{"id":1990,"date":"2011-12-02T14:50:34","date_gmt":"2011-12-02T14:50:34","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/02\/revolucao-democratica-avanca-para-uma-guerra-civil\/"},"modified":"2011-12-02T14:50:34","modified_gmt":"2011-12-02T14:50:34","slug":"revolucao-democratica-avanca-para-uma-guerra-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/12\/02\/revolucao-democratica-avanca-para-uma-guerra-civil\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica avan\u00e7a para uma guerra civil"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"162\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Syria-revolution1.jpg\" vspace=\"3\" width=\"241\" \/>A revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria j&aacute; dura nove meses, com as massas enfrentando uma dur&iacute;ssima repress&atilde;o por parte da ditadura de Bashar al-Assad. Apesar do n&uacute;mero de mortos crescer a cada dia, as massas n&atilde;o abandonam as ruas e a burguesia &aacute;rabe j&aacute; d&aacute; mostras de n&atilde;o estar aguentando tanta press&atilde;o. <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A aposta de Assad e da Liga &Aacute;rabe, de que jogar o Ex&eacute;rcito nas ruas poderia deter o processo revolucion&aacute;rio, fracassou e teve o efeito contr&aacute;rio. N&atilde;o s&oacute; n&atilde;o deteve como provocou profundas fissuras nas For&ccedil;as Armadas e ampliou a oposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e o isolamento internacional do regime. A op&ccedil;&atilde;o foi buscar um plano B para tentar controlar a delicada situa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, que caminha para uma guerra civil. O mais importante jornal norte-americano, <i>The New York Times<\/i>, vem dando voz &agrave;s burguesias &aacute;rabes que negociam com o governo s&iacute;rio o m&aacute;ximo que podem, sem romper diretamente com ele, para conseguir que fa&ccedil;a mudan&ccedil;as na forma de enfrentar a revolta popular sem precisar recorrer a uma interven&ccedil;&atilde;o armada, que, devido &agrave; posi&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica da S&iacute;ria, poderia incendiar todo o Oriente M&eacute;dio. A S&iacute;ria faz fronteira com o <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">L&iacute;bano<\/span> e o <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Mar Mediterr&acirc;neo<\/span> a oeste, <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Israel<\/span> a sudoeste, <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Jord&acirc;nia<\/span> ao sul, <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Iraque<\/span> a leste, e <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Turquia<\/span> ao norte. Ou seja, uma regi&atilde;o altamente explosiva.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Banho de sangue <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A primeira resposta do governo Assad para deter as massas foi o enfrentamento direto, com tiros, g&aacute;s lacrimog&ecirc;neo, incluindo gases venenosos, jatos de &aacute;gua, pris&otilde;es e torturas. H&aacute; nove meses a imagem da S&iacute;ria &eacute; a de um massacre di&aacute;rio e cada vez mais violento porque as massas n&atilde;o se ajoelham. O resultado, at&eacute; hoje, &eacute; o de uma verdadeira guerra civil contra a popula&ccedil;&atilde;o. Segundo informe das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, pelo menos 3.500 pessoas j&aacute; foram assassinadas pelo governo Assad, incluindo civis, for&ccedil;as de seguran&ccedil;a e soldados que desertaram. De acordo com a oposi&ccedil;&atilde;o, esse n&uacute;mero chega a 5 mil, sendo 600 crian&ccedil;as, al&eacute;m de 7 mil pessoas desaparecidas . As pris&otilde;es est&atilde;o abarrotadas, com mais de 100 mil detidos.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Uma investiga&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da ONU, liderada pelo brasileiro Paulo S&eacute;rgio Pinheiro, revela detalhes da repress&atilde;o de Assad contra a popula&ccedil;&atilde;o. Segundo ela, crian&ccedil;as foram executadas e h&aacute; relatos de torturas em hospitais. Funcion&aacute;rios da ONU disseram estar &ldquo;totalmente escandalizados&rdquo; com os relatos. &ldquo;<i>Poucas vezes se viu um sistema de repress&atilde;o t&atilde;o completo, com a tortura sendo utilizada politicamente e nos mais diferentes setores. Pelo que parece, uma m&aacute;quina de tortura foi criada para silenciar todo um pa&iacute;s. Ela n&atilde;o ocorre apenas em pris&otilde;es, mas em hospitais, col&eacute;gios, centros de atendimento e minist&eacute;rios<\/i>.