{"id":2334,"date":"2012-08-07T23:52:49","date_gmt":"2012-08-07T23:52:49","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/07\/lit-qi-especial-30-anos-lora-solon-polemica-chave-na-bolivia\/"},"modified":"2012-08-07T23:52:49","modified_gmt":"2012-08-07T23:52:49","slug":"lit-qi-especial-30-anos-lora-solon-polemica-chave-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/08\/07\/lit-qi-especial-30-anos-lora-solon-polemica-chave-na-bolivia\/","title":{"rendered":"LIT-QI\/ Especial 30 anos &#8211; Lora \u2013 Sol\u00f3n: pol\u00eamica chave na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"180\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/bolivia_mineros _armados_1952.jpg\" vspace=\"3\" width=\"240\" \/>H&aacute; poucas semanas se realizou nas proximidades da cidade de Cochabamba, Bol&iacute;via, um debate p&uacute;blico entre Guillermo Lora, l&iacute;der e fundador do Partido Oper&aacute;rio Revolucion&aacute;rio (POR), e Pablo S&oacute;lon (*), maior dirigente do Partido Socialista dos Trabalhadores (PST), organiza&ccedil;&atilde;o boliviana ligada &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es da LIT-QI.<\/span><\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Na primeira interven&ccedil;&atilde;o do companheiro Lora e a consequente resposta de Pablo Sol&oacute;n se delinearam os temas chaves para a revolu&ccedil;&atilde;o boliviana e de grande import&acirc;ncia para o movimento trotskista mundial.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Guillermo Lora come&ccedil;ou sua interven&ccedil;&atilde;o sustentando que a Central Oper&aacute;ria Boliviana (COB) foi em distintas etapas um verdadeiro soviet, <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;a COB, &oacute;rg&atilde;o de poder&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Em seguida, fez refer&ecirc;ncia &agrave; crise econ&ocirc;mica que vive a Bol&iacute;via e, que afirmou, &eacute; parte da crise mundial. Denunciou a d&iacute;vida externa como causa das privatiza&ccedil;&otilde;es a que &eacute; submetido o povo boliviano. Denunciou, tamb&eacute;m, a manuten&ccedil;&atilde;o do elevado or&ccedil;amento militar para a repress&atilde;o das lutas do povo boliviano. Lora referiu-se, depois, &agrave; crise mundial do estanho e explicou que para solucion&aacute;-la a burguesia boliviana apelava para o aumento da explora&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. Denunciou o caso de dirigentes sindicais que chamavam os trabalhadores a trabalhar mais intensamente para que a extra&ccedil;&atilde;o do mineral boliviano voltasse a ser competitiva no mercado mundial. Finalmente colocou que a sa&iacute;da para essa situa&ccedil;&atilde;o que aflige os trabalhadores e o povo boliviano &eacute; combater este governo de maneira revolucion&aacute;ria, <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;com os m&eacute;todos da classe oper&aacute;ria, a a&ccedil;&atilde;o direta e as mobiliza&ccedil;&otilde;es&rdquo;. <\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">A sa&iacute;da para esta crise &eacute; expropriar a grande propriedade burguesa. Afirmou, tamb&eacute;m, que &eacute; necess&aacute;rio unir todo o povo da Bol&iacute;via sob a dire&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da classe oper&aacute;ria <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;e nos orientando na luta di&aacute;ria para tomar o poder pol&iacute;tico&rdquo;. <\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Finalizou dizendo que nesta luta ir&atilde;o surgindo organismos das massas, que se converter&atilde;o em &oacute;rg&atilde;os de duplo poder e que s&atilde;o os que disputar&atilde;o o poder da burguesia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Pablo Sol&oacute;n concordou com Guillermo Lora na tese de que n&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&atilde;o a nenhum problema do pa&iacute;s se n&atilde;o se resolve a quest&atilde;o da tomada do poder pol&iacute;tico. Disse que a greve geral por tempo indeterminado coloca o problema do poder e, por conseguinte, se faz necess&aacute;ria uma dire&ccedil;&atilde;o que esteja disposta a lutar pelo poder. Por n&atilde;o t&ecirc;-la em mar&ccedil;o de 1985, segundo Sol&oacute;n, se perdeu a possibilidade da COB tomar o poder na Bol&iacute;via. Manifestou que ao lan&ccedil;ar uma greve por tempo indeterminado deveria se formar um comando pol&iacute;tico que aglutinasse a COB, os comit&ecirc;s de defesa da educa&ccedil;&atilde;o, da nacionaliza&ccedil;&atilde;o do min&eacute;rio e a esquerda revolucion&aacute;ria.