{"id":1938,"date":"2011-10-31T00:00:10","date_gmt":"2011-10-31T00:00:10","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/10\/31\/a-morte-de-kadafi-impulsiona-a-revolucao-arabe\/"},"modified":"2011-10-31T00:00:10","modified_gmt":"2011-10-31T00:00:10","slug":"a-morte-de-kadafi-impulsiona-a-revolucao-arabe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/10\/31\/a-morte-de-kadafi-impulsiona-a-revolucao-arabe\/","title":{"rendered":"A morte de Kadafi impulsiona a revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe"},"content":{"rendered":"\n<p>\n\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"150\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/morte_Gadafi2.jpeg\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \" vspace=\"4\" width=\"200\" \/><\/p>\n<p>\n\t<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">O golpe final na ditadura l&iacute;bia. Quem o diria oito meses atr&aacute;s. Sobre um sujo colch&atilde;o, estendido no meio do mercado de Misrata, jazia com a cabe&ccedil;a inclinada o corpo ensanguentado de Muamar Kadafi. O mesmo que se autodenominava &ldquo;o rei dos reis&rdquo;; nem mais nem menos. A seu lado estavam, tamb&eacute;m estendidos e sendo exibidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o que se amontoava para comprovar com seus pr&oacute;prios olhos que estavam todos bem mortos, Abu Baker Yunes Jaber, antigo chefe de seu ex&eacute;rcito; Mutasim, filho do tirano e odiado pela brutalidade com que cumpria suas tarefas repressivas durante o mandato de seu pai, al&eacute;m de outros 53 ex personagens do regime defenestrado.<\/span><\/p>\n<div>\n\t<!--more--><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; \">&Eacute; a for&ccedil;a das revolu&ccedil;&otilde;es.&nbsp; &Eacute; a for&ccedil;a transformadora e incontrol&aacute;vel de todo um povo que se une e luta, sem temor da morte, em benef&iacute;cio de sua liberdade e de melhorar suas condi&ccedil;&otilde;es materiais de vida. O que ocorre na L&iacute;bia, como parte do que sucede no mundo &aacute;rabe, se ajusta ao que Trotsky dizia ao definir as revolu&ccedil;&otilde;es: &ldquo; O tra&ccedil;o caracter&iacute;stico mais indiscut&iacute;vel das revolu&ccedil;&otilde;es &eacute; a interven&ccedil;&atilde;o direta das massas nos acontecimentos hist&oacute;ricos (&#8230;) nos momentos decisivos, quando a ordem estabelecida se faz insuport&aacute;vel para as massas, estas rompem as barreiras que as separam da arena pol&iacute;tica, derrubam seus representantes tradicionais e, com sua interven&ccedil;&atilde;o, criam um ponto de partida para o novo regime (&#8230;). A hist&oacute;ria das revolu&ccedil;&otilde;es &eacute; para n&oacute;s, por cima de tudo, a hist&oacute;ria da irrup&ccedil;&atilde;o violenta das massas no governo de seus pr&oacute;prios destinos&rdquo;.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">As massas justi&ccedil;aram Kadafi<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Foram as massas l&iacute;bias quem, em 15 de fevereiro, come&ccedil;aram sua hist&oacute;rica luta contra a feroz tirania que Kadafi encabe&ccedil;ou durante 42 anos. Organizados em mil&iacute;cias populares e com armas em m&atilde;os, os l&iacute;bios liquidaram definitivamente aquele regime sinistro e ao mesmo Kadafi. Se bem a OTAN bombardeou as posi&ccedil;&otilde;es de Kadafi (segundo eles sem saber que ele estava ali), como demonstram as imagens que correram o mundo depois da morte do tirando de Tr&iacute;poli, foi o povo, n&atilde;o a OTAN, o que finalmente acabou com a vida do outrora todo-poderoso da L&iacute;bia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Como se deu em outros processos revolucion&aacute;rios na Hist&oacute;ria, o povo desatou sua f&uacute;ria