{"id":2405,"date":"2012-09-19T01:55:42","date_gmt":"2012-09-19T01:55:42","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/09\/19\/as-7-recomendacoes-da-comissao-europeia\/"},"modified":"2012-09-19T01:55:42","modified_gmt":"2012-09-19T01:55:42","slug":"as-7-recomendacoes-da-comissao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/09\/19\/as-7-recomendacoes-da-comissao-europeia\/","title":{"rendered":"As 7 recomenda\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"90\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Bruxelas_austeridade_(1).jpg\" vspace=\"4\" width=\"180\" \/>Em meados de julho os ministros belgas se reuniram de novo no &ldquo;conclave or&ccedil;ament&aacute;rio&rdquo; para encontrar 78 bilh&otilde;es das economias suplementares, antes de sa&iacute;rem de f&eacute;rias. Desde que se decidiu o plano de austeridade no fim de 2011, quando se formou o governo Di Rupo, n&atilde;o param de recompor o or&ccedil;amento (e fazer recortes nas atribui&ccedil;&otilde;es sociais) para responder &agrave;s &ldquo;exig&ecirc;ncias da Europa&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Em 31 de maio de 2012, a Comiss&atilde;o Europeia remeteu suas recomenda&ccedil;&otilde;es ao governo sobre o Programa Nacional de Reformas de 2012 da B&eacute;lgica e mais amplamente sobre o Programa de Estabilidade para o per&iacute;odo 2012-2015. Estas recomenda&ccedil;&otilde;es formam parte dos mecanismos estabelecidos pela Uni&atilde;o Europeia dentro do marco do &ldquo;semestre europeu&rdquo;. Quer dizer, duas vezes ao ano, a Comiss&atilde;o revisa o or&ccedil;amento dos 27 pa&iacute;ses da UE e define se segue os planos de austeridade impostos recentemente e rebatizados a pouco tempo por Fran&ccedil;ois Hollande como &ldquo;planos de relance&rdquo;. Neste marco, analisamos brevemente as &uacute;ltimas recomenda&ccedil;&otilde;es para a B&eacute;lgica.<\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>1.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Continuar os esfor&ccedil;os para reduzir o d&eacute;ficit fiscal<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">A primeira medida &eacute; continuar a reduzir os gastos do Estado, diminuindo as atribui&ccedil;&otilde;es sociais e de desemprego, os servi&ccedil;os sociais e o financiamento das empresas p&uacute;blicas, isto em um plano a longo prazo, at&eacute; 2020 ou mais, segundo a rea&ccedil;&atilde;o dos mercados, em uma espiral de austeridade permanente&#8230;<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Frente aos d&eacute;ficits or&ccedil;ament&aacute;rios, por que n&atilde;o considerar um aumento da renda em lugar de reduzir os gastos? Buscar o dinheiro onde ele est&aacute;, nos bancos e nos acionistas das grandes empresas multinacionais. Sendo atualmente a B&eacute;lgica um para&iacute;so fiscal para as empresas, poderiam eliminar os &ldquo;interesses nacionais&rdquo;, ativar medidas impositivas sobre o capital, aplicar impostos progressivos sobre as grandes fortunas e assim equilibrar o or&ccedil;amento.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">N&atilde;o devemos assumir mais a d&iacute;vida dos bancos que fazem o que querem, especulando sistematicamente com o dinheiro dos contribuintes, fazendo empr&eacute;stimos aos pa&iacute;ses em dificuldade a taxas escandalosas, sem falar de outros esc&acirc;ndalos financeiros&#8230; Al&eacute;m disso, uma auditoria da d&iacute;vida poderia demonstrar a ilegitimidade da mesma e sua amortiza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>2.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Controlar os gastos relacionados com o envelhecimento<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Neste contexto, o Governo j&aacute; colocou em marcha a reforma do sistema de aposentadorias e aposentadorias adiantadas, aumentando a idade legal para a aposentadoria (exigindo aos trabalhadores ficar mais anos dispon&iacute;veis no mercado de trabalho, sem o benef&iacute;cio da aposentadoria) e diminuindo os montantes de aposentadorias para desembolsar menos. Assim o estado quer evitar pagar a d&iacute;vida aos trabalhadores. Nas recomenda&ccedil;&otilde;es se sugere inclusive vincular a idade legal da aposentadoria &agrave; esperan&ccedil;a de vida.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>3.