{"id":197,"date":"2006-10-31T00:00:00","date_gmt":"2006-10-31T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2006\/10\/31\/o-veu-como-protesto-e-reafirmacao-da-identidade\/"},"modified":"2006-10-31T00:00:00","modified_gmt":"2006-10-31T00:00:00","slug":"o-veu-como-protesto-e-reafirmacao-da-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2006\/10\/31\/o-veu-como-protesto-e-reafirmacao-da-identidade\/","title":{"rendered":"O v\u00e9u como protesto e reafirma\u00e7\u00e3o da identidade"},"content":{"rendered":"<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O aumento do n\u00famero de mulheres que est\u00e3o usando o v\u00e9u isl\u00e2mico, o hijab, nos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos tem gerado controv\u00e9rsias no mundo inteiro, sobretudo entre as feministas e correntes de esquerda que lutam contra a opress\u00e3o das mulheres. Visto em geral como s\u00edmbolo de opress\u00e3o, o v\u00e9u vem sendo adotado em massa pelas mulheres mais pobres em todo o mundo \u00e1rabe, mesmo naqueles pa\u00edses onde seu uso n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio. E, com isso, adquirindo um novo sentido. Na Tun\u00edsia, por exemplo, o governo tem feito campanhas para proibir o uso do v\u00e9u, porque est\u00e1 percebendo que cobrir a cabe\u00e7a tem significado, para milh\u00f5es e milh\u00f5es de mulheres trabalhadoras e pobres, uma forma de protesto contra as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0 que est\u00e3o submetidas.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;&nbsp; <\/span><?xml:namespace prefix = o ns = \"urn:schemas-microsoft-com:office:office\" \/><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Grandes avan\u00e7os na legisla\u00e7\u00e3o<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Entre os pa\u00edses mu\u00e7ulmanos, a Tun\u00edsia sempre foi um dos mais avan\u00e7ados no que diz respeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o feminina. Desde 1956 vigora no pa\u00eds um c\u00f3digo que garante importantes direitos \u00e0 mulher: o direito de voto, o fim da poligamia (ela existia s\u00f3 para os homens) e a institui\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio legal. Foi fixada uma idade m\u00ednima para o casamento (antes as mulheres eram for\u00e7adas a se casar ainda crian\u00e7as), e passou a ser exigido o consentimento dos dois c\u00f4njuges para o casamento se consumar (antes, a palavra da mulher n\u00e3o tinha qualquer valor). Al\u00e9m disso, as mulheres passaram a ter amplo acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e a m\u00e9todos de planejamento familiar. Em 1963, no calor das grandes lutas feministas que sacudiram o mundo, elas conquistaram o aborto legal para mulheres com mais de cinco filhos e desde 1973 o aborto deixou de ser crime para todas as mulheres. Elas conquistaram tamb\u00e9m o direito de andar com a cabe\u00e7a descoberta, porque o uso do hijab foi liberado em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Todas essas conquistas, das quais as tunisianas sempre se orgulharam, e que as colocavam \u00e0 frente da maioria das mulheres do mundo, hoje est\u00e3o se perdendo. E n\u00e3o porque essas leis t\u00e3o avan\u00e7adas tenham desaparecido. Eles continuam existindo, mas apenas no papel. Na vida di\u00e1ria das mulheres, a realidade \u00e9 bem diferente.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Grandes retrocessos nas condi\u00e7\u00f5es materiais de vida<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O que ocorreu \u00e9 que nesses 50 anos essas grandes conquistas n\u00e3o conseguiram proteger as mulheres contra o vendaval explorador perpetrado pelo capitalismo e as grandes pot\u00eancias mundiais. Desemprego, baixos sal\u00e1rios, custo de vida insustent\u00e1vel, falta de acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, essenciais para a mulher trabalhadora e pobre, s\u00e3o algumas das mazelas do capitalismo que de fato tornaram letra morta grande parte das leis antes conquistadas.