{"id":2078,"date":"2012-02-12T18:16:08","date_gmt":"2012-02-12T18:16:08","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2012\/02\/12\/governo-monti-o-comite-dos-negocios-da-burguesia\/"},"modified":"2012-02-12T18:16:08","modified_gmt":"2012-02-12T18:16:08","slug":"governo-monti-o-comite-dos-negocios-da-burguesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2012\/02\/12\/governo-monti-o-comite-dos-negocios-da-burguesia\/","title":{"rendered":"Governo Monti: o comit\u00ea dos neg\u00f3cios da burguesia"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"102\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/monti-napolitano-passera.jpg\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \" vspace=\"3\" width=\"150\" \/><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Construamos a oposi&ccedil;&atilde;o que falta.<b>&nbsp;<\/b>A pouco mais de dois meses da sua forma&ccedil;&atilde;o, o governo Monti caracteriza-se por ser um dos governos mais reacion&aacute;rios e antipopulares que a It&aacute;lia teve. Um dur&iacute;ssimo pacote que aumentou as taxas, diretas e indiretas; uma&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">reforma da previd&ecirc;ncia que de um dia para outro aumentou de modo consider&aacute;vel os anos de trabalho para a aposentadoria; um decreto sobre a liberaliza&ccedil;&atilde;o que, longe de favorecer uma queda dos pre&ccedil;os e tarifas, permitir&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de novos monop&oacute;lios, condenando amplos estratos da pequena burguesia &agrave; proletariza&ccedil;&atilde;o e ao empobrecimento.<\/span><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<b style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">E ainda n&atilde;o terminou!<\/b><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Coberto pelo engano da chamada &ldquo;fase 2&rdquo;, isto &eacute;, uma ilus&oacute;ria fase na qual terminar&atilde;o os sacrif&iacute;cios e se desenvolver&atilde;o pol&iacute;ticas de desenvolvimento, com o consequente aumento da riqueza para todos, especialmente para os setores menos abastados, o governo dos professores [ou seja, um governo dito t&eacute;nico, ndt] se prepara para lan&ccedil;ar uma nova reforma trabalhista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Um&nbsp;lugar&nbsp;comum nestes &uacute;ltimos tempos, sustentado tanto pelas for&ccedil;as de centro-direita como pelas de centro-esquerda, pelos intelectuais (ou tidos como tais) conservadores e progressistas, que afirma que os problemas da economia na It&aacute;lia s&atilde;o devidos fundamentalmente a um mercado de trabalho excessivamente protetor dos trabalhadores e muito severo com as empresas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">N&atilde;o s&atilde;o apenas n&oacute;s, comunistas revolucion&aacute;rios n&atilde;o arrependidos, que afirmam que se trata de uma mentira bela e boa, mas tamb&eacute;m pessoas livres de qualquer suspeita. Algumas semanas atr&aacute;s um estudo publicado pela OCDE (Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico) sustentava que a It&aacute;lia &eacute; o pa&iacute;s onde as demiss&otilde;es individuais s&atilde;o mais f&aacute;ceis. Na verdade, a OCDE sustenta que as demiss&otilde;es coletivas s&atilde;o mais dif&iacute;ceis, mas aqui basta perguntar &agrave; Fiat, Telecom, Ferrovias, bancos e outras empresas de todas os ramos quais dificuldades elas tiveram nestes anos para demitir milhares de pessoas. A resposta &eacute; simples: nenhuma.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<font face=\"georgia, serif\"><span style=\"font-size: 14px;\"><br \/>\n\t<\/span><\/font><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Por outro lado, no in&iacute;cio dos anos 90 foram adotadas uma s&eacute;rie de medidas que tornaram o trabalho na It&aacute;lia sempre mais prec&aacute;rio, com menos direitos, e remunerado com sal&aacute;rios de fome: com o acordo da CGIL, foram introduzidos os contratos de forma&ccedil;&atilde;o do trabalho, e depois a lei Treu (no primeiro Governo Prodi, de centro-esquerda, e sustentada calorosamente pelo ent&atilde;o secret&aacute;rio da Refunda&ccedil;&atilde;o Comunista, Bertinotti), a lei Biagi etc.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Artigo 18: qual &eacute; a verdade em jogo<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<font face=\"georgia, serif\"><span style=\"font-size: 14px;\"><br \/>\n\t<\/span><\/font><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Mesmo o artigo 18 do Estatuto dos Trabalhadores hoje n&atilde;o garante realmente muito. Nos poucos casos nos quais as empresas s&atilde;o constrangidas a recontratar um trabalhador, quase nunca o reintegram efetivamente na produ&ccedil;&atilde;o: pagam o sal&aacute;rio, mas o isolam em locais de confinamento ou na inatividade. O caso dos tr&ecirc;s delegados sindicais da Fiat de Melfi &eacute; emblem&aacute;tico. Mas ent&atilde;o porque se deseja assim teimosamente reformar os contratos de trabalho se, como dissemos hoje, as empresas de todas as dimens&otilde;es t&ecirc;m na pr&aacute;tica carta branca?