{"id":23078,"date":"2018-06-01T14:11:31","date_gmt":"2018-06-01T16:11:31","guid":{"rendered":"https:\/\/litci.org\/pt\/?p=23078"},"modified":"2018-06-01T14:11:31","modified_gmt":"2018-06-01T16:11:31","slug":"debate-com-o-mrt-sobre-a-greve-dos-caminhoneiros-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2018\/06\/01\/debate-com-o-mrt-sobre-a-greve-dos-caminhoneiros-no-brasil\/","title":{"rendered":"Debate com o MRT sobre a greve dos caminhoneiros no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>O conflito entre os propriet\u00e1rios de caminh\u00f5es (caminhoneiros) e o governo de Michel Temer (com paralisa\u00e7\u00e3o e bloqueios nas estradas contra o aumento do pre\u00e7o do combust\u00edvel) se transformou no eixo da situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O pa\u00eds caminha em dire\u00e7\u00e3o a uma crescente paralisa\u00e7\u00e3o e os caminhoneiros j\u00e1 obrigaram o governo a recuar (pelo menos de forma tempor\u00e1ria e parcial) no aumento de combust\u00edveis e oferecer outras concess\u00f5es. Esse impacto do conflito \u00e9 consequ\u00eancia do fato de que, no Brasil, 68% das mercadorias circulam por caminh\u00f5es [1].<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>As grandes empresas de transporte aceitaram a proposta do governo e n\u00e3o participam mais do protesto. O mesmo fizeram v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es nacionais que os agrupam como a ABCAM. Nesse contexto, o governo iniciou uma opera\u00e7\u00e3o repressiva. No entanto, o conflito continua sendo impulsionado por milhares de &#8220;caminhoneiros aut\u00f4nomos&#8221; (propriet\u00e1rios de 1 ou 2 ve\u00edculos) que, mesmo quando s\u00e3o desalojados das estradas, permanecem em acampamentos pr\u00f3ximos a elas.<\/p>\n<p>A convoca\u00e7\u00e3o se estendeu a outros setores de pequenos propriet\u00e1rios, como aqueles que realizam transporte escolar e os taxistas. Al\u00e9m disso, atuou como um gatilho para uma greve de trabalhadores petroleiros (que j\u00e1 haviam manifestado apoio a caminhoneiros) contra a privatiza\u00e7\u00e3o da empresa estatal Petrobras e sua pol\u00edtica de pre\u00e7os (a Petrobras funciona na pr\u00e1tica como uma &#8220;empresa privada&#8221;).<\/p>\n<p>Apesar dos grandes inconvenientes que este conflito traz \u00e0 vida, j\u00e1 dura, da popula\u00e7\u00e3o, a maioria apoia os caminhoneiros contra o governo: uma pesquisa realizada em v\u00e1rias cidades pelo Instituto Methodus mostra que quase 87% dos brasileiros apoiava a luta [2].<\/p>\n<p>Nesse contexto, o j\u00e1 fraco governo Temer est\u00e1 por um fio e sua queda se coloca como uma possibilidade real. Essa realidade colocou os candidatos dos partidos burgueses diante de um equil\u00edbrio muito dif\u00edcil: como sustentar o governo e, ao mesmo tempo, diferenciar-se dele para n\u00e3o chocar com a opini\u00e3o de suas bases eleitorais.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m colocou \u00e0 prova as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, suas an\u00e1lises e suas pol\u00edticas no Brasil. Em tra\u00e7os gerais, tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es foram definidas. A primeira apoia a luta contra o governo e prop\u00f5e ampliar atrav\u00e9s da incorpora\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria, suas organiza\u00e7\u00f5es e seus m\u00e9todos: \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do PSTU, da CSP-Conlutas e da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Petroleiros (FNP).<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 a do PT, da CUT e de outras organiza\u00e7\u00f5es (se \u00e9 que podemos continuar chamando-as de &#8220;esquerda&#8221;) que optaram por manter um sil\u00eancio que acabou sendo c\u00famplice do governo. Agora, o PT se dividiu entre os que apoiam a repress\u00e3o aos caminhoneiros como Rui Costa, Governador do Estado da Bahia [3] e aqueles que come\u00e7aram a apoi\u00e1-los (como Lindbergh Farias, senador pelo Rio de Janeiro [4]).