{"id":1984,"date":"2011-11-30T13:43:02","date_gmt":"2011-11-30T13:43:02","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/11\/30\/os-estudantes-da-usp-precisam-vencer-apesar-da-lerqi\/"},"modified":"2011-11-30T13:43:02","modified_gmt":"2011-11-30T13:43:02","slug":"os-estudantes-da-usp-precisam-vencer-apesar-da-lerqi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/11\/30\/os-estudantes-da-usp-precisam-vencer-apesar-da-lerqi\/","title":{"rendered":"Os estudantes da USP precisam vencer!&#8230; apesar da LER\u2013QI"},"content":{"rendered":"\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"169\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/pm_usp.jpg\" vspace=\"3\" width=\"250\" \/>Uma pol&ecirc;mica com a ultraesquerda stalinizada<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Brasil, estamos assistindo a acontecimentos t&atilde;o impactantes como repudi&aacute;veis, cujas repercuss&otilde;es n&atilde;o s&oacute; transcenderam os limites da universidade, como tamb&eacute;m adquiriram relev&acirc;ncia internacional. <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Desde o m&ecirc;s de setembro deste ano, o reitor dessa institui&ccedil;&atilde;o, Jo&atilde;o Grandino Rodas, assinou um conv&ecirc;nio que estabelece a presen&ccedil;a permanente da Pol&iacute;cia Militar (PM) no campus da USP, com o argumento de que esta medida garantiria uma &ldquo;maior seguran&ccedil;a&rdquo; &agrave; comunidade acad&ecirc;mica<sup>1<\/sup>. Esta iniciativa altamente reacion&aacute;ria, que viola de forma flagrante o princ&iacute;pio da autonomia universit&aacute;ria, em pouco mais de dois meses come&ccedil;ou a mostrar seus verdadeiros objetivos, que n&atilde;o t&ecirc;m nada a ver com a &ldquo;prote&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos estudantes, professores ou trabalhadores da USP, ou algo similar, mas sim com a repress&atilde;o e intimida&ccedil;&atilde;o do movimento estudantil e sindical dentro da institui&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Isto ficou evidente, ante o assombro de muitos, quando, na madrugada do dia 8 de novembro, cerca de 400 policiais da tropa de choque da PM, apoiados em seu operativo pela cavalaria, ve&iacute;culos blindados e helic&oacute;pteros, invadiram o pr&eacute;dio da USP para desalojar, de forma violenta e brutal, um grupo de estudantes que ocupava a sede da reitoria havia alguns dias. O saldo desta a&ccedil;&atilde;o de guerra contra o movimento estudantil e social foi de 73 companheiras e companheiros presos e processados criminalmente. A PM atuou cumprindo uma ordem judicial que, por sua vez, foi impulsionada pelo pr&oacute;prio reitor Rodas.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Aqui n&atilde;o h&aacute; rel&acirc;mpago em c&eacute;u azul. Esses fatos vergonhosos s&atilde;o parte de todo um processo consciente de militariza&ccedil;&atilde;o da USP, que &eacute; encabe&ccedil;ado pelo pr&oacute;prio Rodas, um fiel servidor do governador do Estado de S&atilde;o Paulo, Geraldo Alckmin, do direitista PSDB. O projeto de militarizar a USP, instaurando um regime &ldquo;<i>macarthista<\/i>&rdquo; em seu seio, isto &eacute;, uma situa&ccedil;&atilde;o de persegui&ccedil;&atilde;o permanente, reacion&aacute;ria e paranoica da esquerda ou de qualquer tipo de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; ordem estabelecida, responde a um projeto mais global. Esse projeto consiste em consumar a privatiza&ccedil;&atilde;o&ndash;elitiza&ccedil;&atilde;o das universidades brasileiras, colocando-as &ndash; ainda mais &ndash; a servi&ccedil;o dos interesses das multinacionais e do mercado. Como condi&ccedil;&atilde;o para concretizar esta estrat&eacute;gia, a burguesia brasileira e seus representantes pol&iacute;ticos sabem perfeitamente que devem acabar com qualquer resist&ecirc;ncia que possa vir do movimento estudantil ou dos demais setores do movimento social. Descabe&ccedil;ar e desmantelar nossas organiza&ccedil;&otilde;es &eacute;, para eles, tarefa de primeira ordem. Eis o motivo da import&acirc;ncia pol&iacute;tica de militarizar e liquidar a autonomia universit&aacute;ria na USP e nas demais universidades.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Diante dos perigos concretos desta ofensiva, &eacute; que a luta contra a militariza&ccedil;&atilde;o na USP &ndash; cujos objetivos, para o PSTU e a LIT, concretizam-se nas palavras de ordem de: <i>!Fora PM! !Fora Rodas! !Pelo arquivamento imediato do processo contra os 73 estudantes que foram presos! !Por um projeto alternativo de seguran&ccedil;a para a comunidade acad&ecirc;mica da USP! <\/i>&ndash; &eacute;, atualmente, parte fundamental da luta mais geral por uma educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, gratuita, aut&ocirc;noma e de qualidade. Estamos diante de uma luta de vital import&acirc;ncia em defesa de liberdades democr&aacute;ticas elementares, sem as quais ser&aacute; imposs&iacute;vel frear o processo de destrui&ccedil;&atilde;o da universidade p&uacute;blica, impulsionado pelo governo federal chefiado pela petista Dilma Rousseff.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Leon Trotsky dizia que &ldquo;<i>a estrat&eacute;gia sem sua correspondente t&aacute;tica ser&aacute; sempre uma abstra&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica inerte<\/i>&rdquo;<sup>2<\/sup>. Se concordamos nesses objetivos gerais, torna-se indispens&aacute;vel, para avan&ccedil;ar, pesar as diferentes pol&iacute;ticas, t&aacute;ticas, m&eacute;todos e propostas de a&ccedil;&atilde;o que as diferentes correntes dentro do movimento estudantil t&ecirc;m defendido at&eacute; agora. Nesse sentido, existe uma pol&ecirc;mica com as correntes ultraesquerdistas que atuam na USP e que ganhou import&acirc;ncia com o desenvolvimento do conflito.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Referimo-nos, concretamente, &agrave; chamada Liga Estrat&eacute;gia Revolucion&aacute;ria (LER&ndash;QI), ligada ao PTS argentino. Desde o in&iacute;cio da luta, essa organiza&ccedil;&atilde;o defendeu a&ccedil;&otilde;es que, ao n&atilde;o corresponder com a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as entre o movimento estudantil e nossos inimigos, n&atilde;o passaram de meras aventuras irrespons&aacute;veis que colocaram em risco a luta dos estudantes. Para piorar, impulsionaram tudo isso com m&eacute;todos burocr&aacute;ticos e apelando a cal&uacute;nias da pior esp&eacute;cie stalinista contra o PSTU e outras correntes com as que n&atilde;o concordam politicamente. O debate, pelo que est&aacute; em jogo, &eacute; inevit&aacute;vel. Para inici&aacute;-lo, &eacute; necess&aacute;rio ir primeiro aos fatos.