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Discordou de Guillermo Lora quanto &agrave; postura frente ao fechamento das minas pelo governo. Considerou que a proposta do dirigente do POR de <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o prolet&aacute;ria&rdquo; <\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">resultava numa verdade geral para o futuro, n&atilde;o uma resposta concreta para o trabalhador amea&ccedil;ado pelo fechamento das minas. Colocou que era necess&aacute;rio cr&eacute;ditos para investimentos e que os trabalhadores deveriam exigi-los do governo para colocar as minas para funcionar. Tamb&eacute;m criticou a posi&ccedil;&atilde;o dos militantes do POR, que propunham ocupar as minas, apontando que isso equivale a liberar o governo da obriga&ccedil;&atilde;o de proporcionar os fundos para faz&ecirc;-las funcionarem. Finalmente afirmou que a grande trag&eacute;dia dos trotskistas na Bol&iacute;via &eacute; que em 1952 n&atilde;o viram que a COB era um &oacute;rg&atilde;o de poder, que havia uma dualidade de poderes entre a COB e o MNR, que n&atilde;o colocaram que a COB tomasse o poder.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Apresentamos a seguir a segunda interven&ccedil;&atilde;o de Guillermo Lora e a resposta de Pablo Sol&oacute;n com a qual se encerrou o debate.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><strong><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Interven&ccedil;&atilde;o de Guillermo Lora<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Eu sou obrigado a fazer um breve coment&aacute;rio sobre o que disse o companheiro. Em primeiro lugar n&atilde;o entramos em pol&ecirc;mica com ele. &Eacute; a primeira vez que estou trocando ideias. Em segundo lugar, quando dizemos que se deve manter as minas abertas, conseguir que sejam rent&aacute;veis, baixar os custos, aumentar a produtividade, renovar a tecnologia, estamos indicando que isto s&oacute; pode ser feito se a classe oper&aacute;ria for dona das {module Propaganda 30 anos}minas, se tom&aacute;-las. Agora, para faz&ecirc;-las funcionar, que &eacute; seu objetivo, necessita-se de um capital de opera&ccedil;&otilde;es para pagar os sal&aacute;rios, suprir os mercados (armaz&eacute;ns subvencionados nos acampamentos mineiros), melhorar as ferramentas, o maquin&aacute;rio, etc. De onde tirar o dinheiro? O movimento mineiro tem que pressionar o governo, obrig&aacute;-lo, tem que se mobilizar, e n&atilde;o somente com os mineiros, mas com todo o pa&iacute;s. E nesta luta pr&aacute;tica, n&atilde;o abstrata, ser&aacute; encaminhada a expropria&ccedil;&atilde;o do sistema financeiro, da minera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o como uma conclus&atilde;o simplesmente de uma palavra de ordem, mas para materializar o funcionamento da minera&ccedil;&atilde;o, resolver seus problemas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Nessa luta de massas se ver&atilde;o obrigadas a tra&ccedil;ar a necessidade de tomar todo o poder. Porque sen&atilde;o, n&atilde;o podem fazer funcionar satisfatoriamente as minas. &Eacute;, portanto, uma palavra de ordem transit&oacute;ria que pode permitir aos oper&aacute;rios, partindo do que s&atilde;o agora, com seu atraso, com seus preconceitos, com seus desvios, chegar a amadurecer e dizer ou tomamos o poder ou nos esmagam, como uma necessidade inadi&aacute;vel. Agora, quem &eacute; o motor dessa atividade? O partido pol&iacute;tico que precisa dirigir politicamente o conjunto das massas, o conjunto dos explorados. Mas, al&eacute;m disso, vai criar os &oacute;rg&atilde;os de poder. O que ele disse, com outro nome, &eacute; construir um Comando Pol&iacute;tico onde estejam representados os sindicatos, partidos pol&iacute;ticos, as massas. Sim. Isso &eacute; o que se fez na Assembleia Popular (organismo surgido em 1970, sob o governo do general J.J. Torres, N.R.). A COB estava presente. Mas a COB n&atilde;o pode cumprir a miss&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o de poder, foi parte integrante do &oacute;rg&atilde;o de poder. Isto &eacute; um esclarecimento.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Tudo o que dissemos est&aacute; escrito em mai&uacute;sculo, os erros, as retifica&ccedil;&otilde;es e os acertos. Porque assim &eacute; a pol&iacute;tica. O outro problema &eacute; o ano de 52. Este &eacute; o grande debate boliviano ou mundial. Por que o POR n&atilde;o tomou o poder no ano de 52? Por uma raz&atilde;o; porque as massas estavam no MNR (Movimento Nacionalista Revolucion&aacute;rio, for&ccedil;a burguesa, nacionalista nos tempos da revolu&ccedil;&atilde;o de 1952, liderada por Victor Paz Estenssoro, que se tornaria logo agente dos Estados Unidos). Quantos aqui j&aacute; escutaram que estiveram no MNR! As massas prolet&aacute;rias, as massas camponesas estavam dentro do MNR. Os militantes do POR, e inclusive os oper&aacute;rios do MNR, lutamos arduamente para criar uma central prolet&aacute;ria, dirigida pelo proletariado mineiro. O que agora &eacute; a COB. Durante seis anos, a COB n&atilde;o pode se materializar. S&oacute; foi poss&iacute;vel em 1952, mas nasceu como um soviet, e quem fez isso? O POR, que imediatamente disse: <\/span><font color=\"#dd5500\"><em>&ldquo;Este &eacute; um &oacute;rg&atilde;o de poder&#8230; aqui h&aacute; uma dualidade de poderes entre a COB e o governo de Paz Estenssoro&rdquo;.