{"id":25579,"date":"2018-12-27T07:28:58","date_gmt":"2018-12-27T09:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=25579"},"modified":"2018-12-27T07:28:58","modified_gmt":"2018-12-27T09:28:58","slug":"a-luta-por-uma-organizacao-independente-do-proletariado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/12\/27\/a-luta-por-uma-organizacao-independente-do-proletariado\/","title":{"rendered":"A luta por uma organiza\u00e7\u00e3o independente do proletariado"},"content":{"rendered":"<p><em>Nas comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio do nascimento de Karl Marx, muitos falaram sobre a necessidade de retom\u00e1-lo. At\u00e9 o jornal ingl\u00eas The Economist, da burguesia financeira, publicou uma mat\u00e9ria com o ir\u00f4nico t\u00edtulo \u201cGovernantes de todo o mundo, leiam Marx\u201d. O artigo dizia que \u201cseu diagn\u00f3stico sobre as falhas do capitalismo\u201d se mostra hoje de enorme relev\u00e2ncia. Obviamente, antes de destacar as ideias de Marx, o jornal dedica um largo espa\u00e7o para critic\u00e1-lo com falsifica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas grosseiras.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Gustavo Lopes Machado<\/p>\n<p>Se nem o <em>The Economist<\/em> consegue negar totalmente a import\u00e2ncia das elabora\u00e7\u00f5es de Marx, eles, assim como a maioria da esquerda contempor\u00e2nea, fazem quest\u00e3o de negar, falsificar ou esconder duas coisas do revolucion\u00e1rio alem\u00e3o: o programa que Marx construiu para superar o capitalismo e as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Nesse sentido, o <em>The Economist<\/em> n\u00e3o se diferencia muito do ex-prefeito de S\u00e3o Paulo, o petista Fernando Haddad. Segundo ele, \u201c<em>tem marxista que defende a socialdemocracia no PSDB, h\u00e1 marxista no PT, no PSOL<\/em>\u201d. Para Haddad, \u00e9 como se o pensamento de Marx fosse compat\u00edvel com qualquer forma organizativa, qualquer partido e qualquer programa. Cada um arranca o peda\u00e7o de sua obra que lhe interessa e constr\u00f3i o seu marxismo Frankenstein.<\/p>\n<p>Essas posi\u00e7\u00f5es contribu\u00edram para a vis\u00e3o de que, no pensamento de Marx, o tema da organiza\u00e7\u00e3o e do partido era secund\u00e1rio. V\u00e1rias lendas cercam essa interpreta\u00e7\u00e3o. A primeira delas \u00e9 a de que Marx entendia por partido os interesses hist\u00f3ricos da classe trabalhadora e n\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Outra lenda, mais elaborada, a concep\u00e7\u00e3o de partido de Marx remetia a uma organiza\u00e7\u00e3o que englobasse o conjunto da classe oper\u00e1ria com todos os programas e matizes que pudessem ser encontrados em seu seio.<\/p>\n<p>V\u00e1rias passagens dos seus livros s\u00e3o arrancadas de seu contexto original para sustentar essas lendas. Por exemplo, no <em>Manifesto Comunista<\/em>, podemos ler: \u201c<em>os comunistas n\u00e3o formam um partido \u00e0 parte, oposto aos outros partidos oper\u00e1rios. N\u00e3o t\u00eam interesses diferentes daqueles do proletariado em geral. N\u00e3o formulam quaisquer princ\u00edpios particulares a fim de modelar o movimento prolet\u00e1rio<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Numa entrevista para o jornal norte-americano <em>Chicago Tribune<\/em>, Marx diz: \u201c<em>[as] revolu\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas pela maioria. As revolu\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o mais feitas por um partido, mas por toda a na\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 