&rdquo; (O Estado de S. Paulo, 26\/11)<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A viol&ecirc;ncia &eacute; tanta que vem ampliando o n&uacute;mero de opositores ao regime a cada dia dentro da S&iacute;ria. Fora do pa&iacute;s, antigos aliados, como o governo turco, agora pedem ao ditador Bashar al-Assad que controle seus massacres contra as massas. A Fran&ccedil;a, por interm&eacute;dio do ministro do Exterior Alain Jupp&eacute;, prop&ocirc;s a cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;corredores humanit&aacute;rios&rdquo; para, segundo eles, transportar medicamentos e outros suprimentos para os civis. A proposta da Fran&ccedil;a veio depois que o banho de sangue j&aacute; havia se instalado amplamente pelo pa&iacute;s e que a pol&iacute;tica da ditadura de massacrar a rebeli&atilde;o havia conseguido manter Assad mais um tempo no poder, mesmo ap&oacute;s a queda de outros ditadores na regi&atilde;o, como Mubarak e Kadafi. Mas a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve se deixar enganar, porque esse tipo de oferta &eacute; uma forma de os pa&iacute;ses imperialistas come&ccedil;arem a intervir na revolu&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria para tentar abort&aacute;-la e impedir que derrube Assad e tome o poder. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&Eacute; o mesmo tipo de pol&iacute;tica que os pa&iacute;ses imperialistas tiveram na L&iacute;bia, quando a situa&ccedil;&atilde;o saiu do controle pela a&ccedil;&atilde;o insurrecional dos rebeldes armados e Kadafi passou a ser um aliado inc&ocirc;modo. A Fran&ccedil;a e a Inglaterra, seus aliados, passaram a pressionar para, enfim, abandonar o ditador e tentar interferir via CNT (Conselho Nacional de Transi&ccedil;&atilde;o) sobre os destinos da L&iacute;bia. S&oacute; que na S&iacute;ria &eacute; muito mais complexo produzir algo semelhante ao que foi a zona de exclus&atilde;o a&eacute;rea. Ent&atilde;o, tratam de tentar meter-se de outra forma<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Tanto &eacute; assim que uma fonte diplom&aacute;tica ocidental disse que o plano da Fran&ccedil;a, com ou sem aprova&ccedil;&atilde;o de Damasco, poder&aacute; unir os centros civis dentro da S&iacute;ria com as fronteiras da Turquia e do L&iacute;bano e a costa do Mediterr&acirc;neo. Isso permitiria, segundo eles, transportar suprimentos humanit&aacute;rios e rem&eacute;dios para a popula&ccedil;&atilde;o. Para que isso seja poss&iacute;vel, obviamente os comboios humanit&aacute;rios necessitar&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o armada, o que j&aacute; se configura em uma interven&ccedil;&atilde;o militar na S&iacute;ria. &ldquo;<i>H&aacute; duas alternativas, disse a fonte: que a comunidade internacional, a Liga &Aacute;rabe e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas consigam fazer com que o regime aceite os corredores humanit&aacute;rios, mas caso contr&aacute;rio n&oacute;s teremos de encontrar outras solu&ccedil;&otilde;es. Nesse caso, vamos precisar de prote&ccedil;&atilde;o armada, mas isso n&atilde;o significa uma interven&ccedil;&atilde;o militar na S&iacute;ria.<\/i>&rdquo; Se n&atilde;o &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o militar direta, &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o disfar&ccedil;ada. Isso pode significar a presen&ccedil;a de tropas francesas ou da ONU que, em nome de proteger a popula&ccedil;&atilde;o, passariam a ter a for&ccedil;a posicionada para, no caso de Assad ser derrubado, poder obrigar os rebeldes a se desarmar e\/ou impor um controle sobre os rebeldes e a popula&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria. Hoje a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; enfrentando o regime, mas o imperialismo quer evitar que ela se organize em mil&iacute;cias que ameacem tomar o controle do pa&iacute;s. