{"id":2366,"date":"2012-08-23T04:55:38","date_gmt":"2012-08-23T04:55:38","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/23\/com-trotsky-rumo-a-novas-batalhas\/"},"modified":"2012-08-23T04:55:38","modified_gmt":"2012-08-23T04:55:38","slug":"com-trotsky-rumo-a-novas-batalhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/23\/com-trotsky-rumo-a-novas-batalhas\/","title":{"rendered":"Com Trotsky rumo a novas batalhas"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<em>No dia 21 de agosto de 1940 morria um dos maiores revolucion\u00e1rios de todos os tempos: Leon Trotsky. No dia anterior tinha sido mortalmente ferido, na casa no M\u00e9xico de onde dirigia a Quarta Internacional, por um assassino enviado por Stalin, Ramon Mercader.<\/em><\/span><\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Trotsky dedicou sua vida \u00e0 batalha revolucion\u00e1ria, sem vacilar nunca, nem mesmo nos momentos mais dif\u00edceis da luta contra o Czarismo; ou durante a guerra civil, quando edificou do nada e levou \u00e0 vit\u00f3ria o ex\u00e9rcito vermelho contra os ex\u00e9rcitos imperialistas de meio mundo; ou nos anos Trinta, quando combateu contemporaneamente contra o fascismo, o stalinismo e as chamadas democracias parlamentares, que n\u00e3o estavam dispostas a concede-lhe asilo, temerosas de sua atividade pol\u00edtica.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Junto de Trotsky ca\u00edram em batalha milhares de militantes bolcheviques: tanto durante os primeiros anos da revolu\u00e7\u00e3o russa, como na batalha dos anos Vinte e Trinta para defender a revolu\u00e7\u00e3o russa\u00a0com a revolu\u00e7\u00e3o internacional da criminosa pol\u00edtica do stalinismo. Trotsky n\u00e3o parou nunca: nem mesmo diante da sistem\u00e1tica liquida\u00e7\u00e3o de todos os seus principais colaboradores e nem mesmo diante da morte de todos os seus filhos e de grande parte dos seus familiares, golpeados dos assassinos de Stalin.<br \/>\nTrotsky n\u00e3o hesitou: nem nos \u00faltimos instantes da vida, come admitiu em seguida o seu assassino. Ainda que golpeado mortalmente por uma picareta que tinha afundado o cr\u00e2nio, teve for\u00e7a para lutar como um le\u00e3o contra Mercader que teve de retirar-se assustado diante de sua v\u00edtima que o desarmava.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Se recordamos hoje este dirigente revolucion\u00e1rio, este nosso companheiro, n\u00e3o \u00e9 por qualquer culto dos mortos ou para fazer apologia. Mas porque naquele nome, naquela figura extraordin\u00e1ria, na sua a\u00e7\u00e3o e na sua obra, si concentra a parte mais extraordinariamente vital do patrim\u00f4nio revolucion\u00e1rio que nos foi deixado por tantos militantes, menos conhecidos que Trotsky, que nos precederam. Um patrim\u00f4nio revolucion\u00e1rio, o marxismo atual, isto \u00e9 o trotskismo, que constitui a base da luta em que \u00e9 empenhada a organiza\u00e7\u00e3o que estamos construindo aqui na It\u00e1lia com o PdAC e em dezenas de outros pa\u00edses com as outras se\u00e7\u00f5es da Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional. \u00c9 um patrim\u00f4nio imprescind\u00edvel, o trotskismo, de lutas, elabora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do marxismo, teoria e pr\u00e1xis, sobre o qual n\u00e3o temos a pretens\u00e3o de reivindicar nenhum direito autoral. Mas desejamos defende-lo contra todos aqueles que usurpam o seu nome, que, se definindo &#8220;trotskistas&#8221; ontem (ou talvez ainda hoje), praticam pol\u00edticas de colabora\u00e7\u00e3o de classe ou constroem organiza\u00e7\u00f5es semi-mencheviques,\u00a0heterog\u00eaneas, isto \u00e9 privadas de um programa comum, impregnadas de oportunismo, de carreirismo nos sindicatos, n\u00e3o baseadas sobre a milit\u00e2ncia, virtuais, eleitoreiras, fechadas nos confins nacionais. Mas enquanto defendemos o trotskismo de quem n\u00e3o deveria ter nem mesmo o direito de nomina-lo, ao mesmo tempo estamos empenhados em difundi-lo, ainda que com os nossos escassos meios, em cada luta quotidiana dos oper\u00e1rios e dos jovens, para que se torne sempre mais\u00a0o instrumento de luta de todos aqueles que honestamente se batem pela derrubada revolucion\u00e1ria desta sociedade. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Para recordar o anivers\u00e1rio de Trotsky apresentamos aqui um trecho aparentemente mais pessoal, menos pol\u00edtico. Se trata de algumas p\u00e1ginas do di\u00e1rio (em particular as p\u00e1ginas da primavera de 1940, poucos meses antes do assassinato) que s\u00e3o conhecidas tamb\u00e9m como o &#8220;testamento&#8221; do grande revolucion\u00e1rio. S\u00e3o frases intensas, apaixonantes, que rel\u00ea sempre com prazer tamb\u00e9m quem j\u00e1 as conhece, trazendo-nos inspira\u00e7\u00e3o. Desejamos que estas possam trazer um encorajamento para desenvolvermos a luta que nos aguarda ainda mais intensa nos pr\u00f3ximos meses, contra Monti, contra a Europa dos patr\u00f5es, contra o capitalismo, a sua mis\u00e9ria, as suas guerras. Uma luta n\u00e3o s\u00f3 italiana, mas europeia e internacional.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><b>A f\u00e9 no homem e no futuro comunista <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px;\">&#8220;(&#8230;)Essas linhas ser\u00e3o publicadas ap\u00f3s minha morte. Por quarenta e tr\u00eas anos de minha vida consciente eu permaneci um revolucion\u00e1rio; destes, quarenta e dois anos lutei sob a bandeira do marxismo. Se eu tivesse que recome\u00e7ar tudo de novo, obviamente eu evitaria este ou aquele erro, por\u00e9m o curso de minha vida permaneceria imut\u00e1vel. Morrerei revolucion\u00e1rio prolet\u00e1rio, um Marxista, um materialista dial\u00e9tico e, consequentemente, irreconciliavelmente ate\u00edsta. Minha f\u00e9 no futuro comunista da humanidade n\u00e3o \u00e9 menos ardente, \u00e9 ainda maior hoje, mais ainda que nos dias de minha juventude.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Natalia [a mulher de Trotsky] levantou-se agora, foi at\u00e9 a janela que d\u00e1 para o quintal e abriu um pouco, podendo assim entrar algum ar fresco no meu quarto. Eu posso ver a grama verde e brilhante pelo vidro, o c\u00e9u azul e claro acima, e a luz do sol irradiando todo o lugar. A vida \u00e9 bela. Deixemos que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es livrem-na de todo o mal, opress\u00e3o e viol\u00eancia, para que todos dela possam desfrutar em todo seu esplendor.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">(&#8230;) Mas sejam quais forem as circunst\u00e2ncias de minha morte, morrerei com uma f\u00e9 inabal\u00e1vel no futuro comunista. Mesmo agora, est\u00e1 f\u00e9 no homem e no seu futuro me d\u00e1 uma for\u00e7a de resist\u00eancia que religi\u00e3o nenhuma me poderia dar&#8221;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt;\"><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">L. Trotsky<\/span><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Rodrigo Ricupero<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 21 de agosto de 1940 morria um dos maiores revolucion\u00e1rios de todos os tempos: Leon Trotsky. 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