<\/em><\/font><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Eu estava casualmente na Europa dessa vez, n&atilde;o poderia voltar, n&atilde;o tinha dinheiro para voltar. A dois ou tr&ecirc;s dias de 9 de abril de 1952 (dia da revolu&ccedil;&atilde;o, N.R.) me convidaram para uma confer&ecirc;ncia p&uacute;blica e eu disse<\/span><em><font color=\"#dd5500\">: &ldquo;A classe oper&aacute;ria para poder chegar ao poder e libertar-se tem que passar pelo cad&aacute;ver do MNR e do Sr. Lech&iacute;n&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> (Juan Lech&iacute;n, dirigente pr&oacute;-burgu&ecirc;s da COB). Muitas pessoas da esquerda n&atilde;o gostaram disso. Mas desde essa perspectiva abrangente, vamos educando lentamente as massas em sua experi&ecirc;ncia di&aacute;ria. Neste caso vivendo a experi&ecirc;ncia desse grande partido que era o MNR, que englobava oper&aacute;rios e camponeses. E como se manifestou o conflito? Da forma mais estranha. Era poss&iacute;vel perceber que os oper&aacute;rios desconfiavam instintivamente da dire&ccedil;&atilde;o do MNR. Sentiam-se membros do MNR. Haviam lutado durante o ano conosco como parte do MNR, lado a lado, nos sindicatos, nas ruas, eram valentes oper&aacute;rios, valiosos camponeses que acreditavam no MNR e que respeitavam e queriam o POR.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">A COB nomeou ministros oper&aacute;rios, o Sr. Lech&iacute;n, o Sr.Tones, &Ntilde;uflo Ch&aacute;vez e Germ&aacute;n Butr&oacute;n, o fabril. Era o conflito inicial. Era a esquerda do MNR que foi descoberta pelo POR. N&oacute;s dissemos por escrito, sem que Lech&iacute;n se desse conta, a&iacute; est&aacute; uma esquerda do MNR, &eacute; a express&atilde;o oper&aacute;ria do MNR. O MNR dentro do movimento oper&aacute;rio, que tinha uma maioria esmagadora na COB. O POR era minoria que ganhou muitos debates, como eu disse esta manh&atilde; na universidade, com o voto desses oper&aacute;rios e camponeses que eram do MNR. Mas chegavam somente at&eacute; ai. Porque eram incapazes de desmascarar a sua dire&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Lech&iacute;n tinha um enorme prest&iacute;gio de revolucion&aacute;rio. Ele havia sido inclusive militante do POR durante um tempo. Bom. Quando foram nomeados os ministros da COB, o POR disse <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;eles devem levar nossa resolu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o podem fazer o que lhes d&aacute; na cabe&ccedil;a, t&ecirc;m que estar submetidos ao controle da COB&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. N&atilde;o foi poss&iacute;vel. Porque o PCB n&atilde;o s&oacute; apoiou a esquerda do MNR como a Paz Estenssoro, contra o POR. O que lhes contei esta manh&atilde; e creio que o companheiro o escutou.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Como L&ecirc;nin quando disse em 1917, &ldquo;Todo poder aos sovietes&rdquo;. Os sovietes estavam sendo dirigidos n&atilde;o pelos bolcheviques, n&atilde;o por leninistas, e sim por mencheviques e os socialistas revolucion&aacute;rios. Que queria L&ecirc;nin? Que o poder passasse das m&atilde;os da burguesia para os mencheviques e socialistas revolucion&aacute;rios. Pensava que podia haver uma transi&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica do poder, sem insurrei&ccedil;&atilde;o. O POR acreditava que se a esquerda do MNR, os seguidores de Lech&iacute;n, os ministros oper&aacute;rios deslocassem a ala de Paz Estenssoro esse processo poderia ocorrer, o poder poderia ficar na COB.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">&ldquo;Eu me recordo que uma vez visitei Lech&iacute;n para conversar e lhe disse: <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Nesta etapa &ndash; e o publiquei por escrito &ndash; corresponderia a que tua ala, que voc&ecirc;s, retirem Paz Estenssoro do poder&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. Lech&iacute;n me respondeu. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&Eacute; dos nossos<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. N&atilde;o, ele n&atilde;o tinha meu pensamento, nem o dos militantes do POR. Ele estava representando um partido que expressava os interesses gerais da burguesia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Agora, n&atilde;o se formulou que a COB tomasse o poder? Claro que sim, quando foi proposto que os ministros da COB tirassem &agrave; direita. Quem era ent&atilde;o &Ntilde;uflo Ch&aacute;vez, representando os camponeses, B&uacute;tron, os fabris, Lech&iacute;n, representando a COB e os mineiros? Era, pois, como se diss&eacute;ssemos que esta COB tome o poder. Quem, ent&atilde;o, tomaria o poder? Lech&iacute;n e seus colaboradores representando os setores prolet&aacute;rios. Acontece que agora j&aacute; n&atilde;o poderiam faz&ecirc;-lo porque a COB voltou a ser um sindicato. Nessa &eacute;poca era um verdadeiro &oacute;rg&atilde;o de poder, como afirmou o POR.