<\/p>\n<p>A terceira pol\u00edtica \u00e9 &#8220;Nem Temer nem caminhoneiros&#8221;, como a que expressa o Movimento Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (MRT, organiza\u00e7\u00e3o brasileira da corrente internacional Fra\u00e7\u00e3o Trotskista, encabe\u00e7ada pelo PTS argentino). Embora a pol\u00edtica concreta seja a do &#8220;Nem-Nem&#8221;, o MRT utiliza, em seu apoio, alguns argumentos semelhantes aos do governo Temer e os setores da imprensa burguesa que querem derrotar os caminhoneiros e, para isso, rachar o apoio da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste artigo, vamos abordar esse debate com o MRT. N\u00e3o o fazemos por causa da influ\u00eancia que esta organiza\u00e7\u00e3o tem no pa\u00eds (muito escassa por sinal), mas porque expressa claramente argumentos e conclus\u00f5es equivocadas, comuns a uma grande parte da esquerda mundial.<\/p>\n<p><strong>O que expressa a luta dos caminhoneiros para o MRT?<\/strong><\/p>\n<p>O ponto de partida da an\u00e1lise do MRT \u00e9 o seguinte:<em> \u201cOs bloqueios dos caminhoneiros nesta \u00faltima semana em todo o pa\u00eds trouxeram \u00e0 tona as disputas entre distintas fra\u00e7\u00f5es da burguesia por parcelas dos subs\u00eddios estatais (que concretamente s\u00e3o parcelas de mais-valia extra\u00edda dos trabalhadores) para seus lucros, expressando dois interesses corporativos capitalistas: de um lado, aqueles que se beneficiam do pre\u00e7o liberalizado dos combust\u00edveis (mais altos), e de outro, setores que se beneficiam com o pre\u00e7o subsidiado (mais baixo)\u201d<\/em> [5] Ou seja, do ponto de vista objetivo, para o MRT \u00e9 apenas uma disputa entre os burgueses na qual n\u00e3o se deve tomar partido.<\/p>\n<p>Nessa disputa interburguesa, as concess\u00f5es feitas pelo governo para os caminhoneiros v\u00e3o se voltar contra os trabalhadores e a popula\u00e7\u00e3o: <em>\u201cApesar do discurso demag\u00f3gico da dire\u00e7\u00e3o desse movimento, que se dizia portadora da reivindica\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis, o que se comprova com o acordo e com o sentido geral do programa que levantam \u00e9 que o interesse est\u00e1 retido no que diz respeito \u00e0s necessidades de lucro de transportadoras e empresas de log\u00edstica.<\/em><\/p>\n<p><em>As isen\u00e7\u00f5es de impostos v\u00e3o retirar recursos profundamente necess\u00e1rios para qualquer trabalhador, como o seguro desemprego e a sa\u00fade p\u00fablica&#8230; de onde vai sair boa parte do subs\u00eddio no combust\u00edvel para os empres\u00e1rios e capitalistas do transporte de carga no Brasil.&#8221;<\/em>[6].<\/p>\n<p>Esse argumento \u00e9 semelhante ao usado pelo governo Temer e pela rede Globo para isolar a luta da popula\u00e7\u00e3o. O conte\u00fado que transmite o MRT \u00e9 mais ou menos o seguinte: <em>&#8220;\u00c9 uma disputa interburguesa, mas nela a reivindica\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros \u00e9 um pouco mais reacion\u00e1ria, porque atinge diretamente os trabalhadores&#8221;<\/em>. Como se a pol\u00edtica de combust\u00edveis do governo Temer j\u00e1 n\u00e3o fizesse isso! O saldo de &#8220;Nem Nem&#8221;, ent\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o estaria t\u00e3o equilibrada.<\/p>\n<p><strong>Uma an\u00e1lise social dos propriet\u00e1rios de caminh\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O MRT e outras organiza\u00e7\u00f5es t\u00eam insistido muito que a mobiliza\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros \u00e9 um &#8220;locaute patronal&#8221; e n\u00e3o uma &#8220;greve&#8221;. Para analisar esse debate &#8220;sem\u00e2ntico&#8221; (embora com consequ\u00eancias pol\u00edticas), \u00e9 necess\u00e1rio analisar socialmente os propriet\u00e1rios de caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 2016, a frota total do pa\u00eds era de 1.434.888 caminh\u00f5es, segundo relat\u00f3rio da ANTT (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres). Desse total, 811.916 pertenciam a &#8220;transportadores aut\u00f4nomos&#8221; (56,6%), 615.481 a empresas de transporte (42.9%) e 7.591 a cooperativas (0.5%) [7].