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Como as coisas aconteceram? <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A crise atual come&ccedil;ou no dia 27 de outubro quando, no contexto do reacion&aacute;rio conv&ecirc;nio Rodas&ndash;PM, a pol&iacute;cia tentou prender tr&ecirc;s estudantes por suposta posse de maconha. Nesse momento, um setor dos estudantes reagiu e, protegendo seus companheiros da arbitrariedade policial, conseguiu expulsar os policiais do local. Foi uma vit&oacute;ria importante dos estudantes, que abria uma situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel para colocar com mais for&ccedil;a o debate sobre a presen&ccedil;a policial na USP, ampliando o espa&ccedil;o para organizar uma forte campanha contra isso. No entanto, sem maiores reflex&otilde;es, a LER e outros setores afins &agrave; sua pol&iacute;tica e concep&ccedil;&otilde;es arrebatadamente propuseram, de imediato, a ocupa&ccedil;&atilde;o da sede administrativa da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ci&ecirc;ncias Humanas). Os militantes do PSTU, naquele momento, propuseram outro tipo de medidas como atos, marchas e debates no &acirc;mbito de uma campanha com o objetivo de ganhar importantes setores da massa estudantil para esta causa democr&aacute;tica. No entanto, a assembleia decidiu ocupar e, apesar de o PSTU n&atilde;o achar que as condi&ccedil;&otilde;es estivessem dadas para essa medida, acatou a decis&atilde;o dessa inst&acirc;ncia e participou ativamente da ocupa&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; um fato que aquela ocupa&ccedil;&atilde;o da FFLCH nasceu isolada e debilitada, tanto na USP como para a opini&atilde;o p&uacute;blica. Foi ent&atilde;o que, em outra assembleia, realizada em 1&ordm; de novembro, o tema foi discutido democraticamente por mais de mil estudantes e, por uma maioria de 559 contra 458, votou-se pela desocupa&ccedil;&atilde;o dessa faculdade. Depois do hor&aacute;rio m&aacute;ximo marcado pela assembleia e a declara&ccedil;&atilde;o de seu final, um grupo de estudantes, encabe&ccedil;ado pela LER, resolveu ocupar outro pr&eacute;dio da USP, desta vez a pr&oacute;pria reitoria. Esta ocupa&ccedil;&atilde;o, decidida pelas costas das inst&acirc;ncias deliberativas e resolutivas leg&iacute;timas dos estudantes, n&atilde;o s&oacute; permaneceu isolada como tamb&eacute;m dividiu o movimento estudantil. A reitoria, de maneira totalmente antidemocr&aacute;tica e autorit&aacute;ria, convocou novamente a PM para efetuar a desocupa&ccedil;&atilde;o violenta, em que&nbsp;foram presos e processados 73 estudantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Democracia &ldquo;para os que lutam&rdquo; ou democracia em que a base decide?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Sabemos que, em pol&iacute;tica, nada &eacute; por acaso. Tudo tem um porqu&ecirc; de fundo. As quest&otilde;es &ldquo;t&aacute;ticas&rdquo; de uma organiza&ccedil;&atilde;o sempre est&atilde;o ligadas a sua estrat&eacute;gia e concep&ccedil;&otilde;es gerais.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Essa forma de atuar nos conflitos, isto &eacute;, a pol&iacute;tica e a metodologia da LER&ndash;PTS tem por tr&aacute;s toda uma concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-ideol&oacute;gica que eles passaram a chamar de &ldquo;democracia para os que lutam&rdquo;. Este esquema prop&otilde;e, basicamente, que as decis&otilde;es sobre os rumos do movimento devem ser tomadas somente pelos ativistas que estejam dispostos a lutar ou, utilizando as palavras de uma curiosa &ldquo;nota militar&rdquo; da LER, por aqueles cujo centro &eacute; &ldquo;<i>o combate, a reflex&atilde;o e a vontade de agir para vencer<\/i>&rdquo;<sup>3<\/sup>, aqueles que t&ecirc;m &ldquo;moral para o combate&rdquo;. Assim, a decis&atilde;o do que &eacute; melhor para uma determinada luta n&atilde;o corresponde &agrave;s massas, &agrave; base do movimento, mas somente &agrave;queles que tenham a &ldquo;<i>obstinada vontade na linha de frente dos combates<\/i>&rdquo;<sup>4<\/sup>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Esses frase&oacute;logos ultraesquerdistas profissionais atuam com um crit&eacute;rio j&aacute; assinalado por Trotsky: &ldquo;<i>Para o sect&aacute;rio, a vida social &eacute; uma grande escola e ele, seu professor<\/i>&rdquo;<sup>5<\/sup>. Por serem inimigos irreconcili&aacute;veis da dial&eacute;tica (n&atilde;o nas palavras, em que ningu&eacute;m ganha deles, mas na a&ccedil;&atilde;o), m&eacute;todo que para Trotsky &ldquo;<i>sempre toma a experi&ecirc;ncia como ponto de partida para depois voltar a ela<\/i>&rdquo;, aplicam um m&eacute;todo formal e iluminista, nunca isento de arrog&acirc;ncia, t&iacute;pico da intelectualidade pequeno-burguesa radicalizada.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Esta arma&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica leva-os, evidentemente, a desrespeitar burocraticamente as decis&otilde;es das assembleias legitimamente constitu&iacute;das dentro do movimento de massas. Como a democracia &eacute; &ldquo;para os que lutam&rdquo; e n&atilde;o para as massas, nossos brilhantes estrategistas s&oacute; participam e acatam as decis&otilde;es das assembleias quando estas coincidem com sua pol&iacute;tica e suas propostas de a&ccedil;&atilde;o. Foi assim que, na USP, ao defender a import&acirc;ncia do comando de greve que se constituiu (que &eacute; correto), come&ccedil;aram a questionar a legitimidade do DCE<sup>7<\/sup> como entidade de massas, como inst&acirc;ncia leg&iacute;tima dos estudantes (um erro grave, t&iacute;pico de todo ultraesquerdista ou do anarquismo). N&oacute;s temos muitas cr&iacute;ticas &agrave; atual dire&ccedil;&atilde;o do DCE da USP, nas m&atilde;os de correntes ligadas ao PSOL, mas isso nunca nos pode levar a questionar o DCE como entidade representativa dos estudantes. Uma coisa &eacute; questionar a dire&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica de um sindicato, outra muito diferente &eacute;, por causa de sua dire&ccedil;&atilde;o, negar a legitimidade do sindicato como tal. A LER expressa este erro de concep&ccedil;&atilde;o de forma clara em sua j&aacute; citada &ldquo;nota militar&rdquo;: &ldquo;<i>Este organismo<\/i> [o comando de greve] <i>&eacute; o que permitir&aacute;, como uma assembleia das assembleias, sua evolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e radical<\/i> [do movimento]. <i>Duas democracias come&ccedil;am a se chocar. A formal por fora da luta de classes, a da elei&ccedil;&atilde;o das entidades como o DCE, e a democracia dos que lutam, da representa&ccedil;&atilde;o dos mobilizados, das assembleias, (&#8230;) das ocupa&ccedil;&otilde;es<\/i>&rdquo;<sup>8<\/sup>. Ou seja, o DCE seria algo &ldquo;por fora da luta de classes&rdquo; e nesse espa&ccedil;o se exerceria uma &ldquo;democracia formal&rdquo;, enquanto o comando de greve, onde estariam somente &ldquo;os que lutam&rdquo;, longe de estar submetido &agrave;s decis&otilde;es da assembleia geral (onde a base estudantil deve mandar), estaria acima delas, ao se converter em uma &ldquo;assembleia das assembleias&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Essa l&oacute;gica n&atilde;o responde &agrave; principal necessidade do movimento neste momento, que &eacute; construir uma ampla unidade de todos os setores, no &acirc;mbito de uma forte campanha democr&aacute;tica contra a reitoria e a PM. Somente com um movimento forte e unificado ser&aacute; poss&iacute;vel conquistar a vit&oacute;ria. A LER se nega a construir esse movimento, assim como se nega a reconhecer as entidades hist&oacute;ricas e leg&iacute;timas do movimento estudantil. Desse modo, n&atilde;o atua no sentido desta grande tarefa.