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Aumentar o capital dos bancos d&eacute;beis<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Assim, uma vez ou outra salvar o capital financeiro de suas aplica&ccedil;&otilde;es especulativas tomando suas d&iacute;vidas nas m&atilde;os do Estado (quer dizer, de n&oacute;s) no lugar de alimentar o caixa da previd&ecirc;ncia social com o dinheiro dos juros da d&iacute;vida, assim como os gastos sociais da educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, servi&ccedil;os p&uacute;blicos, sal&aacute;rios&#8230;<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>4.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Trabalhar sobre uma reforma dos mecanismos de negocia&ccedil;&atilde;o salarial e de indexa&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">&Eacute; a recomenda&ccedil;&atilde;o mais perigosa para os trabalhadores. O mecanismo de indexa&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica dos sal&aacute;rios permite aos trabalhadores guardar certa estabilidade salarial perante o custo de vida. Reform&aacute;-lo &eacute; dividir e debilitar os trabalhadores. J&aacute; h&aacute; v&aacute;rias propostas em discuss&atilde;o como a tentativa de tirar o pre&ccedil;o da energia do c&aacute;lculo, o que seria esvaziar o &iacute;ndice dos elementos mais importantes para os lares, como fez com o &ldquo;&iacute;ndice da sa&uacute;de&rdquo; (quando retirou do c&aacute;lculo o tabaco, a nafta e as bebidas alco&oacute;licas). Ainda estamos pagando as conseq&uuml;&ecirc;ncias de &ldquo;pular&rdquo; uma aplica&ccedil;&atilde;o do aumento por &iacute;ndice de pre&ccedil;os feito nos anos 80 &ndash; que significa uma perda salarial acumulada desde ent&atilde;o -, assim como o equil&iacute;brio do &iacute;ndice no tempo no momento da aplica&ccedil;&atilde;o da indexa&ccedil;&atilde;o. Outra proposta prop&otilde;e inclusive que a indexa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja mais autom&aacute;tica, sen&atilde;o negociada por setor entre a patronal e o sindicato. A Comiss&atilde;o assinala que j&aacute; havia mencionado este ponto previamente, mas que n&atilde;o havia sido publicado. &ldquo;<i>Discutir setorialmente &eacute; pura e simplesmente romper nosso sistema de indexa&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios!<\/i>&rdquo; responde J. Rollin, o secret&aacute;rio geral da CSC.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Para impedir uma queda brutal e generalizada do n&iacute;vel de vida, n&atilde;o h&aacute; outra &ldquo;faixa&rdquo; que a defesa de uma indexa&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de sal&aacute;rios que reflita exatamente a evolu&ccedil;&atilde;o do custo de vida dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>5.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Passar a carga fiscal do trabalho para o consumo e a energia<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Com o argumento de aumentar a competitividade para promover as exporta&ccedil;&otilde;es belgas, esta recomenda&ccedil;&atilde;o prop&otilde;e aliviar a patronal das cargas sociais que devem pagar por cada trabalhador e substituir por outras entradas (aumento do IVA, imposto sobre a energia ou sobre os impactos para o meio ambiente).<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Isto equivale a fazer pagar pelo conjunto da popula&ccedil;&atilde;o as cargas sociais patronais, sob o pretexto de favorecer a contrata&ccedil;&atilde;o. Mas nenhum patr&atilde;o est&aacute; obrigado a contratar. Pelo contr&aacute;rio, despedem quando os incomoda, e o desemprego n&atilde;o faz mais nada al&eacute;m de aumentar.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">N&oacute;s dizemos: nada de presentes fiscais para a patronal, que deve seguir pagando a previd&ecirc;ncia social.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>6.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Estimular a concorr&ecirc;ncia na venda a varejo assim como no dom&iacute;nio do transporte, da energia, das telecomunica&ccedil;&otilde;es e dos servi&ccedil;os postais<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Sup&otilde;e-se que a livre concorr&ecirc;ncia deveria fazer baixar os pre&ccedil;os para os cidad&atilde;os. O exemplo da Electrabel mostra que n&atilde;o &eacute; assim. Apesar da &ldquo;libera&ccedil;&atilde;o do mercado&rdquo; seguimos pagando a eletricidade a pre&ccedil;os exorbitantes. Por outro lado, se trata, sobretudo de &ldquo;abrir a concorr&ecirc;ncia&rdquo; dos setores da economia ainda dirigidos pelas grandes empresas p&uacute;blicas, quer dizer acelerar o processo de privatiza&ccedil;&otilde;es. A &ldquo;libera&ccedil;&atilde;o&rdquo; do Correio nos mostra o que isso representa para os trabalhadores postais e os usu&aacute;rios &ndash; e a &ldquo;reestrutura&ccedil;&atilde;o&rdquo; do conjunto da SNBC prepara tamb&eacute;m o caminho at&eacute; a privatiza&ccedil;&atilde;o, onde a palavra &ldquo;servi&ccedil;o&rdquo; &eacute; substitu&iacute;da por &ldquo;benef&iacute;cio&rdquo; (para os capitalistas). Por outro lado a men&ccedil;&atilde;o &ldquo;venda a varejo&rdquo; esconde mal o projeto de aumentar a explora&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores das PME, para uma maior flexibilidade de hor&aacute;rios, a necessidade de recorrer ao trabalho mal remunerado dos sem pap&eacute;is [imigrantes ilegais].