{"id":23892,"date":"2018-08-13T21:38:27","date_gmt":"2018-08-13T23:38:27","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=23892"},"modified":"2018-08-13T21:38:27","modified_gmt":"2018-08-13T23:38:27","slug":"as-sancoes-de-trump-ao-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/08\/13\/as-sancoes-de-trump-ao-ira\/","title":{"rendered":"As san\u00e7\u00f5es de Trump ao Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><em>H\u00e1 poucos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a por em pr\u00e1tica uma s\u00e9rie de san\u00e7\u00f5es comerciais ao Ir\u00e3. Essas san\u00e7\u00f5es tinham sido adotadas, em 2010, pelo governo de Barack Obama e foram suspensas em 2015 pelo pr\u00f3prio Obama (com apoio da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e da ONU).<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>As medidas adotadas por Obama em 2010 tentaram ser justificadas com o argumento de que o programa nuclear aut\u00f4nomo que estava sendo desenvolvido pelo Ir\u00e3 poderia levar \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de armas desse tipo e, portanto, violava o Tratado de N\u00e3o-Prolifera\u00e7\u00e3o (TNP).<\/p>\n<p>Este tratado foi assinado em 1968 por tr\u00eas pa\u00edses imperialistas (EUA, Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a) e pela burocracia stalinista dominante na URSS e na China (que, na \u00e9poca, ainda eram estados oper\u00e1rios). O TNP estabelece que apenas esses cinco pa\u00edses poderiam ter o status de &#8220;na\u00e7\u00e3o com armas nucleares&#8221; para &#8220;preservar a paz mundial&#8221;.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pol\u00edtica totalmente hip\u00f3crita que, sob o manto da &#8220;desnucleariza\u00e7\u00e3o militar&#8221;, deixa o monop\u00f3lio deste tipo de armas para um pequeno punhado de pa\u00edses e a pro\u00edbe a todos os outros, al\u00e9m de conceder ao imperialismo o direito de controlar qualquer desenvolvimento nuclear no mundo, mesmo que seja para fins pac\u00edficos.<\/p>\n<p>O TNP fez que n\u00e3o viu quando a \u00cdndia, o Paquist\u00e3o e Israel desenvolveram armas nucleares, mas o imperialismo se considerou com o direito de aplicar san\u00e7\u00f5es no caso do Ir\u00e3 e da Coreia do Norte. Nesse contexto, em 2010, repudiamos as san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3 e defendemos o direito deste pa\u00eds de desenvolver seu pr\u00f3prio programa nuclear e at\u00e9 mesmo de construir armas desse tipo. Isso n\u00e3o significava dar apoio pol\u00edtico ao regime ditatorial dos aiatol\u00e1s ou deixar de apoiar a luta dos trabalhadores e das massas iranianas contra esse regime.<\/p>\n<p>Em julho de 2015, o chamado &#8220;sexteto&#8221; (os governos dos Estados Unidos, China, Fran\u00e7a, Reino Unido, R\u00fassia e Alemanha) negociou com o regime dos aiatol\u00e1s a suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es em troca de uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do programa nuclear iraniano e a aceita\u00e7\u00e3o de um &#8220;controle internacional&#8221; sobre ele [1].<\/p>\n<p>Agora Trump retoma as san\u00e7\u00f5es cujas primeiras medidas tentam bloquear o com\u00e9rcio iraniano de m\u00e1quinas e, especialmente, as transa\u00e7\u00f5es em moedas estrangeiras e moeda nacional que o Ir\u00e3 faz com o exterior. Se forem eficazes, ser\u00e1 um duro golpe porque, para se financiar, o regime iraniano est\u00e1 emitindo t\u00edtulos da d\u00edvida externa que coloca no exterior e, junto com isso, est\u00e1 promovendo um aumento dos investimentos imperialistas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No entanto, a