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Estamos perante outra concep&ccedil;&atilde;o de movimento e de democracia oper&aacute;ria. O objetivo deixou de ser fazer pol&iacute;tica para as massas, para centrar-nos exclusivamente na vanguarda mais radicalizada. Coerentes com esta concep&ccedil;&atilde;o, definem assim seus objetivos: &ldquo;<i>Nossa tarefa &eacute; formar uma corrente de milhares em todo o pa&iacute;s que seja a voz daqueles que est&atilde;o fora da universidade. Que encare cada luta sua como parte da luta geral dos trabalhadores e do povo contra a burguesia. Para isso, precisamos ser os mais consequentes defensores e implantadores da democracia dos que lutam, desta nova forma de construir uma dire&ccedil;&atilde;o do movimento que come&ccedil;a a ser realizada na USP, o comando de delegados de assembleias de curso<\/i>&rdquo;<sup>9<\/sup>. N&oacute;s estamos completamente a favor de ter sido conformado um comando de greve e nos jogamos com tudo para fortalec&ecirc;-lo, pois &eacute; um espa&ccedil;o democr&aacute;tico e necess&aacute;rio para organizar e centralizar a luta. Dito isso, devemos ser categ&oacute;ricos em defender que todo comando deve ser submetido &agrave; base do sindicato, n&atilde;o pode estar &ldquo;por fora&rdquo; das decis&otilde;es dos estudantes, pois, se fosse assim, de democr&aacute;tica esta inst&acirc;ncia passaria a ser burocr&aacute;tica. Nunca um &ldquo;comando&rdquo;, do tipo que for e por mais indispens&aacute;vel que seja para qualquer luta, pode ser superior ou substituir as assembleias de base. Desta &ldquo;nova forma de construir uma dire&ccedil;&atilde;o do movimento&rdquo;, altamente elitista, a &uacute;nica dire&ccedil;&atilde;o que pode surgir &eacute; uma que seja profundamente burocr&aacute;tica.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Tal &eacute; a concep&ccedil;&atilde;o da LER. Eles sustentam que as assembleias s&atilde;o espa&ccedil;os de tipo &ldquo;<i>parlamentares<\/i>&rdquo;, que s&oacute; &ldquo;<i>servem para pressionar por negocia&ccedil;&otilde;es com a reitoria<\/i>&rdquo;. Por isso, &ldquo;<i>o comando de greve n&atilde;o pode ser meramente um organismo executivo das resolu&ccedil;&otilde;es da assembleia geral<\/i>&rdquo;. Se o comando de greve n&atilde;o &eacute; uma inst&acirc;ncia que est&aacute; subordinada e executa as decis&otilde;es da assembleia geral de todos os estudantes, significa que, para a LER, aquele espa&ccedil;o est&aacute; acima desta m&aacute;xima e soberana inst&acirc;ncia. Para nossos mestres de &ldquo;democracia&rdquo; sindical, o comando de greve n&atilde;o s&oacute; estaria acima das assembleias gerais, mas tamb&eacute;m das pr&oacute;prias assembleias de curso. Afirmam que &ldquo;<i>os mandatos dos delegados n&atilde;o devem ser imperativos (quando os delegados s&oacute; podem votar exatamente sobre o que j&aacute; foi votado em sua assembleia de curso), pois sen&atilde;o (&hellip;) os delegados de um curso podem expressar somente as posi&ccedil;&otilde;es majorit&aacute;rias do mesmo (&#8230;)<\/i>&rdquo;<sup>10<\/sup>. Perguntamo-nos: se os delegados ao comando de greve n&atilde;o devem estar submetidos a mandatos imperativos de suas bases (assembleias de curso) e n&atilde;o devem ser obrigados a defender as &ldquo;posi&ccedil;&otilde;es majorit&aacute;rias&rdquo; dessas assembleias, ent&atilde;o quem eles representam? Seriam delegados de quem? Suas propostas responderiam a quem ou ao qu&ecirc;? Esses delegados &ndash; qui&ccedil;&aacute; porque t&ecirc;m uma &ldquo;moral&rdquo; de combate mais avan&ccedil;ada que os &ldquo;atrasados&rdquo; estudantes que os elegeram nas assembleias de curso baseados somente em seu &ldquo;senso comum&rdquo; &ndash; est&atilde;o acima de todo e t&ecirc;m carta branca?&nbsp;A LER, que se ufana de democr&aacute;tica e acusa o PSTU de burocr&aacute;tico o tempo todo, entra em uma s&eacute;rie de contradi&ccedil;&otilde;es ao defender as assembleias de curso (onde dizem que est&aacute; a base, mas terminam defendendo que os delegados n&atilde;o se submetam totalmente a suas decis&otilde;es majorit&aacute;rias) contra as assembleias gerais (onde tamb&eacute;m est&aacute; a base), para acabar anulando o poder de ambas em favor de um comando de greve que n&atilde;o esteja submetido &agrave; disciplina de nenhum dos dois n&iacute;veis de assembleias. Evidencia-se, assim, apesar de suas palavras, a concep&ccedil;&atilde;o completamente burocr&aacute;tica que a LER defende dentro do movimento estudantil e social.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Toda essa concep&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica baseia-se na teoria da &ldquo;democracia dos que lutam&rdquo;. Esta teoria, posta em pr&aacute;tica, termina sendo nefasta, suicida e criminosa para as lutas em geral, pois preparam, como neste caso, as derrotas mais duras e desmoralizantes para o movimento. Parte de uma l&oacute;gica que, na pr&aacute;tica, busca substituir a a&ccedil;&atilde;o das massas pelas de uma pequena vanguarda dirigida por eles, que se acham conhecedores de todo o humano e o divino. Esta teoria, ainda que n&atilde;o o admitam, n&atilde;o tem a menor confian&ccedil;a no poder criador das massas, pois as consideram muito atrasadas para poderem decidir seus destinos de forma soberana.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No caso do conflito na USP, a LER defende sua pol&iacute;tica focada na vanguarda radicalizada com a seguinte aprecia&ccedil;&atilde;o das massas: &ldquo;<i>(&#8230;) O PSTU esquece-se de que, como ensinava Clausewitz (&hellip;), a &lsquo;massa&rsquo; (opini&atilde;o p&uacute;blica inclu&iacute;da) deve ser vista como for&ccedil;a &lsquo;f&iacute;sica&rsquo; (for&ccedil;a num&eacute;rica) mas principalmente como for&ccedil;a &lsquo;moral&rsquo; (&acirc;nimo, disposi&ccedil;&atilde;o para lutar, coragem, coes&atilde;o como grupo ou coletivo). A &lsquo;massa&rsquo;, depois de tr&ecirc;s d&eacute;cadas de neoliberalismo e derrotas, &eacute; cada vez maior (for&ccedil;a num&eacute;rica) por&eacute;m cada vez menos coesa, corajosa e disposta a lutar, cada vez mais individualista, conformista, passiva e pac&iacute;fica. Ou seja, contraditoriamente a massa tem mais for&ccedil;a num&eacute;rica por&eacute;m menos for&ccedil;a de combate, pois sua &lsquo;moral&rsquo; &eacute; cada vez mais a moral do inimigo (defesa da ordem, da pol&iacute;cia, da lei, da paz social, do &lsquo;estado de coisas&rsquo;)<\/i>&rdquo;<sup>11<\/sup>. Est&aacute; tudo dito. Como a &ldquo;coragem&rdquo; e a &ldquo;moral&rdquo; combatente das massas n&atilde;o satisfazem as exig&ecirc;ncias do refinado paladar pol&iacute;tico da LER, por que perder tempo fazendo pol&iacute;tica para elas? Por que perder tempo tentando elevar seu n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, aplicando o m&eacute;todo do programa de transi&ccedil;&atilde;o trotskista? &Eacute; melhor &ndash; mais f&aacute;cil e mais c&ocirc;modo &ndash; fazer pol&iacute;tica para &ldquo;<i>uma pequena vanguarda estudantil dotada de um sentimento (moral) antipol&iacute;cia<\/i>&rdquo; e dedicar-se, &ldquo;<i>como vanguarda consciente, revolucion&aacute;ria (&hellip;) a construir uma forte vanguarda de jovens conscientes do papel da pol&iacute;cia e da necessidade de combat&ecirc;-la e dissolv&ecirc;-la<\/i>&rdquo;<sup>12<\/sup>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A LER, como o resto da ultraesquerda, encara suas a&ccedil;&otilde;es como se se tratasse de uma partida de pingue-pongue: de um lado, Rodas&ndash;PM, e, do outro, eles e o que eles consideram como a vanguarda mais combativa e decidida; as massas (que t&ecirc;m a &ldquo;moral do inimigo&rdquo;) ficam sempre no meio, relegadas a simples espectadoras. Esse desprezo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s massas e ao pr&oacute;prio princ&iacute;pio da democracia oper&aacute;ria &eacute; t&iacute;pico de correntes que caem no desespero pequeno-burgu&ecirc;s. Justificam com todo tipo de ideologias sua covardia para realizar um trabalho pol&iacute;tico na base e seu recha&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao que Lenin ensinava sobre &ldquo;explicar pacientemente&rdquo; nossa pol&iacute;tica &agrave;s massas para elevar sua consci&ecirc;ncia e, nesse processo, ganh&aacute;-las para as posi&ccedil;&otilde;es revolucion&aacute;rias.