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Agora, logicamente, onde foi o erro? Onde o POR cometeu um erro e todo o trotskismo mundial? Porque a posi&ccedil;&atilde;o do POR, que eu representava, n&atilde;o os setores opositores dentro do POR, tinha uma resist&ecirc;ncia mundial, inclusive entre eles, do Sr Moreno, que &eacute; o chefe do companheiro. Eles na realidade queriam simplesmente um apoio ao governo do MNR. N&oacute;s tamb&eacute;m o dissemos, mas quando? Quando vinha uma investida do imperialismo e da rosca<a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/polemica%2520com%2520Lora%2520em%2520portugues[1].docx\" title=\"\"><font color=\"#4488bb\">[1]<\/font><\/a>. N&atilde;o esque&ccedil;am os senhores que em 06 de fevereiro de 1953 explodiu o golpe pr&oacute;-rosqueiro dentro do pr&oacute;prio MNR; movimento este dirigido por Pe&ntilde;aloza e alguns membros da falange da direita que entraram no MNR. Queriam cortar o pesco&ccedil;o de Lech&iacute;n, que foi feito prisioneiro, creio que aqui, em Cochabamba. Ent&atilde;o, logicamente, quando a rea&ccedil;&atilde;o vinculada com o inimigo ataca um governo, temos que defend&ecirc;-lo. N&atilde;o temos que derrub&aacute;-lo porque n&atilde;o podemos, n&atilde;o somos maioria na classe oper&aacute;ria. Temos que defend&ecirc;-lo. Isso d&oacute;i feito na R&uacute;ssia quando Kornilov se levantou em armas. Um russo branco se levantou em armas. Que disseram? Por acaso, L&ecirc;nin disse &ldquo;fora o governo provis&oacute;rio&rdquo;, que era um governo burgu&ecirc;s? N&atilde;o, temos que defend&ecirc;-lo, temos que esmagar Kornilov sem confundir as bandeiras, atacando-o. N&atilde;o estamos na realidade defendendo a pol&iacute;tica desse governo, estamos defendendo o processo revolucion&aacute;rio da contrarrevolu&ccedil;&atilde;o direitista externa.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Eu me recordo quando Garcia Meza estava no poder e alguns esquerdistas pediam aos Estados Unidos que viesse aqui impor a democracia. N&oacute;s dissemos <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Frente &agrave; investida do imperialismo vamos defender o governo boliviano, inclusive de Garcia Meza, para nos libertar do imperialismo&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. Ali era a mesma coisa. Era uma t&aacute;tica estritamente bolchevique. O grande erro foi n&atilde;o poder dimensionar o ritmo da evolu&ccedil;&atilde;o do processo boliviano. Que em outubro de l952, a classe oper&aacute;ria retrocede. Por qu&ecirc;? Porque se ordenou a nacionaliza&ccedil;&atilde;o das minas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Explicamos nas ruas, em nossos jornais: <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Companheiros mineiros, est&atilde;o pagando indeniza&ccedil;&otilde;es &agrave; burguesia mineira, isso n&atilde;o pode ser. N&atilde;o est&atilde;o dando o controle oper&aacute;rio a toda a classe, e sim a alguns indiv&iacute;duos que v&atilde;o ser controlados pelo MNR&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. Os oper&aacute;rios nos diziam <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Bem, voc&ecirc;s s&atilde;o muito intransigentes, j&aacute; nos deram o controle oper&aacute;rio, que mais vamos pedir&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> E deixaram o MNR fazer tudo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Nesse momento, a COB come&ccedil;ou a ser controlada burocraticamente pelo MNR, aproveitando a figura de Lech&iacute;n. E foi combatido enormemente pelo POR e encurralado. A COB, aos poucos, deixou de ser o &oacute;rg&atilde;o de poder e foi acentuando lentamente seus contornos de organiza&ccedil;&atilde;o sindical burocratizada, at&eacute; chegar ao ano de l954, seu primeiro Congresso, em que repudia as Teses de Pulacayo (teses da COB, inspiradas no &ldquo;Programa de Transi&ccedil;&atilde;o&rdquo; de Trotsky) e vota um programa de apoio total ideol&oacute;gico-pr&aacute;tico ao MNR. Lech&iacute;n declara Paz Estenssoro como libertador econ&ocirc;mico. Essa &eacute; a verdadeira atua&ccedil;&atilde;o do POR. Logicamente, nem tudo o que fez o POR foram acertos. Sim, houve muitos erros. Mas a linha geral &eacute; correta. Por isso o POR est&aacute; vivo. Por isso &eacute; uma grande tend&ecirc;ncia pol&iacute;tica. Sen&atilde;o teria sido varrido do cen&aacute;rio, como o foram tantos outros grupos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Por exemplo, o companheiro tem sua origem em uma oposi&ccedil;&atilde;o internacional, que &eacute; o morenismo. Uma vez quando eu estive em Buenos Aires, este senhor Moreno estava em uma confer&ecirc;ncia e come&ccedil;ou a defender Evita Per&oacute;n, que era a express&atilde;o mais atrasada do movimento oper&aacute;rio argentino. N&atilde;o para fazer pol&iacute;tica revolucion&aacute;ria; por&eacute;m para defender o atraso do movimento oper&aacute;rio argentino. O companheiro esteve no Partido Socialista