{"id":25184,"date":"2018-11-28T14:21:47","date_gmt":"2018-11-28T16:21:47","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=25184"},"modified":"2018-11-28T14:21:47","modified_gmt":"2018-11-28T16:21:47","slug":"o-genocidio-no-congo-belga-e-a-luta-pela-reparacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/11\/28\/o-genocidio-no-congo-belga-e-a-luta-pela-reparacao\/","title":{"rendered":"O genoc\u00eddio no Congo belga e a luta pela repara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Genoc\u00eddio praticado por rei belga resultou na morte de 8 a 10 milh\u00f5es de congoleses.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Cesar Neto<\/p>\n<p>A B\u00e9lgica \u00e9 um pequeno pa\u00eds, um pouco maior que El Salvador e quase a metade do tamanho da Costa Rica. Seus onze milh\u00f5es de habitantes desfrutam do 22\u2070 melhor pa\u00eds para se viver, enquanto o Congo \u00e9 o 13\u2070 pior pa\u00eds do mundo para se viver. Uma grande desigualdade que aqueles que se guiam pelas \u201cid\u00e9ias empreendedoras\u201d dir\u00e3o: os belgas s\u00e3o \u201ctrabalhadores\u201d e os congoleses \u201cpregui\u00e7osos\u201d. Ou ent\u00e3o, aqueles que se orientam pela teologia da prosperidade dir\u00e3o que os belgas s\u00e3o um \u201cpovo aben\u00e7oado\u201d. E os congoleses o que s\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>A riqueza belga e a pobreza congolesa s\u00e3o irm\u00e3s g\u00eameas<\/strong><\/p>\n<p>Desde 1870, as na\u00e7\u00f5es europeias buscavam tomar de assalto a \u00c1frica. Nesses anos, o gal\u00eas Henry Morton Stanley, fez uma longa expedi\u00e7\u00e3o e foi um dos primeiros a conhecer a regi\u00e3o do Congo. Voltou, em 1878, \u00e0 Europa e apresentou as virtudes africanas aos governos e burgueses. Segundo Stanley, era a oportunidade para explora\u00e7\u00e3o comercial das terras que \u201cele descobrira\u201d e n\u00e3o se cansava de defender a necessidade de \u201cdespejar civiliza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia no barbarismo africano\u201d e ainda: \u201d\u00a0<em>h\u00e1 40.000.000 de pessoas nuas do outro lado das cataratas e as ind\u00fastrias t\u00eaxteis de Manchester est\u00e3o \u00e0 espera de vesti-los (\u2026). As f\u00e1bricas de\u00a0Birmingham est\u00e3o aquecendo o metal vermelho que ser\u00e1 transformado em objetos met\u00e1licos de todos os tipos e aspectos que ir\u00e3o decor\u00e1-los (\u2026) e os ministros de Cristo est\u00e3o zelosos de trazer as suas pobres almas para a f\u00e9 crist\u00e3<\/em>\u201c. Atrav\u00e9s do despertar de interesses toda a \u201csorte\u201d do Congo foi tra\u00e7ada.<\/p>\n<p>Em 1885 foi realizada a Confer\u00eancia de Berlim, na qual foi feito um grande tratado entre as na\u00e7\u00f5es europeias para a partilha da \u00c1frica. E coube \u00e0 B\u00e9lgica uma \u00e1rea de 2.343 mil Km2 de terras africanas, ou o equivalente a 75 vezes o territ\u00f3rio belga. A B\u00e9lgica, como Estado n\u00e3o participou inicialmente e diretamente dessa divis\u00e3o. Assim, delegou-se ao seu Rei Leopoldo II a tarefa de faz\u00ea-lo. Dessa forma, Leopoldo II de imediato apropriou-se dessas terras e criou o \u201cEstado Livre do Congo\u201d, que de \u201clivre\u201d s\u00f3 tinha o nome.<\/p>\n<p>Inicialmente Leopoldo II se dedicou \u00e0 matan\u00e7a de elefantes para a retirada de marfim. Os neg\u00f3cios com a matan\u00e7a de elefantes e exporta\u00e7\u00e3o de marfim iam de vento em popa. Nesse mesmo per\u00edodo, explodiu a demanda mundial por borracha, e ele se voltou para a extra\u00e7\u00e3o da borracha utilizando-se do trabalho for\u00e7ado dos nativos, com ampla utiliza\u00e7\u00e3o de recursos como espancamentos, matan\u00e7as e mutila\u00e7\u00f5es, quando as cotas de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o eram alcan\u00e7adas. Al\u00e9m disso, houve o processo de usurpa\u00e7\u00e3o de terras, expuls\u00e3o dos moradores e inc\u00eandio de suas casas.