justificativa usada \u00e9 diferente da de Obama: n\u00e3o se trata mais de impedir a fabrica\u00e7\u00e3o de armas nucleares pelo Ir\u00e3, mas que <em>&#8220;a for\u00e7a da asfixia econ\u00f4mica force Teer\u00e3 a retirar seu apoio a grupos terroristas e a retroceder ao que considera interfer\u00eancias territoriais&#8221;<\/em>[2]. Mais uma vez, repudiamos essas san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o iraniana de 1979<\/strong><\/p>\n<p>Para entender o significado destas medidas e as consequ\u00eancias que t\u00eam no plano internacional, \u00e9 necess\u00e1rio relembrar um pouco a hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre o imperialismo e o Ir\u00e3 nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 1979, uma poderosa revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular varreu o regime ditatorial de Mohamed Reza Pahlevi (X\u00e1 ou rei do Ir\u00e3), agente incondicional do imperialismo estadunidense. A revolu\u00e7\u00e3o acabou sendo controlada e congelada pelos l\u00edderes da estrutura religiosa xiita (os aiatol\u00e1s) que constru\u00edram um regime pol\u00edtico do tipo que Trotsky chamou \u201cbonapartismo sui generis\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, um regime que expressa setores da burguesia nacional de pa\u00edses semicoloniais que, por um lado, t\u00eam atritos e choques com o imperialismo para defender um espa\u00e7o econ\u00f4mico-pol\u00edtico maior. Por isso, sem exceder os limites do sistema capitalista, eles adotam algumas medidas antiimperialistas.<\/p>\n<p>Por exemplo, em 1979, o petr\u00f3leo e sua produ\u00e7\u00e3o foram renacionalizados com o monop\u00f3lio da NIOC (sigla em ingl\u00eas da National Oil Company of Iran) que, na \u00e9poca do X\u00e1, estavam sob o controle majorit\u00e1rio de empresas estrangeiras. Por outro lado, para controlar as massas e a revolu\u00e7\u00e3o que a tinha levado ao poder, enquanto fazia algumas concess\u00f5es econ\u00f4micas e sociais \u00e0s massas, os aiatol\u00e1s constru\u00edram um regime ditatorial reacion\u00e1rio e repressivo.<\/p>\n<p>O imperialismo estadunidense, por seu lado, esteve em grande medida impotente diante desta revolu\u00e7\u00e3o por causa da situa\u00e7\u00e3o internacional desfavor\u00e1vel que havia sido deixada ap\u00f3s sua derrota na Guerra do Vietn\u00e3 (oficializada em abril de 1975) e sua impossibilidade de enfrent\u00e1-la com uma invas\u00e3o militar ou um golpe de Estado sangrento (o que foi chamado de &#8220;s\u00edndrome do Vietn\u00e3&#8221;). Por essa raz\u00e3o, ele passou a usar outras t\u00e1ticas, mais sutis, que chamamos de &#8220;rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica&#8221;. A verdade \u00e9 que, em 1979, ele teve que &#8220;engolir o veneno&#8221;, mas sempre considerou o Ir\u00e3 como uma &#8220;quest\u00e3o pendente&#8221; que, desde ent\u00e3o, n\u00e3o havia podido resolver.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O fracasso de Bush e a \u201cs\u00edndrome do Iraque\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s os ataques \u00e0s Torres G\u00eameas em Nova York, em 2001, o governo de George W. Bush tentou implementar um plano para acabar com a &#8220;s\u00edndrome do Vietn\u00e3&#8221; e ser capaz de retornar \u00e0 pol\u00edtica do &#8220;garrote&#8221; de invas\u00f5es e golpes de Estado em pa\u00edses cujos governos n\u00e3o se inclinassem servilmente. Ele anunciou a &#8220;guerra ao terror&#8221; contra o &#8220;eixo do mal&#8221; (uma lista de pa\u00edses, na qual o Ir\u00e3 \u00e9 o primeiro).