{"id":24143,"date":"2018-08-31T18:48:16","date_gmt":"2018-08-31T20:48:16","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=24143"},"modified":"2018-08-31T18:48:16","modified_gmt":"2018-08-31T20:48:16","slug":"mes-da-visibilidade-lesbica-uma-rebeliao-contra-a-lesbofobia-e-o-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/08\/31\/mes-da-visibilidade-lesbica-uma-rebeliao-contra-a-lesbofobia-e-o-capitalismo\/","title":{"rendered":"M\u00eas da Visibilidade L\u00e9sbica: Uma rebeli\u00e3o contra a lesbofobia e o capitalismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Agosto \u00e9 considerado o m\u00eas da visibilidade l\u00e9sbica. \u00c9 essencial darmos visibilidade para a luta contra a opress\u00e3o lesbof\u00f3bica, pois o capitalismo hoje imp\u00f5e \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas trabalhadoras situa\u00e7\u00f5es de extrema vulnerabilidade, desemprego, falta de lazer nas periferias, descaso em rela\u00e7\u00e3o a sa\u00fade e a viol\u00eancia resultante do machismo e da LGBTfobia.<\/em><em>\u00a0<\/em><!--more--><\/p>\n<p><em>Por:<\/em> Marina Cintra, de S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria das mulheres l\u00e9sbicas: Uma hist\u00f3ria de resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Chanacomchana4b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-24144 alignright\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Chanacomchana4b-211x300.jpg\" alt=\"\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Chanacomchana4b-211x300.jpg 211w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Chanacomchana4b-150x214.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Chanacomchana4b.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um dos marcos para a hist\u00f3ria das mulheres LGBT\u2019s no Brasil tem origem na d\u00e9cada de 80. Nesse momento, surge um grupo organizado de mulheres l\u00e9sbicas chamado GALF (Grupo de A\u00e7\u00e3o L\u00e9sbico Feminista). O grupo vendia seu boletim chamado \u201cChanacomchana\u201d, que falava contra a opress\u00e3o e viol\u00eancia contra mulheres l\u00e9sbicas. Atuava tamb\u00e9m contra a pris\u00e3o e repress\u00e3o de ativistas durante a ditadura militar. Em 13 de junho de 1980, o MNU (Movimento Negro Unificado) e grupos feministas fizeram uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente ao teatro municipal de S\u00e3o Paulo contra a viol\u00eancia. As mulheres l\u00e9sbicas levavam faixas que diziam: \u201c<em>Pelo Prazer L\u00e9sbico\u201d<\/em>\u00a0e \u201c<em>Contra a viol\u00eancia policial\u201d<\/em>. Essa ficou conhecida como a primeira manifesta\u00e7\u00e3o LGBT em S\u00e3o Paulo. A repress\u00e3o policial continuou e no dia 15 de novembro a pol\u00edcia prendeu v\u00e1rias mulheres com a acusa\u00e7\u00e3o de \u201cserem sapat\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As mulheres l\u00e9sbicas sofriam de maneira cotidiana com a repress\u00e3o policial e da sociedade. Um dos epis\u00f3dios que demonstra a resist\u00eancia foi a ocupa\u00e7\u00e3o do Ferro\u2019s Bar, no bairro do Bixiga, em S\u00e3o Paulo, em 1983. Integrantes do GALF vendiam o Chanacomchana no Ferro\u2019s Bar, que era um local frequentado por muitas mulheres l\u00e9sbicas. Em julho de 1983, enquanto vendiam o jornal, as mulheres foram expulsas e proibidas de voltar ao local. A repress\u00e3o desse dia foi o estopim para a luta. No dia 19 de agosto, juntamente com apoio de alguns coletivos gays e grupos feministas, houve a ocupa\u00e7\u00e3o do bar. Esse foi um momento muito importante na luta das l\u00e9sbicas, sendo comparado, com as devidas propor\u00e7\u00f5es, com a revolta de Stonewall. Mesmo com toda a repress\u00e3o policial a essa ocupa\u00e7\u00e3o, as mulheres obtiveram uma vit\u00f3ria e conseguiram voltar a vender regularmente seu jornal no local.