{"id":2347,"date":"2012-08-15T14:15:51","date_gmt":"2012-08-15T14:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/15\/na-trilha-de-carolina-garzon\/"},"modified":"2012-08-15T14:15:51","modified_gmt":"2012-08-15T14:15:51","slug":"na-trilha-de-carolina-garzon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/15\/na-trilha-de-carolina-garzon\/","title":{"rendered":"Na trilha de Carolina Garzon"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<i><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"178\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/colombia_carolina_vanguardia.jpg\" vspace=\"4\" width=\"239\" \/>Publicamos a seguir o artigo sobre o desaparecimento de Carolina Garzon da&nbsp;<\/span><\/i><span class=\"longtext\"><i><span lang=\"PT\" style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:\n&quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;\nmso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:\nEN-US;mso-bidi-language:AR-SA\">Revista Vanguardia<\/span><\/i><span lang=\"PT\" style=\"font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;\nmso-fareast-font-family:Calibri;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:\n&quot;Times New Roman&quot;;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US;mso-bidi-language:\nAR-SA\"> do Equador.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<i><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">Uma jovem mulher de car&aacute;ter forte, respons&aacute;vel. Uma amante do jornalismo, fotografia e pol&iacute;tica. Assim, amigos e familiares descrevem Stephany Carolina Ardila Garzon, colombiana de 22 anos, que desapareceu em Quito em 28 de Abril passado.<\/span><\/i><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:\n12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">Educa&ccedil;&atilde;o Art&iacute;stica. Seu local de estudos &eacute; a Universidade Distrital Francisco Jos&eacute; Caldas, em Bogot&aacute;. A &uacute;ltima vez que a viram foi na casa que ela dividia com mais seis jovens: dois argentinos e quatro colombianos, localizada em <i>Monjas<\/i>, bairro <i>Palluco<\/i> &agrave;s margens do rio <i>Mach&aacute;ngara<\/i>.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:\n12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">Na sexta-feira &agrave; noite, 27 de abril, poucas horas antes de desaparecer, ela tirou fotos em <i>La Ronda<\/i>, no centro da cidade. Assistiu tamb&eacute;m ao espet&aacute;culo de teatro e dan&ccedil;a Afro de seu amigo Oscar Morales.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tNo s&aacute;bado 28, pela manh&atilde;, vestiu um vestido de cor azul turquesa, decorado com tri&acirc;ngulos coloridos. Carolina fez trufas para vender em <i>La Ronda<\/i>. Tamb&eacute;m disse a seus amigos que queria ir a uma exposi&ccedil;&atilde;o no Centro de Arte Contempor&acirc;nea.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tNaquele dia, Gloria (nome fict&iacute;cio para proteger a fonte), sua companheira de quarto, acordou no meio da manh&atilde; e levantou-se um tanto triste. Na cozinha, encontrou Carolina. Carinhosa como era, Carolina aproximou-se e lhe ofereceu uma trufa. Conte comigo para qualquer coisa, disse. &quot;Ent&atilde;o eu vi que ela ia tomar um banho e depois sair&quot;, diz Gloria.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tGloria ouviu Carolina descer e entrar em seu quarto. Nunca mais a viram. Outra companheira chamou Carolina, mas esta j&aacute; n&atilde;o respondeu. Parecia estranho, mas Gloria e sua amiga supuseram que tinha ido comer.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tFoi ao meio-dia. Seus amigos esperaram por ela at&eacute; o dia seguinte. Depois come&ccedil;aram a ficar preocupados. Por horas que se transformavam em eternidade e dist&acirc;ncias que pareciam intranspon&iacute;veis, seus amigos procuraram em necrot&eacute;rios de hospitais por toda a cidade.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:\n12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">Na ter&ccedil;a-feira 01 de maio, Dia do Trabalhador, enquanto manifesta&ccedil;&otilde;es pr&oacute; e contra o governo ocupavam as ruas e pra&ccedil;as, os jovens ligaram para Bogot&aacute; para dar a pior not&iacute;cia que um pai e uma m&atilde;e podem receber. Em 2 de maio, Sebastian Atehortua e Oscar Morales, amigos seus, fizeram a den&uacute;ncia do desaparecimento &agrave; Promotoria Geral do Estado<\/span><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rodrigo Ricupero\/AppData\/Local\/Microsoft\/Windows\/Temporary Internet Files\/Low\/Content.IE5\/RO4ANOCV\/Tras%20el%20rastro%20de%20Carolina%20Garz\u00f3n_traduzido[1].docx#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\"><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><span style=\"font-size: 12pt; line-height: 115%; \">[1]<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-size:12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">. A tia de Carolina, Flor Ardila e sua irm&atilde; Lina Maria Ardila chegaram de avi&atilde;o &agrave; Quito em 3 de maio. Flor Ardila foi imediatamente &agrave; Promotoria. Soube ent&atilde;o que o Cabo Freddy Anchaluisa estava no comando da investiga&ccedil;&atilde;o. Falou com ele. Nesse dia estavam intimados para depor precisamente os dois rapazes que denunciaram o fato: Atehortua e Morales.