<\/p>\n<p>Mas, ciente da dificuldade militar de atacar primeiro o Ir\u00e3, ele decidiu come\u00e7ar pelas &#8220;beiradas&#8221;: a derrubada do regime talib\u00e3 no Afeganist\u00e3o (2001) e a de Saddam Hussein no Iraque (2003). Derrubar esses regimes foi f\u00e1cil, mas, \u00a0depois o governo Bush se viu envolvido, em ambos os casos, em uma ocupa\u00e7\u00e3o militar de longo prazo, que enfrentava poderosas guerras de liberta\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Objetivamente, o projeto de Bush foi derrotado em ambas as guerras e isso foi reconhecido pela maioria dos analistas pol\u00edticos burgueses e pelos pr\u00f3prios chefes militares dos EUA. Assim surgiu o que foi chamado de &#8220;s\u00edndrome do Iraque&#8221;: em vez de acabar com a &#8220;s\u00edndrome do Vietn\u00e3&#8221;, a derrota do projeto de Bush criara uma nova e muito mais recente.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Bush teve que se adaptar a essa realidade e, desde 2005, a \u00fanica maneira de ter um governo central no Iraque foi com base em um acordo de fato com o regime dos aiatol\u00e1s e sua influ\u00eancia &#8220;pacificadora&#8221; sobre a burguesia e sobre a maioria xiita da popula\u00e7\u00e3o iraquiana. Devido \u00e0 derrota do projeto de Bush, o Ir\u00e3 deixou de ser o principal pa\u00eds do &#8220;eixo do mal&#8221; para ser um aliado t\u00e1tico essencial em um Iraque fragmentado militarmente e territorialmente em tr\u00eas zonas (xiita, sunita e curda).<\/p>\n<p><strong>Enquanto isso no Ir\u00e3<\/strong><\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 riqueza e \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo, durante quase um quarto de s\u00e9culo, o regime dos aiatol\u00e1s conseguiu desenvolver, com certa estabilidade, um modelo econ\u00f4mico capitalista bastante aut\u00f4nomo e fechado, com forte peso do Estado, que conseguiu controlar 80% do PIB.<\/p>\n<p>Com base nisso, tem aspira\u00e7\u00f5es de &#8220;pot\u00eancia de influ\u00eancia regional&#8221; expressas em seus acordos com o regime s\u00edrio de Assad, apoio \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o xiita libanesa Hezbollah e outras de pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Essas aspira\u00e7\u00f5es foram fortalecidas pelo papel central que come\u00e7ava a desempenhar no Iraque. Nesse contexto, estabeleceu uma alian\u00e7a com o regime russo de Putin.<\/p>\n<p>No entanto, essas aspira\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ter fortes contradi\u00e7\u00f5es com a situa\u00e7\u00e3o interna do pa\u00eds. Na \u00faltima d\u00e9cada, a crise econ\u00f4mica internacional agravou os sintomas de esgotamento que o modelo econ\u00f4mico capitalista relativamente fechado j\u00e1 mostrava. Em meio a fortes pugnas entre as diferentes alas burguesas que se expressam na c\u00fapula clerical do regime, iniciou-se a aplica\u00e7\u00e3o de um plano econ\u00f4mico de &#8220;abertura&#8221;, com privatiza\u00e7\u00f5es e busca de investimentos estrangeiros (hoje o controle econ\u00f4mico do Estado caiu para 50% do PIB), o endividamento externo e os fortes ataques ao n\u00edvel de vida das massas e as conquistas econ\u00f4micas e sociais obtidas a partir da revolu\u00e7\u00e3o. As san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas impostas por Obama em 2010 for\u00e7aram o regime a acentuar esses ataques.<\/p>\n<p>Isso fortaleceu a luta dos trabalhadores e das massas contra o regime, que combina v\u00e1rios processos, entre eles, a luta de nacionalidades oprimidas (como os curdos ou os baluches), a luta dos trabalhadores contra os ajustes e a luta das mulheres contra a terr\u00edvel opress\u00e3o que sofrem sob um regime clerical muito reacion\u00e1rio [3]. Alguns analistas acreditam que o Ir\u00e3 est\u00e1 caminhando para uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da Venezuela [4].