<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Dizemos: n&atilde;o &agrave; &ldquo;abertura dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos &ndash; que asseguram servi&ccedil;os para toda a popula&ccedil;&atilde;o &ndash; &agrave; concorr&ecirc;ncia&rdquo; dos grandes monop&oacute;lios.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\" style=\"margin-left: 0cm; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>7.<span style=\"font-weight: normal; \">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/b><b>Lutar melhor contra as emiss&otilde;es de gases com efeito nocivos<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Aqui se trata, sobretudo, de fazer piedosas recomenda&ccedil;&otilde;es aos cidad&atilde;os, sem tocar nos interesses da Mittal e da grande patronal.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>Quando a UE diz, h&aacute; de se submeter imediatamente<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><i>As recomenda&ccedil;&otilde;es da Comiss&atilde;o s&atilde;o obrigat&oacute;rias ou apenas facultativas?<\/i> Oficialmente as medidas s&atilde;o indicativas, mas a Comiss&atilde;o previu recentemente san&ccedil;&otilde;es financeiras para os desobedientes. Isso permite aos governos de se amparar atr&aacute;s da &ldquo;Europa&rdquo; para aplicar as medidas.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Por outro lado, os or&ccedil;amentos nacionais s&atilde;o analisados em primeiro lugar pela Comiss&atilde;o cujas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o integradas ao or&ccedil;amento antes de passar a discuss&atilde;o para o Parlamento nacional, que &eacute; convidado a aprov&aacute;-las. Estes mecanismos de controle da UE significam uma real perda da soberania, principalmente para os Estados da periferia da Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">B&eacute;lgica n&atilde;o &eacute; vitima. O governo utiliza a m&aacute;scara da UE para aplicar seu programa, visto que est&aacute; completamente identificado com os ditames da Europa e quer ser seu mais fiel aluno.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><b>N&atilde;o &agrave; Europa do Capital<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Pela imposi&ccedil;&atilde;o dos planos de austeridade em toda a Europa, foi colocado em marcha a m&aacute;quina da guerra social contra os povos. As primeiras v&iacute;timas s&atilde;o os povos dos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos da Uni&atilde;o Europeia, mas na B&eacute;lgica estes planos afetam ainda mais os precarizados, come&ccedil;ando pelos mais d&eacute;beis e menos organizados. Durante este tempo, os bancos e as grandes empresas v&atilde;o diminuir cada vez mais suas cargas fiscais e suas d&iacute;vidas s&atilde;o tomadas a cargo pelos Estados! Ante a Europa do Capital, os trabalhadores e povos na Gr&eacute;cia, Portugal e Espanha dizem N&Atilde;O. As pessoas saem &agrave;s ruas para recusar os planos de austeridade da Uni&atilde;o Europeia; sejamos solid&aacute;rios com eles e aqui tamb&eacute;m digamos N&Atilde;O a estas mesmas medidas de austeridade, que cedo ou tarde afetar&atilde;o todos.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<sup style=\"font-family: georgia, serif; \"><span style=\"line-height: 150%; \">1<\/span><\/sup><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; line-height: 150%; \">&nbsp;http:\/\/ec.europa.eu\/europe2020\/pdf\/nd\/csr2012_belgium_fr.pdf<\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \">Tradu&ccedil;&atilde;o: Cynthia Rezende<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; \"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados de julho os ministros belgas se reuniram de novo no &ldquo;conclave or&ccedil;ament&aacute;rio&rdquo; para encontrar 78 bilh&otilde;es das economias suplementares, antes de sa&iacute;rem de f&eacute;rias. 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