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Em algumas mulheres, essa situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria est\u00e1 provocando um retrocesso no seu n\u00edvel de consci\u00eancia, fazendo com que elas voltem a se apegar em valores j\u00e1 ultrapassados e a respeitar as tradi\u00e7\u00f5es mais retr\u00f3gradas. Conta a jornalista Florence Beaug\u00e9, do jornal <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">Le Monde<\/i> de T\u00fanis, que s\u00e3o cada vez mais freq\u00fcentes as noites de ora\u00e7\u00f5es, em que dez ou vinte pessoas se re\u00fanem em casas para rezar. Mas isso tem uma explica\u00e7\u00e3o concreta. A falta de emprego e de independ\u00eancia econ\u00f4mica tem lan\u00e7ado muitas mulheres nos bra\u00e7os dos homens; muitas delas voltam a depender do marido e, com isso, o casamento e a virgindade tamb\u00e9m voltam a ter import\u00e2ncia.<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span><o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Por outro lado, o uso do v\u00e9u, que vem aumentando a olhos vistos e hoje j\u00e1 \u00e9 adotado por uma em cada quatro mulheres em Tunis e tr\u00eas em cada quatro nas cidades mais distantes da capital, tem sido uma forma de reafirma\u00e7\u00e3o da identidade da mulher mu\u00e7ulmana, t\u00e3o atacada nos \u00faltimos anos, em todo o mundo \u00e1rabe, pelo capitalismo imperialista.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O uso do v\u00e9u pode ser visto como um sintoma de retorno ao passado, de atraso das mulheres, que voltam a cobrir a cabe\u00e7a em sinal de submiss\u00e3o. Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 <span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;<\/span>perfeitamente poss\u00edvel, j\u00e1 que os ataques \u00e0s condi\u00e7\u00f5es materiais de vida s\u00e3o bem concretos e jogam a consci\u00eancia da mulher para tr\u00e1s. Ela se sente incapaz de lutar, de fazer conquistas, de batalhar por um espa\u00e7o pr\u00f3prio na sociedade. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Mas o marxismo sabe que a sociedade \u00e9 um movimento contradit\u00f3rio, dial\u00e9tico. Ao mesmo tempo que cobrem a cabe\u00e7a em sinal de submiss\u00e3o, as mulheres tamb\u00e9m encontram nesse gesto uma forma de reafirmar aqueles valores de sua cultura que foram espezinhados e vilipendiados durante tantos anos pelo capital. Nesse sentido, voltar a cobrir a cabe\u00e7a pode significar um grito da mulher contra a aliena\u00e7\u00e3o, uma forma de recolocar sob seu controle tudo aquilo que a oprime e que foi se acumulando nesses 50 anos de explora\u00e7\u00e3o. <span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp;<\/span>No v\u00e9u h\u00e1 uma reafirma\u00e7\u00e3o da identidade \u00e1rabe que pode ser interpretada como a express\u00e3o de um sentimento antiimperialista. Tanto essa leitura \u00e9 poss\u00edvel que muitos governos burgueses, como a Fran\u00e7a e a pr\u00f3pria Tun\u00edsia, est\u00e3o tentando atacar esse direito das mulheres. Na Fran\u00e7a, pa\u00eds com tradi\u00e7\u00e3o de lutas feministas, o governo votou uma lei proibindo o uso do shador ou outro v\u00e9u isl\u00e2mico nas escolas. Era uma forma de quebrar o orgulho nacional \u00e1rabe, diluir os valores culturais mais arraigados, e que sobrevivem principalmente entre os imigrantes. Esse orgulho \u00e9 um dos ingredientes mais poderosos na luta antiimperialista, pela soberania de seus pa\u00edses, de suas riquezas, da cultura de um povo. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">E o grande perigo para as pot\u00eancias imperialistas n\u00e3o \u00e9 apenas a manifesta\u00e7\u00e3o do orgulho nacional, mas as raz\u00f5es que o justificam. As mulheres s\u00e3o concretas, elas querem liberdade e respeito a seus direitos, querem uma vida digna, querem ser ouvidas, mas precisam que tudo isso venha junto com emprego, sal\u00e1rio, acesso \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia. Porque sem essas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de vida, sua emancipa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao homem n\u00e3o est\u00e1 garantida. E vira puro discurso para dia de festa. \u00c9 justamente isso que os governos burgueses, coniventes com as pol\u00edticas neoliberais, v\u00eam suprimindo e tornando cada vez mais distante das mulheres trabalhadoras e pobres.