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Lenin, Trotsky e&hellip;Von Clausewitz contra a LER<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os militantes da LER, supostos estrategistas &ldquo;militares&rdquo;, recorrem, para subsidiar suas posi&ccedil;&otilde;es, ao conhecido e genial general prussiano Claus Von Clausewitz. Este brilhante te&oacute;rico e pr&aacute;tico da ci&ecirc;ncia da guerra &eacute; autor da famosa m&aacute;xima de que &ldquo;<i>a guerra &eacute; a continua&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica por outros meios<\/i>&rdquo;. S&aacute;bia verdade. Outra grande verdade &eacute; o que dizia Trotsky, tomando esta defini&ccedil;&atilde;o de Clausewitz, sobre o ultraesquerdismo: &ldquo;<i>Sua pol&iacute;tica em tempos de guerra ser&aacute; a fatal consuma&ccedil;&atilde;o de sua pol&iacute;tica em tempos de paz<\/i>&rdquo;<sup>13<\/sup>. A pol&iacute;tica da LER, como a de todo aquele que padece da doen&ccedil;a do ultraesquerdismo, baseia-se n&atilde;o s&oacute; no desprezo pequeno-burgu&ecirc;s em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s massas, como tamb&eacute;m em abstrair-se completamente da realidade objetiva e n&atilde;o levar em conta a an&aacute;lise rigorosa de algo que, na ci&ecirc;ncia militar e no marxismo, chama-se <i>correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as<\/i>. E tanto Clausewitz quanto Lenin e Trotsky se dedicavam a faz&ecirc;-lo de uma forma milim&eacute;trica antes de propor uma t&aacute;tica ou de empreender qualquer tipo de a&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Lenin dizia que a &ldquo;<i>medula do marxismo e da t&aacute;tica marxista<\/i>&rdquo; reside em &ldquo;<i>levar em considera&ccedil;&atilde;o a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as<\/i>&rdquo;. O m&aacute;ximo dirigente do outubro russo insistia em que: &ldquo;<i>N&oacute;s, os marxistas, nos orgulhamos sempre de saber determinar, considerando estritamente as for&ccedil;as das massas e as rela&ccedil;&otilde;es entre as classes, a conveni&ecirc;ncia de uma ou outra forma de luta. Dissemos: a insurrei&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; sempre oportuna; sem certas premissas concretas &eacute; uma aventura. Condenamos muito frequentemente, como inoportunas e nocivas desde o ponto de vista da revolu&ccedil;&atilde;o, as formas mais heroicas de resist&ecirc;ncia individual<\/i>&rdquo;<sup>14<\/sup>. Para Lenin, propor uma forma de luta sem considerar as for&ccedil;as das quais se disp&otilde;e era simplesmente um crime. Em 1918, em sua famosa pol&ecirc;mica com os &ldquo;comunistas de esquerda&rdquo;, em que, pela falta de um ex&eacute;rcito, defendeu at&eacute; &agrave; morte assinar o tratado de paz &ldquo;arquidesvantajoso&rdquo; de Brest&ndash;Litovsk, que imposto de forma humilhante pelo Estado imperialista alem&atilde;o antes que empreender uma &ldquo;guerra revolucion&aacute;ria&rdquo;, como propunham os ultraesquerdistas, escreveu: &ldquo;<i>(&#8230;) &eacute; preciso (&#8230;) limitar-nos &agrave; propaganda, &agrave; agita&ccedil;&atilde;o e &agrave; confraterniza&ccedil;&atilde;o enquanto n&atilde;o possuirmos for&ccedil;as para mirar um golpe duro, s&eacute;rio e decisivo em um patente conflito militar ou insurrecional (&hellip;) &Eacute; evidente para todos (salvo, qui&ccedil;&aacute;, para os que est&atilde;o completamente embriagados pela frase) que aceitar um importante conflito insurrecional ou militar <b>sabendo que<\/b> n&atilde;o se disp&otilde;e de for&ccedil;as, <b>sabendo que<\/b> n&atilde;o se tem ex&eacute;rcito, &eacute; uma aventura que, longe de ajudar os oper&aacute;rios alem&atilde;es, torna mais dif&iacute;cil a sua luta e facilita a tarefa de seu inimigo e do nosso<\/i>&rdquo;<sup>15<\/sup>. Esta &uacute;ltima parte &eacute; importante, pois n&atilde;o faltam os que dizem que &ldquo;fatos pol&iacute;ticos&rdquo; derivados de a&ccedil;&otilde;es radicalizadas na USP podem <i>inflamar<\/i> ou <i>despertar<\/i> a luta em outras universidades. Se a vida fosse t&atilde;o f&aacute;cil&hellip;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">E, a prop&oacute;sito de Von Clausewitz, vejamos como Lenin interpretava seus ensinamentos em momentos em que a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as lhe era desfavor&aacute;vel: &ldquo;<i>Se com certeza as for&ccedil;as s&atilde;o &nbsp;pequenas, o principal meio de defesa &eacute; retirar-se para o interior do pa&iacute;s (quem vir nisto uma f&oacute;rmula tirada do contexto para o caso presente, que leia o que diz o velho Clausewitz, um dos grandes autores militares, a respeito dos ensinamentos da hist&oacute;ria sobre o particular)<\/i>&rdquo;<sup>16<\/sup>. Nem sempre a t&aacute;tica mais apropriada para &ldquo;vencer&rdquo; &eacute; atacar. No geral, algu&eacute;m ataca uma posi&ccedil;&atilde;o se tem as condi&ccedil;&otilde;es para faz&ecirc;-lo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas essas li&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas n&atilde;o cabem nos esquemas da LER. Para eles: &ldquo;<i>Como sabem os marxistas, diante de grandes interesses antag&ocirc;nicos, a for&ccedil;a (combate, m&eacute;todos radicais, guerra) ser&aacute; o elemento decisivo, portanto os &lsquo;m&eacute;todos&rsquo; devem ser &lsquo;de guerra&rsquo;, proporcionais aos &lsquo;grandes objetivos e interesses<\/i>&rsquo; &rdquo;<sup>17<\/sup>. Ou seja, sempre que existirem &ldquo;grandes interesses antag&ocirc;nicos&rdquo; (na luta de classes sempre existe isso) ou &ldquo;grandes objetivos e interesses&rdquo;, o &ldquo;m&eacute;todo&rdquo; deve corresponder n&atilde;o &agrave;s for&ccedil;as de que dispomos, mas sim &agrave; magnitude de nossos fins. &Eacute; um bom momento para agradecer que esses generais n&atilde;o contem com um ex&eacute;rcito.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; lament&aacute;vel constatar, compartilhando com Lenin, que na LER e em outros grupos afins &agrave; sua pol&iacute;tica e m&eacute;todos &ldquo;<i>n&atilde;o h&aacute; o menor ind&iacute;cio de que compreendam a import&acirc;ncia do problema da correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as<\/i>&rdquo;<sup>18<\/sup>. Isso &eacute; imposs&iacute;vel, pois, como escrevia Trotsky: &ldquo;<i>os escol&aacute;sticos ultraesquerdistas n&atilde;o pensam em termos concretos, sen&atilde;o em abstra&ccedil;&otilde;es vazias<\/i>&rdquo;.<sup>19<\/sup><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Na ofensiva ou na defensiva?