<\/p>\n<p>O setor de &#8220;empresas de transporte&#8221; inclui pequenas empresas com 5 caminh\u00f5es, empresas m\u00e9dias, com algumas dezenas ou centenas de caminh\u00f5es e grandes empresas. As 10 primeiras do ranking possuem frotas que variam de 470 ve\u00edculos (Transportes Bertolini Ltda.) at\u00e9 2.335 (Centro Oeste Log\u00edstica). Dentro dessas grandes empresas, algumas s\u00e3o dedicadas exclusivamente ao transporte e log\u00edstica, enquanto outras s\u00e3o filiais ou subsidi\u00e1rias de conglomerados empresariais, como a citada Centro-Oeste Log\u00edstica (pertencente ao grupo de bebidas Petr\u00f3polis) e a JBS Transportes (propriedade do grupo hom\u00f4nimo de frigor\u00edficos).<\/p>\n<p>Os &#8220;transportadores aut\u00f4nomos&#8221; s\u00e3o 631.960, o que significa que, em m\u00e9dia, possuem 1,3 ve\u00edculos cada, cujo valor varia entre 24.000 e 36.000 d\u00f3lares (embora alguns modelos possam custar at\u00e9 60 ou 80.000). Um estudo de uma revista especializada relata que 60% dos &#8220;caminhoneiros aut\u00f4nomos&#8221; n\u00e3o chegou a concluir o segundo grau, trabalha uma m\u00e9dia de 11,3 horas por dia e tem renda mensal l\u00edquida de cerca de US $ 1.200 (um setor minorit\u00e1rio de 15 %, obt\u00e9m renda variando de 1.500 a 3.000 d\u00f3lares por m\u00eas) [8].<\/p>\n<p>Ou seja, entre os donos de caminh\u00f5es existem setores da alta burguesia e outros que s\u00e3o burgueses m\u00e9dios e baixos. Mas a base, amplamente majorit\u00e1ria, deste setor da economia s\u00e3o &#8220;aut\u00f4nomos&#8221;, aos que devemos caracterizar como um setor pequeno burgu\u00eas, que tem um pequeno capital e se auto explora para obter uma renda m\u00e9dia similar \u00e0 renda de um trabalhador especializado nos principais setores da ind\u00fastria (e, portanto, um padr\u00e3o de vida semelhante).<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que os setores burgueses altos e m\u00e9dios estimularam o conflito e tentam tirar proveito dele, mas a base da greve e dos bloqueios nas estradas era claramente os &#8220;aut\u00f4nomos&#8221;. A tal ponto que, depois que o governo fez as concess\u00f5es e as empresas se retiraram, o processo continua: estima-se que permanecem perto de 600 pontos de bloqueio (sem contar os acampamentos na beira de estradas) e quase 300.000 &#8220;aut\u00f4nomos\u201d continuam em conflito.<\/p>\n<p>Assim, ainda que se tente apelar para uma explica\u00e7\u00e3o marxista, qualificar essa luta como uma &#8220;disputa entre os burgueses&#8221; ou um &#8220;locaute patronal&#8221; \u00e9 uma completa simplifica\u00e7\u00e3o que leva a pol\u00edticas totalmente equivocadas. O centro dessa luta \u00e9 um setor pequeno burgu\u00eas: os &#8220;caminhoneiros aut\u00f4nomos&#8221;.<\/p>\n<p>O marxismo estudou que, em diferentes circunst\u00e2ncias, os setores pequeno-burgueses podem oscilar, em sua consci\u00eancia e em suas a\u00e7\u00f5es, para a direita (a burguesia) ou para a esquerda (o movimento oper\u00e1rio). No primeiro caso, devemos combat\u00ea-los para derrot\u00e1-los, dividi-los ou neutraliz\u00e1-los e no segundo, devemos apoiar suas a\u00e7\u00f5es e convocar o movimento oper\u00e1rio para se unir (com seus m\u00e9todos e suas pr\u00f3prias reivindica\u00e7\u00f5es) e assim conseguir uma unidade de luta contra a burguesia, liderada pela classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Um movimento a favor da interven\u00e7\u00e3o militar&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Para estabelecer uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria, a chave \u00e9 definir se esse conflito dos caminhoneiros \u00e9 progressivo ou reacion\u00e1rio. Vimos que, para o MRT, trata-se de um conflito conduzido por um setor da grande burguesia contra o outro, que teria arrastado um setor pequeno-burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Essa caracteriza\u00e7\u00e3o &#8220;estrutural&#8221; de um conflito &#8220;reacion\u00e1rio&#8221; \u00e9 aprofundada ainda mais na an\u00e1lise pol\u00edtica: <em>\u201cA trai\u00e7\u00e3o da CUT e do PT abre espa\u00e7o para que a direita capitalize o descontentamento popular. \u00c9 isso o que permite que sejam setores patronais os que apare\u00e7am como quem d\u00e1 resposta \u00e0 crise no pa\u00eds, impulsionando os bloqueios de caminhoneiros que levantam a figura do Bolsonaro e reivindicam a interven\u00e7\u00e3o militar (&#8230;). Diante de toda essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso dizer abertamente que este movimento de caminhoneiros se mostra mais um movimento de car\u00e1ter reacion\u00e1rio&#8221;<\/em>[9]. Por fora da <em>&#8220;trai\u00e7\u00e3o da CUT e do PT&#8221;<\/em>, essa an\u00e1lise, supostamente &#8220;marxista&#8221;, acumula uma quantidade compacta de erros e confus\u00f5es.