Uno (PS-1; partido de esquerda centrista na d&eacute;cada passada, cuja evolu&ccedil;&atilde;o foi se transformar em uma for&ccedil;a reformista, NR) porque dizia que o programa de Quiroga Santa Cruz era o ideal do revolucion&aacute;rio, e ele saiu do PS-1, defendendo o programa de Quiroga Santa Cruz (dirigente fundador do PS-1), que nunca deixou de ser um crente e de ser um canal de express&atilde;o da pol&iacute;tica burguesa. Um elemento que vinha da burguesia boliviana que estava projetando-se em dire&ccedil;&atilde;o ao marxismo, mas n&atilde;o conseguiu chegar at&eacute; l&aacute;. Por&eacute;m, antes, seus antecessores haviam sido exclu&iacute;dos do POR pelo fato de manterem uma posi&ccedil;&atilde;o nacionalista de defesa dos governos nacionalistas como Ovando; de defender m&eacute;todos organizativos guerrilheiristas. Quebraram com o POR, com uma pol&iacute;tica nacional de guerrilha. Bem, ele pode evoluir.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Por&eacute;m &eacute; assim, um ac&uacute;mulo de erros e equ&iacute;vocos. Temos que encontrar um bom caminho. Temos que superar esses erros. Mas temos que ver se esses erros comprometem ou n&atilde;o a linha program&aacute;tica, que no caso de um partido revolucion&aacute;rio tem que ser a estrat&eacute;gia do proletariado. Se &eacute; assim, se a compromete, mudou de conte&uacute;do a classe. Esses s&atilde;o esclarecimentos &agrave;s coloca&ccedil;&otilde;es que faz o companheiro que tem perfeito direito de discordar e de ter a opini&atilde;o que quiser. Disso n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Eu fiz este esclarecimento por respeito a voc&ecirc;s, para que mais ou menos tenham elementos de avalia&ccedil;&atilde;o; e porque me resta um brev&iacute;ssimo tempo, pois estou convocado para uma reuni&atilde;o em Cochabamba, e por isso lamento muito n&atilde;o poder debater com voc&ecirc;s. Com certeza gostariam de fazer perguntas, mas s&atilde;o 08h50min. Ent&atilde;o v&atilde;o me desculpar, mas tenho que me deslocar at&eacute; a cidade de Cochabamba. Muito obrigado.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><strong><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Resposta de Pablo Sol&oacute;n<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Ainda que gostasse muito que o companheiro Lora pudesse escutar a resposta a todas as suas coloca&ccedil;&otilde;es, vou faz&ecirc;-lo, porque o mais importante &eacute; a presen&ccedil;a de todos voc&ecirc;s aqui. Quero me referir a um problema fundamental que diz respeito aosprinc&iacute;pios.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">&Eacute; correto apoiar e defender incondicionalmente um governo burgu&ecirc;s? Sim ou n&atilde;o? Guillermo Lora afirma que &eacute; poss&iacute;vel apoiar e defender um governo burgu&ecirc;s quando este &eacute; atacado por uma express&atilde;o da direita, ou quando o governo, como o de Garcia Meza, &eacute; agredido pelo imperialismo. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;N&oacute;s inclusive defendemos esse governo&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Foram as palavras do companheiro Lora.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Para defender sua posi&ccedil;&atilde;o, ele utiliza a cita&ccedil;&atilde;o de L&ecirc;nin quando se deu o golpe de Kornilov contra Kerensky. Para fazer uma analogia: o golpe de um fascista contra o que era o golpe da UDP. Felizmente tenho aqui, em meu poder, a cita&ccedil;&atilde;o de L&ecirc;nin. Vou l&ecirc;-la para que vejam que o que disse o companheiro Lora &eacute; totalmente falso. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Nem sequer agora devemos apoiar o governo de Kerensky. Seria faltar aos princ&iacute;pios. Por acaso n&atilde;o temos que combater Kornilov, se nos contestarem? Claro que sim, mas entre combater Kornilov e apoiar Kerensky cont&eacute;m uma diferen&ccedil;a, existe um limite, e este limite o negociam alguns bolcheviques caindo na &lsquo;concilia&ccedil;&atilde;o&rsquo;, nos deixando arrastar pela torrente dos acontecimentos&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. Primeiro esclarecimento, quando um governo democr&aacute;tico burgu&ecirc;s &eacute; agredido pelo fascismo, nem sequer nesse momento L&ecirc;nin disse que temos que defend&ecirc;-lo incondicionalmente ou apoi&aacute;-lo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Vamos ao outro caso; quando um governo &eacute; atacado pelo imperialismo, Trotsky no &ldquo;Programa de Transi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma o seguinte, e eu gostaria que o companheiro Lora estivesse presente para desmentir Trotsky. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Ao defender, o pa&iacute;s colonial em uma guerra (com o imperialismo) o proletariado n&atilde;o se solidariza no mais m&iacute;nimo com o governo burgu&ecirc;s do pa&iacute;s colonial&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. Nem mesmo no caso de uma guerra podemos defender o governo de Garcia Meza. Estamos radicalmente contra a interven&ccedil;&atilde;o ianque, mas n&atilde;o lhe damos nem um grama de confian&ccedil;a nem apoio ao regime de Garcia Meza. Este &eacute; um problema capital porque diz respeito aos princ&iacute;pios do que &eacute; o marxismo, o leninismo e o trotskismo. Lora rompe o princ&iacute;pio de independ&ecirc;ncia de classe. O POR apoiou criticamente o governo do MNR que foi o coveiro da revolu&ccedil;&atilde;o de 1952, quando era poss&iacute;vel que a COB tomasse o poder, palavras do pr&oacute;prio companheiro. Al&eacute;m disso, de que contrarrevolu&ccedil;&atilde;o ia se defender o governo do MNR, se a rea&ccedil;&atilde;o nasceu do pr&oacute;prio MNR, como explica Lora ao se referir ao movimento encabe&ccedil;ado por Pe&ntilde;aloza.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Vamos por esta via dos princ&iacute;pios responder aos outros argumentos do companheiro Lora. Ele afirma que esteve de acordo com o co-governo entre a COB e o MNR, s&oacute; que com uma condi&ccedil;&atilde;o &ndash; que os ministros oper&aacute;rios estivessem sob o mandato imperativo das massas. Isso &eacute; ir contra o leninismo e o trotskismo. Jamais eles (L&ecirc;nin e Trotsky) estiveram de acordo com o governo entre os trabalhadores e a burguesia. Jamais eles aceitaram co-governar com a burguesia com a condi&ccedil;&atilde;o de que os ministros oper&aacute;rios tivessem mandato imperativo dos trabalhadores. Isso seria enganar os trabalhadores, faz&ecirc;-los crer que seus ministros podem defender efetivamente seus interesses dentro do gabinete burgu&ecirc;s.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Lora nos estende uma armadilha. Disse-nos que determinar todo o poder &agrave; COB &eacute; o mesmo que pedir que os ministros oper&aacute;rios transformem a direita do MNR do gabinete do MNR. O companheiro Lora quer nos fazer acreditar que lutar para que a esquerda do MNR, o <\/span><em><font color=\"#dd5500\">lechinismo<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> tome o poder, &eacute; o mesmo que lutar para que a COB tome o poder. L&ecirc;nin, na revolu&ccedil;&atilde;o de 1917, esclareceu que ele n&atilde;o pedia aos mencheviques e aos socialistas revolucion&aacute;rios tomarem o governo &agrave; margem dos sovietes, sen&atilde;o que rompessem com a burguesia e instaurassem um governo dos sovietes. Por qu&ecirc;? Por que no primeiro caso, ainda que o governo fosse somente de partidos oper&aacute;rios reformista, as institui&ccedil;&otilde;es que eles tivessem gerenciando continuariam sendo burguesas. Ao contr&aacute;rio, se os sovietes tivessem tomado o poder, as institui&ccedil;&otilde;es que governariam teriam sido oper&aacute;rias, ainda que suas dire&ccedil;&otilde;es fossem reformistas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Sigamos adiante, ele disse <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Por que o POR n&atilde;o tomou o poder em 1952? Porque as massas estavam no MNR&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Com esse argumento, L&ecirc;nin tamb&eacute;m poderia dizer. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Na R&uacute;ssia n&atilde;o tomamos o poder porque as massas estavam com o mencheviques e os socialistas revolucion&aacute;rios&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Porque durante os primeiros meses da revolu&ccedil;&atilde;o russa, em fevereiro e em mar&ccedil;o, as massas eram majoritariamente, assustadoramente, mencheviques e socialistas revolucion&aacute;rios, n&atilde;o eram bolcheviques. L&ecirc;nin n&atilde;o atuou como Lora. L&ecirc;nin se dotou de uma pol&iacute;tica para tirar as massas dos mencheviques e dos socialistas revolucion&aacute;rios e ganh&aacute;-las para a revolu&ccedil;&atilde;o. Qual foi essa pol&iacute;tica de L&ecirc;nin? Nenhuma confian&ccedil;a no governo burgu&ecirc;s de Kerensky, nenhum apoio, todo o poder atrav&eacute;s dos sovietes; L&ecirc;nin incitou as dire&ccedil;&otilde;es mencheviques e dos socialistas revolucion&aacute;rios dos sovietes a que tomassem o poder atrav&eacute;s destas organiza&ccedil;&otilde;es para desmascar&aacute;-las. Assim L&ecirc;nin ganhou as massas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Qual foi a pol&iacute;tica do POR, em 52 para ganhar as massas do MNR? Primeiro, defesa incondicional do governo Paz Estenssoro aplicando o crit&eacute;rio da cr&iacute;tica para que cumprisse com os postulados da revolu&ccedil;&atilde;o. Se voc&ecirc;s dizem isso &agrave;s massas, v&atilde;o ganh&aacute;-las para o seu lado? Evidentemente n&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Em segundo lugar lhes disse, a esquerda do MNR pode ser a alternativa. Com essa pol&iacute;tica era natural que as massas seguissem o MNR. Lora em vez de exigir de Lech&iacute;n que rompesse com o co-governo COB-MNR e impusesse o poder da COB, foi conversar com ele e sugeriu que ocupasse mais minist&eacute;rios dentro do gabinete do MNR. Assim todos os ministros seriam &ldquo;oper&aacute;rios&rdquo; e Paz Estenssoro desde a presid&ecirc;ncia, que &eacute; o eixo do governo, continuaria a defender os interesses da burguesia. A &uacute;nica alternativa era substituir o regime do MNR, com seu presidente Paz Estenssoro, pelo poder da COB.