldquo;Come&ccedil;amos em 2011 com r&aacute;dios pilotos em sete pa&iacute;ses e hoje j&aacute; h&aacute; mais tr&ecirc;s projetos&rdquo;. Na S&iacute;ria, em &aacute;reas libertadas pelos revolucion&aacute;rios, encontram-se quatro deles. &ldquo;As r&aacute;dios comunit&aacute;rias ali s&atilde;o muito importantes, a comunica&ccedil;&atilde;o por internet est&aacute; dif&iacute;cil&rdquo;. Hoje, somando-se com tais meios de comunica&ccedil;&atilde;o na L&iacute;bia, garante Buckley, existem mais de cem, &ldquo;que come&ccedil;aram ap&oacute;s o in&iacute;cio das revolu&ccedil;&otilde;es &aacute;rabes&rdquo;. No pa&iacute;s em que a massa derrubou o ditador Muamar Khadafi, uma delas, na regi&atilde;o oeste, &eacute; do povo que fala o dialeto berbere Amasic &ndash; l&iacute;ngua proibida durante os 42 anos em que o tirano esteve no poder. Al&eacute;m de espa&ccedil;o para expressar a cultura da etnia, a r&aacute;dio trata de quest&otilde;es de cunho social e pol&iacute;tico, contou seu representante, presente ao FMML. A apresenta&ccedil;&atilde;o foi feita no segundo dia do f&oacute;rum, seguida de aplausos em solidariedade &agrave; iniciativa, ao lado de outros testemunhos de midiativistas da regi&atilde;o. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Tamb&eacute;m integram a rede r&aacute;dios na Tun&iacute;sia, Jord&acirc;nia, Egito, I&ecirc;men, Marrocos, Arg&eacute;lia, Bahrein e Palestina ocupada. Nessa &uacute;ltima, conforme seu relato, somam-se quatro projetos, inclusive um em aldeia pr&oacute;xima a Al Khalil (Hebron). Nessa cidade, situada na Cisjord&acirc;nia, em &aacute;rea sob controle militar israelense, h&aacute; assentamentos sionistas constru&iacute;dos sobre as casas e o com&eacute;rcio dos palestinos. Os colonos que vivem ilegalmente ali atiram lixo na cabe&ccedil;a dos &aacute;rabes, que contam apenas com uma tela suspensa colocada por ONGs para proteg&ecirc;-los.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Nos diversos pa&iacute;ses da regi&atilde;o, h&aacute; desafios a ser enfrentados na luta pelo direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e pela liberdade de express&atilde;o. Buckley informa, por exemplo, que na Tun&iacute;sia &ndash; depois da queda de Ben Ali h&aacute; mais de dois anos &ndash; ainda persiste um bloqueio pol&iacute;tico. &ldquo;Ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es em 2011 (que levaram ao poder o partido isl&acirc;mico Enahda), foram apresentadas tr&ecirc;s leis importantes: pelo direito ao acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, por liberdade de imprensa e por um sistema de regula&ccedil;&atilde;o independente de radiodifus&atilde;o. S&oacute; a primeira come&ccedil;ou a ser posta em pr&aacute;tica.&rdquo; No Egito, embora tenham sido abertas oito novas emissoras de TV ap&oacute;s a derrubada do ditador Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, a sociedade civil ainda n&atilde;o tem seu espa&ccedil;o nesses meios, &ldquo;ocupados pelas grandes corpora&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Ele &eacute; categ&oacute;rico: &ldquo;&Eacute; preciso continuar o processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>Outra m&iacute;dia <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Afirma&ccedil;&atilde;o corroborada pelo blogueiro tunisiano Bessem Krifa. Preso e torturado durante a ditadura de Ben Ali por buscar enviar ao mundo o clamor por &ldquo;liberdade pol&iacute;tica&rdquo;, ele revela a inten&ccedil;&atilde;o de formar uma associa&ccedil;&atilde;o de blogueiros, &ldquo;principalmente jovens&rdquo;, para fortalecer a luta por liberdade de express&atilde;o. Uma das den&uacute;ncias que o ativista faz &eacute; de que &ldquo;nas elei&ccedil;&otilde;es de 2011, na boca da urna, era dado dinheiro ao povo para que votasse (<i>no Enahda<\/i>). Filmamos isso&rdquo;. Aproveitando-se da pobreza e desigualdade que grassam na Tun&iacute;sia, foi feita essa manipula&ccedil;&atilde;o pela chegada ao poder, assevera ele, que conclui: &ldquo;O capitalismo &eacute; o grande problema. Quem sabe, quando o vencermos e chegarmos ao socialismo, tenhamos liberdades democr&aacute;ticas plenas&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse &eacute; o projeto apresentado por Steve Buckley, da Community Media Solutions. 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