<\/p>\n<p>Os erros come\u00e7am com a defini\u00e7\u00e3o da &#8220;onda reacion\u00e1ria&#8221; e a &#8220;direitiza\u00e7\u00e3o&#8221; da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que, de acordo com MRT, caracterizam a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira h\u00e1 alguns anos e que teria sido expressa no <em>impeachment<\/em> (destitui\u00e7\u00e3o) parlamentar de Dilma Rousseff e sua substitui\u00e7\u00e3o por Michel Temer em 2016. O MRT, como a maioria da esquerda brasileira, caracterizou este fato como &#8220;golpe&#8221; e o governo Temer como &#8220;golpista&#8221; com o qual a direita burguesa chegou ao poder. V\u00e1rios artigos publicados nas p\u00e1ginas do PSTU e a LIT debateram contra essa vis\u00e3o da realidade brasileira.<\/p>\n<p>Agora, o MRT considera que Bolsonaro expressa um setor da burguesia que quer dar &#8220;um golpe ao golpe&#8221; e ganhou o apoio de setores pequeno-burgueses e de massas para essa pol\u00edtica de substituir o governo Temer e o regime pol\u00edtico atual atrav\u00e9s da &#8220;interven\u00e7\u00e3o militar&#8221;. A situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica estaria t\u00e3o &#8220;dereitizada&#8221; que as alternativas da realidade est\u00e3o entre um &#8220;governo golpista civil&#8221; e uma ditadura militar cl\u00e1ssica (o movimento dos caminhoneiros seria uma jogada desta \u00faltima op\u00e7\u00e3o). Estar\u00edamos encurralados, ent\u00e3o, entre a &#8220;direita&#8221; e a &#8220;extrema direita&#8221;. Embora a MRT n\u00e3o se anime a avan\u00e7ar tanto, esta op\u00e7\u00e3o de &#8220;golpe suave&#8221; versus &#8220;duro golpe&#8221;, n\u00e3o tendo outra alternativa, na realidade, levaria a um amplo setor de trabalhadores e do povo de escolher o &#8220;mal menor&#8221; do atual governo de Temer governo e a apoiar a repress\u00e3o dos caminhoneiros, j\u00e1 que pelo menos haver\u00e1 elei\u00e7\u00f5es gerais este ano. Outros, cada vez mais indignados e revoltados com a corrup\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica burguesa, caem no discurso de que &#8220;o Brasil precisa de interven\u00e7\u00e3o militar imediata&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Bolsonaro golpista? <\/strong><\/p>\n<p>Em diversos artigos e declara\u00e7\u00f5es do PSTU e da LIT, temos nos colocado claramente contra qualquer tipo de \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d ou golpe militar no Brasil, e definido nossa disposi\u00e7\u00e3o de lutar contra ele (na mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o) se chegasse a se concretizar ou fosse uma amea\u00e7a real. Ao mesmo tempo, combatemos permanentemente a influencia que o discurso da necessidade da \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar\u201d possa ter entre os trabalhadores e o povo, pela crise que, em todos os n\u00edveis, vive o pa\u00eds [10].<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, atualmente, nenhum setor burgu\u00eas s\u00e9rio ou de algum peso (nem a c\u00fapula do ex\u00e9rcito) aposta nesse tipo de \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar\u201d. Nem mesmo Jair Bolsonaro, um ex-militar, atual deputado pelo Rio de Janeiro e candidato a presidente nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. \u00c9 uma pessoa repugnante, de estilo provocador, que transmite uma ideologia de extrema direita, racista, machista e homof\u00f3bica. Al\u00e9m disso, expressa um discurso hip\u00f3crita anticorrup\u00e7\u00e3o dirigido contra todos os velhos pol\u00edticos