<\/p>\n<p>Em uma das edi\u00e7\u00f5es do Chanacomchana temos a descri\u00e7\u00e3o da luta:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/chana-com-chana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-24145 alignright\" src=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/chana-com-chana-201x300.jpg\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/chana-com-chana-201x300.jpg 201w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/chana-com-chana-150x223.jpg 150w, https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/chana-com-chana.jpg 282w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>\u201cO dia 19 de agosto \u00e9 muito especial para o Grupo de a\u00e7\u00e3o Lesbica-Feminista (Galf) e para as l\u00e9sbicas que frequentam o Ferro\u2019s \u2014 antigo e velho bar situado quase no Bexiga, bairro dos mais badaladas da noite de Sampa. O frio que baixa na cidade n\u00e3o impede que o \u201chappening\u201d pol\u00edtico organizado pelo Galf seja um sucesso. Por volta das nove da noite, as militantes do grupo e mais alguns companheiros do Outra Coisa A\u00e7ao Homossexualista, formado por homens, continuam a distribuir na frente do famoso bar um panfleto denunciando as agress\u00f5es que o Galf vinha sofrendo h\u00e1 meses, quando tentava vender seu boletim Chanacomchana dentro do Ferro\u2019s. Um pouco mais tarde, -come\u00e7am a\u201dinvadir\u201d o bar figuras um tanto estranhas para suas fieis frequentadoras: mulheres \u201cdiferentes\u201d, rapazes de barba e lindos palet\u00f3s de couro (dessas que a gente costuma ver nas manifesta\u00e7\u00f5es tradicionais da esquerda), bichas finerrimas._ Dentro, a maior confus\u00e3o. Como sempre acontece no Ferro\u2019s] (\u2026) Mas n\u00e3o e s\u00f3 isso; O atarracado porteiro \u2014 sempre t\u00e3o agressivo com as militantes do Galf \u2014 segura firme a porte fechada para garantir que nenhuma dessas\u201dperigosas\u201d\u201cmulheres invada t\u00e3o imaculado recinto, A medida que se aproxima o hist\u00f3rico momento, a for\u00e7a estranha que j\u00e1 havia invadido o \u2013 bar explode aos gritos de: \u201centra\u201d, \u201centra\u201d, \u201centra\u201d. (\u2026) Chega a hora: entre os flashs do fot\u00f3grafos, as militantes do Galf \u2014 e outras pessoas que ainda est\u00e3o pra fora \u2014 for\u00e7am a porta do bar, que o porteiro, agora ajudado por Outros defensores da \u201cpaz e da ordem\u201d, segura como pode. (\u2026) as l\u00e9sbicas do Galf entram. Uma delas, Rosely, sobe imediatamente sobre uma cadeira e come\u00e7a a denunciar as atitudes autorit\u00e1rias do bar.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>L\u00e9sbicas em busca de uma entrada<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>O que Rosely denuncia come\u00e7ara ha quase dois meses.(\u2026) At\u00e9 que no dia 23 de julho \u00faltimo, a barra pesou mais: um dos donos do bar, seu seguran\u00e7a e seu porteiro tentaram concretizar a expuls\u00e3o atrav\u00e9s de agress\u00f5es f\u00edsicas. Mas n\u00e3o foram felizes nesse primeiro intento(\u2026) Depois dela, muitas discuss\u00f5es no Galf. J\u00e1 est\u00e1vamos cheias de sermos agredidas injustamente pens\u00e1vamos que o incidente podia se repetir mais vezes, talvez com mais apoio da pol\u00edcia. N\u00e3o quer\u00edamos ficar na defensiva. (\u2026) A milit\u00e2ncia pol\u00edtica de esquerda sempre foi reprimida. Mas \u00e9 sempre compensada pela certeza de os estar lutando por um mundo melhor e de se estar fazendo Hist\u00f3ria, mas os militantes da esquerda n\u00e3o enfrentam, no seu dia-a-dia, as dificuldades das l\u00e9sbicas e das feministas, mesmo quando heterossexuais. S\u00e3o olhadas com certo deboche e feridas com agress\u00f5es \u2013 por estarem numa luta \u201cmenor\u201d, \u2013 num combate \u201cn\u00e3o-priorit\u00e1rio. Boa parte da esquerda ainda nos olha dessa forma. (\u2026) N\u00f3s do Galf queremos ajudar a ser com essa hist\u00f3ria. Por isso, vamos reconquistar o Ferro\u2019s com ajuda de homens