muito difundida, no mesmo sentido, uma troca de cartas entre Marx e seu amigo e poeta Ferdinand Freiligrath, quando este confundira o termo, e Marx respondera que, por \u201c<em>partido, eu entendia o grande sentido hist\u00f3rico que a palavra cont\u00e9m<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Se \u00e9 verdade que Marx empregou, em alguns casos, o termo partido no sentido de tomar partido de uma classe social numa perspectiva hist\u00f3rica, dizer que ele n\u00e3o diferenciava de maneira clara o significado de partido enquanto uma organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 consider\u00e1-lo como louco. Isso porque Marx ingressou e fundou organiza\u00e7\u00f5es atr\u00e1s de organiza\u00e7\u00f5es no curso de toda sua vida.<\/p>\n<p>Na B\u00e9lgica, fundou o Comit\u00ea de Correspond\u00eancia Comunista de Bruxelas. Pouco depois, ingressou na Liga dos Comunistas, chegando a integrar, em dois momentos distintos, seu Comit\u00ea Central. Nas revolu\u00e7\u00f5es de 1848-49, quando a Liga se tornara inativa em fun\u00e7\u00e3o da dispers\u00e3o de seus membros, Marx ingressou e reorganizou a Associa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores de Col\u00f4nia, assumindo sua dire\u00e7\u00e3o ao lado do tip\u00f3grafo Karl Schapper.<\/p>\n<p>Fundou a Associa\u00e7\u00e3o Internacional dos Trabalhadores (AIT), a I Internacional. O envolvimento de Marx com a AIT foi tamanho que sua casa em Londres chegou a funcionar como uma esp\u00e9cie de sede informal da organiza\u00e7\u00e3o. Por fim, no per\u00edodo final de sua vida, acompanhou de perto a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do Partido Social Democrata da Alemanha.<\/p>\n<p>O fato de que seus escritos, no curso de todas essas experi\u00eancias, tenham sido deixados de lado contribui para a marginaliza\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria de Marx. O abandono desses escritos facilitou a apropria\u00e7\u00e3o e a distor\u00e7\u00e3o de seu pensamento por todo tipo de corrente pol\u00edtica. Como disse Haddad, do PSDB ao PSOL.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, apenas entre 1853 e 1860, Marx publicara tr\u00eas livros diretamente ligados \u00e0 sua atividade organizativa. Em <em>Revela\u00e7\u00f5es sobre o processo dos comunistas de Col\u00f4nia<\/em>, ele defende seus companheiros da Liga dos Comunistas, presos arbitrariamente em seu pa\u00eds de origem. Publicou, ainda,\u00a0<em>O Cavaleiro da nobre consci\u00eancia<\/em>, defendendo suas posi\u00e7\u00f5es contra a fra\u00e7\u00e3o Willich-Schapper que se conformara no interior da mesma Liga. Sem falar no denso volume\u00a0<em>Senhor Vogt<\/em>, uma resposta a Karl Vogt, que publicara artigos na imprensa europeia justamente com o objetivo de caluniar a atividade organizativa de Marx. Mais tarde, soube-se que Vogt era financiado pelo imperador franc\u00eas Luis Bonaparte (1808-1873). Como se v\u00ea, se muitos consideram pouco relevante a atua\u00e7\u00e3o organizativa de Marx, o imperador da Fran\u00e7a naquela \u00e9poca n\u00e3o pensava o mesmo.<\/p>\n<p><strong>Marx, o militante<\/strong><\/p>\n<p>Todas essas obras, bem como estatutos, resolu\u00e7\u00f5es escritas ou aprovadas por Marx em todas as organiza\u00e7\u00f5es, est\u00e3o infelizmente esquecidas. Uma breve leitura desse material, por\u00e9m, desmonta sem grande esfor\u00e7o o conjunto dos mitos acima levantados. Por exemplo, em <em>O Cavaleiro da nobre consci\u00eancia<\/em>, Marx escreve que seu antagonista na Liga, August Willich, \u201c<em>transforma a posi\u00e7\u00e3o do partido espec\u00edfico e secreto no interior de uma sociedade alem\u00e3 (\u2026) na posi\u00e7\u00e3o do partido no interior do proletariado<\/em>\u201d. Como podemos perceber, Willich distorce as palavras de Marx justamente por confundir suas posi\u00e7\u00f5es sobre um partido e um momento espec\u00edfico com a defesa do partido entendido no sentido dos interesses gerais do proletariado.