brasileiros. No contexto da crise pol\u00edtica do pa\u00eds e da decep\u00e7\u00e3o cada vez maior com a \u201cdemocracia burguesa\u201d, isso permitiu que, al\u00e9m do apoio de setores m\u00e9dios reacion\u00e1rios, fosse ganhando nos setores oper\u00e1rios e populares descontentes com o sistema. Mas, ainda que seu discurso seja de extrema direita, seu acionar pol\u00edtico at\u00e9 agora n\u00e3o tem nada a ver com o fascismo nem com o impulso a um golpe militar: desenvolveu-se e se desenvolve dentro do atual regime democr\u00e1tico burgu\u00eas, sem nenhuma inten\u00e7\u00e3o de modific\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Por isso, em 2016 Bolsonaro apresentou um projeto de lei que prop\u00f4s castigar com <em>\u201cat\u00e9 quatro anos de pris\u00e3o\u201d<\/em> os que participem de bloqueios de estradas como os caminhoneiros est\u00e3o realizando. Diante do atual conflito, primeiro tentou capitaliz\u00e1-lo demagogicamente dizendo que, se fosse eleito, <em>\u201canularia qualquer multa que o governo Temer aplicasse aos caminhoneiros\u201d.<\/em> Depois se alinhou claramente com o governo Temer e a maioria da burguesia brasileira: <em>\u201cA paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros tem que acabar. Nem a mim nem ao Brasil nos interessa o caos\u201d<\/em> [12].<\/p>\n<p><strong>Caminhoneiros golpistas?<\/strong><\/p>\n<p>O MRT poder\u00e1 argumentar que, mais al\u00e9m das reais inten\u00e7\u00f5es eleitoreiras de Bolsonaro, os \u201ccaminhoneiros aut\u00f4nomos\u201d levaram a s\u00e9rio sua agita\u00e7\u00e3o e agora est\u00e3o se mobilizando por uma \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar\u201d. Portanto, seu movimento continua sendo reacion\u00e1rio e tem que ser combatido. Vamos analisar um pouco este poss\u00edvel argumento.<\/p>\n<p>Dissemos que, com um discurso hip\u00f3crita, Bolsonaro capitaliza a crise do regime e obt\u00e9m o apoio eleitoral de setores oper\u00e1rios e populares (as pesquisas lhe d\u00e3o mais de 20% de inten\u00e7\u00e3o de voto). Entre os que ir\u00e3o votar, \u00e9 muito poss\u00edvel que exista um setor que acredite que s\u00f3 uma \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar salvar\u00e1 o Brasil\u201d. Assim, \u00e9 quase certo que esta vis\u00e3o se expresse em setores dos \u201ccaminhoneiros aut\u00f4nomos\u201d.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, este setor \u00e9 vis\u00edvel e real, mas, pela recep\u00e7\u00e3o que tivemos ao irmos manifestar nosso apoio em alguns piquetes, os informes que recebemos de outros, e os artigos e os v\u00eddeos que circulam pela rede, acreditamos que esse setor \u00e9 minorit\u00e1rio. Ao mesmo tempo, \u00e9 claro que o peso dos \u201cmilitantes bolsonaristas\u201d e pr\u00f3-interven\u00e7\u00e3o militar foi amplificado pelo governo e pelos grandes meios (como a rede Globo) para tentar isolar e derrotar esta luta. A partir da \u201cesquerda\u201d e com uma \u201clinguagem marxista\u201d, o MRT acaba contribuindo para isso. De qualquer maneira, h\u00e1 uma pergunta central que devemos nos fazer: o que define o movimento \u00e9 este car\u00e1ter bolsonarista e pr\u00f3-golpe militar? Para o MRT \u00e9 evidente que sim, e por isso, a luta dos \u201ccaminhoneiros aut\u00f4nomos\u201d passou a ser o \u201cinimigo principal\u201d.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, pelo contrario, trata-se de uma luta muito progressiva de setores pequeno burgueses m\u00e9dios e baixos que, ao serem atacados pelo governo e a maioria da grande burguesia (e ver deteriorar-se profundamente seu n\u00edvel de vida), enfrentam o governo Temer com uma reivindica\u00e7\u00e3o de todos os setores populares (a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do combust\u00edvel). Nesse enfrentamento, atuam como detonante de um processo social mais amplo que, caso se desenvolva, pode derrubar este governo pela via da luta.