<\/p>\n<p><strong>A cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>Para impor o trabalho for\u00e7ado e a usurpa\u00e7\u00e3o de terras atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o do terror foi criada a For\u00e7a P\u00fablica, em 1885.\u00a0 A For\u00e7a P\u00fablica era comandada por oficiais regulares do ex\u00e9rcito belga, aventureiros e mercen\u00e1rios ex-oficiais de outras na\u00e7\u00f5es. Entre os anos de 1886 e 1908, o n\u00facleo de oficiais consistia em 648 belgas, 112 italianos, 53 dinamarqueses, 47 suecos, 26 noruegueses e n\u00fameros menores recrutados de outras na\u00e7\u00f5es, como o Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico e o EUA.<\/p>\n<p>Como um ex\u00e9rcito de ocupa\u00e7\u00e3o atuou com os piores m\u00e9todos de viol\u00eancia. Tais como o estupro, e como se ainda fosse pouco, a obriga\u00e7\u00e3o de pais praticarem incesto com suas filhas ou de irm\u00e3os fazerem o mesmo com suas irm\u00e3s, al\u00e9m de outras formas de viol\u00eancia como o uso de chibatas, tortura, mutila\u00e7\u00f5es de adultos e crian\u00e7as, assassinatos e etc.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra os congoleses n\u00e3o pode ser escondida ou esquecida. H\u00e1 in\u00fameros relatos, documentos e livros. Arthur Conan Doyle, conhecido por suas obras sobre Sherlock Holmes, escreveu \u201cO Crime do Congo\u201d, uma das mais bem organizadas den\u00fancias contra Leopoldo II, Rei da B\u00e9lgica. Conan Doyle reproduz o texto de um documento que explica o que s\u00e3o as chibatas e como s\u00e3o utilizadas:<\/p>\n<p><em>\u201cO \u2018chicote\u2019 de couro cru de hipop\u00f3tamo, especialmente um novo, aparado como um saca-rolhas, com bordas como l\u00e2minas de faca, e t\u00e3o duro quanto madeira, \u00e9 uma arma terr\u00edvel, e alguns golpes trazem sangue;\u00a0n\u00e3o mais do que vinte e cinco golpes devem ser dados a menos que a ofensa seja muito s\u00e9ria.\u00a0Embora tenhamos nos persuadido de que a pele do africano \u00e9 muito dura, ela precisa de uma constitui\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria para suportar a terr\u00edvel puni\u00e7\u00e3o de cem golpes;\u00a0geralmente a v\u00edtima est\u00e1 em estado de insensibilidade depois de vinte e cinco ou trinta golpes.\u00a0No primeiro golpe ele grita desesperadamente;\u00a0ent\u00e3o ele se acalma, e \u00e9 um mero corpo tr\u00eamulo e geme at\u00e9 a opera\u00e7\u00e3o terminar, quando o culpado levantar e cair, muitas vezes com cortes que durar\u00e3o uma vida inteira.\u00a0J\u00e1 \u00e9 ruim o suficiente a flagela\u00e7\u00e3o de homens, mas muito pior \u00e9 essa puni\u00e7\u00e3o quando infligida a mulheres e crian\u00e7as.\u00a0Garotos pequenos, de dez ou doze anos, com mestres excitados e de temperamento quente, geralmente s\u00e3o mais duramente tratados.\u00a0Em Kasnogo, h\u00e1 uma grande quantidade de crueldade exibida.\u00a0Eu vi dois meninos muito ferido.\u00a0Acredito conscientemente que um homem que recebe cem golpes quase sempre \u00e9 morto ou tem seu esp\u00edrito quebrado para sempre. \u201d<\/em><\/p>\n<p>O autor de Sherlock Holmes se mostra um bom pesquisador da realidade, analisa e apresenta um documento que explica o motivo torpe e a destrui\u00e7\u00e3o de uma vila:<\/p>\n<p><em>\u201cAs pessoas dormiam quietas em suas camas quando ouviram um tiro e correram para ver qual era o problema.