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">O companheiro Lora disse que n&oacute;s tamb&eacute;m apoiamos criticamente o governo do MNR. Aqui eu tenho um documento de 1953 da corrente internacional da qual fazemos parte. Nosso partido apenas tem dois anos de vida na Bol&iacute;via; vai completar em 26 de maio seus dois anos, mas somos parte de uma corrente internacional que o companheiro Nahuel Moreno dirigiu e que existe desde a d&eacute;cada de 40. Que disse essa corrente internacional, que agora se denomina Liga Internacional dos Trabalhadores no ano de 1952? Exatamente o que o contr&aacute;rio do que disse Lora e o POR. Leio para voc&ecirc;s. <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Se querem nacionalizar sem pagar pelas terras e pelas grandes empresas, e assim sair da mis&eacute;ria e da fome, t&ecirc;m uma &uacute;nica forma de consegui-lo: n&atilde;o ter nenhuma confian&ccedil;a em Paz Estenssoro, derrub&aacute;-lo o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel e confiar somente em suas organiza&ccedil;&otilde;es.&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Esta &eacute; a s&iacute;ntese de nosso programa. Nossa corrente internacional continuava dizendo <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Por acaso &eacute; poss&iacute;vel instaurar um governo oper&aacute;rio atrav&eacute;s do apoio cr&iacute;tico ao MNR? As Teses de Pulacayo poder&atilde;o ser implementadas mediante o apoio cr&iacute;tico ao MNR e ao governo? Por acaso este partido n&atilde;o reflete no governo os interesses da burguesia e do imperialismo? Sendo assim, podemos lhe dar um apoio cr&iacute;tico e lhe pedir que cumpra um programa revolucion&aacute;rio?&rdquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Essa foi nossa posi&ccedil;&atilde;o. Nenhum apoio cr&iacute;tico ao MNR, nada de lhe exigir que cumpra os postulados da revolu&ccedil;&atilde;o que s&oacute; faz enganar e confundir as massas.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Lech&iacute;n, nossa posi&ccedil;&atilde;o foi desde janeiro de 1953 a seguinte: <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Algum marxista apressado tiraria a conclus&atilde;o de que dentro do MNR h&aacute; uma ala de esquerda e outra de direita. Lech&iacute;n refletiria a primeira e Paz Estenssoro e Siles Suazo, a segunda. Sem d&uacute;vida que dentro do MNR, como partido da pequena burguesia, existe uma enormidade de matizes. Nesse sentido se pode falar de setores de direita, de extrema direita, etc., j&aacute; que estas alas n&atilde;o est&atilde;o solidamente constitu&iacute;das nem t&ecirc;m seus &oacute;rg&atilde;os ou organiza&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Quer dizer, que diferente de Lora que se vangloria de haver descoberto a ala esquerda do MNR, n&oacute;s diz&iacute;amos que n&atilde;o se pode falar de uma ala esquerda solidamente constitu&iacute;da.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Mas continuemos: <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;A contradi&ccedil;&atilde;o fundamental na Bol&iacute;via n&atilde;o &eacute; entre a ala direita e a ala esquerda do MNR, e sim entre o MNR e a Central Oper&aacute;ria Boliviana. Essa contradi&ccedil;&atilde;o fundamental &eacute; a chave do problema boliviano. Como a maior parte dos dirigentes da Central Oper&aacute;ria pertence ao MNR, pode dar a impress&atilde;o de que dentro desta h&aacute; uma ala revolucion&aacute;ria. Nada mais equivocado&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> E em outra parte disse: <\/span><em><font color=\"#dd5500\">&ldquo;Lech&iacute;n &eacute; um centrista t&iacute;pico. &Eacute; quem cumpre o papel de apaziguar os oper&aacute;rios, ao mesmo tempo em que jura palavras de ordem revolucion&aacute;rias. &Eacute; ele quem d&aacute; f&ocirc;lego ao governo de Paz Estenssoro para que possa respirar, j&aacute; que sem ele as massas bolivianas teriam que cumprir seu programa revolucion&aacute;rio&rdquo;. <\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">N&oacute;s propusemos superar a dire&ccedil;&atilde;o lechinista e levantamos a consigna de &lsquo;Todo poder &agrave; COB&rsquo; e fomos contra ao apoio cr&iacute;tico.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">N&atilde;o quero cans&aacute;-los mais com a pol&ecirc;mica de 1952, ainda que se pudesse argumentar com uma s&eacute;rie de elementos e documentos. Quero me referir &agrave;s acusa&ccedil;&otilde;es lan&ccedil;adas pelo companheiro Lora ao final de sua interven&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Quando eu venho fazer um debate, fa&ccedil;o-o seriamente, com documentos, com altivez, com respeito, sem adjetivos. O companheiro Lora vem e lan&ccedil;a s&eacute;rie de adjetivos para desqualificar o advers&aacute;rio sem apresentar prova alguma. Sustenta que o morenismo apoiou Eva Per&oacute;n na Argentina. Lora vai ter que demonstrar com documentos essa afirma&ccedil;&atilde;o, assim como n&oacute;s mostramos que Lora defendeu Victor Paz e o lechinismo.