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a mesma an\u00e1lise que fazem os setores burgueses mais l\u00facidos: <em>Em meio a um cen\u00e1rio de insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada contra o governo, os protestos dos caminhoneiros que pararam o Brasil ganharam o apoio de diversos setores sociais da sociedade. Apesar dos transtornos que a greve contra o aumento do diesel causou, desde o abastecimento de combust\u00edvel, comida, \u00f4nibus, portos e aeroportos, a mobiliza\u00e7\u00e3o encontra respaldo na pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. Em diversos pontos do pa\u00eds, as pessoas levam alimentos, \u00e1gua e cobertores para os caminhoneiros. O movimento envolveu cidad\u00e3os, taxistas de aplicativos e transporte escolar e at\u00e9 empresas da \u00e1rea de alimentos. Tamb\u00e9m houve amplo apoio nas redes sociais\u201d<\/em> [13]. Ficou de fora dos elementos enumerados nesta l\u00facida an\u00e1lise, o apoio dos trabalhadores petroleiros aos caminhoneiros e a greve convocada por uma Petrobr\u00e1s 100% estatal.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que se trata de uma luta crescente contra o governo Temer e que amea\u00e7a derrub\u00e1-lo. Para o MRT, isso significa que devemos acender um \u201calerta vermelho\u201d porque o que est\u00e1 em curso \u00e9 um processo que vai em dire\u00e7\u00e3o a um golpe militar, que ganhou uma ampla maioria do povo brasileiro e, portanto, tem que ser combatido com todas as for\u00e7as. Para n\u00f3s, pelo contrario, com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es, \u00e9 um processo extraordin\u00e1rio que devemos apoiar e impulsionar, a partir de uma clara perspectiva de classe. Por isso, os militantes do PSTU impulsionam o apoio ativo aos piquetes, foram parte da constru\u00e7\u00e3o da greve petroleira, e tamb\u00e9m das paralisa\u00e7\u00f5es parciais nas f\u00e1bricas metal\u00fargicas de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Seguramente o MRT nos acusar\u00e1 de \u201cfuncionais \u00e0 direita\u201d e de \u201cgolpistas\u201d como j\u00e1 fez no passado.<\/p>\n<p>At\u00e9 a greve dos caminhoneiros, o MRT dizia que a tarefa principal era lutar contra o governo \u201cgolpista\u201d de Temer. Agora, que iniciou na realidade um processo de massas que pode levar \u00e0 sua derrubada, est\u00e1 metido no labirinto sem sa\u00edda da tese da \u201conda reacion\u00e1ria\u201d e da \u201cdireitiza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira\u201d \u00e0 qual agrega sua vis\u00e3o de \u201cgolpe contra o golpe\u201d (o perigo de \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar\u201d). O certo \u00e9 que a verdadeira \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar\u201d \u00e9 a que o governo Temer ordenou com a repress\u00e3o aos caminhoneiros. \u00c9 contra essa \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d real que devemos lutar e unir for\u00e7as, e n\u00e3o contra o \u201cfantasma\u201d que nos apresenta o MRT.<\/p>\n<p>No meio desse labirinto, o MRT levanta a proposta de que: &#8221; A CUT precisa iniciar j\u00e1 a greve petroleira pela redu\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis e contra a privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras! (14) A exig\u00eancia de que a CUT inicie j\u00e1 a greve petroleira e o objetivo assinalado s\u00e3o corretos. Mas, no marco da pol\u00edtica geral do MRT, apresenta v\u00e1rios problemas. O primeiro e principal \u00e9 que a levanta dando as costas, ou melhor dizendo, se colocando contra o processo real em que essa luta est\u00e1 se desenvolvendo (a partir do conflito dos caminhoneiros). Em segundo lugar, &#8220;esquece&#8221; que a CSP- Conlutas vem chamando todas as centrais sindicais para organizar uma greve geral e a resposta a esta proposta tem sido negativa. As outras centrais emitiram um comunicado se oferecendo para serem &#8220;mediadoras&#8221; entre o governo e os caminhoneiros. Ou seja, n\u00e3o somente n\u00e3o querem a greve geral contra Temer, como trabalham para acabar com a luta dos caminhoneiros. Em terceiro lugar, &#8220;esquecem&#8221; que os sindicatos da FNP (a Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Petroleiros que n\u00e3o integra a CUT) j\u00e1 organiza essa greve. Em outras palavras, a pol\u00edtica do MRT s\u00f3 serve para &#8220;chorar no ombro&#8221; da CUT e do PT (por mais que os critiquem com palavras duras), mas n\u00e3o para a luta real que est\u00e1 em curso. Pior ainda, op\u00f5e-se frontalmente a esta luta rela e presenteia \u00e0 direita bolsonarista que diz combater o espa\u00e7o da luta contra Temer.