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><b style=\"mso-bidi-font-weight: normal\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">L\u00eanin: \u00e9 preciso fazer a revolu\u00e7\u00e3o socialista<o:p><\/o:p><\/span><\/b><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">O fen\u00f4meno que se observa na Tun\u00edsia \u00e9 ilustrativo da situa\u00e7\u00e3o da mulher no mundo inteiro hoje. No calor dos protestos contra a Guerra do Vietn\u00e3, nos anos 60 e 70, n\u00f3s mulheres travamos grandes lutas em todos os pa\u00edses contra as in\u00fameras formas de opress\u00e3o e desigualdade que agravavam os patamares de explora\u00e7\u00e3o capitalista que atingiam o conjunto da classe trabalhadora mundial. Foram feitas grandes conquistas, quase todas<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Mas nenhum pa\u00eds capitalista, nem o mais democr\u00e1tico deles, conseguiu levar isso at\u00e9 fim, porque onde existe capitalismo, propriedade privada das f\u00e1bricas, das terras, dos bancos, e o poder do capital, a desigualdade entre homens e mulheres se mant\u00e9m.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Para assegurar a plena emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres, o fim de toda opress\u00e3o que a humilha, n\u00e3o bastam as leis. \u00c9 preciso que essas leis tenham lastro, estejam assentadas em uma sociedade onde haja pleno emprego para todos, plenas oportunidades para homens e mulheres desenvolverem seus talentos e realizarem seus desejos e seus sonhos. E isso \u00e9 imposs\u00edvel enquanto houver capitalismo e explora\u00e7\u00e3o de uma classe por outra.<o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Isso n\u00e3o \u00e9 nenhuma utopia. A revolu\u00e7\u00e3o russa demonstrou que \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel. Tanto que desde os primeiros meses de sua exist\u00eancia, o governo sovi\u00e9tico derrubou todas as leis que colocavam a mulher em uma situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia. Mas, como disse L\u00eanin, n\u00e3o bastam as leis e os decretos. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p class=MsoNormal style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia\">Para a plena emancipa\u00e7\u00e3o da mulher e para alcan\u00e7ar sua igualdade efetiva \u00e9 necess\u00e1ria uma economia coletiva, para que a mulher participe do trabalho produtivo comum. E isso s\u00f3 foi poss\u00edvel com a revolu\u00e7\u00e3o de outubro, a expropria\u00e7\u00e3o da propriedade privada e o poder dos trabalhadores, que deu in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do socialismo. S\u00f3 assim, mudando as bases econ\u00f4micas da sociedade, foi poss\u00edvel criar as condi\u00e7\u00f5es concretas para que a emancipa\u00e7\u00e3o definitiva da mulher viesse a ocorrer. <o:p><\/o:p><\/span><\/p>\n<p><span style=\"FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Georgia; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA\">O uso do v\u00e9u na Tun\u00edsia est\u00e1 demonstrando que uma legisla\u00e7\u00e3o feminina avan\u00e7ada \u00e9 importante, mas enquanto houver o poder do capital, nada poder\u00e1 assegurar a emancipa\u00e7\u00e3o definitiva da mulher. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento do n\u00famero de mulheres que est\u00e3o usando o v\u00e9u isl\u00e2mico, o hijab, nos pa\u00edses mu\u00e7ulmanos tem gerado controv\u00e9rsias no mundo inteiro, sobretudo entre as feministas e correntes de esquerda que lutam contra a opress\u00e3o das mulheres. 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