{"id":2129,"date":"2012-03-22T13:24:52","date_gmt":"2012-03-22T13:24:52","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/03\/22\/libia-povo-comemora-aniversario-da-revolucao\/"},"modified":"2012-03-22T13:24:52","modified_gmt":"2012-03-22T13:24:52","slug":"libia-povo-comemora-aniversario-da-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/03\/22\/libia-povo-comemora-aniversario-da-revolucao\/","title":{"rendered":"L\u00edbia: povo comemora anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"178\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/libia.bmp\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px\" vspace=\"4\" width=\"240\" \/><\/span><\/span><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&ldquo;Homens, mulheres e crian&ccedil;as tomaram as ruas de Tr&iacute;poli, Bengazi, Misrata e outras cidades no entardecer da quinta-feira para iniciar as celebra&ccedil;&otilde;es.&rdquo; Dessa forma a Al Jazeera descreveu as manifesta&ccedil;&otilde;es em todo o pa&iacute;s no anivers&aacute;rio da revolu&ccedil;&atilde;o, em 17 de fevereiro de 2012. &ldquo;Eu n&atilde;o tenho palavras para descrever minha felicidade. Toda Tr&iacute;poli est&aacute; em j&uacute;bilo&rdquo;, afirmou Naima Misrati, uma moradora de Tr&iacute;poli, &agrave;quele jornal.<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px\">No entanto, essa alegria n&atilde;o &eacute; compartilhada pelo governo interino nomeado pelo CNT (Conselho Nacional de Transi&ccedil;&atilde;o), nem pelas pot&ecirc;ncias colonialistas. O governo n&atilde;o organizou nenhuma comemora&ccedil;&atilde;o oficial, sob alega&ccedil;&atilde;o de respeito aos 15 mil mortos pelas for&ccedil;as de Kadafi durante a revolu&ccedil;&atilde;o. Na verdade, est&aacute; desprestigiado junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, mal pode aparecer em p&uacute;blico e n&atilde;o tem o controle do pa&iacute;s. O rep&oacute;rter Tony Birtley, da Al Jazeera, relata: &ldquo;As mil&iacute;cias est&atilde;o fora de controle e muito bem armadas. Quando encontrei o vice-primeiro-ministro, ele disse: &lsquo;Voc&ecirc; tem que entender que nossa seguran&ccedil;a ainda est&aacute; nas m&atilde;os deles (as mil&iacute;cias). N&oacute;s precisamos deles para a seguran&ccedil;a&rsquo;&rdquo;.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t{module Propaganda 30 anos}<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O desespero das pot&ecirc;ncias colonialistas &eacute; vis&iacute;vel. O New York Times afirma que a situa&ccedil;&atilde;o na L&iacute;bia &eacute; de caos crescente por conta de &ldquo;um governo cuja autoridade n&atilde;o vai al&eacute;m dos seus escrit&oacute;rios e de mil&iacute;cias fartamente armadas&rdquo;. O mesmo porta-voz do imperialismo estadunidense relata que s&oacute; em Misrata, um dos centros da revolu&ccedil;&atilde;o, h&aacute; cerca de 250 mil&iacute;cias populares, segundo grupos de direitos humanos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No &uacute;ltimo dia 2 de mar&ccedil;o, a ONU (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas) divulgou um relat&oacute;rio no qual critica a fragilidade do governo interino em coibir as a&ccedil;&otilde;es das mil&iacute;cias revolucion&aacute;rias, que, na sua avalia&ccedil;&atilde;o, violam os direitos humanos e o estado de direito. O relat&oacute;rio reconhece que o governo Kadafi cometeu crimes contra a humanidade, mas afirma que as mil&iacute;cias tamb&eacute;m cometeram abusos: pris&otilde;es em massa de apoiadores do ditador e execu&ccedil;&otilde;es extrajudiciais, como a do pr&oacute;prio Kadafi. Al&eacute;m disso, critica a persegui&ccedil;&atilde;o aos moradores de Tawergha pelas mil&iacute;cias de Misrata. Esse &uacute;ltimo local resistiu durante meses a um cerco sanguin&aacute;rio de Kadafi organizado a partir da cidade de Tawergha. Curiosamente, tal relat&oacute;rio critica ainda a falta de investiga&ccedil;&otilde;es sobre os bombardeios da Otan (Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte) que mataram pelo menos 60 civis e feriram outros 55, segundo a ONU.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&Eacute; claro que numa revolu&ccedil;&atilde;o contra um ditador assassino se estabelece uma justi&ccedil;a revolucion&aacute;ria. Mussolini, preso em Mil&atilde;o, foi executado &ldquo;extrajudicialmente&rdquo; e seu corpo exposto aos moradores por v&aacute;rios dias. Ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o cubana, os imperialistas protestaram contra a execu&ccedil;&atilde;o &quot;extrajudicial&quot; de contrarrevolucion&aacute;rios no pared&atilde;o. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil prever o que far&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria quando colocar as m&atilde;os no ditador assassino Bashar el-Assad.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Armamento e poder<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O desespero dos pa&iacute;ses imperialistas &eacute; compreens&iacute;vel. Kadafi j&aacute; caiu h&aacute; seis meses, mas a produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo ainda est&aacute; em 40% do volume anterior &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o, e o governo transit&oacute;rio do CNT, que &eacute; aliado do imperialismo, n&atilde;o tem o controle sobre centenas de mil&iacute;cias populares que s&atilde;o o poder efetivo nas ruas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O imperialismo quer o desarmamento imediato das mil&iacute;cias populares para assegurar seus interesses. Mas a hist&oacute;ria mostra que os interesses da revolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o outros. J&aacute; no s&eacute;culo XIX, o revolucion&aacute;rio socialista Karl Marx defendia o armamento da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de mil&iacute;cias como um direito democr&aacute;tico do povo trabalhador, j&aacute; que o monop&oacute;lio de armas nas m&atilde;os do Estado s&oacute; interessaria aos burgueses capitalistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A posse das armas na verdade determina quem tem o poder. Essa &eacute; a li&ccedil;&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o no Egito. Desprovidos de armas, os revolucion&aacute;rios eg&iacute;pcios s&atilde;o reprimidos pela pol&iacute;cia do regime e n&atilde;o conseguem estabelecer um novo poder. Na L&iacute;bia n&atilde;o &eacute; assim.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No dia 13 de fevereiro &uacute;ltimo, a Associated Press relatou que representantes de 100 mil&iacute;cias da regi&atilde;o oeste da L&iacute;bia, onde ficam Tr&iacute;poli e as cidades nas montanhas de Nafusah, formaram uma nova federa&ccedil;&atilde;o para evitar disputas internas &agrave;s mil&iacute;cias e para pressionar por direitos e reformas. O l&iacute;der da nova federa&ccedil;&atilde;o, coronel Mokhtar Fernana, denunciou que o governo interino quer sequestrar a revolu&ccedil;&atilde;o, desarmando as mil&iacute;cias revolucion&aacute;rias e formando um novo ex&eacute;rcito com kadafistas. Ele afirmou que os milicianos n&atilde;o entregar&atilde;o armas para um governo corrupto.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Tend&ecirc;ncias separatistas<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">J&aacute; no dia 6 de mar&ccedil;o, uma assembl&eacute;ia de 3 mil l&iacute;deres pol&iacute;ticos e milicianos se reuniu na cidade de Benghazi. Eles decidiram proclamar um conselho de governo regional sediado em Benghazi representando a regi&atilde;o leste do pa&iacute;s com parlamento, pol&iacute;cia e governo pr&oacute;prios. O governo central em Tr&iacute;poli manteria as atribui&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es internacionais, ex&eacute;rcito, explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo al&eacute;m do reconhecimento dos s&iacute;mbolos nacionais: a bandeira e o hino.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Ahmed Al-Zubair, o mais antigo preso pol&iacute;tico sob Kadafi, foi eleito o l&iacute;der do conselho de governo regional. A parte leste &#8211; que abrange toda a &aacute;rea entre Sirte e a fronteira com o Egito &#8211; &eacute; a antiga divis&atilde;o administrativa de Cirenaica que funcionou de 1951 at&eacute; 1963. A constitui&ccedil;&atilde;o de 1951 estabelecia duas capitais: Tr&iacute;poli como a capital pol&iacute;tica, e Benghazi como a capital econ&ocirc;mica. As jazidas de petr&oacute;leo, principal riqueza do pa&iacute;s, se localizam nesta &aacute;rea.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Os motivos para esta decis&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o poucos: toda a regi&atilde;o sempre foi secundarizada pelo regime de Kadafi e, desde o seu fim, as demandas da popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora n&atilde;o foram atendidas. A gota d&#39;&aacute;gua foi a decis&atilde;o do governo do CNT de promulgar uma lei eleitoral que d&aacute; &agrave; regi&atilde;o leste do pa&iacute;s somente 60 assentos em 200 na futura assembl&eacute;ia constituinte a ser eleita em junho.