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese do partido \u00fanico do proletariado tamb\u00e9m n\u00e3o sobrevive a uma s\u00f3 p\u00e1gina de todo esse material acima citado. Tanto \u00e9 assim que, em todas as organiza\u00e7\u00f5es que ingressou ou fundou, Marx o fez apenas com uma demarca\u00e7\u00e3o program\u00e1tica n\u00edtida em meio a batalhas quase intermin\u00e1veis. O ingresso de Marx na Liga dos Comunistas, por exemplo (anteriormente chamada Liga dos Justos), ocorreu ap\u00f3s uma batalha feroz com seu antigo l\u00edder Weitling. Esse dizia: d\u00ea-me um ex\u00e9rcito de 40 mil ex-presidi\u00e1rios, e eu implanto pela for\u00e7a o comunismo.<\/p>\n<p>Como se nota, o programa defendido por Weitling \u00e9 indiferente \u00e0s necessidades objetivas do proletariado. Trata-se da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade comunista pr\u00e9-fabricada por meios exclusivamente militares. \u00c9 esse tipo de concep\u00e7\u00e3o que Marx combate no <em>Manifesto Comunista<\/em> quando diz que os \u201c<em>comunistas n\u00e3o formam um partido \u00e0 parte, oposto aos outros partidos oper\u00e1rios<\/em>\u201d ou que \u201c<em>revolu\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o mais feitas por um partido<\/em>\u201d. Disso, todavia, n\u00e3o se segue que um partido seja desnecess\u00e1rio para ganhar e disputar o proletariado no sentido indicado por Marx.<\/p>\n<p>Somente ap\u00f3s uma longa batalha contra as concep\u00e7\u00f5es de Weitling, que se retirou da Liga, Marx ingressou nela. Em suas pr\u00f3prias palavras no livro <em>Senhor Vogt<\/em>: \u201c<em>o Comit\u00ea Central preparava a realiza\u00e7\u00e3o de um Congresso da Liga em Londres, onde as opini\u00f5es cr\u00edticas sustentadas por n\u00f3s\u00a0<\/em>[Engels e Marx]<em>\u00a0viriam a ser proclamadas doutrina da Liga em manifesto p\u00fablico\u00a0<\/em>[Manifesto Comunista]\u201d. Somente ent\u00e3o Marx entrou na organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Longe de um partido \u00fanico da classe oper\u00e1ria, os \u201cEstatutos da Liga\u201d, redigidos em dezembro de 1847, come\u00e7avam por declarar o programa: \u201c<em>A finalidade da Liga \u00e9 a derrota da burguesia, a instaura\u00e7\u00e3o do regime do proletariado, a aboli\u00e7\u00e3o da velha sociedade burguesa baseada nos antagonismos de classes<\/em>\u201d. Como condi\u00e7\u00e3o para integrar a organiza\u00e7\u00e3o, o estatuto dizia: \u201c<em>vida e atua\u00e7\u00e3o em conson\u00e2ncia com o fim proposto<\/em>\u201d, \u201c<em>submeter todas as decis\u00f5es \u00e0 Liga<\/em>\u201d. Esses estatutos foram reformulados em fins de 1850 com contribui\u00e7\u00e3o direta de Marx. Nas cl\u00e1usulas que definiam quem podia ser membro da organiza\u00e7\u00e3o, podemos ler:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201c<em>Compreender as condi\u00e7\u00f5es, o curso do desenvolvimento e o objetivo final do movimento prolet\u00e1rio;<\/em><\/li>\n<li><em>Ficar distante de todas as organiza\u00e7\u00f5es e iniciativas particulares que se op\u00f5em ou obstruem o progresso da Liga em dire\u00e7\u00e3o ao seu objetivo;<\/em><\/li>\n<li><em>Mostrar habilidade e zelo na propaganda, devo\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel \u00e0s convic\u00e7\u00f5es e energia revolucion\u00e1ria;<\/em><\/li>\n<li><em>Manter o sigilo mais estrito em todas as quest\u00f5es relativas \u00e0 Liga.