homossexuais, mulheres feministas, ativistas dos direitos civil e militantes ou pol\u00edticos dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o mais identificados com as lutas das \u201cminorias\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>(\u2026) Com a reconquista do Ferro\u2019s, \u2013 busc\u00e1vamos tamb\u00e9m lutar pelo legitimo direito de circular livremente em todos os locais. A interioriza\u00e7\u00e3o do medo e da repress\u00e3o \u00e9 um dos motivos que impedem o grupo de crescer quantitativamente. Porque qualitativamente ele vem avan\u00e7ando desde seu surgimento, em -1979. (\u2026)Por fim, a voz do dono. Cercado por jornalistas, l\u00e9sbicas n\u00e3o-militantes ou do galf,\u00a0 pela vereadora Irene, o dono \u00e9 obrigado a discutir suas atitudes \u2013 uma pratica democr\u00e1tica a qual parece n\u00e3o estar muito acostumado. Afinal, vivemos no Brasil. As militantes de Galf conversam em e dono e conseguem que ele declare diante delas, da imprensa e de outras companheiras, que o grupo poder\u00e1 divulgar seu boletim dentro do bar.- sustentado pelas l\u00e9sbicas. A repercuss\u00e3o do \u201chappening pol\u00edtico no Ferro\u2019s, abriu espa\u00e7o pol\u00edtico para o Galf em dois sentidos. Entre as l\u00e9sbicas, muitas vieram participar do grupo: As que ainda n\u00e3o querem militar hoje leem nosso boletim com outros olhos e discutem mais conosco. (\u2026).<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 por isso que dia 19 de agosto ficou marcado como o dia do orgulho l\u00e9sbico.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m temos o dia 29 de agosto, dia da Visibilidade L\u00e9sbica e Bissexual. Essa data surgiu em 1996, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Semin\u00e1rio Nacional de L\u00e9sbicas realizado no Rio de Janeiro. Ganhar visibilidade para a nossa luta, e visibilidade para a hist\u00f3ria de nosso movimento, que muitos tentam apagar. \u00c9 parte de combater a vulnerabilidade, a viol\u00eancia, a fetichiza\u00e7\u00e3o que as mulheres l\u00e9sbicas trabalhadoras est\u00e3o colocadas.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 nossa situa\u00e7\u00e3o hoje<\/strong><\/p>\n<p>O capitalismo se utiliza das opress\u00f5es, como o machismo, a LGBTfobia e o racismo, para impor sobre a vida das mulheres l\u00e9sbicas trabalhadoras uma situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade. Recentemente, foi publicado o Dossi\u00ea Sobre Lesboc\u00eddio, feito pelo N\u00facleo de Inclus\u00e3o Social da UFRJ. Queremos trazer aqui alguns dados, que mostram um pouco da situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso se atentar ainda que, devido a pr\u00f3pria invisibilidade, bem como fato de LGBTfobia n\u00e3o ser crime, ainda temos pouco acesso a pesquisas oficiais, ou seja, esses dados possuem muitas imprecis\u00f5es, devido a subnotifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o Dossi\u00ea, entre 2012 e 2017, foram registrados 126 casos de assassinatos de mulheres l\u00e9sbicas e 33 suic\u00eddios. A maioria das v\u00edtimas tinha entre 20 e 24 anos. 55% das mulheres assassinadas ocorreram com mulheres que fogem do padr\u00e3o \u201cfeminino\u201d que a sociedade imp\u00f5e. 72% das mortes ocorreram em espa\u00e7os p\u00fablicos e 28% na casa das v\u00edtimas.\u00a0 Al\u00e9m dos assassinatos, tamb\u00e9m est\u00e3o colocados os suic\u00eddios. No ano de 2017, foram registrados 19 casos, sendo a maioria deles na regi\u00e3o sudeste do pa\u00eds, no interior. \u00a0Sobre a viol\u00eancia sexual, de acordo com a LBL (Liga Brasileira de L\u00e9sbicas), 6% das v\u00edtimas de estupro que procuraram o disque 100, em 2012, eram relatos de estupros corretivos.<\/p>\n<p>Com a crise econ\u00f4mica, se aprofunda a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e retirada de direitos dos setores mais oprimidos de nossa classe.