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Ex&eacute;rcito em crise<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O maior ind&iacute;cio de que o regime s&iacute;rio est&aacute; passando por uma grave crise &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas. Principal institui&ccedil;&atilde;o do regime, o Ex&eacute;rcito s&iacute;rio vem se dividindo dia ap&oacute;s dia, com desertores rompendo e se somando &agrave;s for&ccedil;as rebeldes que lutam contra Assad. At&eacute; agora, no entanto, a c&uacute;pula do Ex&eacute;rcito se mant&eacute;m fiel a Assad e disposta a prosseguir com a repress&atilde;o contra os manifestantes. &ldquo;<i>Cortaremos qualquer m&atilde;o maligna que queira derramar o sangue s&iacute;rio<\/i>&rdquo;, diz um comunicado do Ex&eacute;rcito (O Estado de S. Paulo, 26\/11). No entanto, uma s&eacute;rie de ataques contra os edif&iacute;cios do governo v&ecirc;m sendo protagonizados por jovens oficiais rebeldes, inclusive com o uso de foguetes e granadas. J&aacute; houve ataques militares ao regime em Damasco. No dia 16 de novembro, o centro de intelig&ecirc;ncia do exercito s&iacute;rio em Harasta, sub&uacute;rbio de Damasco, foi atacado. No dia seguinte, o ELS (Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria) informou ter atacado o escrit&oacute;rio do Partido Baath no norte do pa&iacute;s. No dia 20 foi a vez de ataques ao escrit&oacute;rio do Baath em Damasco, informa&ccedil;&atilde;o dada pelo ELS, mas n&atilde;o confirmada pelo CNS (Conselho Nacional S&iacute;rio). De qualquer forma, multiplicam-se as informa&ccedil;&otilde;es de que, al&eacute;m de haver cidades e regi&otilde;es fora do controle do regime cujo ingresso para as autoridades do governo Assad s&oacute; se d&aacute; de forma armada, tamb&eacute;m j&aacute; h&aacute; ataques nos arredores de Damasco.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">As deser&ccedil;&otilde;es no Ex&eacute;rcito &mdash; que v&ecirc;m ocorrendo desde os primeiros meses da revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria &mdash; j&aacute; colocaram em perigo a unidade das For&ccedil;as Armadas do pa&iacute;s, uma das maiores preocupa&ccedil;&otilde;es da Liga &Aacute;rabe e do imperialismo, como ocorreu na L&iacute;bia. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A pol&iacute;tica adotada pelo regime s&iacute;rio de massacrar a revolta das massas desmente a ret&oacute;rica de Assad. Ele quis jogar com um suposto papel anti-imperialista, mas a verdade &eacute; que, nos &uacute;ltimos anos, seu governo vem cumprindo um papel fundamental ao imperialismo para garantir a estabilidade na fronteira de Israel. Por isso, nos primeiros meses da revolu&ccedil;&atilde;o, o imperialismo e Israel apoiavam incondicionalmente o governo s&iacute;rio e evitavam de todas as formas a sua desestabiliza&ccedil;&atilde;o, que significaria, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, deixar desguarnecida a importante e perigosa fronteira com Israel.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No entanto, apesar de sustentarem Assad, o imperialismo e o pr&oacute;prio Estado de Israel acharam mais prudente manter uma dist&acirc;ncia dele, porque a continuidade das mobiliza&ccedil;&otilde;es dentro da S&iacute;ria e sobretudo a pol&iacute;tica adotada pelo regime, de massacre direto, &eacute; totalmente incerta quanto aos resultados. Sem contar que traz um desgaste de imagem para os governos imperialistas, que se dizem defensores dos direitos humanos.&nbsp;Com isso, ampliou-se o isolamento internacional do governo s&iacute;rio e, como ocorreu com Kadafi, o imperialismo passou a aplicar san&ccedil;&otilde;es para obrigar que negociasse com a oposi&ccedil;&atilde;o ou se retirasse. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Os Estados Unidos j&aacute; aplicaram san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e est&atilde;o na posi&ccedil;&atilde;o de espera. Os pa&iacute;ses europeus suspenderam a compra de petr&oacute;leo s&iacute;rio, ampliando a crise na economia j&aacute; bastante afetada pela onda de mobiliza&ccedil;&otilde;es. A Turquia, principal parceiro comercial da S&iacute;ria, com US$ 2,5 bilh&otilde;es por ano de opera&ccedil;&otilde;es comerciais, aumentou o tom. Exige a sa&iacute;da de Bashar, al&eacute;m de abrigar o oposicionista Conselho Nacional S&iacute;rio e o rec&eacute;m-formado Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria, liderado por Ryiad al-Asaad, a partir de centenas de deser&ccedil;&otilde;es do Ex&eacute;rcito s&iacute;rio.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Nos &uacute;ltimos dias, o isolamento do regime deu um salto a partir da decis&atilde;o da Liga &Aacute;rabe, capitaneada pela Ar&aacute;bia Saudita e pelo Qatar, de suspender a S&iacute;ria enquanto pa&iacute;s-membro por descumprir as resolu&ccedil;&otilde;es de fim da repress&atilde;o e ingresso livre de observadores da Liga &Aacute;rabe. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No &uacute;ltimo dia 22, a assembleia geral da ONU votou por 114 a 9 pela condena&ccedil;&atilde;o do regime s&iacute;rio por desrespeito aos direitos humanos. O Brasil vinha apoiando o regime, mas tamb&eacute;m votou a favor, enquanto a R&uacute;ssia e a China se abstiveram. Somente Ir&atilde;, &nbsp;Venezuela, Cuba e Nicar&aacute;gua se posicionaram contra a resolu&ccedil;&atilde;o, numa clara demonstra&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o aprenderam nada com a derrubada de Kadafi e fazem o mesmo tipo de defesa incondicional do assassino Assad em nome de uma suposta luta anti-imperialista. Assim, deixam novamente a bandeira da defesa das liberdades democr&aacute;ticas nas m&atilde;os do imperialismo hip&oacute;crita e se recusam a defender o povo s&iacute;rio, massacrado pela ditadura de Assad.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>A oposi&ccedil;&atilde;o e a &ldquo;ajuda&rdquo; internacional<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A oposi&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria est&aacute; atualmente dividida em dois setores. O setor minorit&aacute;rio, formado em Damasco por personalidades s&iacute;rias, defende a reforma do regime e se op&otilde;e &agrave; interven&ccedil;&atilde;o estrangeira. O outro setor conformou o Conselho Nacional S&iacute;rio ap&oacute;s reuni&otilde;es na Turquia e em Bruxelas, com 190 membros, dos quais 60% est&atilde;o dentro da S&iacute;ria. Participam a Irmandade Mu&ccedil;ulmana, liberais, as diversas fac&ccedil;&otilde;es curdas e aparentemente os Comit&ecirc;s de Coordena&ccedil;&atilde;o locais. Estes comit&ecirc;s foram os que chamaram as mobiliza&ccedil;&otilde;es e hoje conformam o real motor da revolu&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o a express&atilde;o s&iacute;ria do mesmo fen&ocirc;meno de jovens ativistas, nas distintas cidades, utilizando as ferramentas da internet e redes sociais para articular as mobiliza&ccedil;&otilde;es contra o regime assassino.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A posi&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria do Conselho &eacute; pela sa&iacute;da de Assad antes que as coisas fiquem piores, mas flertam com a possibilidade de interven&ccedil;&atilde;o estrangeira, seja ela limitada aos pa&iacute;ses &aacute;rabes e &agrave; Turquia, seja ela limitada pela chamada zona de exclus&atilde;o a&eacute;rea e naval. Burhan Ghalioun, presidente do CNS, indagado sobre um eventual pedido de interven&ccedil;&atilde;o estrangeira, respondeu que no momento nenhum pa&iacute;s quer intervir militarmente na S&iacute;ria, mas &ldquo;<i>quando nos encontrarmos diante deste desejo, tomaremos a posi&ccedil;&atilde;o apropriada<\/i>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Essa possibilidade &eacute; um grande perigo para a revolu&ccedil;&atilde;o: pode significar um freio ao processo revolucion&aacute;rio, o desarmamento dos Comit&ecirc;s que coordenam as manifesta&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m uma repress&atilde;o ainda maior contra os ativistas e lutadores. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A op&ccedil;&atilde;o pela interven&ccedil;&atilde;o estrangeira n&atilde;o &eacute; majorit&aacute;ria dentro do Ex&eacute;rcito Livre da S&iacute;ria. Apenas uma parte desse Ex&eacute;rcito, que &eacute; formado pelos oficiais dissidentes e que ainda n&atilde;o aderiu ao CNS, pede a interven&ccedil;&atilde;o internacional para criar uma zona de exclus&atilde;o a&eacute;rea e mar&iacute;tima, al&eacute;m de uma faixa do territ&oacute;rio setentrional s&iacute;rio para que o Ex&eacute;rcito Livre possa operar militarmente a salvo das tropas de Assad.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Press&atilde;o dos Estados Unidos?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Como ocorreu no caso da L&iacute;bia, em que correntes chavistas e castristas apoiavam a perman&ecirc;ncia de Kadafi por consider&aacute;-lo um governo democr&aacute;tico e nacionalista que vinha sendo pressionado pelo imperialismo para deixar o poder, agora na S&iacute;ria a mesma interpreta&ccedil;&atilde;o est&aacute; de volta. Essas mesmas correntes v&ecirc;m analisando as revoltas na S&iacute;ria n&atilde;o como uma revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e popular, mas como uma provoca&ccedil;&atilde;o por parte dos Estados Unidos para que o governo Assad rompa rela&ccedil;&otilde;es com o Ir&atilde; e, ao mesmo tempo, deixe de apoiar as for&ccedil;as palestinas que lutam contra Israel. Em artigo publicado no site <i>Rebeli&oacute;n<\/i>, que expressa essas posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, diz-se que:<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&ldquo;<i>O que