<\/p>\n<p>Queremos concluir reivindicando a corret\u00edssima pol\u00edtica do PSTU frente a este processo: <em>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio cercar de solidariedade ativa a greve e a mobiliza\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros e dos petroleiros. \u00c9 preciso lutar por uma Petrobras 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores, n\u00e3o dos corruptos e entreguistas. S\u00f3 assim o pre\u00e7o do combust\u00edvel e do g\u00e1s de cozinha vai baixar\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 necess\u00e1rio organizar manifesta\u00e7\u00f5es e paralisa\u00e7\u00f5es onde seja poss\u00edvel, unindo a luta pela redu\u00e7\u00e3o [do pre\u00e7o] do combust\u00edvel e a reestatiza\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s com as demais lutas. \u00c9 hora de uma Greve Geral que unifique as lutas dos sindicatos dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o pobre deste pa\u00eds, pela redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do combust\u00edvel e do g\u00e1s de cozinha, mas tamb\u00e9m contra o desemprego em massa, pela revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista, e contra qualquer tipo de tentativa de se meter com nossas aposentadorias\u201d.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 com esse programa e no marco da forte cr\u00edtica pela sua posi\u00e7\u00e3o ante este conflito, que prop\u00f5e: <em>\u201cAs dire\u00e7\u00f5es das centrais sindicais deveriam mudar essa posi\u00e7\u00e3o vergonhosa e seguir o chamado da CSP-Conlutas e sair \u00e0 Greve Geral, botando para fora o governo Temer e este Congresso Nacional corrupto\u201d<\/em> [15].<\/p>\n<p>Esta posi\u00e7\u00e3o diante do conflito dos caminhoneiros \u00e9 parte da pol\u00edtica permanente do PSTU: chamar uma rebeli\u00e3o dos trabalhadores e do povo brasileiro que n\u00e3o somente derrube o governo Temer, como tamb\u00e9m coloque os trabalhadores no poder. Isto \u00e9, o in\u00edcio de uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e socialista que mude as ra\u00edzes econ\u00f4mico-sociais capitalistas do pa\u00eds e comece a resolver os problemas de fundo que a popula\u00e7\u00e3o explorada e oprimida sofre.<\/p>\n<p>[1] <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/entenda-como-brasil-ficou-dependente-dos-caminhoes-22721989\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/entenda-como-brasil-ficou-dependente-dos-caminhoes-22721989<\/a><\/p>\n<p>[2] <a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/cidades\/correio-do-povo\/maioria-apoia-greve-dos-caminhoneiros-aponta-pesquisa-25052018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/noticias.r7.com\/cidades\/correio-do-povo\/maioria-apoia-greve-dos-caminhoneiros-aponta-pesquisa-25052018<\/a><\/p>\n<p>[3] <a href=\"https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/noticia\/222446-anunciada-por-temer-rui-defende-acao-das-forcas-armadas-na-greve-dos-caminhoneiros.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.bahianoticias.com.br\/noticia\/222446-anunciada-por-temer-rui-defende-acao-das-forcas-armadas-na-greve-dos-caminhoneiros.html<\/a><\/p>\n<p>[4] <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/lindbergh.farias\/videos\/1992810787396873\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.facebook.com\/lindbergh.farias\/videos\/1992810787396873\/<\/a><\/p>\n<p>[5] <a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/A-traicao-da-CUT-e-do-PT-abre-espaco-para-a-direita-capitalizar-o-descontentamento-popular\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/A-traicao-da-CUT-e-do-PT-abre-espaco-para-a-direita-capitalizar-o-descontentamento-popular<\/a> (tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>[6] <a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/Temer-garante-bilhoes-em-subsidios-aos-patroes-do-transporte\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/Temer-garante-bilhoes-em-subsidios-aos-patroes-do-transporte<\/a> (tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n<p>[7] <a