\u00a0 No Brasil temos hoje mais de 27 milh\u00f5es de desempregados, as LGBT\u2019s de forma geral e as mulheres l\u00e9sbicas e trans em especial, fazem parte dessa estat\u00edstica, pois s\u00e3o exclu\u00eddas do mercado de trabalho formal. Quando conseguem empregos, s\u00e3o os mais precarizados, como telemarketing ou trabalhos terceirizados. Os direitos trabalhistas, que j\u00e1 eram restritos, s\u00e3o ainda retirados pela reforma trabalhista.<\/p>\n<p>Os cortes em \u00e1reas sociais, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, atingem tamb\u00e9m diretamente as LGBT\u2019s. Com a reforma do ensino m\u00e9dio, juntamente com o projeto Escola Sem Partido, a discuss\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade \u00e9 retirada, ou seja, fica cada vez mais dif\u00edcil fazer um combate ao machismo e a LGBTfobia dentro das escolas. Sobre o tema da sa\u00fade, as mulheres est\u00e3o em vulnerabilidade. A sa\u00fade p\u00fablica est\u00e1 prec\u00e1ria, e muitas vezes as LGBT\u2019s s\u00e3o tratadas com desprezo pelos m\u00e9dicos, al\u00e9m n\u00e3o existir nenhum tipo de informa\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o de DST\u2019s.<\/p>\n<p>Na crise capitalista, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, as LGBT\u2019s trabalhadoras e da periferia s\u00e3o grandes afetadas pelos cortes, as reformas dos governos e o aumento da viol\u00eancia. Os governos, aliados dos patr\u00f5es, retiram nossos direitos e s\u00e3o coniventes com as agress\u00f5es, estupros e homic\u00eddios que sofremos.<\/p>\n<p><strong>As elei\u00e7\u00f5es oferecem uma sa\u00edda? O que o PSTU defende?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos nesse exato momento passando pelo processo de elei\u00e7\u00f5es no Brasil. Vemos diversas opini\u00f5es sobre a quest\u00e3o das LGBT\u2019s e dos setores oprimidos de forma geral, desde as mais abertamente opressoras at\u00e9 as oportunistas.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios setores extremamente conservadores, como \u00e9 o caso do Bolsonaro, que j\u00e1 deu diversas declara\u00e7\u00f5es LGBTf\u00f3bicas, tais como<em>: \u201cEst\u00e1 bem claro na Constitui\u00e7\u00e3o: a uni\u00e3o familiar \u00e9 [entre] um homem e uma mulher. Essas decis\u00f5es s\u00f3 v\u00eam solapar a unidade familiar, os valores familiares. Vai jogar tudo isso por terra\u201d.<\/em>Entre os oportunistas, os que se disfar\u00e7am de aliados, como Marina Silva, do Rede, que na primeira vez em que se candidatou \u00e0 presid\u00eancia, em 2010, fez uma declara\u00e7\u00e3o mais direta sobre sua rejei\u00e7\u00e3o ao casamento gay. Em entrevista ao portal UOL ela disse: \u201c<em>O casamento \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o entre pessoas de sexos diferentes, uma institui\u00e7\u00e3o que foi pensada h\u00e1 milhares de anos para essa finalidade. Eu n\u00e3o tenho uma posi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel<\/em>\u201d. Em 2014 se postulou contra os direitos das LGBT\u2019s e nessas elei\u00e7\u00f5es est\u00e1 dizendo que se eleita vai ter pol\u00edticas p\u00fablicas para o combate a viol\u00eancia contra \u00e0s LGBTs, por exemplo.<\/p>\n<p>Vemos o pr\u00f3prio PT mais uma vez tentando iludir os trabalhadores e os setores oprimidos, sendo que governou j\u00e1 por mais de dez anos sem avan\u00e7os no combate \u00e0 opress\u00e3o. Durante o governo Dilma (PT), o direito das LGBT\u2019s foi feito de moeda de troca. O governo preferiu ficar ao lado da bancada conservadora do Congresso e n\u00e3o avan\u00e7ar na criminaliza\u00e7\u00e3o da LGBTfobia, vetar o kit anti homofobia nas escolas e fazer alian\u00e7a com Marco Feliciano (PSC), que prop\u00f4s em 2013 o projeto de \u201cCura Gay\u201d (que foi derrotado nas ruas nesse mesmo ano). Tamb\u00e9m n\u00e3o houve avan\u00e7o na aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, nem em mais investimento em combate \u00e0 viol\u00eancia \u00e0s mulheres, o que afeta diretamente as mulheres l\u00e9sbicas, bissexuais e transexuais. O governo Temer (PMDB) continuou e aprofundou os projetos do governo Dilma, em que precariza cada vez mais nossas vidas com o alto \u00edndice de desemprego e as reformas aprovadas por ele.