preocupa os Estados &aacute;rabes que apoiam a derrubada do regime s&iacute;rio n&atilde;o &eacute; o confronto entre este e os manifestantes partid&aacute;rios da reforma na S&iacute;ria. Nas palavras de um alto diplomata do Golfo, investiram-se uma d&eacute;cada inteira e milh&otilde;es de d&oacute;lares tratando de afastar o presidente Bashar al-Assad de sua alian&ccedil;a com o Ir&atilde; e para convencer Assad a mudar a pol&iacute;tica exterior de seu pa&iacute;s em duas &aacute;reas chaves &mdash; Iraque e L&iacute;bano &mdash;, mas foi em v&atilde;o. Segundo esse mesmo diplomata, a quest&atilde;o palestina n&atilde;o foi inclu&iacute;da nessas conversas, mas tamb&eacute;m faz parte da press&atilde;o americana contra Assad, para fazer com que os grupos da resist&ecirc;ncia palestina pr&oacute;ximos &agrave; S&iacute;ria se afastem para que se possa colocar em marcha a cria&ccedil;&atilde;o de um Estado palestino, socavando os partid&aacute;rios da resist&ecirc;ncia armada<\/i>.&rdquo; <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Na verdade, o que esse artigo ignora &eacute; que a S&iacute;ria vinha negociando e aceitando as imposi&ccedil;&otilde;es dos EUA h&aacute; tempos. Por isso retirou-se do L&iacute;bano h&aacute; seis anos, mant&eacute;m a fronteira com Israel e o territ&oacute;rio que Israel usurpou da S&iacute;ria nas colinas de Gol&atilde; em rigorosa tr&eacute;gua. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Voltemos &agrave; hist&oacute;ria da S&iacute;ria<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Esse discurso da &ldquo;conspira&ccedil;&atilde;o colonial&rdquo; vem sendo usado pelo governo s&iacute;rio e seus apoiadores como forma de mostrar que a revolu&ccedil;&atilde;o das massas contra o regime n&atilde;o passa de uma manobra orquestrada pelo imperialismo para derrubar Assad e se apossar das riquezas do pa&iacute;s. &Eacute; um discurso que pressup&otilde;e, antes de mais nada, a distor&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria hist&oacute;ria da S&iacute;ria, de seu papel no mundo &aacute;rabe e suas rela&ccedil;&otilde;es com o imperialismo. E, depois, a supress&atilde;o total dos fatos que desencadearam a revolu&ccedil;&atilde;o e seu pr&oacute;prio desenrolar, com as massas ocupando as ruas e pra&ccedil;as e a quantidade incalcul&aacute;vel de mortos, presos e torturados, incluindo jovens e crian&ccedil;as indefesas, incluindo a persegui&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de imprensa para que nada disso seja divulgado. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Desde que obteve a independ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Fran&ccedil;a, em 1946, a hist&oacute;ria da S&iacute;ria como rep&uacute;blica parlamentar esteve marcada por uma sequ&ecirc;ncia de golpes militares e tentativas de golpe. Logo depois da independ&ecirc;ncia, o pa&iacute;s entrou em guerra com <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Israel<\/span>, em 1948, e sofreu uma derrota militar.&nbsp;Em 1963, na esteira das lutas de liberta&ccedil;&atilde;o nacional que sacudiram o Oriente M&eacute;dio, o Baath tomou o poder em uma revolta militar e viveu um per&iacute;odo de enfrentamento com o imperialismo, alinhando-se ao nasserismo eg&iacute;pcio e ao Baath iraquiano. Enfrentou-se com Israel em v&aacute;rias guerras e colocava-se como defensor da causa palestina, intervindo em uma s&eacute;rie de confrontos com Israel, como a <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Guerra dos Seis Dias<\/span> em 1967, a Guerra do Yom Kippur em 1973 e a defesa do <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">L&iacute;bano<\/span> contra <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Israel<\/span> em 1978.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">A domina&ccedil;&atilde;o do Baath vem desde essa &eacute;poca, mas, na medida em que foi perdendo a caracter&iacute;stica de defesa do nacionalismo pan-&aacute;rabe, seu car&aacute;ter reacion&aacute;rio foi ficando mais claro. O atual presidente, <\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Bashar al-Assad<\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">, herdou o poder do pai, <\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Hafez al-Assad, <\/span>que governo<span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">u de <\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">1970<\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\"> at&eacute; sua morte em <\/span><span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">2000<\/span>.