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Compreendemos a indigna&ccedil;&atilde;o dos habitantes de Cirenaica contra o CNT. No entanto estamos pela unidade do pa&iacute;s porque queremos unir os trabalhadores em base &agrave; igualdade de direitos e ao controle das riquezas por todos, e n&atilde;o dividir os tripolitanos e os de Cirenaica&nbsp;concentrando as riquezas numa parte do pa&iacute;s, relegando a outra &agrave; mis&eacute;ria.&nbsp;Este projeto n&atilde;o interessa aos trabalhadores mas sim a interesses burgueses regionais.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A quest&atilde;o &eacute; avan&ccedil;ar para as medidas socialistas: a nacionaliza&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo e a utiliza&ccedil;&atilde;o de sua renda para atender as reivindica&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e milicianos em todo o pa&iacute;s. E tamb&eacute;m uma assembl&eacute;ia constituinte livre que una todo o pa&iacute;s a partir do atendimento das reivindica&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Perspectivas<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A proposta do governo do CNT e das pot&ecirc;ncias colonialistas &eacute; clara: constituir um governo forte ligado ao imperialismo para desarmar a popula&ccedil;&atilde;o e retomar integralmente a exporta&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo aos pa&iacute;ses europeus.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Para isso, est&atilde;o chamando elei&ccedil;&otilde;es para uma Assembleia Constituinte, em 23 de junho. Nessa, 20 assentos entre 200 ser&atilde;o destinados &agrave;s mulheres. Esperam que das elei&ccedil;&otilde;es surja um governo com legitimidade para impor uma ordem capitalista. Ao mesmo tempo, para ganhar tempo, aumentaram os sal&aacute;rios dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Os revolucion&aacute;rios precisam trilhar um caminho diferente. As mil&iacute;cias est&atilde;o atomizadas e, &agrave;s vezes, lutam entre si. &Eacute; necess&aacute;rio uni-las em uma federa&ccedil;&atilde;o nacional que destitua o governo interino e assuma o poder. Sua miss&atilde;o &eacute; julgar e punir os l&iacute;deres kadafistas, garantir amplas liberdades democr&aacute;ticas para que a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora possa governar, com direito de organizar sindicatos livres e partidos pol&iacute;ticos, e nacionalizar o petr&oacute;leo para atender as demandas sociais por emprego, sal&aacute;rio, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e moradia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Al&eacute;m disso, um governo revolucion&aacute;rio dos trabalhadores tem que apoiar a extens&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o a todos os pa&iacute;ses &aacute;rabes e enfrentar Israel e as pot&ecirc;ncias imperialistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O principal obst&aacute;culo est&aacute; na aus&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica revolucion&aacute;ria que lute por constituir esse poder alternativo baseado nas mil&iacute;cias populares armadas contra o governo interino do CNT e o imperialismo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Muammar Kadafi (1942-2011)<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Do nacionalismo &aacute;rabe &#8230;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Em setembro de 1969, o coronel Kadafi afasta o rei Idris e assume o poder. Seguindo o exemplo do eg&iacute;pcio Gamal Adbel Nasser, instaura um regime sem liberdades democr&aacute;ticas, mas que enfrenta os interesses imperialistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Seu governo fecha as bases militares estrangeiras em solo l&iacute;bio e nacionaliza a principal riqueza do pa&iacute;s, o petr&oacute;leo, cujos recursos passa a utilizar para elevar o n&iacute;vel de vida da popula&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No plano internacional, Kadafi apoiou lutas e organiza&ccedil;&otilde;es nacionalistas e socialistas em v&aacute;rios pa&iacute;ses, entre as quais o Congresso Nacional Africano de Nelson Mandela, que liderou a revolu&ccedil;&atilde;o negra contra o apartheid na &Aacute;frica do Sul, e o IRA (Ex&eacute;rcito Republicano Irland&ecirc;s), que lutava contra a ocupa&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Opunha-se &agrave; exist&ecirc;ncia do Estado de Israel. Por conta dessa pol&iacute;tica, a L&iacute;bia foi atacada pela for&ccedil;a a&eacute;rea estadunidense em 1986.