{"id":25061,"date":"2018-11-16T13:21:20","date_gmt":"2018-11-16T15:21:20","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=25061"},"modified":"2018-11-16T13:21:20","modified_gmt":"2018-11-16T15:21:20","slug":"o-quilombo-dos-palmares-e-a-resistencia-negra-de-1597-a-1695","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/11\/16\/o-quilombo-dos-palmares-e-a-resistencia-negra-de-1597-a-1695\/","title":{"rendered":"O quilombo dos Palmares e a resist\u00eancia negra de 1597 a 1695"},"content":{"rendered":"<p><em>Voc\u00ea acredita que o povo brasileiro \u00e9 acomodado? Que a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 pregui\u00e7osa, vadia e alienada? Pois \u00e9, foi essa a hist\u00f3ria ensinada nas escolas e transmitida em livros, jornais, novelas e filmes.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Rosenverck Estrela Santos, do PSTU Maranh\u00e3o, Quilombo Ra\u00e7a e classe e vocalista do grupo de Rap G\u00edria Vermelha<\/p>\n<p>E as lutas sociais negras no Brasil, voc\u00ea conhece? Balaiada, Cabanagem, Revolta dos Mal\u00eas, Revolta da Chibata e a forma\u00e7\u00e3o de milhares de quilombos de norte a sul: o que voc\u00ea sabe sobre isso? Aprendeu que eram revoltas de bandidos e que quilombos eram espa\u00e7os de pretos fugidos e nada mais?<\/p>\n<p>A nossa mem\u00f3ria \u00e9 marcada pela nega\u00e7\u00e3o da maioria significativa da composi\u00e7\u00e3o social brasileira de negros e ind\u00edgenas. Por\u00e9m, acima de tudo, pela deturpa\u00e7\u00e3o de suas lutas e formas de resist\u00eancia. A maior parte das pessoas n\u00e3o sabe que, no Brasil, formaram-se centenas de quilombos, mais de 500 mil negros se rebelaram e aconteceram 38 insurrei\u00e7\u00f5es negras em 300 anos, como parte de um ascenso em toda a Am\u00e9rica, cujo ponto alto foi a revolu\u00e7\u00e3o haitiana. N\u00e3o temos mem\u00f3ria da viol\u00eancia da escravid\u00e3o. A Igreja, por exemplo, pelo Padre Ant\u00f4nio Vieira, dizia: \u201cEscravid\u00e3o \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o. Quanto mais dura aqui na terra, maior gl\u00f3ria depois da morte.\u201d<\/p>\n<p>Vamos na contram\u00e3o dessa mem\u00f3ria elitista e buscaremos o verdadeiro significado das lutas sociais negras, tendo como refer\u00eancia o Quilombo dos Palmares.<\/p>\n<p><strong>Quilombos como espa\u00e7os de resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Os quilombos eram espa\u00e7os de resist\u00eancia e nega\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, mas foram apontados como locais de marginais perigosos. Em 1740, a Coroa portuguesa definia Quilombo como \u201ctoda a habita\u00e7\u00e3o de negros fugidos que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que n\u00e3o tenham ranchos levantados nem se achem pil\u00f5es neles\u201d.<\/p>\n<p>Durante s\u00e9culos, essa defini\u00e7\u00e3o distorceu a mem\u00f3ria da resist\u00eancia negra. O resultado foi que a popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o queria associar-se aos quilombos por acreditar que eram espa\u00e7os de bandidos em fuga. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, nos dias de hoje, nas comunidades negras rurais, os moradores mais idosos t\u00eam dificuldade em assumir a identidade quilombola.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que tamb\u00e9m havia fugitivos nos quilombos mas n\u00e3o exclusivamente. As fugas representavam um duro golpe na estrutura escravista, al\u00e9m de ser uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do trabalhador brasileiro, negando o escravismo, na base da acumula\u00e7\u00e3o de capital, e as rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o profundamente violentas. Isso \u00e9 o que explica a imensa repress\u00e3o que sofreram os quilombos.<\/p>\n<p>Os quilombos e atualmente os remanescentes quilombolas expressam uma hist\u00f3ria de rebeli\u00f5es da classe trabalhadora no Brasil que nunca devemos esquecer. O Quilombo de Palmares, Zumbi, Dandara s\u00e3o s\u00edmbolos da resist\u00eancia negra.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Quilombo-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-25063 size-full\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Quilombo-1.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"475\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Palmares: s\u00edmbolo de luta por uma sociedade igualit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, os africanos procuraram meios de resistir \u00e0 escraviza\u00e7\u00e3o de seus corpos e de suas mentes. O suic\u00eddio, o assassinato de seus senhores, as fugas, a forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es culturais foram alguns desses meios. Os quilombos foram uns dos principias instrumentos da luta negra.