<span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\"> Ele se aproveitou de seu posto militar e na c&uacute;pula do Baath para chegar ao poder, dando um golpe dentro do pr&oacute;prio partido e exercendo um feroz controle do aparelho de Estado. Foi reeleito sucessivas vezes presidente do pa&iacute;s, ao mesmo tempo em que se mantinha como secret&aacute;rio-geral do Partido Baath. No in&iacute;cio dos sucessivos mandatos, ainda se apresentava como defensor do nacionalismo &aacute;rabe e rejeitava as negocia&ccedil;&otilde;es de paz com Israel, e rompeu com Sadat quando este levou o Egito a assinar o tratado de paz com Israel. <\/span>Mais tarde, seu governo, como o Baath iraquiano de Saddam Hussein e as demais correntes que se reivindicavam nacionalistas &aacute;rabes, come&ccedil;ou a ceder e buscar negocia&ccedil;&otilde;es com o imperialismo. Aceitou intervir no L&iacute;bano contra os palestinos e para impor uma estabiliza&ccedil;&atilde;o que impedisse a queda do governo, mantivesse o Estado confessional liban&ecirc;s e deixasse as tropas s&iacute;rias no territ&oacute;rio como garantia da ordem durante anos, com o benepl&aacute;cito do imperialismo. Foi parte da santa alian&ccedil;a promovida pelo governo norte-americano de Bush pai em 1990 para invadir o Iraque governado pelo Baath. Traiu a causa &aacute;rabe e at&eacute; mesmo seus correligionarios do Baath no vizinho Iraque. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Desde que assumiu o poder, Assad intensificou a pol&iacute;tica de negocia&ccedil;&atilde;o com o imperialismo e tratou de reaproximar a S&iacute;ria do governo norte-americano e, na pr&aacute;tica, serviu de suporte de Israel no Oriente M&eacute;dio, como j&aacute; havia ocorrido antes com o Egito de Mubarak e a L&iacute;bia de Kadafi. Tanto &eacute; assim que as for&ccedil;as do Hamas que est&atilde;o em territ&oacute;rio s&iacute;rio j&aacute; v&ecirc;m sofrendo a persegui&ccedil;&atilde;o por parte do regime e sendo convidadas a se retirar do pa&iacute;s. O passado de atritos com Israel vem agora sendo usado pelos defensores de Assad como &aacute;libi para as press&otilde;es norte-americanas contra a S&iacute;ria. Mas n&atilde;o fazem nenhuma avalia&ccedil;&atilde;o do significado desses &uacute;ltimos anos de entrega e trai&ccedil;&atilde;o a seu povo e aos demais pa&iacute;ses &aacute;rabes para mendigar um pouco das migalhas que caem da mesa do imperialismo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Rever um pouco da hist&oacute;ria da S&iacute;ria &eacute; fundamental para perceber a trajet&oacute;ria das rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas entre as burguesias &aacute;rabes, que defendiam um projeto nacionalista entre os anos 50 e 70, principalmente ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do Estado de Israel, em 1948, e como essas rela&ccedil;&otilde;es foram se transformando com a domina&ccedil;&atilde;o imperialista no Oriente M&eacute;dio. &Eacute; a demonstra&ccedil;&atilde;o da incapacidade das burguesias nacionais e dos movimentos nacionalistas burgueses de encabe&ccedil;ar uma sa&iacute;da de liberta&ccedil;&atilde;o nacional para seus povos. Mais cedo ou mais tarde, acabam capitulando ao imperialismo em fun&ccedil;&atilde;o de seus interesses. Totalmente dependentes do mercado mundial para a exporta&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo, as burguesias &aacute;rabes se submeteram e abandonaram qualquer veleidade de uma sa&iacute;da independente e tiveram de engolir a presen&ccedil;a do enclave imperialista de Israel como c&atilde;o de guarda na regi&atilde;o. Hoje, essas burguesias, mais do que parceiras do imperialismo, s&atilde;o servi&ccedil;ais de sua pol&iacute;tica de espolia&ccedil;&atilde;o das riquezas do Oriente M&eacute;dio, de condena&ccedil;&atilde;o das massas &agrave; pen&uacute;ria e a governos ditatoriais sangrentos.