{"id":1992,"date":"2011-12-05T01:56:53","date_gmt":"2011-12-05T01:56:53","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/05\/consolida-se-o-plano-santos-obama\/"},"modified":"2011-12-05T01:56:53","modified_gmt":"2011-12-05T01:56:53","slug":"consolida-se-o-plano-santos-obama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/05\/consolida-se-o-plano-santos-obama\/","title":{"rendered":"Consolida-se o plano Santos-Obama"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"133\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/Juan Manuel Obama2.jpg\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \" vspace=\"4\" width=\"200\" \/><\/p>\n<p>\n\t<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Com a aprova&ccedil;&atilde;o do Tratado de Livre Com&eacute;rcio (TLC) no Congresso dos EUA, Juan Manuel Santos e Barak Obama avan&ccedil;am em seus planos econ&ocirc;micos. Com o TLC, a reforma do judici&aacute;rio, a lei de impunidade aos paramilitares desmobilizados e o foro privilegiado aos militares, se consolida o plano de Santos. O seguinte passo &eacute; a contrarreforma da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, reforma necess&aacute;ria para seguir as linhas do TLC, de tal forma que as multinacionais da educa&ccedil;&atilde;o participem do neg&oacute;cio, j&aacute; que a educa&ccedil;&atilde;o conseguiria se consolidar como mercadoria em benef&iacute;cio do capital. Contra ela se levantou o movimento estudantil obrigando-o a adiar seu projeto.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Obama assinou os acordos comerciais com a Col&ocirc;mbia, Panam&aacute; e Cor&eacute;ia do Sul, depois de sua aprova&ccedil;&atilde;o no Congresso, e sua implementa&ccedil;&atilde;o poderia demorar de oito a quinze meses. A assinatura do tratado com os EUA desatou a oposi&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es sindicais e de alguns setores burgueses que se sentem amea&ccedil;ados, por&eacute;m at&eacute; o momento, Santos tenta tranq&uuml;iliz&aacute;-los utilizando a demagogia e o prest&iacute;gio conquistados gra&ccedil;as a sua pol&iacute;tica de Unidade Nacional e acordo. Santos anunciou que por&aacute; em marcha o que qualificou como estrat&eacute;gia integral: &ldquo;<\/span><i style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">Esta estrat&eacute;gia &ndash;afirmou&ndash; ter&aacute; como objetivo principal que todos os colombianos tenham informa&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o e apoio para identificar as oportunidades para suas empresas, para suas atividades, e as converter em realidade<\/i><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">&rdquo;. Revelou, al&eacute;m disso, que para liderar essa pol&iacute;tica designar&aacute; um colombiano de experi&ecirc;ncia, quem ser&aacute; o grande czar do acordo comercial com os Estados Unidos.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Por outro lado, Santos assegurou que o campo n&atilde;o ficar&aacute; desprotegido, uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es do setor agropecu&aacute;rio ante a avalanche de produtos subsidiados ianques que se avizinha. Em que pese o an&uacute;ncio de Santos, entidades sindicais como a Central Unit&aacute;ria de Trabalhadores consideram que o negociado no TLC &ldquo;<i>atenta contra os interesses da na&ccedil;&atilde;o<\/i>&rdquo; e duvidam da cria&ccedil;&atilde;o de centenas de milhares de empregos que promete o governo. Lamentavelmente sua oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem ido al&eacute;m de declara&ccedil;&otilde;es verbais. N&atilde;o h&aacute; decis&atilde;o de mobilizar os trabalhadores amea&ccedil;ados pelas conseq&uuml;&ecirc;ncias do TLC. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Esta atitude &eacute; aproveitada por Santos, que tomando &agrave; ofensiva, agora pretende lan&ccedil;ar seu fiel escudeiro, o vice-presidente Angelino Garz&oacute;n, na dire&ccedil;&atilde;o da OIT, para o qual iniciou a campanha propondo a Obama apoiar sua candidatura. Com isto se consolida o papel que vem desempenhando Garz&oacute;n mostrando-se, quando necess&aacute;rio, como cr&iacute;tico do governo Santos, o que n&atilde;o &eacute; mais que uma manobra para enganar e manipular &agrave; classe trabalhadora atrav&eacute;s da dire&ccedil;&atilde;o sindical. A cara conciliadora do governo tem seu reverso na repress&atilde;o &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o oper&aacute;ria em Porto Gait&aacute;n e na ofensiva militar contra a insurg&ecirc;ncia, com a qual conseguiu a morte de Alfonso Cano, m&aacute;ximo comandante das FARC.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas o panorama para os trabalhadores tende a piorar: em Pacific Rubiales contratam &ldquo;Cochi&rdquo; Araujo, ex-ministra de &Aacute;lvaro Uribe, com um sal&aacute;rio alt&iacute;ssimo, e Pacho Santos conquista contratos milion&aacute;rios, ao mesmo tempo em que pede a elimina&ccedil;&atilde;o dos estudantes que protestam. Enquanto os trabalhadores petroleiros seguem em condi&ccedil;&otilde;es lament&aacute;veis e recebendo sal&aacute;rios de fome; em igual situa&ccedil;&atilde;o encontram-se os trabalhadores de la palma. O discurso enganoso e demag&oacute;gico deste governo afirmando que as pessimamente denominadas Cooperativas de Trabalho Associado se extinguiram, fica claro nestes setores onde a grande maioria dos trabalhadores est&atilde;o contratados por intermedi&aacute;rios e muito poucos diretamente pela empresa. 90 % dos trabalhadores vivem em condi&ccedil;&otilde;es lament&aacute;veis, com contratos de m&aacute;ximo dois meses e sem benef&iacute;cios, pressagiando o que espera os trabalhadores colombianos sob o TLC. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Que fazer? O caminho assinala os estudantes universit&aacute;rios e os trabalhadores terceirizados com sua luta e mobiliza&ccedil;&atilde;o. Devemos exigir da CUT e da Fecode que abandonem sua pol&iacute;tica de acordo e decidam pela mobiliza&ccedil;&atilde;o e a greve geral como est&atilde;o fazendo os estudantes e os trabalhadores chilenos, enfrentando o governo Pi&ntilde;era. &Eacute; necess&aacute;rio coordenar as lutas em curso. Os estudantes devem fortalecer sua mobiliza&ccedil;&atilde;o com o respaldo dos demais setores sociais, come&ccedil;ando pelos pr&oacute;prios professores e trabalhadores universit&aacute;rios, ao mesmo tempo em que levantam, al&eacute;m de consignas contra o projeto privatizador do governo, a exig&ecirc;ncia de solu&ccedil;&atilde;o &agrave;s exig&ecirc;ncias dos trabalhadores petroleiros e palmeros. Desde as bases estudantis e oper&aacute;rias devemos empalmar a Coordena&ccedil;&atilde;o de Movimentos Sociais da Col&ocirc;mbia (Comosocol) para que promova um plano de a&ccedil;&atilde;o que unifique os setores em conflito com o objetivo de frear os planos de Santos-Obama. No setor educativo &eacute; urgente que a Frente pela Defesa da Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica convoque um encontro de emerg&ecirc;ncia que prepare uma paralisa&ccedil;&atilde;o nacional do setor para enfrentar unificadamente o pacote de contrarreformas do governo. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Bogot&aacute;, Novembro 20 de 2011<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: &Eacute;rika Andreassy<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a aprova&ccedil;&atilde;o do Tratado de Livre Com&eacute;rcio (TLC) no Congresso dos EUA, Juan Manuel Santos e Barak Obama avan&ccedil;am em seus planos econ&ocirc;micos. 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