<\/p>\n<p>A palavra\u00a0<em>kilombo<\/em>\u00a0vem da l\u00edngua banto\u00a0<em>umbundo<\/em>\u00a0e se refere a uma institui\u00e7\u00e3o militar da \u00c1frica Central (Congo e Angola) dos povos<em>\u00a0jagas<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>imbangala<\/em>. O quilombo brasileiro \u00e9, sem d\u00favida, uma c\u00f3pia do quilombo africano reconstru\u00eddo pelos escravizados para se opor a uma estrutura escravocrata pela implanta\u00e7\u00e3o de outra estrutura pol\u00edtica, na qual se encontraram todos os oprimidos.<\/p>\n<p>A partir de 1597, a floresta e as montanhas na fronteira dos estados de Pernambuco e Alagoas serviram de palco para a forma\u00e7\u00e3o do Quilombo dos Palmares. Formado por uma associa\u00e7\u00e3o de comunidades negras, os mocambos, Palmares teve importantes lideran\u00e7as, como Acotirene, Aqualtune, Jo\u00e3o Tapuia, Gaspar, Ambr\u00f3sio, Ganga Zumba e Zumbi.<\/p>\n<p>Zumbi, entre tantos feitos, tornou-se reconhecido por ter se colocado contra o acordo com os escravocratas e o governo de Pernambuco, um acordo que garantiria a liberdade aos palmarinos, mas, em troca, exigia a ren\u00fancia \u00e0 luta contra a escravid\u00e3o. Al\u00e9m disso, o acordo tinha por objetivo ganhar tempo, devido ao enfraquecimento das for\u00e7as militares europeias, e dividir os palmarinos. O governo europeu s\u00f3 prop\u00f4s o acordo depois de dezenas de fracassos dos seus ex\u00e9rcitos.<\/p>\n<p>Esse acordo, que foi aceito por Ganga Zumba, propunha: liberta\u00e7\u00e3o aos pretos nascidos em Palmares; entrega de terras (que se mostraram improdutivas); legaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio dos pretos palmarinos; aceita\u00e7\u00e3o, por parte dos palmarinos, de que seriam s\u00faditos da Coroa portuguesa, ou seja, aceitariam a ordem estabelecida da escravid\u00e3o. Quanto aos negros e negras fugidos para Palmares por conta pr\u00f3pria, seriam reescravizados.<\/p>\n<p><strong>Zumbi disse n\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Zumbi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-25064 alignright\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Zumbi.jpg\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Zumbi.jpg 193w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Zumbi-150x203.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Zumbi e outros l\u00edderes n\u00e3o aceitaram esse acordo de concilia\u00e7\u00e3o, pois sua luta n\u00e3o era apenas pela liberdade dos palmarinos: era contra a estrutura escravista. N\u00e3o bastava emancipar os palmarinos, era preciso emancipar toda a popula\u00e7\u00e3o negra. Emancipar a popula\u00e7\u00e3o negra era o mesmo que emancipar toda a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora brasileira, pois a sociedade escravista foi estruturada sobre a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o de negros e negras.<\/p>\n<p>Palmares foi a nega\u00e7\u00e3o do sistema escravista. Representava outra forma de organiza\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e cultural. Uma nova forma de sociabilidade e de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida, levada \u00e0 frente por mais de 30 mil pessoas de diferentes grupos \u00e9tnico-raciais dirigidos por lideran\u00e7as negras. Fazer uma alian\u00e7a com os poderosos oligarcas era negar esse projeto, negar outra forma de produzir a exist\u00eancia humana baseada em princ\u00edpios de produ\u00e7\u00e3o e reparti\u00e7\u00e3o igualit\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Sem rendi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Zumbi e Palmares s\u00e3o um exemplo de quem n\u00e3o se rendeu. Zumbi s\u00f3 confirmava a tradi\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de Palmares, que teve inicio na domina\u00e7\u00e3o holandesa sobre Pernambuco e terminou na domina\u00e7\u00e3o portuguesa. Nesse confronto entre holandeses e espanh\u00f3is (Portugal estava sob dom\u00ednio da Espanha), muitos negros tiveram de optar por um dos lados.