&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&Eacute; justamente contra esses governos e sua pol&iacute;tica totalmente pr&oacute;-imperialista que a &ldquo;primavera &aacute;rabe&rdquo; explodiu. E em seu bojo veio a revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria, uma revolu&ccedil;&atilde;o cujo pavio foi aceso pelo pr&oacute;prio governo ao reprimir violentamente uma pequena manifesta&ccedil;&atilde;o em Damasco pelas liberdades democr&aacute;ticas. Uma revolu&ccedil;&atilde;o que se incendiou ainda mais com a vit&oacute;ria das revolu&ccedil;&otilde;es tunisiana e eg&iacute;pcia. O car&aacute;ter feroz do regime e sua pol&iacute;cia secreta, donos da S&iacute;ria h&aacute; quatro d&eacute;cadas, veio &agrave; tona, &agrave;s claras, para quem quisesse ver. Outro pavio que ajudou a incendiar a revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria foi o total descaso do governo para com as reivindica&ccedil;&otilde;es do povo. Como disse Elias Khoury, em artigo para o site <i>Rebeli&oacute;n<\/i>, &ldquo;<i>o regime s&iacute;rio substituiu a express&atilde;o &lsquo;ratos&rsquo;, utilizada por Kadafi para descrever os manifestantes l&iacute;bios, por &lsquo;micr&oacute;bios&rsquo;, numa demonstra&ccedil;&atilde;o de arrog&acirc;ncia que s&oacute; podia abrir caminho para a repress&atilde;o impiedosa como &uacute;nico meio de frear o movimento popular, convertendo assim cada manifesta&ccedil;&atilde;o em um campo f&eacute;rtil para o assassinato e a viol&ecirc;ncia<\/i>&rdquo;. (<i>Quem conspira contra a S&iacute;ria?<\/i>, Rebeli&oacute;n, 11\/11)<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Esses s&atilde;o os fatos, e qualquer an&aacute;lise sobre a revolu&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria, se n&atilde;o quiser distorcer a realidade, deve partir deles. S&oacute; a partir desses fatos &eacute; poss&iacute;vel entender o car&aacute;ter da revolu&ccedil;&atilde;o s&iacute;ria em sua condi&ccedil;&atilde;o de revolu&ccedil;&atilde;o popular, iniciada por uma popula&ccedil;&atilde;o em defesa de sua dignidade humana, pisoteada pelas botas militares e humilhada por um regime prepotente, que condena o pa&iacute;s &agrave; fome, ao desemprego e &agrave; amea&ccedil;a de fragmenta&ccedil;&atilde;o pela a&ccedil;&atilde;o do imperialismo, que s&oacute; a revolu&ccedil;&atilde;o poder&aacute; evitar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Conflito inter-religioso?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Existe outra tentativa por parte dos setores que apoiam o regime de desqualificar a revolu&ccedil;&atilde;o das massas s&iacute;rias: caracteriza as revoltas como um conflito inter-religioso entre a maioria sunita, influenciada pelos fundamentalistas isl&acirc;micos, e as comunidades religiosas minorit&aacute;rias (crist&atilde;os, xiitas, alau&iacute;tas e drusos), protegidas pelo regime &ldquo;laico&rdquo; do Partido Baath.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">De fato, as divis&otilde;es inter-religiosas s&atilde;o grandes na S&iacute;ria e fazem parte integrante de sua rica hist&oacute;ria. A maioria da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de origem <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">semita<\/span>. Os mu&ccedil;ulmanos s&atilde;o cerca de 90% do total, sendo 74% <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">sunitas<\/span> e 15% outros, incluindo os <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">alau&iacute;tas<\/span>, os <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">xiitas<\/span> e os <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">drusos<\/span>. Existem cidades, como <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Khabab<\/span>, que s&atilde;o inteiramente cat&oacute;licas. H&aacute; ainda uma pequena comunidade de judeus s&iacute;rios (cerca de 4.500 pessoas). Os crist&atilde;os, cerca de 10% da popula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o em ampla maioria constitu&iacute;dos de ortodoxos e cat&oacute;licos de rito oriental. Um dos mais antigos patriarcados crist&atilde;os, o de Antioquia, foi transferido durante a <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">Idade M&eacute;dia<\/span> para Damasco. Hoje esta cidade &eacute; a sede da Igreja Antioquina de confiss&atilde;o ortodoxa. Tamb&eacute;m h&aacute; em Damasco um patriarca cat&oacute;lico de rito grego.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No entanto, o conjunto de comunidades &eacute;tnicas e religiosas que constituem o pa&iacute;s, tanto mu&ccedil;ulmanas como <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">crist&atilde;s<\/span>, assim como o ressurgimento do <span style=\"color: windowtext; text-decoration: none\">integralismo isl&acirc;mico<\/span>, nunca representaram uma fonte de conflitos, pois em geral conviveram pacificamente. Os conflitos sect&aacute;rios que surgiram em Homs na verdade s&atilde;o iniciados e alimentados pelo pr&oacute;prio regime para criar uma cultura de medo entre os crist&atilde;os, alau&iacute;tas e drusos e com isso evitar sua maci&ccedil;a ades&atilde;o &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o. A palavra de ordem cantada nas mobiliza&ccedil;&otilde;es &eacute; clara: &quot;Um, um, um, o povo s&iacute;rio &eacute; um s&oacute;!