\u00a0Encontrando os soldados cercaram a cidade, seu \u00fanico pensamento era escapar.\u00a0Como eles correram para fora de suas casas, homens, mulheres e crian\u00e7as, eles foram impiedosamente abatidos.\u00a0Sua cidade foi totalmente destru\u00edda e \u00e9 uma ru\u00edna at\u00e9 hoje.\u00a0A \u00fanica raz\u00e3o para essa luta foi que as pessoas n\u00e3o conseguiram trazer Kwanga (comida) para o Estado naquele dia. \u201d<\/em><\/p>\n<p>Seguindo Conan Doyle temos o testemunho abaixo:<\/p>\n<p>\u201c\u00a0<em>Imagine n\u00f3s retornando da luta contra alguns \u2018rebeldes\u2019;\u00a0vejo, na proa da canoa h\u00e1 uma vara e um saco dependurado nela \u2026 Estas s\u00e3o as m\u00e3os (m\u00e3os direitas) de dezesseis guerreiros que eles mataram.\u00a0\u2018Guerreiros!\u2019\u00a0Voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea entre elas\u00a0h\u00e1 m\u00e3os de criancinhas e crian\u00e7as (meninas ou meninos)?\u00a0Eu os vi.\u00a0Vi at\u00e9 onde o trof\u00e9u foi cortado enquanto o pobre cora\u00e7\u00e3o batia forte o suficiente para disparar o sangue das art\u00e9rias cortadas a uma dist\u00e2ncia de quatro p\u00e9s.\u00a0<\/em>\u201c.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastassem os relatos e documentos deixados sobre a viol\u00eancia contra os povos congoleses, tamb\u00e9m os registros fotogr\u00e1ficos mostram adultos e crian\u00e7as mutilados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/congo_mao.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-25185 size-full\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/congo_mao.png\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/congo_mao.png 696w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/congo_mao-300x151.png 300w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/congo_mao-150x75.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Estado belga assume o comando e adotou a mesma pol\u00edtica sobre outras formas<\/strong><\/p>\n<p>Leopoldo II morreu em 1909, por\u00e9m de 1885 a 1908 ele ocupou o Congo, as terras dos nativos e os for\u00e7ou ao trabalho escravo. Para isso usou de todas as formas de crueldades, apontadas acima. Acumulou uma fortuna imensa e ganhou o apelido de \u201cRei Construtor\u201d. Com o saque ao Congo construiu entre outras obras: as estufas reais, a Torre Japonesa, Pavilh\u00e3o Chin\u00eas, Esta\u00e7\u00e3o de Trem da Antu\u00e9rpia, o Museu Real da \u00c1frica Central, etc. Todos esses bens, constru\u00eddos literalmente com o suor e o sangue do povo congol\u00eas, foram doados ao Estado Belga.<\/p>\n<p>A B\u00e9lgica, ap\u00f3s a morte de Leopoldo II, assumiu o Congo como parte de suas col\u00f4nias. O Congo s\u00f3 foi conquistar sua independ\u00eancia em junho de 1960. Em janeiro de 1961, o l\u00edder da luta independentista Patrice Lumumba, na condi\u00e7\u00e3o de Primeiro Ministro, foi preso e fuzilado com o apoio das For\u00e7as Armadas belga. Em 1965, Mobutu Sese Seko, atrav\u00e9s de um golpe de Estado com apoio do governo belga, instala uma ditadura que durou 32 anos.<\/p>\n<p><strong>A necess\u00e1ria repara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O genoc\u00eddio praticado durante pelo menos 23 anos resultou, segundo estudos acad\u00eamicos, na morte de um n\u00famero entre 8 e 10 milh\u00f5es de pessoas, ou a quase a metade da popula\u00e7\u00e3o congolesa naquele momento. Este genoc\u00eddio praticado por Leopoldo II \u00e9, sem d\u00favida, superior ao Holocausto praticado por Hitler contra os judeus, trabalhadores e dentre outras minorias durante a Alemanha nazista.