<\/em>\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Muitos outros exemplos poderiam ser mencionados, tanto na AIT quanto na socialdemocracia alem\u00e3.<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, Marx dedicou boa parte de sua vida a atividades organizativas e militantes. Batalhou por um partido independente da classe oper\u00e1ria com um programa delimitado por bases cient\u00edficas. Op\u00f4s-se tanto ao n\u00facleo clandestino e puramente conspirativo quanto a uma organiza\u00e7\u00e3o propensa a administrar o capitalismo. O esquecimento desses momentos t\u00e3o essenciais da vida, da atividade e da elabora\u00e7\u00e3o de Marx n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Est\u00e1 a servi\u00e7o de um Marx esvaziado de seu conte\u00fado essencial. Um Marx distante da classe oper\u00e1ria e da revolu\u00e7\u00e3o socialista. Um Marx artificialmente constru\u00eddo ap\u00f3s sua morte. Certamente, \u00e9 esse \u00faltimo Marx, recortado e desfigurado, o \u201cMarx Frankenstein\u201d que \u00e9 reivindicado pelo <em>The Economist<\/em>, por Haddad e por muitos outros no ano em que se completa 200 anos de seu nascimento.<\/p>\n<p><strong>ENTENDA<\/strong><\/p>\n<p><strong>Frankenstein<\/strong>\u00a0\u00e9 um romance de terror, de autoria de Mary Shelley. O livro conta a hist\u00f3ria de Victor Frankenstein, um cientista que constr\u00f3i um monstro em seu laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>Comit\u00ea de Correspond\u00eancia Comunista de Bruxelas\u00a0<\/strong>foi criado em 1846, e sua fun\u00e7\u00e3o era divulgar as novas ideias sobre o comunismo.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>Liga dos Comunistas<\/strong>\u00a0foi a primeira organiza\u00e7\u00e3o internacional do proletariado. Foi fundada em 1847, em Londres, por Marx e Engels. Ela substituiu a Liga dos Justos, associa\u00e7\u00e3o secreta alem\u00e3 de oper\u00e1rios e artes\u00e3os, que surgiu em 1836. O lema da Liga dos Comunistas era:\u00a0<em>\u201cProlet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos!\u201d,<\/em>\u00a0e seu programa era o\u00a0<em>Manifesto do Partido Comunista<\/em>\u00a0(<em>Manifesto Comunista<\/em>).<\/p>\n<p><strong>August Willich<\/strong>\u00a0(1810-1878) foi membro da Liga dos Comunistas. Participante da insurrei\u00e7\u00e3o e foi um dos dirigentes da fra\u00e7\u00e3o aventureira sa\u00edda da Liga dos Comunistas em 1850.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio do nascimento de Karl Marx, muitos falaram sobre a necessidade de retom\u00e1-lo. At\u00e9 o jornal ingl\u00eas The Economist, da burguesia financeira, publicou uma mat\u00e9ria com o ir\u00f4nico t\u00edtulo \u201cGovernantes de todo o mundo, leiam Marx\u201d. O artigo dizia que \u201cseu diagn\u00f3stico sobre as falhas do capitalismo\u201d se mostra hoje de enorme [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":25580,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[10],"tags":[6850,58,5334],"class_list":["post-25579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-teoria","tag-gustavo-lopes-machado","tag-marx","tag-partido"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/marx-org-prol.jpg","categories_names":["TEORIA"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}