<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O porqu&ecirc; &eacute; simples. Depois de cinco anos do in&iacute;cio de uma crise que devastou a economia mundial, cujos sinais de retomada est&atilde;o longe de chegar, o Capital procura de todos os modos recuperar os lucros perdidos. Assim, cada obst&aacute;culo, ainda que m&iacute;nimo,&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">mesmo que simb&oacute;lico, que se op&otilde;e ao seu dom&iacute;nio incontestado e &agrave; sua sede de lucro, deve ser varrido sem pensar muito.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Tamb&eacute;m a grande burguesia, os seus partidos e os seus governos, sabem bem a import&acirc;ncia que t&ecirc;m os s&iacute;mbolos na luta de classe que o capital e o trabalho travam quotidianamente. As m&iacute;nimas garantias hoje mantidas a favor dos trabalhadores, se nos fatos n&atilde;o representam uma garantia real como hav&iacute;amos explicado antes, representam contudo uma esperan&ccedil;a para o seu presente e para o seu futuro. O artigo 18 que exemplifica estas cada vez mais residuais garantias, aos seus olhos &eacute; a &uacute;ltima barreira, a &uacute;ltima linha de defesa contra o poder dos patr&otilde;es. Os oper&aacute;rios, assim como os jovens e os desempregados, e por raz&atilde;o oposta os patr&otilde;es, sabem que&nbsp;<\/span><\/span><span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">esta &eacute; por certos aspectos a batalha crucial, que pode determinar a rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a entre as classes para os pr&oacute;ximos anos.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Governo Monti: n&atilde;o incomodar o condutor<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">&Eacute; por isto que o governo Monti, apoiado por toda a imprensa burguesa, est&aacute; dando uma import&acirc;ncia particular a esta reforma. Por outro lado, sabe que pode contar com muitos aliados e com poucos opositores, dentre estes &uacute;ltimos muitos s&oacute; de fachada.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Entre os primeiros est&aacute; sem sombra de d&uacute;vida o Partido Democr&aacute;tico. &Eacute; das suas filas que sa&iacute;ram duas das propostas de reforma que hoje est&atilde;o em discuss&atilde;o: aquela mais extrema, definitiva, de Ichino, inimigo jurado dos trabalhadores, que procura importar para a It&aacute;lia um modelo de trabalho totalmente flex&iacute;vel, de matriz &quot;inglesa&quot;. E aquela, na apar&ecirc;ncia mais moderada, de Nerozi (ex-<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">sindicalista da CGIL), Damiano (ex-ministro do trabalho do segundo governo Prodi) e outros, que procura eliminar as garantias do Estatuto dos Trabalhadores por um per&iacute;odo transit&oacute;rio, de tr&ecirc;s anos, podendo depois ser estendidas. N&atilde;o se trata aqui do mal menor: por tr&ecirc;s anos todos os trabalhadores estariam &agrave; merc&ecirc; dos empregadores. A experi&ecirc;ncia nos ensina que esta reforma pode ser o primeiro passo para uma definitiva anula&ccedil;&atilde;o do Estatuto. As mesmas propostas procuram modificar as formas de amortiza&ccedil;&otilde;es sociais (as v&aacute;rias formas da Caixa de Integra&ccedil;&atilde;o [esp&eacute;cie de seguro desemprego, ndt] que, pela nossa parte, nunca defendemos, pois se trata de outro instrumento utilizado pelos patr&otilde;es e governo para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise, garantindo-se a paz social) caminham para uma posterior piora das condi&ccedil;&otilde;es de sobreviv&ecirc;ncia das classes trabalhadoras.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Uma oposi&ccedil;&atilde;o nem mesmo de fachada<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Entre os falsos opositores podemos incluir certamente a burocracia da CGIL. N&atilde;o somente n&atilde;o podemos confiar de maneira nenhuma nas garantias que a secret&aacute;ria da CGIL, Camusso, d&aacute; sobre a sacralidade do artigo 18. Dizia as mesmas coisas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aposentadorias (recorde-se o seu: &ldquo;quarenta anos de trabalho s&atilde;o um n&uacute;mero m&aacute;gico&rdquo;) e sabemos como terminou. E as pr&oacute;prias contrapropostas que apresenta s&atilde;o todas no sentido da manuten&ccedil;&atilde;o do trabalho em um estado de flexibilidade perene. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">E ao lado de Camusso encontra-se o SEL (Esquerda, Ecologia e Liberdade) de Vendola e a Federa&ccedil;&atilde;o da Esquerda (Refunda&ccedil;&atilde;o e&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">PdCI) de Ferrero: o primeiro atento em n&atilde;o criticar muito o governo para n&atilde;o queimar as ambi&ccedil;&otilde;es de uma futura alian&ccedil;a de governo, talvez como novo l&iacute;der da centro-esquerda. O segundo pelas mesmas raz&otilde;es, embora com menos pretens&otilde;es, ocupado em atacar com palavras a burguesia&#8230; mas s&oacute; a alem&atilde;, da qual Monti seria (na sua fantasia) somente a&nbsp;<i>longa m&atilde;o<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Para n&atilde;o falar do grupo dirigente da FIOM (Federa&ccedil;&atilde;o dos Metal&uacute;rgicos) guiada por Landini: depois de recusar, ainda que com cautela, a extens&atilde;o do &quot;modelo Pomigliano&quot; [Contrato que reduziu os direitos na f&aacute;brica da Fiat de Pomigliano, ndt] &agrave;s outras f&aacute;bricas da Fiat, hoje reivindica a realiza&ccedil;&atilde;o de um referendo entre os oper&aacute;rios da Fiat para decidir o futuro daqueles direitos, que pouco tempo atr&aacute;s definia &quot;intoc&aacute;veis&quot;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>Uma s&oacute; resposta: oposi&ccedil;&atilde;o de classe por um governo<\/b>&nbsp;<b>oper&aacute;rio<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<font face=\"georgia, serif\"><span style=\"font-size: 14px;\"><br \/>\n\t<\/span><\/font><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Todos estes fatos demonstram como, no meio da crise, &eacute; mais irreal que nunca propor uma via de concilia&ccedil;&atilde;o entre as exig&ecirc;ncias opostas dos patr&otilde;es e dos trabalhadores. Diante do ataque brutal das classes dominantes, os prolet&aacute;rios e todos os explorados devem responder com um programa radical, baseado nos seus interesses.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Extens&atilde;o do artigo 18 a todos os trabalhadores, aboli&ccedil;&atilde;o de todos os contratos de trabalho prec&aacute;rios, aumento em condi&ccedil;&otilde;es de recuperar o poder de compra dos sal&aacute;rios para todos, renda social garantida, sistema de previd&ecirc;ncia que garanta o direito &agrave;&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">aposentadoria depois de 35 anos de trabalho, extens&atilde;o dos direitos sociais e sindicais a todos os trabalhadores imigrantes e sua imediata regulariza&ccedil;&atilde;o. Mas isto exige a expropria&ccedil;&atilde;o sem indeniza&ccedil;&atilde;o, sob controle oper&aacute;rio, de todas as empresas, bancos, sociedades financeiras que demitam ou recorram &agrave; Caixa de Integra&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Estas s&atilde;o algumas reivindica&ccedil;&otilde;es que deveriam fazer parte de um programa de mobiliza&ccedil;&atilde;o e unifica&ccedil;&atilde;o de todos os setores sociais que s&atilde;o golpeados pela crise e que s&atilde;o empurrados pelo ataque do Capital para um futuro de mis&eacute;ria, desemprego e desespero.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Um programa em condi&ccedil;&otilde;es de fazer as amplas massas compreenderem que a solu&ccedil;&atilde;o dos seus problemas n&atilde;o pode ser encontrada dentro desta sociedade, baseada na explora&ccedil;&atilde;o e na busca desenfreada do lucro, mas que pode vir somente atrav&eacute;s de uma luta&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">revolucion&aacute;ria que tenha como objetivo a destrui&ccedil;&atilde;o deste sistema pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e social e a sua substitui&ccedil;&atilde;o por uma economia democraticamente planificada, a servi&ccedil;o da maioria da humanidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Este objetivo &eacute; hoje o &uacute;nico realista e vi&aacute;vel, se se deseja evitar que o mundo seja empurrado para uma barb&aacute;rie sem fim.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">E &eacute; com este programa que n&oacute;s, revolucion&aacute;rios, fazemos o apelo a todos os trabalhadores mais conscientes presentes nos sindicatos&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">e nos movimentos, para conseguir nas lutas uma unidade de classe em contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; burguesia e ao seu governo chamado t&eacute;cnico.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: Rodrigo Ricupero<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<font face=\"georgia, serif\"><span style=\"font-size: 14px;\"><br \/>\n\t<\/span><\/font><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Construamos a oposi&ccedil;&atilde;o que falta.&nbsp;A pouco mais de dois meses da sua forma&ccedil;&atilde;o, o governo Monti caracteriza-se por ser um dos governos mais reacion&aacute;rios e antipopulares que a It&aacute;lia teve. 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