<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; preciso analisar, &agrave; luz dessas defini&ccedil;&otilde;es e ensinamentos de nossos mestres, que pol&iacute;tica a LER defendeu e defende ante o conflito na USP. Contrastar, como marxistas, suas propostas de a&ccedil;&atilde;o com a realidade objetiva vivida pelo movimento estudantil da USP &eacute; fundamental para extrair as li&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e poder continuar esta luta t&atilde;o importante.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O primeiro &eacute; saber que este conflito se deu em um momento em que um amplo setor dos estudantes n&atilde;o se posicionava a favor das pautas do movimento estudantil. A base de apoio desta luta ainda era bastante limitada e a reitoria contava com o respaldo da opini&atilde;o p&uacute;blica dentro e fora da universidade. Neste contexto pol&iacute;tico, a ocupa&ccedil;&atilde;o unilateral da reitoria dividiu o movimento e acabou colocando-o ainda mais na defensiva. Em vez de buscar outros meios para disputar a consci&ecirc;ncia dos estudantes e ganh&aacute;-los para a luta massiva e contundente contra Rodas&ndash;Alckmin&ndash;PM, a ultraesquerda tomou um caminho que s&oacute; isolou ainda mais a luta, ao afastar dela muitos estudantes. Segundo dados do <i>Datafolha<\/i> publicados em 13 de novembro, 58% dos estudantes aprovam a presen&ccedil;a da PM no campus e 57% t&ecirc;m mais confian&ccedil;a do que medo desse corpo repressivo. Por outro lado, 73% dos estudantes estavam contra aquela ocupa&ccedil;&atilde;o aventureira e 53% opinam que os estudantes que participaram devem ser punidos. Assim, fica evidente que o apoio &agrave; PM dentro do campus ainda &eacute; amplo. Inclusive entre aqueles que est&atilde;o contra a presen&ccedil;a da PM na USP, um setor consider&aacute;vel era contra a t&aacute;tica da ocupa&ccedil;&atilde;o. Realidade amarga, mas, no fim, realidade.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Por&eacute;m, quando falamos de correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as n&atilde;o falamos s&oacute; de n&uacute;meros. &Eacute; verdade que as pesquisas de opini&atilde;o n&atilde;o podem ser nosso &uacute;nico crit&eacute;rio ou par&acirc;metro e, como se sabe, &eacute; muito improv&aacute;vel conseguir na massa estudantil uma maioria absoluta a favor das bandeiras hist&oacute;ricas do movimento. Por isso, al&eacute;m das pesquisas de opini&atilde;o, &eacute; preciso determinar quem est&aacute; <i>politicamente<\/i> na ofensiva e quem est&aacute; na defensiva. Aqui cabe ser categ&oacute;rico e constatar que, at&eacute; agora, quem est&aacute; na ofensiva &eacute; a reitoria e o governo estadual. Nesse sentido, apesar dos esfor&ccedil;os de resist&ecirc;ncia do movimento, a reitoria, com o apoio irrestrito do governo estadual e federal, tem conseguido implementar seu projeto, abrindo cursos pagos, aprofundando a entrada de empresas privadas na universidade, cometendo atos de corrup&ccedil;&atilde;o, abrindo processos administrativos contra dezenas de militantes estudantis e sindicais etc. Isso ocorre, al&eacute;m do mais, porque a reitoria tamb&eacute;m est&aacute; na ofensiva e bem posicionada diante da opini&atilde;o p&uacute;blica, tendo respaldo para aplicar seus planos de maneira categ&oacute;rica e brutal.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A tarefa da vanguarda estudantil &eacute;, portanto, lutar para reverter essa correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as &ndash; conquistando, antes de tudo, um apoio mais amplo dentro e fora da universidade &ndash; e proteger o movimento das ofensivas pol&iacute;ticas e repressivas de Rodas&ndash;Alckmin&ndash;PM. Assim, era inaceit&aacute;vel colocar o movimento em risco. Ap&oacute;s a desocupa&ccedil;&atilde;o da reitoria, a LER tentou atenuar sua responsabilidade pol&iacute;tica neste fato desastroso para o movimento estudantil dizendo que: &ldquo;<i>toda batalha implica em perig<\/i>os&rdquo; e que &ldquo;<i>as conquistas tamb&eacute;m abrem dificuldades at&eacute; para o ex&eacute;rcito vitorioso<\/i>&rdquo;<sup>20<\/sup>. Esses del&iacute;rios at&eacute; poderiam nos fazer rir, se n&atilde;o estiv&eacute;ssemos com 73 estudantes processados, fruto dessa &ldquo;conquista&rdquo; de seu suposto &ldquo;ex&eacute;rcito vitorioso&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Depois da repress&atilde;o, houve um crescimento no movimento estudantil, que se expressou em assembleias, atos e marchas com dois ou tr&ecirc;s mil estudantes e um cen&aacute;rio de menor isolamento dentro e fora da USP. Este novo momento, que &eacute; muito progressivo, &eacute; poss&iacute;vel porque, embora 73% dos estudantes estivessem contra a ocupa&ccedil;&atilde;o, 46% tamb&eacute;m criticaram a agressividade policial. Os &ldquo;excessos&rdquo; e a &ldquo;brutalidade&rdquo; da PM (que, sinceramente, teve uma rea&ccedil;&atilde;o desproporcional diante de uma ocupa&ccedil;&atilde;o de menos de 100 estudantes) possibilitaram que um setor mais numeroso de estudantes se some e, em um movimento de solidariedade bastante comum nesses casos e por tratar-se de estudantes, pronunciaram-se intelectuais, professores, artistas e at&eacute; alguns meios de comunica&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram a moderar suas posi&ccedil;&otilde;es ultrarreacion&aacute;rias. Mas sejamos claros: <b>o que abriu um novo momento, que devemos aproveitar a fundo para fortalecer o movimento de conjunto, n&atilde;o foi a ocupa&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica dos &ldquo;estudantes combativos&rdquo; &ndash; que quase nos liquida &ndash;, mas um erro pol&iacute;tico do inimigo<\/b>. A discuss&atilde;o &eacute; se esses novos fatos e elementos configuraram uma mudan&ccedil;a qualitativa na correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as. N&oacute;s opinamos que n&atilde;o, opinamos que a luta continua sendo defensiva. A constru&ccedil;&atilde;o de grandes assembleias e atos &eacute; uma vit&oacute;ria dos estudantes da USP, que mostraram &agrave; reitoria e &agrave; sociedade que podem lutar unificadamente para defender a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e a autonomia universit&aacute;ria; mas a correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as se mant&eacute;m. A luta &eacute; t&atilde;o defensiva que, ainda que n&atilde;o tire esta conclus&atilde;o, at&eacute; a LER defende que a &ldquo;prioridade&rdquo; da luta &eacute; o fim dos processos conta os 73 ex-presos pol&iacute;ticos. O centro, agora, deixou de ser o &ldquo;!Fora Rodas, Fora PM!&rdquo; para ser a defesa de nossos presos, isto &eacute;, n&atilde;o avan&ccedil;ar &ldquo;deixando para tr&aacute;s os mortos e feridos&rdquo; de nosso ex&eacute;rcito, como eles mesmos escrevem em sua &ldquo;nota militar&rdquo;. O que pode ser mais defensivo que isso?<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><span style=\"color: black;\">A concep&ccedil;&atilde;o de &ldquo;a&ccedil;&otilde;es exemplares&rdquo;<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">Queremos deixar claro que n&atilde;o concordamos com o racioc&iacute;nio de que, quanto piores as coisas est&atilde;o, h&aacute; melhores condi&ccedil;&otilde;es para lutar. N&atilde;o concordamos com a l&oacute;gica de que, realizando &ldquo;a&ccedil;&otilde;es exemplares&rdquo; ou gerando &ldquo;fatos pol&iacute;ticos&rdquo; em que uma elite iluminada, que tudo sabe e tudo pode, esbanje hero&iacute;smo, sacrif&iacute;cio e inusitada valentia, as massas ser&atilde;o despertadas para a luta. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">E o problema n&atilde;o &eacute; a ousadia ou a radicaliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. Estamos completamente a favor das a&ccedil;&otilde;es mais radicalizadas da juventude e do resto do movimento de massas. O problema &eacute; quando essas a&ccedil;&otilde;es radicalizadas s&atilde;o realizadas dando as costas (ou, o que &eacute; pior, contra) &agrave;s massas e n&atilde;o se colocam a servi&ccedil;o de fortalecer o movimento social de conjunto. O problema &eacute; quando a ousadia, a temeridade e a coragem, que s&atilde;o indispens&aacute;veis em qualquer luta, est&atilde;o simplesmente a servi&ccedil;o de agradar setores ultraesquerdistas que, desta forma, saciam suas necessidades de convencer a si mesmos que s&atilde;o os &uacute;nicos &ldquo;revolucion&aacute;rios&rdquo;. &Eacute; a&iacute; que a ultraesquerda demonstra um individualismo extremo e cruza caminho com o anarquismo, a quem Lenin denominava, com toda raz&atilde;o, &ldquo;liberais com 40&ordm; de febre&rdquo;. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">A LER acusa o PSTU de ter se colocado contra as ocupa&ccedil;&otilde;es e a declara&ccedil;&atilde;o imediata de greve estudantil (a qual, uma vez votada, nos jogamos com tudo para construir e fortalecer) porque ter&iacute;amos uma estrat&eacute;gia que busca &ldquo;<i>ligar-se a setores mais amplos dos estudantes, adaptando-se ao senso comum pr&oacute;-seguran&ccedil;a elitista e privilegiando os espa&ccedil;os eleitorais (&#8230;)<\/i>&rdquo;<sup>21<\/sup>. Em contraposi&ccedil;&atilde;o, nossos estrategistas infal&iacute;veis dizem que, desde o princ&iacute;pio, trabalharam &ldquo;<i>(&#8230;) criando uma vanguarda pelo FORA PM que questionasse o car&aacute;ter elitista da universidade e o papel que a pol&iacute;cia cumpre fora dela, privilegiando os m&eacute;todos da luta de classes (ocupa&ccedil;&otilde;es e greve estudantil)<\/i>&rdquo;<sup>22<\/sup>. Duas quest&otilde;es: a primeira &eacute; que &eacute; verdade que o PSTU buscou e continua buscando chegar a setores &ldquo;mais amplos&rdquo; dos estudantes, mas n&atilde;o para se adaptar ao seu n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia ou ao seu &ldquo;senso comum&rdquo;, e sim para fazer exatamente o contr&aacute;rio, para disputar sua consci&ecirc;ncia que hoje, verdade amarga e dolorosa de engolir, est&aacute; majoritariamente com a pol&iacute;tica de Rodas-Alckmin-PM-Imprensa burguesa. Neste contexto, defendemos que &eacute; necess&aacute;rio acompanhar a disputa pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica dentro do conjunto dos estudantes, com a&ccedil;&otilde;es que ajudem a elevar seu n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia, levantando o sistema de palavras de ordem corretas, no momento correto. Em outras palavras, seguindo a metodologia do Programa de Transi&ccedil;&atilde;o. Fazer o contr&aacute;rio, ou seja, trabalhar s&oacute; com o programa m&aacute;ximo<sup>23<\/sup>, &eacute; abrir um abismo entre as massas e a pr&oacute;pria luta, sem falar da vanguarda, que ficaria falando sozinha com a verdade na m&atilde;o.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><span style=\"color: black;\">A segunda quest&atilde;o &eacute; que as &ldquo;ocupa&ccedil;&otilde;es e a greve estudantil&rdquo; n&atilde;o s&atilde;o os &uacute;nicos &ldquo;m&eacute;todos da luta de classes&rdquo;. Justamente porque estamos falando de t&aacute;ticas de luta, existem outras mil variantes que podem ser utilizadas se as condi&ccedil;&otilde;es para essas &ldquo;ocupa&ccedil;&otilde;es e greve estudantil&rdquo; n&atilde;o estiverem dadas nesse momento. O problema &eacute; quando n&atilde;o queremos ver a realidade (que quase nunca &eacute; a que algu&eacute;m queria que fosse) e, para nos olhar satisfeitos no espelho ou girar em toro de nosso umbigo, come&ccedil;amos pelo final. A outra quest&atilde;o &eacute; que a vanguarda n&atilde;o &eacute; algo que se &ldquo;cria&rdquo;. Ela &eacute; um fen&ocirc;meno que surge dos processos de luta reais, objetivos, e que reflete as caracter&iacute;sticas gerais desses processos.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Para a LER, n&atilde;o estar a favor dos &ldquo;m&eacute;todos da luta de classes&rdquo;, que para seu parco esquema passam somente pelas ocupa&ccedil;&otilde;es ou a&ccedil;&otilde;es mais radicalizadas, significa capitula&ccedil;&atilde;o, trai&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ser &ldquo;ousado&rdquo; e adaptar-se &agrave;s press&otilde;es do &ldquo;senso comum&rdquo;. Para n&oacute;s, a ousadia n&atilde;o passa por lutar isolado. Isso, na verdade, significa ser suicida. Se fiz&eacute;ssemos isso, ser&iacute;amos, como dizia Trotsky ao se referir a Stalin, meros e eficazes &ldquo;organizadores de derrotas&rdquo; para a nossa classe. Para n&oacute;s, a quest&atilde;o &eacute; a oposta: quem realmente capitula ao &ldquo;senso comum&rdquo; das massas &eacute; aquele que n&atilde;o tem a ousadia &ndash;porque &eacute; preciso ser ousado e audaz para ir at&eacute; a base e tentar convencer os estudantes ou as massas de uma determinada pol&iacute;tica! &ndash;, lidando com as contradi&ccedil;&otilde;es e disputando a consci&ecirc;ncia que, por a&ccedil;&atilde;o da ideologia dominante, &eacute; geralmente atrasada e cheia de preconceitos de todo tipo. Na verdade e afinal de contas, o mais f&aacute;cil &eacute; ficar isolado sem dar essa batalha, sem fazer esse trabalho cinzento, mas indispens&aacute;vel para o triunfo de qualquer luta e, chegado o momento, da pr&oacute;pria revolu&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&oacute;s defendemos o m&eacute;todo das ocupa&ccedil;&otilde;es e das greves como a&ccedil;&otilde;es leg&iacute;timas do movimento estudantil e de qualquer outro setor do movimento de massas. Estas s&atilde;o quest&otilde;es t&aacute;ticas, isto &eacute;, que dependem das condi&ccedil;&otilde;es objetivas e subjetivas que tenhamos para aplic&aacute;-las e, sobretudo, sustent&aacute;-las. No entanto, n&atilde;o &eacute; por serem quest&otilde;es &ldquo;t&aacute;ticas&rdquo; que s&atilde;o assuntos menos importantes. No movimento oper&aacute;rio, que tem pouco a ver com as caracter&iacute;sticas do movimento estudantil, uma greve ou ocupa&ccedil;&atilde;o mal medida custa a demiss&atilde;o a centenas de trabalhadores e at&eacute; a pris&atilde;o para os dirigentes.