{"id":2015,"date":"2011-12-16T17:30:53","date_gmt":"2011-12-16T17:30:53","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/16\/as-lutas-de-resistencia-na-colombia-em-ascenso\/"},"modified":"2011-12-16T17:30:53","modified_gmt":"2011-12-16T17:30:53","slug":"as-lutas-de-resistencia-na-colombia-em-ascenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/16\/as-lutas-de-resistencia-na-colombia-em-ascenso\/","title":{"rendered":"As lutas de resist\u00eancia na Col\u00f4mbia em ascenso"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"150\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/colombia_hoy.jpg\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \" vspace=\"4\" width=\"200\" \/><\/p>\n<p>\n\t<span style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Na Col&ocirc;mbia os trabalhadores e a juventude come&ccedil;aram a resistir aos ataques dos capitalistas. O aumento das lutas corresponde a acontecimentos que n&atilde;o est&atilde;o isolados. Fazem parte de um processo de greves, protestos nas ruas e mobiliza&ccedil;&otilde;es cada vez mais radicais dos trabalhadores e da juventude, que tanto na Europa e nos Estados Unidos enfrentam duras medidas contra o seu n&iacute;vel de vida com os cortes de direitos conquistados, quanto no Norte da &Aacute;frica e Oriente M&eacute;dio lutam contra a mis&eacute;ria e os regimes ditatoriais. O imperialismo e os governos destes pa&iacute;ses pretendem que os trabalhadores paguem pela crise, mas a resist&ecirc;ncia se faz presente e se estende.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Os trabalhadores terceirizados rompem como medo de lutar e de se organizar<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Como os 12 mil cortadores de cana que em 2008 protagonizaram uma greve contra as condi&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da contrata&ccedil;&atilde;o de Cooperativas de Trabalho Associado (CTA), os 6 mil trabalhadores explorados pela burguesia agroindustrial da palma africana, localizada em Puerto Wilches, em Santander, pararam por 40 dias pelo direito &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o direta, sal&aacute;rio digno e direito &agrave; sindicaliza&ccedil;&atilde;o. Nesta empresa o que prevalece &eacute; a contrata&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de cooperativas de trabalho associado. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Os oper&aacute;rios da multinacional canadense Pacific Rubiales Energy, que junto com a Empresa Colombiana de Petr&oacute;leos S.A. (Ecopetrol), extraem o petr&oacute;leo do Campo Rubiales, que fica em Puerto Gait&aacute;n, Meta, come&ccedil;aram uma greve para exigir melhorias salariais de acordo com os ganhos da ind&uacute;stria petroleira, estabilidade no emprego e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dignas. Cerca de 14 mil trabalhadores s&atilde;o terceirizados por 27 empresas, sob a modalidade de contratos que valem por um m&ecirc;s. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O movimento grevista dos oper&aacute;rios da mina de carv&atilde;o a c&eacute;u aberto que fica em Jagua de Iibirico, Cesar, conseguiram sua primeira conven&ccedil;&atilde;o coletiva com a multinacional su&iacute;&ccedil;a Glencore Internacional PLC. Na conven&ccedil;&atilde;o se exige al&eacute;m de reivindica&ccedil;&otilde;es salariais e trabalhistas, o direito de organiza&ccedil;&atilde;o e de negocia&ccedil;&atilde;o coletiva. Os trabalhadores da Holcim, ind&uacute;stria multinacional de cimentos, a maior do mundo no ramo, se sindicalizaram no Sintraholcim e apresentaram uma lista de reivindica&ccedil;&otilde;es. Terminada a etapa de acordo direto, o sindicato convocou uma assembl&eacute;ia para decidir sobre o chamado &agrave; greve ou &agrave; um Tribunal de Arbitragem. Frente a situa&ccedil;&atilde;o, a empresa recorreu &agrave; intimida&ccedil;&atilde;o para for&ccedil;ar os trabalhadores que n&atilde;o participassem da assembl&eacute;ia. Apesar das artimanhas da patronal, a grande maioria dos que estavam presentes na assembleia votaram afirmativamente pela greve.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Como na d&eacute;cada de 70, o movimento estudantil encabe&ccedil;a a resist&ecirc;ncia<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Estas mobiliza&ccedil;&otilde;es oper&aacute;rias, iniciadas entre outubro e novembro deste ano, convergiram com as paralisa&ccedil;&otilde;es estudantis das universidades p&uacute;blicas contra o projeto de lei do presidente Juan Manuel Santos, que pretende modificar a Lei 30 [de 1992, sobre a educa&ccedil;&atilde;o superior] e aprofundar a privatiza&ccedil;&atilde;o. Este movimento, que tomou uma for&ccedil;a como n&atilde;o acontecia desde a d&eacute;cada de 70, junto com o amplo apoio da popula&ccedil;&atilde;o e com os protestos da juventude de outros pa&iacute;ses, em particular a luta dos estudantes chilenos, conseguiram que o governo retirasse do Congresso o projeto de lei.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">As dire&ccedil;&otilde;es sindicais s&atilde;o um obst&aacute;culo para os que lutam<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Contudo, a participa&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es sindicais nas mobiliza&ccedil;&otilde;es estudantis se limitou ao apoio econ&ocirc;mico e log&iacute;stico. Esta prec&aacute;ria solidariedade se mostrou insuficiente para impor ao governo a pretens&atilde;o de um novo modelo educativo p&uacute;blico, gratuito e de qualidade. A Federa&ccedil;&atilde;o Colombiana de Educadores (Fecode), organiza&ccedil;&atilde;o que agrupa todos os sindicatos dos professores de ensino secund&aacute;rio do pa&iacute;s, se limitou a chamar seus filiados &agrave; costumeira jornada de quatro horas.