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 100 anos da hist\u00f3ria congolesa a B\u00e9lgica n\u00e3o pode se omitir de sua responsabilidade nos crimes praticados e mais, inclusive de ter obtido vantagens econ\u00f4micas. Os crimes de praticados por Leopoldo II, de 1885 a 1909; da explora\u00e7\u00e3o colonial, de 1909 a 1960; e da ditadura de Mobutu (1965-1997). Todos esses per\u00edodos s\u00e3o marcados pelas vantagens econ\u00f4micas que s\u00f3 foram poss\u00edveis devido \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do Estado belga, que por sua vez, tamb\u00e9m obteve profundas vantagens econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Albert II, rei belga, visitou o Congo em 2010 em decorr\u00eancia das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos da independ\u00eancia congolesa. Muitos esperavam um pronunciamento de autocr\u00edtica do passado hist\u00f3rico feito pelo rei. Por\u00e9m, Alberto II evitou descaradamente em falar do tema. Na verdade, o governo belga j\u00e1 se expressou atrav\u00e9s do ex Ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Louis Michel, que declarou que Leopoldo II era um vision\u00e1rio que levou a civiliza\u00e7\u00e3o ao Congo.<\/p>\n<p><strong>Os caminhos da repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 dois caminhos. Um \u00e9 o da den\u00fancia aos tribunais internacionais, a via legal existente nos dias de hoje, por\u00e9m nestes mais de cem anos por essas vias quase nada se fez. A outra \u00e9 a da mobiliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1, hoje, setores da popula\u00e7\u00e3o belga, especialmente aqueles que seus ancestrais eram congoleses, que reivindicam a retirada das est\u00e1tuas assim como os nomes de logradouros p\u00fablicos que fazem refer\u00eancia a Leopoldo II. Exagero? N\u00e3o, justi\u00e7a. Ningu\u00e9m aceitaria uma pra\u00e7a com o nome de Adolfo Hitler.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de 2015 na \u00c1frica do Sul deve ser reivindicada. Cecil Rhodes foi um genocida e usurpador de terras, similar a Leopoldo II, Von Trotha na Nam\u00edbia, e outros. Mas a juventude universit\u00e1ria desenvolveu a campanha #RhodesMustFall que buscou a retirada das est\u00e1tuas de dentro das universidades. Foram realizadas muitas mobiliza\u00e7\u00f5es, trancamentos de avenidas, lan\u00e7amento de excrementos humano nas est\u00e1tuas, tudo sob uma forte atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia e repress\u00e3o, at\u00e9 que finalmente veio a vit\u00f3ria com a retirada das est\u00e1tuas. Por a\u00ed come\u00e7a o longo caminho da repara\u00e7\u00e3o dos crimes praticados pelas pot\u00eancias imperialistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genoc\u00eddio praticado por rei belga resultou na morte de 8 a 10 milh\u00f5es de congoleses.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":25186,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[1177,646],"tags":[213,6756,6757,1084,6758,6759,6760],"class_list":["post-25184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-belgica","category-congo","tag-cesar-neto","tag-conferencia-de-berlim","tag-congo-belga","tag-leopoldo-ii","tag-mobutu-sese-seko","tag-reparacao-por-genocidio-no-congo","tag-republica-democratica-do-congo"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/marfim.jpg","categories_names":["B\u00e9lgica","Congo"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25184\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}