{"id":2238,"date":"2012-06-08T15:16:33","date_gmt":"2012-06-08T15:16:33","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/06\/08\/pib-do-primeiro-trimestre-confirma-estagnacao-da-economia\/"},"modified":"2012-06-08T15:16:33","modified_gmt":"2012-06-08T15:16:33","slug":"pib-do-primeiro-trimestre-confirma-estagnacao-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/06\/08\/pib-do-primeiro-trimestre-confirma-estagnacao-da-economia\/","title":{"rendered":"PIB do primeiro trimestre confirma estagna\u00e7\u00e3o da economia"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"187\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/automovel_opt.jpg\" vspace=\"3\" width=\"200\" \/>Crescimento nos tr&ecirc;s primeiros meses do ano aponta para PIB menor que o de 2011<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;sticas) em 1&ordm; de junho reafirmam a forte desacelera&ccedil;&atilde;o da economia brasileira. Segundo o &oacute;rg&atilde;o, o PIB dos tr&ecirc;s primeiros meses do ano cresceu apenas 0,2% em rela&ccedil;&atilde;o ao trimestre anterior. Em rela&ccedil;&atilde;o a 2011, o incremento foi de apenas 0,8%.<\/p>\n<p>\tEsse resultado, o pior desde 2009, reafirma a tend&ecirc;ncia de estagna&ccedil;&atilde;o ante a desacelera&ccedil;&atilde;o iniciada na metade de 2011. O forte crescimento econ&ocirc;mico que alguns compararam ao &ldquo;milagre econ&ocirc;mico&rdquo; (1967-1973) ficou para tr&aacute;s. O piso no freio da atividade econ&ocirc;mica torna ainda mais distante a meta do governo de fechar 2012 com crescimento de pelo menos 3%. Os progn&oacute;sticos mais otimistas do mercado d&atilde;o conta de um PIB pr&oacute;ximo ao que foi o do ano passado, de 2,7%.<\/p>\n<p>\tUm dos sinais mais preocupantes entre os dados divulgados pelo IBGE &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de investimentos (a chamada &ldquo;forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo&rdquo;, ou seja, produ&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas, equipamentos etc.), que retrocedeu 2,1% em rela&ccedil;&atilde;o a 2011.<\/p>\n<p>\tNesse &uacute;ltimo trimestre, a ind&uacute;stria, que vinha tendo resultados negativos, contou com uma relativa recupera&ccedil;&atilde;o, impulsionada pela s&eacute;rie de subs&iacute;dios e isen&ccedil;&otilde;es oferecidas pelo governo, crescendo 1,7%. Em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo de 2011, por&eacute;m, a ind&uacute;stria se mant&eacute;m estagnada, crescendo apenas 0,1%.<\/p>\n<p>\tO setor agropecu&aacute;rio, um dos mais din&acirc;micos dos &uacute;ltimos anos, por sua vez, despencou 7,3% nesse trimestre e 8,5% em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro trimestre de 2011, o que est&aacute; sendo justificado como um &ldquo;problema clim&aacute;tico&rdquo; pelos produtores e autoridades.<\/p>\n<p>\t<strong>Crise est&aacute; se tornando realidade no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>\tO resultado do PIB nesses tr&ecirc;s primeiros meses s&oacute; n&atilde;o foi pior que o dos pa&iacute;ses europeus em crise. Revela a perda de f&ocirc;lego da expans&atilde;o relativamente alta dos &uacute;ltimos anos e desmistifica a tese do crescimento sustentado e da blindagem do pa&iacute;s em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crise internacional. O recuo nos investimentos, a crise na ind&uacute;stria e o aumento da inadimpl&ecirc;ncia (que mostra o limite do consumo atrav&eacute;s do cr&eacute;dito) explicitam a debilidade do crescimento do &uacute;ltimo per&iacute;odo.<\/p>\n<p>\tJ&aacute; o modelo de especializa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de commodities (produtos prim&aacute;rios para exporta&ccedil;&atilde;o) e a internacionaliza&ccedil;&atilde;o da economia, com o setor financeiro e industrial nas m&atilde;os das multinacionais, exp&otilde;em a forte depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s. A desacelera&ccedil;&atilde;o da China, por exemplo, j&aacute; afetou as exporta&ccedil;&otilde;es de min&eacute;rio de ferro (tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quantidade quanto aos pre&ccedil;os), afetando um dos principais setores respons&aacute;veis pelo desempenho do pa&iacute;s na Balan&ccedil;a Comercial na &uacute;ltima d&eacute;cada.<\/p>\n<p>\t<strong>Ataques aos trabalhadores, isen&ccedil;&otilde;es &agrave;s empresas<\/strong><\/p>\n<p>\tO governo Dilma, a fim de enfrentar a desacelera&ccedil;&atilde;o e a crise que se avizinha, aposta no mais do mesmo que j&aacute; vinha fazendo desde o ano passado. Isso significa: cortes no Or&ccedil;amento, um in&eacute;dito ataque &agrave; poupan&ccedil;a, aprofundamento da precariza&ccedil;&atilde;o no setor p&uacute;blico e, por outro lado, isen&ccedil;&otilde;es e subs&iacute;dios &agrave;s empresas e, no &uacute;ltimo per&iacute;odo especificamente, &agrave; cambaleante ind&uacute;stria automobil&iacute;stica.<\/p>\n<p>\tNo dia 21 de maio, o governo apresentou mais um pacote de est&iacute;mulos &agrave;s grandes montadoras, que inclui cortes de IPI e IOF &agrave;s empresas. As ind&uacute;strias tamb&eacute;m contar&atilde;o com empr&eacute;stimos subsidiados pelo BDNES para a compra de m&aacute;quinas, com juros de 5,5% ao ano (para se ter uma ideia, a infla&ccedil;&atilde;o em 2011 ficou em 6,5%). A previs&atilde;o &eacute; que o governo gaste pelo menos R$ 2,7 bilh&otilde;es com o pacote.<\/p>\n<p>\tEnquanto isso, setores como Sa&uacute;de e Educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cada vez mais precarizados. As universidades federais, por exemplo, que se encontram em uma situa&ccedil;&atilde;o extrema de pen&uacute;ria e descaso, enfrentam uma das maiores greves dos &uacute;ltimos anos, enquanto o funcionalismo p&uacute;blico programa uma greve geral a partir do dia 11. A benevol&ecirc;ncia do governo, por&eacute;m, restringe-se aos grandes empres&aacute;rios e aos bancos.<\/p>\n<p>\tFonte: <em>www.pstu.org.br<\/em><\/p>\n<p>\t<\/span><\/span><\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crescimento nos tr&ecirc;s primeiros meses do ano aponta para PIB menor que o de 2011<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":6343,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121],"tags":[],"class_list":["post-2238","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/automovel_opt.jpg","categories_names":["Brasil"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2238\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6343"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}