&quot;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Uma revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e popular<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O verdadeiro car&aacute;ter da revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria tem de ser encontrado, ent&atilde;o, nas condi&ccedil;&otilde;es concretas em que vivem as massas. Um regime de 40 anos de ditadura militar foi alquebrando as condi&ccedil;&otilde;es produtivas do pa&iacute;s, levando o povo &agrave; debacle e a pr&oacute;pria burguesia &agrave; paralisia econ&ocirc;mica. A tal ponto chegou a hostilidade que at&eacute; mesmo a maioria da burguesia, inclusive a sunita, que apoiava Bashar, vem se opondo a ele e ampliando o isolamento do regime. Mesmo a comunidade alau&iacute;ta, que apoia majoritariamente o regime, o faz n&atilde;o por la&ccedil;os religiosos ou &ldquo;tribais&rdquo;, mas pela presen&ccedil;a desproporcional na alta hierarquia do Estado e das For&ccedil;as Armadas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Assim, o que vem ocorrendo na S&iacute;ria &eacute; uma revolu&ccedil;&atilde;o popular e democr&aacute;tica por melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida e pelo fim da ditadura militar.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Apesar dos cinco mil assassinados pelo regime, dos milhares de presos e exilados no L&iacute;bano e na Turquia, a balan&ccedil;a est&aacute; pendendo contra Bashar. O momento &eacute; de aprofundar a revolu&ccedil;&atilde;o com um projeto pol&iacute;tico claramente anti-imperialista e democr&aacute;tico que atraia as bases do Ex&eacute;rcito, levando ao colapso do regime. Uma vit&oacute;ria na S&iacute;ria ter&aacute; um tremendo impacto em toda a regi&atilde;o e no mundo, mostrando que a via revolucion&aacute;ria de transforma&ccedil;&atilde;o da sociedade voltou &agrave; agenda das lutas oper&aacute;rias, juvenis e populares.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Os &uacute;ltimos acontecimentos na regi&atilde;o fortalecem a revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria. No Egito, a juventude retomou a Pra&ccedil;a Tahrir e exige a sa&iacute;da imediata dos militares. No Bahrein, as mobiliza&ccedil;&otilde;es est&atilde;o voltando. No I&ecirc;men, a ren&uacute;ncia do ditador Saleh foi bem recebida nas ruas, mas sua anistia &eacute; amplamente condenada nas mobiliza&ccedil;&otilde;es. A revolu&ccedil;&atilde;o no mundo &aacute;rabe continua pulsando, ainda que com graves perigos. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O primeiro e mais importante &eacute; a aus&ecirc;ncia de uma dire&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria com apoio de massas, que possa conduzir a revolu&ccedil;&atilde;o at&eacute; a tomada do poder por um governo dos trabalhadores. O segundo &eacute; o desarmamento da popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; necess&aacute;rio que a popula&ccedil;&atilde;o se organize em mil&iacute;cias armadas urgentemente, antes que seja totalmente dizimada pelo governo. Com as deser&ccedil;&otilde;es no Ex&eacute;rcito, in&uacute;meros grupos militares passaram a pertencer ao Ex&eacute;rcito Livre. A divis&atilde;o do Ex&eacute;rcito s&iacute;rio debilita o regime e &eacute; muito importante para a vit&oacute;ria das massas, mas &eacute; preciso que esse Ex&eacute;rcito esteja sob controle de uma dire&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria das massas s&iacute;rias, para que n&atilde;o se converta em instrumento dos interesses da burguesia e do imperialismo. O terceiro perigo &eacute; uma interven&ccedil;&atilde;o militar exterior, que viria para esmagar a revolu&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o para &ldquo;salvar as massas&rdquo;, como alardeia o imperialismo. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin-bottom: 0pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A &uacute;nica forma de evitar esses perigos &eacute; seguir adiante, fortalecer e centralizar os Comit&ecirc;s de Coordena&ccedil;&atilde;o locais, estend&ecirc;-los para as For&ccedil;as Armadas e continuar lutando at&eacute; a derrota definitiva de Assad. <\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revolu&ccedil;&atilde;o na S&iacute;ria j&aacute; dura nove meses, com as massas enfrentando uma dur&iacute;ssima repress&atilde;o por parte da ditadura de Bashar al-Assad. 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