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tA atitude do policial a deixou preocupada. O Cabo fez algumas perguntas &agrave;s testemunhas, mas n&atilde;o tomou nota alguma. Boa mem&oacute;ria, talvez, pensou, ou ent&atilde;o seria os procedimentos nesta cidade estranha, que n&atilde;o conhecia e na qual n&atilde;o sabia se locomover.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tO Cabo acompanhou os familiares e amigos ao local dos fatos. J&aacute; na casa, Anchaluisa averiguou minunciosamente os c&ocirc;modos. Grudada a ele como uma trepadeira, Ardila pediu ao policial para perguntar aos vizinhos. N&atilde;o o faria, explicou o oficial, porque acompanhava o caso de outra garota desaparecida que j&aacute; havia sido encontrada e que tinha que cuidar dela porque &quot;seu pai lhes pagava pelos servi&ccedil;os.&quot; O que fazer? A quem acudir? Como em seu pa&iacute;s, aqui tamb&eacute;m servia valer-se dos amigos.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tNo s&aacute;bado, uma semana depois do desaparecimento, chegaram ao local Juana &nbsp;Guarderas, amiga de Carolina &ndash;conta Ardila-. &quot;Ela solicitou os favores do Major Julio Navarrete, encarregado da zona de <i>La Mariscal<\/i>. Atrav&eacute;s do Major, solicitou que o Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o e Resgate (GIR) investigasse&quot;. Nesse mesmo dia o Corpo de Elite da&nbsp; Pol&iacute;cia, sempre com a tia grudada nos calcanhares, dirigiu-se at&eacute; o bairro para investigar.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t<span style=\"font-size:12.0pt;line-height:\n110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;;\"><br \/>\n\tOs policiais levaram cordas. Desceram o riacho e procuraram pelo leito do <i>Mach&aacute;ngara<\/i>. Nesse dia avan&ccedil;aram at&eacute; o bairro <i>Las Orqu&iacute;deas<\/i>. <br \/>\n\tTamb&eacute;m contaram com o apoio de um helic&oacute;ptero que sobrevoou Cumbay&aacute; e &nbsp;Nay&oacute;n. Nada. Ao retornar uma surpresa lhes aguardava: Anchaluisa chamou a tia da garota desaparecida, dizendo que haviam encontrado um su&eacute;ter e que dentro deste havia um bilhete escrito num guardanapo de papel que dizia: &quot;Para Caro e Sebas, espero voc&ecirc;s &agrave; noitinha. <\/span><span style=\"font-size:\n12.0pt;line-height:110%;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;;Times New Roman&quot;\">PS: Mordi-lhes um pedacinho. Atenciosamente Oscari&ntilde;o &quot;.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:\njustify;line-height:110%\"><br \/>\n\t{module Propaganda 30 anos &#8211; MULHER}<span style=\"font-size: 12pt; line-height: 110%; \">Quando a tia de Carolina chegou a casa, disse aos rapazes que o Cabo havia encontrado alguns pertences. Anchaluisa foi at&eacute; a casa mostrar-lhes o su&eacute;ter e o guardanapo. &Oacute;scar Morais lembrou-se do casaco da mo&ccedil;a &mdash;diz Ardila&mdash; o garoto comoveu-se, revisou o bilhete e reconheceu sua pr&oacute;pria letra.<\/span><\/div>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 12pt; line-height: 115%; \">&nbsp;<br \/>\n\tO casaco estava &uacute;mido assim como o guardanapo, que estava dobrado em <\/span><\/p>\n<div>\n\t<br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div id=\"ftn1\">\n<div>\n\t\t\t<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Rodrigo Ricupero\/AppData\/Local\/Microsoft\/Windows\/Temporary Internet Files\/Low\/Content.IE5\/RO4ANOCV\/Tras%20el%20rastro%20de%20Carolina%20Garz\u00f3n_traduzido[1].docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\"><span style=\"font-size:10.0pt;line-height:115%;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;Times New Roman&quot;;\">[1]<\/span><\/a> NT. No Equador as investiga&ccedil;&otilde;es policiais s&atilde;o diretamente acompanhadas pela Promotoria<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicamos a seguir o artigo sobre o desaparecimento de Carolina Garzon da&nbsp;Revista Vanguardia do Equador.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":6555,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-2347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colombia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/colombia_carolina_vanguardia.jpg","categories_names":["Col\u00f4mbia"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2347\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}