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas n&atilde;o coloquemos o exemplo do movimento oper&aacute;rio, onde d&aacute; calafrios pensar o que pode chegar a fazer um grupo como a LER em posi&ccedil;&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o, e voltemos ao mundo do movimento estudantil. Por exemplo, a ocupa&ccedil;&atilde;o isolada empreendida pela LER e seus amigos n&atilde;o tem nada a ver com o processo de greves e ocupa&ccedil;&otilde;es das reitorias da USP, da Unesp e da Unicamp durante o primeiro semestre de 2007, as quais foram acompanhadas por uma verdadeira onda de ocupa&ccedil;&otilde;es e greves em todo o pa&iacute;s. Este processo de luta &ndash; contra o decreto do ex-governador de S&atilde;o Paulo, o direitista Jos&eacute; Serra, que criava a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o Superior atentando contra a autonomia universit&aacute;ria, desconsiderando a pesquisa b&aacute;sica para favorecer a &ldquo;operacional&rdquo;, e amea&ccedil;ando seriamente o financiamento das universidades brasileiras &ndash; envolveu, al&eacute;m de uma vanguarda numerosa, setores importantes da massa estudantil. A for&ccedil;a do movimento conseguiu neutralizar a a&ccedil;&atilde;o venenosa da imprensa e ganhar o apoio de importantes setores da sociedade. N&atilde;o foi por acaso que esse movimento foi vitorioso e Serra n&atilde;o conseguiu que a PM (como Alckmin e Rodas conseguiram agora, gra&ccedil;as ao isolamento) entrasse para reprimir essas ocupa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o porque lhe faltasse vontade, mas porque &ndash; eles, sim, consideram este tipo de coisas &ndash; n&atilde;o tinham uma correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as favor&aacute;vel.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&Eacute; assim que, para al&eacute;m de qualquer fraseologia altissonante e grandiloquente da qual tanto gostam os ultraesquerdistas, sua pol&iacute;tica concreta, por mais &ldquo;radical&rdquo; que soe ou pare&ccedil;a, termina servindo &agrave; burguesia e facilitando a vida, neste caso, para Rodas&ndash;Alckmin&ndash;PM. Eles aproveitaram o isolamento para reprimir violentamente e abrir um precedente nefasto na hist&oacute;ria do movimento estudantil.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No entanto, apesar dos planos de Rodas&ndash;Alckmin&ndash;PM e da pol&iacute;tica nefasta da ultraesquerda, a luta est&aacute; em curso e nada est&aacute; definido. Devemos continuar lutando com a mesma for&ccedil;a e decis&atilde;o de sempre. &Eacute; necess&aacute;rio aproveitar este novo momento, disputar e ganhar politicamente a vanguarda gerada nesta luta para nossas bandeiras e dar uma batalha clara e paciente entre as massas estudantis. &Eacute; indispens&aacute;vel manter nossas posi&ccedil;&otilde;es se queremos passar &agrave; ofensiva. Devemos tamb&eacute;m ter como aliados os sindicatos de professores, trabalhadores e o resto do movimento sindical e social brasileiro e internacional. Agora n&oacute;s &eacute; que devemos isolar politicamente Rodas&ndash;Alckmin&ndash;PM. Toda a pol&iacute;tica do PSTU vai neste sentido, de fortalecer a luta e de cerc&aacute;-la de solidariedade no movimento oper&aacute;rio e social. Assim, podemos citar o caso de nossa posi&ccedil;&atilde;o no Sindicato de Metrovi&aacute;rios de S&atilde;o Paulo, em que o PSTU prop&ocirc;s tanto o apoio pol&iacute;tico contra a presen&ccedil;a da PM na USP como o apoio financeiro para a liberta&ccedil;&atilde;o efetiva dos estudantes presos. Fizemos esta defesa sabendo e apesar de existirem setores da base contr&aacute;rios a esta a&ccedil;&atilde;o de solidariedade, devido obviamente &agrave; campanha demonizadora da imprensa burguesa, que se valeu muito das a&ccedil;&otilde;es isoladas promovidas pela ultraesquerda.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Devemos e podemos fazer tudo isso para vencer. Porque os estudantes da USP precisam e podem vencer, apesar das for&ccedil;as da direita reacion&aacute;ria dentro e fora da USP e daqueles que padecem da doen&ccedil;a do ultraesquerdismo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Garantir uma vit&oacute;ria dos estudantes da USP &eacute; uma necessidade de todo o movimento que defende a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. O primeiro passo &eacute; conquistar o arquivamento dos processos contra os 73 companheiros e companheiras que foram presos na ocupa&ccedil;&atilde;o da reitoria. Isto s&oacute; se dar&aacute; com base em uma ampla unidade democr&aacute;tica de todos os setores do movimento estudantil, dos trabalhadores e professores da universidade, que ousem disputar amplos setores dentro e fora da USP para empreender uma grande campanha.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b>Uma seita burocr&aacute;tica com moral stalinista<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">N&atilde;o obstante, o que nos parece realmente grave e inaceit&aacute;vel n&atilde;o s&atilde;o nossas diferen&ccedil;as pol&iacute;ticas. Estas, ainda que sejam de fundo e irreconcili&aacute;veis, passam para o segundo plano se comparadas ao m&eacute;todo stalinista utilizado pela LER, em seu af&atilde; desesperado por diferenciar-se, de iniciar uma campanha de cal&uacute;nias na contra o PSTU, acusando-o de ter feito um acordo com o reitor Rodas para liquidar a primeira ocupa&ccedil;&atilde;o da FFLCH. Em outra nota, assinada por Bruno Gilga, afirmam que o PSOL, quando houve o caso dos tr&ecirc;s estudantes que foram defendidos por seus companheiros, &ldquo;<i>cumpriu o &lsquo;papel de pol&iacute;cia&rsquo; no movimento, &lsquo;escoltando&rsquo; os estudantes at&eacute; a viatura, contra os que quer&iacute;amos expuls&aacute;-la<\/i>&rdquo;. Em seguida, envolve o PSTU nessa acusa&ccedil;&atilde;o dizendo, ao referir-se ao PSOL e a nosso partido, que &ldquo;<i>estas dire&ccedil;&otilde;es v&atilde;o se reafirmando como uma &lsquo;esquerda moderada&rsquo;. N&atilde;o lhes bastou entregar os estudantes &agrave; pol&iacute;cia (&#8230;)<\/i>&rdquo;<sup>24<\/sup>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">As acusa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o grav&iacute;ssimas. Se fossem verdadeiras, n&atilde;o estar&iacute;amos diante de &ldquo;pelegos&rdquo;, mas sim de colaboradores diretos do reitor e da pol&iacute;cia capitalista. Se a LER fosse consequente, deveria ter alertado o movimento estudantil, deveria ter colocado isso como primeiro e inevit&aacute;vel ponto das assembleias que v&ecirc;m ocorrendo, deveria apresentar as provas (que para acusa&ccedil;&otilde;es desta magnitude devem ser contundentes e irrefut&aacute;veis) e deveria ter solicitado a imediata e direta expuls&atilde;o de nossos companheiros e os do PSOL do DCE. A atitude de lutadores honestos e s&eacute;rios deveria ter sido esta, pois, como &eacute; poss&iacute;vel sequer discutir com agentes das for&ccedil;as repressivas, do reitor; com traidores da luta?<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">No entanto, n&atilde;o fizeram nada disso porque simplesmente n&atilde;o t&ecirc;m provas que sustentem essas acusa&ccedil;&otilde;es. Ao fazer esse tipo de acusa&ccedil;&otilde;es e am&aacute;lgamas sem ter como prov&aacute;-las ao movimento estudantil e &agrave; esquerda brasileira e mundial, os membros da LER transformam-se em caluniadores vulgares ao mais puro estilo stalinista. E tem mais. Em outra nota, criticando o suposto desprezo, por parte do PSTU, na defesa dos 73 presos da USP, insinuam de forma caluniosa que isso se devia ao fato de serem subproduto de uma t&aacute;tica (a ocupa&ccedil;&atilde;o da reitoria) com a qual n&atilde;o concordamos. Atrevem-se a dizer isto apesar n&atilde;o s&oacute; de nossa posi&ccedil;&atilde;o incontest&aacute;vel de solidariedade aos companheiros, como tamb&eacute;m depois de ter sido a pr&oacute;pria CSP&ndash;CONLUTAS, onde o PSTU cumpre um papel destacado, que pagou as fian&ccedil;as dos estudantes presos!