<\/p>\n<p><strong>A pol\u00edtica de Obama<\/strong><\/p>\n<p>Vamos retroceder um pouco no tempo e voltar \u00e0s san\u00e7\u00f5es de 2010. O governo Obama tinha que enfrentar a situa\u00e7\u00e3o que Bush havia deixado e, ent\u00e3o, explicitou e aprofundou a pol\u00edtica que ele j\u00e1 tinha sido obrigado a aplicar em 2005: negociar com o Ir\u00e3. A estrat\u00e9gia de Obama era integrar definitivamente o regime iraniano \u00e0 &#8220;ordem mundial&#8221;.<\/p>\n<p>Para isso, tinha que dar-lhe \u00a0certo espa\u00e7o pol\u00edtico e econ\u00f4mico e, ao mesmo tempo, aproveitar as boas oportunidades de neg\u00f3cios que foram abertas no pa\u00eds. No \u00e2mbito dessa estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o, Obama endurece com as san\u00e7\u00f5es para cortar esse espa\u00e7o, especialmente o de um poss\u00edvel desenvolvimento militar aut\u00f4nomo com certo poder nuclear.<\/p>\n<p>Amea\u00e7ado pela situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica interna, e instigado pela necessidade de investimentos e financiamento externo, o regime iraniano &#8220;abaixa a crista&#8221; e aceita as condi\u00e7\u00f5es impostas por Obama e pelo imperialismo. Isso leva ao acordo assinado em 2015 e \u00e0 suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>De repente, Donald<\/strong><\/p>\n<p>No meio desse quadro, Donald Trump chega, inesperadamente, \u00e0 presid\u00eancia dos Estados Unidos e come\u00e7a a modificar muitas das pol\u00edticas implementadas por Obama no campo pol\u00edtico e econ\u00f4mico. Entre elas, a estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3 e ao regime aiatol\u00e1, substituindo-a pelo retorno \u00e0s san\u00e7\u00f5es.\u00a0Ele o faz com todo o poder que tem de ser o presidente dos Estados Unidos e com a mesma aspira\u00e7\u00e3o de Bush: retornar a uma situa\u00e7\u00e3o em que a voz do imperialismo dos EUA seja incontest\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas se choca com dois elementos centrais combinados da realidade. O primeiro e mais importante \u00e9 a &#8220;s\u00edndrome do Iraque&#8221; e a relativa fraqueza que isso lhe imp\u00f5e para as a\u00e7\u00f5es militares. \u00c9 por isso que ele sempre vem e vai com suas amea\u00e7as, como aconteceu com a Cor\u00e9ia do Norte.\u00a0O segundo \u00e9 que muitas de suas propostas e a\u00e7\u00f5es (tanto no plano pol\u00edtico quanto no plano econ\u00f4mico) se chocam com os interesses econ\u00f4micos e as pol\u00edticas de setores muito importantes da burguesia estadunidense e de outros pa\u00edses imperialistas.<\/p>\n<p>Ele acaba agindo como um &#8220;elefante em um uma loja de pe\u00e7as de cristal&#8221;, rompendo cada vez mais a frente imperialista. Isso aconteceu, por exemplo, com as barreiras tarif\u00e1rias \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de produtos chineses ou na \u00faltima reuni\u00e3o do G7, onde ele acabou se enfrentado com todos os outros governos imperialistas.<\/p>\n<p>Essa mesma situa\u00e7\u00e3o acontece com essas san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3. O Partido Democrata dos EUA j\u00e1 o criticou atrav\u00e9s de Brett Bruen, um diplomata respons\u00e1vel pela &#8220;comunica\u00e7\u00e3o global&#8221; da Casa Branca na \u00e9poca de Obama, que acredita que <em>&#8220;os EUA pagar\u00e3o um &#8216;pre\u00e7o alto&#8217; pela perda de credibilidade ao retirar-se do acordo [nuclear com o Ir\u00e3] [&#8230;] \u00c9 uma aposta perigosa. Washington est\u00e1 em geral agindo sozinho e sem muito planejamento&#8221;[5].