{"id":23284,"date":"2018-06-12T18:30:10","date_gmt":"2018-06-12T20:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=23284"},"modified":"2018-06-12T18:30:10","modified_gmt":"2018-06-12T20:30:10","slug":"chile-um-chamado-as-os-trabalhadoras-es-devemos-nos-unir-a-luta-estudantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/06\/12\/chile-um-chamado-as-os-trabalhadoras-es-devemos-nos-unir-a-luta-estudantil\/","title":{"rendered":"Chile, um chamado \u00e0s\/os trabalhadoras\/es: devemos nos unir \u00e0 luta estudantil"},"content":{"rendered":"<p><em>As abaixo assinadas, somos mulheres, trabalhadoras, donas de casa, estudantes, lutadoras e revolucion\u00e1rias. Vivemos diariamente a opress\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o do sistema capitalista e, hoje, no contexto da forte luta estudantil que est\u00e1 acontecendo pelos direitos das mulheres, queremos fazer um apelo \u00e0s e aos trabalhadores, e suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: MIT Chile<\/p>\n<p>J\u00e1 se passaram mais de cinco semanas desde que uma grande marcha em 18 de abril come\u00e7ou em todo o pa\u00eds um movimento de ocupa\u00e7\u00f5es em universidades e col\u00e9gios com a demanda por uma educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sexista (que n\u00e3o promova a superioridade de um sexo sobre o outro) e para acabar com o ass\u00e9dio sexual \/ abuso contra as mulheres. Agora h\u00e1 um chamado para uma greve geral de mulheres neste 6 de junho.<\/p>\n<p>O maior n\u00famero de abusos sofridos pelas mulheres, maus tratos, estupros e feminic\u00eddios ocorrem em situa\u00e7\u00f5es de pobreza, marginaliza\u00e7\u00e3o, alcoolismo e depend\u00eancia qu\u00edmica. Para as trabalhadoras fica a pior parte. Estamos fartas, \u00e9 por isso que este grito de luta juvenil \u00e9 um respiro moralizante para uma luta que devemos continuar.<\/p>\n<p>As mulheres burguesas t\u00eam uma realidade muito diferente: podem defender-se com advogados, proteger-se com sa\u00fade privada e abortar quando querem sem risco de morte e sem serem penalizadas. Pior, muitas mulheres burguesas atacam \u00e0s trabalhadoras e aos trabalhadores. Portanto, diante dessa luta contra o machismo, h\u00e1 um problema que a atravessa: \u00e9 a luta ou a diferen\u00e7a entre as classes.<\/p>\n<p>Estamos convencidas de que, a luta contra o machismo e o sistema que o sustenta, temos que dar a classe trabalhadora como um todo: mulheres e homens. No entanto, isso pode n\u00e3o ser eficaz se os homens de nossa classe n\u00e3o se localizam a partir de uma posi\u00e7\u00e3o honesta e autocr\u00edtica, lutando contra seus privil\u00e9gios e somando-se a esta luta, lado a lado com as mulheres trabalhadoras e jovens.<\/p>\n<p>Esta necessidade de que os\/as trabalhadores se juntem \u00e0 luta estudantil torna-se mais imperativo agora que Pi\u00f1era respondeu a esta &#8220;onda feminista&#8221; com o melhor que sabe fazer: promessas para tentar cooptar e acabar com uma mobiliza\u00e7\u00e3o que vai no sentido de amea\u00e7ar seu governo. Ele diz que vai impulsionar uma legisla\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E uma reforma constitucional que garanta a total igualdade de direitos e obriga\u00e7\u00f5es para homens e mulheres. Dif\u00edcil acreditar nisso. Mas j\u00e1 mostrou a sua verdadeira cara ao aparecer com novos ataques aos nossos direitos: as creches que ele prop\u00f5e ser\u00e3o financiadas com fundos de seguro-desemprego; e para reduzir a dist\u00e2ncia entre mulheres e homens nas contribui\u00e7\u00f5es para a sa\u00fade, prop\u00f5e que os homens aumentem sua contribui\u00e7\u00e3o. \u00c9 evidente que se trata de um ataque, ao qual devemos responder n\u00e3o apenas as mulheres, mas tamb\u00e9m os homens trabalhadores. Por sua parte, os jovens que est\u00e3o lutando n\u00e3o devem acreditar nas falsas promessas do governo, especialmente quando se prop\u00f5e ataques. O movimento deve continuar a se fortalecer.