<\/p>\n<p>N\u00f3s, do PSTU, sabemos que essas elei\u00e7\u00f5es, onde dominam aqueles que recebem mais dinheiro de banqueiros e empreiteiras para financiar suas mentiras e falsas promessas, n\u00e3o v\u00e3o acabar com a lesbofobia que sofremos todos os dias. Apresentamos candidaturas, que est\u00e3o sendo boicotadas, como a de Vera e Hertz para presid\u00eancia e vice-presid\u00eancia, para espalhar um programa revolucion\u00e1rio, um chamado por uma rebeli\u00e3o dos debaixo contra os de cima. Nesse sentido, divergimos tamb\u00e9m do PSOL, que aposta na sa\u00edda eleitoral e por dentro da falsa democracia que temos hoje.<\/p>\n<p>Levamos como parte de nosso programa: Criminaliza\u00e7\u00e3o da LGBTfobia; amplia\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, com cria\u00e7\u00e3o de mais casas abrigo, delegacias 24 h, com atendimento especializado e com mulheres atendendo; tratamento psicol\u00f3gico gratuito para as v\u00edtimas; inclus\u00e3o das especificidades das mulheres l\u00e9sbicas, bissexuais e transexuais; Mais investimento em combate a viol\u00eancia contra mulheres; kit anti homofobia e discuss\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade nas escolas; Mais investimento em sa\u00fade e visibilidade para as especificidades das mulheres l\u00e9sbicas, bissexuais e transexuais;\u00a0 Contra todas as reformas do Temer;\u00a0 Contra o projeto da \u201cCura gay\u201d, LGBT n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a! Doente \u00e9 o capitalismo!<\/p>\n<p>Esse programa n\u00e3o vir\u00e1 do parlamento, mas da luta e da organiza\u00e7\u00e3o da nossa classe, combatendo tamb\u00e9m todo tipo de preconceito e opress\u00e3o. \u00c9 preciso destruir essa sociedade capitalista para construir uma nova sociedade, uma sociedade socialista, sem opress\u00e3o e sem explora\u00e7\u00e3o. Como vimos no texto, as mulheres l\u00e9sbicas desde muito tempo v\u00eam resistindo, na luta do Ferro\u2019s bar, nas ocupa\u00e7\u00f5es das escolas, na luta contra a cura gay, contra as reformas do Temer, em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e contra a interven\u00e7\u00e3o militar no Rio de Janeiro. Essa luta deve avan\u00e7ar cada vez mais, se unificar e derrubar todo esse sistema: para conquistarmos a verdadeira liberdade, \u00e9 preciso fazer uma revolu\u00e7\u00e3o socialista no Brasil e no mundo!<\/p>\n<p>Fazemos um chamado \u00e0s LGBTs trabalhadoras, conhe\u00e7am o PSTU, se organizem para fazer rebeli\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agosto \u00e9 considerado o m\u00eas da visibilidade l\u00e9sbica. \u00c9 essencial darmos visibilidade para a luta contra a opress\u00e3o lesbof\u00f3bica, pois o capitalismo hoje imp\u00f5e \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas trabalhadoras situa\u00e7\u00f5es de extrema vulnerabilidade, desemprego, falta de lazer nas periferias, descaso em rela\u00e7\u00e3o a sa\u00fade e a viol\u00eancia resultante do machismo e da LGBTfobia.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":24147,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121,238],"tags":[6375,2866,1096,378,2705,190,6376],"class_list":["post-24143","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-lgbt","tag-lesbiofobia","tag-lgbt","tag-lgbtfobia","tag-machismo","tag-marina-cintra","tag-pstu-brasil","tag-visisbilidade-lesbica"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/acervo-Rede-de-Informacao-Um-Outro-Olhar.jpg","categories_names":["Brasil","LGBT"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24143"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24143\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}