<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Da mesma forma \u00a0no caso europeu. V\u00e1rias empresas de primeira linha, como a alem\u00e3 Volkswagen, a petrol\u00edfera Total e a montadora Renault (que t\u00eam investimentos ou projetos no Ir\u00e3) j\u00e1 se posicionaram publicamente contra as medidas de Trump, que as afetam diretamente.<\/p>\n<p>No caso da petroleira, a impossibilidade de importa\u00e7\u00e3o de equipamentos impedir\u00e1 sua participa\u00e7\u00e3o na explora\u00e7\u00e3o do campo de g\u00e1s de South Pars, enquanto que a VW e a Renault (associadas \u00e0 empresa local Iran Khodro) ter\u00e3o dificuldades em importar pe\u00e7as. Outro afetado ser\u00e1 a gigante europeu Airbus, que n\u00e3o poder\u00e1 cumprir um contrato para vender aeronaves de mais de 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares [6].<\/p>\n<p>Estas consequ\u00eancias, que geram choques no campo econ\u00f4mico entre as pot\u00eancias imperialistas e Trump, n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas. Suas medidas s\u00f3 v\u00e3o incendiar mais a situa\u00e7\u00e3o interna iraniana e a possibilidade de que uma explos\u00e3o revolucion\u00e1ria derrube o regime dos aiatol\u00e1s. Ou seja, em vez de ajudar a diminuir a temperatura de uma regi\u00e3o que j\u00e1 est\u00e1 passando por uma situa\u00e7\u00e3o explosiva, as medidas de Trump podem contribuir para gerar uma nova explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1]<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias\/2016\/01\/160116_iran_eeuu_prisioneros_acuerdo_nuclear_sanciones_ab\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bbc.com\/mundo\/noticias\/2016\/01\/160116_iran_eeuu_prisioneros_acuerdo_nuclear_sanciones_ab<\/a><\/p>\n<p>[2]\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/08\/06\/estados_unidos\/1533580191_967832.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/08\/06\/estados_unidos\/1533580191_967832.html<\/a><\/p>\n<p>[3] Ver. Por ejemplo:\u00a0<a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/medio-oriente\/iran\/protestas-iran-2017-cambiando-la-historia-la-resistencia-popular-irani\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/medio-oriente\/iran\/protestas-iran-2017-cambiando-la-historia-la-resistencia-popular-irani\/<\/a>\u00a0\u00a0y<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/medio-oriente\/iran\/la-lucha-las-mujeres-iran\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/medio-oriente\/iran\/la-lucha-las-mujeres-iran\/<\/a><\/p>\n<p>[4]\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/opinion\/2018\/06\/27\/la-crisis-economica-y-politica-en-iran\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.infobae.com\/opinion\/2018\/06\/27\/la-crisis-economica-y-politica-en-iran\/<\/a><\/p>\n<p>[5]\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/08\/06\/estados_unidos\/1533580191_967832.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/elpais.com\/internacional\/2018\/08\/06\/estados_unidos\/1533580191_967832.html<\/a><\/p>\n<p>[6]<a href=\"http:\/\/www.elmundo.es\/economia\/macroeconomia\/2018\/08\/06\/5b672fffca474155158b4594.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.elmundo.es\/economia\/macroeconomia\/2018\/08\/06\/5b672fffca474155158b4594.html<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Nea Vieira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 poucos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a por em pr\u00e1tica uma s\u00e9rie de san\u00e7\u00f5es comerciais ao Ir\u00e3. 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