&nbsp; J&aacute; a Uni&atilde;o Sindical Oper&aacute;ria (USO), o sindicato dos trabalhadores petroleiros, nem ao menos chamou uma paralisa&ccedil;&atilde;o em solidariedade aos trabalhadores da Pacific Rubiales. No dia da grande mobiliza&ccedil;&atilde;o proposta pelo movimento estudantil em Bogot&aacute;, a CUT e a Fecode se limitaram a soltar comunicados de solidariedade e ajudar com recursos para os eventos programados pelos estudantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A unifica&ccedil;&atilde;o das mobiliza&ccedil;&otilde;es dos oper&aacute;rios com o setor da educa&ccedil;&atilde;o poderia possibilitar que as lutas destes setores tivessem se estendido e aprofundado. No setor da educa&ccedil;&atilde;o bastava que a dire&ccedil;&atilde;o da Fecode chamasse para uma paralisa&ccedil;&atilde;o nacional por tempo indeterminado em solidariedade com o movimento estudantil e contra o plano de modifica&ccedil;&atilde;o do estatuto docente para que o governo retrocedesse com suas propostas frente ao setor.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">As lutas oper&aacute;rias e a paralisa&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria aqui mencionadas terminaram, mas as causas que induziram &agrave; este levante de mobiliza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se acabou. A superexplora&ccedil;&atilde;o dos capitalistas obriga a classe oper&aacute;ria e a juventude a uma mis&eacute;ria insuport&aacute;vel e a um futuro incerto. A contrata&ccedil;&atilde;o com estabilidade de emprego e a obten&ccedil;&atilde;o de um sal&aacute;rio que esteja de acordo com o custo de vida ainda est&aacute; longe de se alcan&ccedil;ar, mas ao mesmo tempo a reforma da Lei da educa&ccedil;&atilde;o foi postergada. Assim, a luta segue resistindo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Os passos para a pr&oacute;xima batalha<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Nos primeiros meses de 2012 provavelmente deve continuar o debate sobre o reagrupamento do movimento estudantil. Quem dirige a Mesa Ampla Nacional Estudantil (MANE) tem a responsabilidade de abarcar os pedidos dos setores estudantis que desde a base reclamam pela democratiza&ccedil;&atilde;o desta organiza&ccedil;&atilde;o. Reagrupar o movimento passa, em primeiro plano, por debater democraticamente as necessidades mais sentidas dos estudantes para que, mediante mobiliza&ccedil;&otilde;es e paralisa&ccedil;&otilde;es, se exija do governo a solu&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es apontadas. A ultima paralisa&ccedil;&atilde;o mostrou que &eacute; nas ruas que se pode conquistar os objetivos. Entrar no terreno dos acordos e do debate parlamentar &eacute; ir para um p&acirc;ntano que o movimento estudantil n&atilde;o pode cair. A MANE deve fazer um chamado &agrave;s entidades do setor de educa&ccedil;&atilde;o para que se organizem na Frente pela Defesa da Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, para a realiza&ccedil;&atilde;o de um encontro no qual se debata o futuro da educa&ccedil;&atilde;o na Col&ocirc;mbia, junto com os mecanismos para enfrentar o plano de privatiza&ccedil;&atilde;o do governo Santos e as amea&ccedil;as que pairam com o Tratado de Livre Com&eacute;rcio firmado com os Estados Unidos.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Por outro lado, os trabalhadores devem exigir perante as dire&ccedil;&otilde;es das centrais oper&aacute;rias que abandonem sua pol&iacute;tica de acordos com o governo e se coloquem na frente da centraliza&ccedil;&atilde;o das lutas dos trabalhadores, se opondo &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o terceirizada, pela estabilidade no emprego e por condi&ccedil;&otilde;es dignas de trabalho, assim como o respeito ao direito de se organizar e de protestar dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">10 de dezembro de 2011<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Partido Socialista dos Trabalhadores<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Comit&ecirc; Executivo<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><span style=\"line-height: 115%; \">Tradu&ccedil;&atilde;o: Cynthia Rezende<\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Col&ocirc;mbia os trabalhadores e a juventude come&ccedil;aram a resistir aos ataques dos capitalistas. O aumento das lutas corresponde a acontecimentos que n&atilde;o est&atilde;o isolados. Fazem parte de um processo de greves, protestos nas ruas e mobiliza&ccedil;&otilde;es cada vez mais radicais dos trabalhadores e da juventude, que tanto na Europa e nos Estados Unidos enfrentam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5818,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-2015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colombia"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/colombia_hoy.jpg","categories_names":["Col\u00f4mbia"],"author_info":{"name":"LIT\u2013CI ICTs administrator","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/0973b89b04bbda111defa87e3f860ce865242776607022a1de5d57af162e61ab?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}