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Por outro lado o PS-1. Voc&ecirc;s ouviram , Marcelo Quiroga era um padre que estava se aproximando do marxismo. Efetivamente, Quiroga Santa Cruz vem de uma posi&ccedil;&atilde;o de direita e evolui at&eacute; a esquerda. Mas que fazemos n&oacute;s quando algu&eacute;m evolui at&eacute; a esquerda? Come&ccedil;amos a esfregar-lhe seu passado na cara, como faz Lora, ou buscamos impulsionar as tend&ecirc;ncias progressivas que h&aacute; em sua posi&ccedil;&atilde;o? No marxismo mundial existiu uma figura muito grande que veio da direita em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o, e L&ecirc;nin dizia, diferente de Lora<\/span><em><font color=\"#dd5500\">, &lsquo;&eacute; criminoso que o julguemos por seu passado, temos que saudar porque o estamos ganhando e temos que impulsionar para que ele v&aacute; muito mais al&eacute;m&rsquo;<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">. O PS-1, lamentavelmente, n&atilde;o se desenvolve mais como uma op&ccedil;&atilde;o que v&aacute; em dire&ccedil;&atilde;o ao socialismo revolucion&aacute;rio. Frustra-se. Interrompe-se. Alguns de n&oacute;s tentamos desenvolver essa tend&ecirc;ncia, essas possibilidades revolucion&aacute;rias. Fracassamos, &eacute; certo, mas n&atilde;o estivemos assistindo de camarote. Se amanh&atilde; surge uma corrente progressiva, revolucion&aacute;ria, ainda que n&atilde;o se diga trotskista, n&atilde;o por isso vamos dizer &ldquo;<\/span><em><font color=\"#dd5500\">como n&atilde;o se dizem trotskistas, n&atilde;o s&atilde;o revolucion&aacute;rios&rdquo;.<\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> N&atilde;o, temos que impulsionar esses fen&ocirc;menos e ver como os empurramos mais al&eacute;m.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Por &uacute;ltimo, Lora disse que eu tinha posi&ccedil;&otilde;es nacionalistas. Quando? Onde? Assim &eacute; muito f&aacute;cil desacreditar o advers&aacute;rio.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">Companheiros, temos que discutir com documentos em m&atilde;os. Quando digo que Lora n&atilde;o levantou a palavra de ordem de &ldquo;todo poder &agrave; COB&rdquo;, trago as cita&ccedil;&otilde;es e as mostro. Agora, Lora escreveu muitas hist&oacute;rias de 1952. Algu&eacute;m teria que comparar o que ele disse em 53, em 60, em 78 e em 84, e veria que em cada uma dessas interpreta&ccedil;&otilde;es h&aacute; uma diferente explica&ccedil;&atilde;o sobre o que o POR fez em 1952. Isso &eacute; grave.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">(*) Pablo Sol&oacute;n, no momento desse debate, era o principal dirigente do PST (se&ccedil;&atilde;o boliviana da LIT-QI). Na atualidade n&atilde;o faz mais parte de nossa Internacional.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><em><font color=\"#dd5500\">Fonte: Correio Internacional no. 25, dezembro de 1986, e <\/font><\/em><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\">http:\/\/litci.org\/especial\/index.php\/polemicas-2\/bolivia-1952\/bolivia-artigos\/1878-lora-solon-polemica-chave-na-bolivia<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><font color=\"#dd5500\"><em>Tradu&ccedil;&atilde;o:Val&eacute;ria Lezziane<\/em><\/font><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"background: white; line-height: 15.15pt;\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia, serif;\"><a href=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/polemica%2520com%2520Lora%2520em%2520portugues[1].docx\" title=\"\"><font color=\"#4488bb\">[1]<\/font><\/a><span style=\"color: rgb(68, 68, 68);\"> Nome dado a burguesia pr&oacute;-imperialista propriet&aacute;ria das minas de estanho antes da nacionaliza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; poucas semanas se realizou nas proximidades da cidade de Cochabamba, Bol&iacute;via, um debate p&uacute;blico entre Guillermo Lora, l&iacute;der e fundador do Partido Oper&aacute;rio Revolucion&aacute;rio (POR), e Pablo S&oacute;lon (*), maior dirigente do Partido Socialista dos Trabalhadores (PST), organiza&ccedil;&atilde;o boliviana ligada &agrave;s posi&ccedil;&otilde;es da LIT-QI.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":6527,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[477],"tags":[],"class_list":["post-2334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bolivia"],"fimg_url":false,"categories_names":["Bol\u00edvia"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2334"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2334\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}