href=\"http:\/\/www.tribunapr.com.br\/noticias\/brasil-tem-frota-de-1434-milhao-de-caminhoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.tribunapr.com.br\/noticias\/brasil-tem-frota-de-1434-milhao-de-caminhoes\/<\/a><\/p>\n<p>[8] <a href=\"https:\/\/cargapesada.com.br\/2016\/02\/19\/renda-media-do-caminhoneiro-e-de-r-38-mil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/cargapesada.com.br\/2016\/02\/19\/renda-media-do-caminhoneiro-e-de-r-38-mil\/<\/a><\/p>\n<p>[9] <a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/A-traicao-da-CUT-e-do-PT-abre-espaco-para-a-direita-capitalizar-o-descontentamento-popular\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/A-traicao-da-CUT-e-do-PT-abre-espaco-para-a-direita-capitalizar-o-descontentamento-popular<\/a><\/p>\n<p>[10] Ver, por exemplo: <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/latinoamerica\/brasil\/intervencion-militar-no-basta-represion-los-camioneros-huelga-general-ya\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/latinoamerica\/brasil\/intervencion-militar-no-basta-represion-los-camioneros-huelga-general-ya\/<\/a><\/p>\n<p>[11] <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/05\/bolsonaro-e-autor-de-projeto-que-pune-com-ate-4-anos-de-cadeia-quem-obstrui-vias-publicas.shtml?utm_source=facebook&amp;utm_medium=social-media&amp;utm_campaign=noticias&amp;utm_content=eqr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/05\/bolsonaro-e-autor-de-projeto-que-pune-com-ate-4-anos-de-cadeia-quem-obstrui-vias-publicas.shtml?utm_source=facebook&amp;utm_medium=social-media&amp;utm_campaign=noticias&amp;utm_content=eqr<\/a><\/p>\n<p>[12] <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/05\/a-paralisacao-precisa-acabar-nao-interessa-a-mim-ao-brasil-o-caos-diz-bolsonaro.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2018\/05\/a-paralisacao-precisa-acabar-nao-interessa-a-mim-ao-brasil-o-caos-diz-bolsonaro.shtml<\/a><\/p>\n<p>[13] <a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2018\/05\/26\/protestos-de-caminhoneiros-ganham-apoio-da-populacao.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2018\/05\/26\/protestos-de-caminhoneiros-ganham-apoio-da-populacao.htm<\/a><\/p>\n<p>[14] <a href=\"http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/CUT-precisa-iniciar-ja-a-greve-petroleira-pela-reducao-dos-combustiveis-e-contra-a-privatizacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.esquerdadiario.com.br\/CUT-precisa-iniciar-ja-a-greve-petroleira-pela-reducao-dos-combustiveis-e-contra-a-privatizacao<\/a><\/p>\n<p>[15] <a href=\"https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/latinoamerica\/brasil\/intervencion-militar-no-basta-represion-los-camioneros-huelga-general-ya\/\">https:\/\/litci.org\/es\/menu\/mundo\/latinoamerica\/brasil\/intervencion-militar-no-basta-represion-los-camioneros-huelga-general-ya\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Lilian Enck e Lena Souza<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito entre os propriet\u00e1rios de caminh\u00f5es (caminhoneiros) e o governo de Michel Temer (com paralisa\u00e7\u00e3o e bloqueios nas estradas contra o aumento do pre\u00e7o do combust\u00edvel) se transformou no eixo da situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O pa\u00eds caminha em dire\u00e7\u00e3o a uma crescente paralisa\u00e7\u00e3o e os caminhoneiros j\u00e1 obrigaram o governo a recuar (pelo menos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":23079,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121],"tags":[1551,149,6040,6041,96],"class_list":["post-23078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-alejandro-iturbe","tag-csp-conlutas","tag-greve-dos-caminhoneiros","tag-mrt","tag-pstu-2"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Alejandro.jpg","categories_names":["Brasil"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}