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&#8230; a lacaio do imperialismo<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Em 1999, Kadafi entregou ao imperialismo dois l&iacute;bios suspeitos de explodir o jato da Pan Am que sobrevoava a cidade de Lockerbie, na Esc&oacute;cia, em 1986. Em 2003 ele aceitou indenizar as fam&iacute;lias com US$ 2,7 bilh&otilde;es.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Em 2001, Kadafi foi um dos primeiros l&iacute;deres &aacute;rabes a condenar os ataques de 11 de setembro em Nova Iorque e o primeiro a exigir a pris&atilde;o de Bin Laden, dando apoio t&aacute;cito &agrave; invas&atilde;o do Afeganist&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Iniciou ent&atilde;o uma colabora&ccedil;&atilde;o com servi&ccedil;os secretos estadunidense e brit&acirc;nico e outros governos ocidentais sobre &ldquo;terrorismo&rdquo;, armas nucleares e imigra&ccedil;&atilde;o. Tony Blair, ent&atilde;o primeiro-ministro brit&acirc;nico, e Condoleeza Rice, ent&atilde;o secret&aacute;ria de Estado dos EUA, visitaram Kadafi em Tr&iacute;poli. O ditador l&iacute;bio declarou &agrave; Al Jazeera sobre Condoleeza: &ldquo;Eu a admiro e estou orgulhoso sobre a maneira como ela d&aacute; ordens aos l&iacute;deres &aacute;rabes.&rdquo;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Nos &uacute;ltimos anos, patrocinou a campanha eleitoral de Nicol&aacute;s Sarkozy, chefe do imperialismo franc&ecirc;s, e era amigo de S&iacute;lvio Berlusconi, ent&atilde;o primeiro-ministro italiano.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Abandonou a luta contra Israel e passou a defender um estado &uacute;nico que chamava de &quot;Isratina&quot; (Israel + Palestina).<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Na L&iacute;bia, promoveu um amplo programa de privatiza&ccedil;&otilde;es, incluindo o petr&oacute;leo. Seu filho Saif defendia implantar zonas francas para corpora&ccedil;&otilde;es multinacionais, transformar o pa&iacute;s num para&iacute;so fiscal livre de impostos para estrangeiros e numa Dubai do norte da &Aacute;frica com hot&eacute;is de luxo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Para eliminar qualquer dissid&ecirc;ncia, promovia execu&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas televisionadas para toda a popula&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia. Bombardeou Benghazi e <br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">outras cidades para coibir um levante liderado por isl&acirc;micos. Assassinou 1.200 prisioneiros na pris&atilde;o de Abu Salim.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No entanto, a revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica iniciada em Benghazi em 15 de fevereiro de 2011 foi o seu fim. A popula&ccedil;&atilde;o se revoltou contra a pris&atilde;o de um advogado. O desemprego era de 30%, o descaso com a popula&ccedil;&atilde;o era tanto que at&eacute; mesmo o lixo se acumulava nas ruas, sem coleta.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A revolu&ccedil;&atilde;o se espalhou por todo o pa&iacute;s. As pot&ecirc;ncias imperialistas aliadas de Kadafi perceberam que o ditador n&atilde;o teria mais condi&ccedil;&otilde;es de defender seus interesses e em 19 de mar&ccedil;o iniciaram bombardeios contra a L&iacute;bia. O objetivo foi impedir que uma revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica vitoriosa amea&ccedil;asse os interesses das multinacionais.<\/span><\/span><\/div>\n<p>\n\t&nbsp;<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%\">As mil&iacute;cias revolucion&aacute;rias entraram em Tr&iacute;poli em 12 de agosto. Em 20 de outubro, as mil&iacute;cias populares de Misrata encontraram o ditador e o executaram imediatamente aos gritos de &quot;Deus &eacute; Grande&quot; e tiros ao ar. Imitando o ditador, seu corpo foi disponibilizado para exibi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Homens, mulheres e crian&ccedil;as tomaram as ruas de Tr&iacute;poli, Bengazi, Misrata e outras cidades no entardecer da quinta-feira para iniciar as celebra&ccedil;&otilde;es.&rdquo; Dessa forma a Al Jazeera descreveu as manifesta&ccedil;&otilde;es em todo o pa&iacute;s no anivers&aacute;rio da revolu&ccedil;&atilde;o, em 17 de fevereiro de 2012. &ldquo;Eu n&atilde;o tenho palavras para descrever minha felicidade. 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