<\/p>\n<p>Foi o exemplo do negro Henrique Dias, comandante de tropas negras que lutaram ao lado dos portugueses. Nessa disputa entre o ruim e o pior, Palmares n\u00e3o tomou lado. O lado de Palmares era o da popula\u00e7\u00e3o negra em sua luta por liberdade e condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia. Escravista era escravista, n\u00e3o importa se holand\u00eas, espanhol ou portugu\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Classe dominante quer eliminar Palmares<\/strong><\/p>\n<p>Foram dezenas de expedi\u00e7\u00f5es holandesas e portuguesas contra o quilombo nordestino. At\u00e9 o assassinato de Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695, sua mem\u00f3ria rondou como um espectro de liberdade e emancipa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra. Tanto \u00e9 que Zumbi foi decapitado e sua cabe\u00e7a foi exposta em pra\u00e7a p\u00fablica em Recife para servir de exemplo.<\/p>\n<p>Em 14 de mar\u00e7o de 1696, o governador de Pernambuco, Caetano de Melo de Castro, escreveu ao rei de Portugal, Jo\u00e3o V: \u201c<em>Determinei que pusessem sua cabe\u00e7a num poste, no lugar mais p\u00fablico desta pra\u00e7a, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Essa ideia do governador de Pernambuco e do Imp\u00e9rio portugu\u00eas fracassou. Zumbi est\u00e1 vivo entre n\u00f3s, trabalhadores brasileiros, que n\u00e3o esquecemos sua resist\u00eancia e recitamos em alto e bom tom: \u201c<em>Por menos que conte a Hist\u00f3ria \/ N\u00e3o te esque\u00e7o meu povo \/ Se Palmares n\u00e3o vive mais \/ Faremos Palmares de novo<\/em>\u201d (Jos\u00e9 Carlos Limeira).<\/p>\n<p><strong>Como se organizava o\u00a0Quilombo dos Palmares?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Economia<\/strong><\/p>\n<p>A principal atividade econ\u00f4mica era a agricultura. Tamb\u00e9m produziam artesanato e faziam com\u00e9rcio. Tinha abund\u00e2ncia alimentar. Todo quilombola recebia terra, mas n\u00e3o podia vender e era obrigado a cultivar. Toda produ\u00e7\u00e3o ia para o Conselho, que repartia entre todos. Era uma forma coletivizada de produ\u00e7\u00e3o. O excedente, al\u00e9m de ser comercializado, provando que n\u00e3o havia isolamento do quilombo, era repartido e estocado para evitar escassez e fome.<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>As decis\u00f5es eram coletivas e democr\u00e1ticas no Conselho. Por exemplo, para aceitar ou rejeitar acordos com o Imp\u00e9rio. Os l\u00edderes eram eleitos pela base.<\/p>\n<p><strong>Mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Uma de suas fundadoras foi Acotirene. As mulheres tinham um papel fundamental, participavam do conselho de l\u00edderes, das atividades econ\u00f4micas e tamb\u00e9m participavam da guerra. A poliandria \u2013 organiza\u00e7\u00e3o familiar na qual uma mulher tem v\u00e1rios companheiros \u2013 era comum. Isso porque a quantidade de mulheres era menor (o tr\u00e1fico de escravos no Brasil dava prefer\u00eancia a homens jovens, mas tamb\u00e9m porque refletiam o matriarcalismo muito presente em regi\u00f5es da \u00c1frica.<\/p>\n<p><strong>Defesa<\/strong><\/p>\n<p>Existia uma disciplina de acampamento de guerra: o povo em armas. Diferentemente de Ganga Zumba, que achava que seria incorporado pacificamente pelo Imp\u00e9rio, Zumbi acreditava que o acampamento de guerra era a melhor forma de enfrentar os portugueses.<\/p>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o populacional<\/strong><\/p>\n<p>Seus membros vinham de v\u00e1rios estados do Nordeste \u2013 Alagoas, Pernambuco, Bahia, Sergipe. Em sua maioria, eram negros e negras. Tamb\u00e9m havia mesti\u00e7os, brancos pobres e ind\u00edgenas. Era um espa\u00e7o de acolhida para aqueles massacrados pela mis\u00e9ria e pela repress\u00e3o da Coroa portuguesa. Foi justamente essa alian\u00e7a entre palmarinos e trabalhadores pobres contra a explora\u00e7\u00e3o que fez com que a classe dominante latifundi\u00e1ria e comercial tomasse medidas para eliminar Palmares.<\/p>\n<p><strong>Para ler:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>O quilombo dos Palmares\u00a0<\/strong>(Edson Carneiro)<\/li>\n<li><strong>Sociologia do negro brasileiro<\/strong>(Cl\u00f3vis Moura)<\/li>\n<li><strong>Os quilombos e a rebeli\u00e3o negra<\/strong>(Cl\u00f3vis Moura)<\/li>\n<li><strong>Origem e hist\u00f3rico do quilombo na \u00c1frica\u00a0<\/strong>(Kabengele Munanga)<\/li>\n<li><strong>Zumbi<\/strong>(Joel Rufino dos Santos)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Para assistir:<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUILOMBO<\/strong><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Cac\u00e1 Diegues<\/p>\n<p>Conta a hist\u00f3ria de Ganga Zumba e os conflitos com Zumbi, indo at\u00e9 o confronto final de Palmares contra os portugueses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea acredita que o povo brasileiro \u00e9 acomodado? 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