<\/p>\n<p>A coragem do movimento refletida nessas ocupa\u00e7\u00f5es de estudantes feministas \u00e9 a de ter imposto a quest\u00e3o na agenda presidencial, como aconteceu com as manifesta\u00e7\u00f5es de 2011 que for\u00e7aram o governo de Bachelet a discutir quest\u00f5es que n\u00e3o tinham prioridade, como a educa\u00e7\u00e3o gratuita e o fim da municipaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00f3s, os\/as trabalhadores, n\u00e3o podemos permanecer impass\u00edveis ou apenas saudar o movimento estudantil \u00e0 dist\u00e2ncia. As demandas como o fim da diferen\u00e7a salarial, para um acesso digno \u00e0 sa\u00fade sem lacunas, ou que o Estado assuma responsabilidade pelas tarefas dom\u00e9sticas, est\u00e3o relacionadas com todos\/as, s\u00e3o de nosso interesse. Precisamos exigir que o dinheiro do cobre e das AFPs sejam destinadas para um or\u00e7amento de emerg\u00eancia contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres e n\u00e3o para os bolsos de empres\u00e1rios inescrupulosos! \u00c9 por isso que temos que defender ativamente essa luta at\u00e9 o fim, devemos nos somar, independentemente dos partidos do governo e da Nueva Mayor\u00eda (Nova Maioria).<\/p>\n<p>As mulheres trabalhadoras e camponesas e nossos companheiros de classe, devemos discutir o problema do machismo em assembl\u00e9ias, sindicatos, organiza\u00e7\u00f5es populacionais, comit\u00eas de moradia e reuni\u00f5es de bairros. Ao combater o machismo, fortalecemos nossa pr\u00f3pria classe, em nossas pr\u00f3prias casas, bairros, locais de trabalho e organiza\u00e7\u00f5es; Apoiaremos a nossas companheiras estudantes e uniremos nossa luta pela liberta\u00e7\u00e3o total das mulheres \u00e0 luta pela liberta\u00e7\u00e3o total de nosso povo oprimido e explorado.<br \/>\nO movimento estudantil mostrou que precisa da for\u00e7a dos trabalhadores nas ruas para ser vitorioso, o que podemos garantir se avan\u00e7armos na prepara\u00e7\u00e3o de uma Greve Nacional encabe\u00e7ada pelas trabalhadoras. Isso ajudar\u00e1 a colocar em xeque os interesses dos empres\u00e1rios e seus governos.<\/p>\n<p><strong>Mulheres do MIT:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Marcela Olivares, diretora provincial ANEF Valpara\u00edso<\/li>\n<li>Mar\u00eda Rivera, Advogada da Defensor\u00eda Popular<\/li>\n<li>Marcela Ortiz, Professora membro do SUTE<\/li>\n<li>Iris Reyes, Sindicato Lider, La Reina<\/li>\n<li>Lara Heredia, trabalhadora de call center, membro NO+AFP Valpara\u00edso<\/li>\n<li>Daniela Delgado, membro sindicato n\u00b02 de Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o de La Florida<\/li>\n<li>Leyla Pacheco, membro do sindicato Villa Grimaldi<\/li>\n<li>Carolina Mu\u00f1oz, moradora em Punta Arenas<\/li>\n<li>Alejandra Pereira, trabalhadora e parte de MPL Pe\u00f1alolen<\/li>\n<li>Pamela Salgado, terapeuta ocupacional e membro NO+AFP Macul<\/li>\n<li>Catalina Carvallo, restauradora, Equipe de Comunica\u00e7\u00e3o do MIT<\/li>\n<li>Dani Kel\u00fc, Equipe de Comunica\u00e7\u00e3o do MIT<\/li>\n<li>Camila Ruz, trabalhadora call center e membro do sindicato STA<\/li>\n<li>Anabella Lincopan, estudante engenharia Forestal, U. de Chile<\/li>\n<\/ul>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Nea Vieira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As abaixo assinadas, somos mulheres, trabalhadoras, donas de casa, estudantes, lutadoras e revolucion\u00e1rias. 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