<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A baixeza dessas cal&uacute;nias, am&aacute;lgamas e insinua&ccedil;&otilde;es &eacute; escandalosa. Reafirmamos plenamente, nesse sentido, a nota da Juventude do PSTU a respeito desses m&eacute;todos: &ldquo;<i>A LER abandona assim as regras mais elementares da esquerda e empreende uma campanha vergonhosa, indigna, suja e mesquinha, com o &uacute;nico objetivo de combater nossas posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. &Eacute; a moral do vale tudo, que n&atilde;o tem nada em comum com os valores defendidos pela esquerda revolucion&aacute;ria e socialista, &agrave; qual a LER diz pertencer<\/i>&rdquo;<sup>25<\/sup>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Apesar disso e ainda que seja repugnante, essa atitude n&atilde;o nos surpreende vindo de uma seita burocr&aacute;tica que, com gritos belicosos e alaridos infantis, termina sempre em posi&ccedil;&otilde;es oportunistas. Tal como escreveu Trotsky: &ldquo;<i>Para o sect&aacute;rio, todo aquele que trata de explicar-lhe que a participa&ccedil;&atilde;o ativa no movimento oper&aacute;rio exige o estudo permanente da situa&ccedil;&atilde;o objetiva em vez dos conselhos altaneiros pronunciados a partir da tribuna professoral sect&aacute;ria, &eacute; um inimigo. Em lugar de dedicar-se a analisar a realidade, o sect&aacute;rio dedica-se &agrave;s intrigas, rumores e histeria<\/i>&rdquo;<sup>26<\/sup>.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Nossa classe saber&aacute; julgar de forma implac&aacute;vel as posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, os m&eacute;todos e a moral desses charlat&atilde;es com pose de revolucion&aacute;rios.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<hr \/>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Notas:<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">1. No entanto, segundo dados publicados pelo <i>Datafolha<\/i>, 57% dos estudantes opina que, ap&oacute;s a presen&ccedil;a da pol&iacute;cia, a sensa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a &eacute; a mesma.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">2. Trotsky, Leon: Pr&oacute;logo &agrave; edi&ccedil;&atilde;o polonesa do <i>Esquerdismo, doen&ccedil;a infantil do comunismo<\/i>, de Lenin, escrito em outubro de 1932.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">3. Ventura, Leandro: <i>Grande ato e assembleia dos estudantes da USP: uma nota &ldquo;militar&rdquo; sobre as conquistas e novas contradi&ccedil;&otilde;es no movimento<\/i>, publicado no site da LER&ndash;QI.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">4. Idem.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">5. Trotsky, Leon: <i>Sectarismo, centrismo e a Quarta Internacional<\/i>, escrito em outubro de 1935.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">6. Idem.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">7. DCE: Diret&oacute;rio Central dos Estudantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">8. Ventura, Leandro: <i>Grande ato e assembleia dos estudantes da USP: uma nota &ldquo;militar&rdquo; <\/i>(&#8230;.)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">9. Idem.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">10. Viskov, Nat&aacute;lia: <i>Transformar o comando de greve com delegados mandatados e revog&aacute;veis no organismo mais democr&aacute;tico de dire&ccedil;&atilde;o da luta<\/i>, publicado no site da LER&ndash;QI.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">11. Ventura, Leandro e Lisboa, Val: <i>As lutas, assim como as guerras, s&atilde;o radicais quando os objetivos s&atilde;o radicais<\/i>, publicado no site da LER&ndash;QI.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">12. Idem.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">13. Trotsky, Leon: <i>Aprendam a pensar: Uma sugest&atilde;o amistosa a certos ultraesquerdistas<\/i>, escrito em maio de 1938.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">14. Lenin, V. I.: <i>Sobre a frase revolucion&aacute;ria<\/i>, publicado na compila&ccedil;&atilde;o denominada <i>A pol&iacute;tica exterior do Estado Sovi&eacute;tico<\/i>. Editorial Progresso, Moscou, 1979, p. 35.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">15. Ibidem, grifos no original.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">16. Lenin, V. I.: &nbsp;<i>Sobre o infantilismo &ldquo;esquerdista&rdquo; e o esp&iacute;rito pequeno-burgu&ecirc;s<\/i>, publicado na compila&ccedil;&atilde;o denominada <i>A pol&iacute;tica exterior do Estado Sovi&eacute;tico<\/i>. Editorial Progresso, Moscou, 1979, p. 80. Lenin refere-se ao cap&iacute;tulo XXV, <i>A retirada para o interior do pa&iacute;s<\/i>, da sexta parte da obra de Von Clausewitz <i>Da Guerra<\/i>, em que fala dos problemas da defesa.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">17. Ventura, Leandro: <i>As lutas, bem como as guerras <\/i>(&hellip;)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">18. Lenin, V. I.: <i>Sobre o do infantilismo &ldquo;esquerdista&rdquo; e o esp&iacute;rito pequeno-burgu&ecirc;s<\/i> (&#8230;)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">19. Trotsky, Leon: <i>Aprendam a pensar<\/i> (&hellip;)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">20. Ventura, Leandro: <i>Grande ato e assembleia dos estudantes da USP: uma nota &ldquo;militar&rdquo;<\/i> (&#8230;)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">21. <i>Fortalecer o comando de greve para expulsar a PM e revogar o conv&ecirc;nio! Lutemos pela retirada do processo aos 73 presos da USP!<\/i>, publicado no site da LER&ndash;QI.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">22. Ibidem.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">23. Por exemplo, a LER&ndash;QI nega-se a levantar uma sa&iacute;da alternativa ao problema da inseguran&ccedil;a no campus da USP, apesar de que 79% dos estudantes tenham declarado que t&ecirc;m medo de circular no pr&eacute;dio universit&aacute;rio &agrave; noite. A palavra de ordem &ldquo;Seguran&ccedil;a sim, PM n&atilde;o&rdquo;, seria, por parte do PSTU, &ldquo;ceder ao senso comum&rdquo; e &ldquo;naturalizar&rdquo; a presen&ccedil;a da PM como um &ldquo;mal necess&aacute;rio&rdquo;. Defendem isso sabendo que nosso projeto de seguran&ccedil;a alternativo parte do &ldquo;Fora PM&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">24. Gilga, Bruno: <i>Estudantes organizam massiva luta contra a pol&iacute;cia<\/i>, publicado no site da Fra&ccedil;&atilde;o Trotskista.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">25. Juventude do PSTU: <i>Onde o ultraesquerdismo se encontra com o stalinismo<\/i>, publicado no site do PSTU.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">26. Trotsky, Leon: <i>Sectarismo<\/i> (&hellip;)<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: Raquel Polla<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pol&ecirc;mica com a ultraesquerda stalinizada &nbsp; Na Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Brasil, estamos assistindo a acontecimentos t&atilde;o impactantes como repudi&aacute;veis, cujas repercuss&otilde;es n&atilde;o s&oacute; transcenderam os limites da universidade, como tamb&eacute;m adquiriram relev&acirc;ncia internacional.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":5748,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[121],"tags":[],"class_list":["post-1984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/pm_usp.jpg","categories_names":["Brasil"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}