e &oacute;dio leg&iacute;timos contra seus opressores. Para aqueles que afirmam que Kadafi morreu como um her&oacute;i ou um m&aacute;rtir, &eacute; preciso assinalar que o extinto tirano, na verdade, estava tratando de fugir com seus esbirros e grandes quantidades de ouro em um comboio de 11 ve&iacute;culos militares que atravessava a cidade de Sirte, que h&aacute; semanas era cen&aacute;rio de dur&iacute;ssimos enfrentamentos entre sua guarda pretoriana e os rebeldes l&iacute;bios. Depois do bombardeio a&eacute;reo ao comboio, Kadafi ainda estava vivo e foi, desesperado e armado com uma pistola de ouro, esconder-se num bueiro sujo. Ironia da hist&oacute;ria. O mesmo que h&aacute; oito meses amea&ccedil;ava ca&ccedil;ar os rebeldes como &ldquo;ratos&rdquo;, passava seus &uacute;ltimos momentos como um deles. Logo, o descobriram. Os rebeldes, em sua maioria de Misrata &ndash; uma das cidades mais castigadas por seu regime e pela repress&atilde;o policial &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia &ndash; o descobriram e o lincharam ante suas s&uacute;plicas e seus gritos &ndash; que cinismo! &ndash; de: &ldquo;o que os fiz?&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Estes s&atilde;o os fatos e as imagens o demonstram. V&atilde;s e falsas declara&ccedil;&otilde;es do primeiro ministro do Conselho Nacional de Transi&ccedil;&atilde;o (CNT), Mahmud Yibril, que assegurou categoricamente que Kadafi morreu por causa de uma &ldquo;bala perdida&rdquo; de algum de seus homens. &Eacute; categ&oacute;rico que este n&atilde;o era o final que o imperialismo e a CNT queriam para o ex-ditador, para quem reservavam um julgamento internacional que deixaria sua sorte nas m&atilde;os do imperialismo. Com justa raz&atilde;o, os rebeldes n&atilde;o estiveram dispostos a esperar e confiar num processo semelhante. O fato de que as massas ajustem contas com o ditador com suas pr&oacute;prias m&atilde;os n&atilde;o &eacute;, para o imperialismo, um bom exemplo para os l&iacute;bios e para o resto dos pa&iacute;ses &aacute;rabes.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ante os alaridos da ONU ou daqueles organismos imperialistas que dizem defender os direitos humanos &ndash; muitas vezes &ldquo;limpando&rdquo; ditadores e genocidas &ndash; &eacute; preciso dizer que as revolu&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m seus pr&oacute;prios c&oacute;digos morais. O povo, expressando sua leg&iacute;tima bronca por d&eacute;cadas de opress&atilde;o e atrocidades espantosas, quando a justi&ccedil;a a seus carrascos est&aacute;, na verdade, realizando um imenso ato de justi&ccedil;a. A justi&ccedil;a das revolu&ccedil;&otilde;es populares n&atilde;o &eacute; a da ONU, nem tem a hipocrisia dos tribunais de Haia ou de qualquer outra inst&acirc;ncia burguesa. Suas a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o legitimadas pela justeza de sua causa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O povo l&iacute;bio se sente vitorioso<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">&Eacute; por isso que o povo est&aacute; feliz. Sente o fim do regime e a morte de Kadafi como sua vit&oacute;ria. &Eacute; quase imposs&iacute;vel encontrar uma s&oacute; pessoa que prefira um julgamento para o ditador. Um estudante l&iacute;bio, de 26 anos, comenta ao jornal El Pais: &ldquo;N&atilde;o havia outra op&ccedil;&atilde;o. Melhor a morte que o julgamento, porque um processo daria esperan&ccedil;as a seus partid&aacute;rios de que todavia poderiam recuperar o poder&rdquo;. Ismail Abdula Shanab, combatente do campo rebelde, conta sua fa&ccedil;anha orgulhoso e sorridente: &ldquo;eu estava no grupo que encontrou o general Yunes Jaber em Sirte. Me meti na tubula&ccedil;&atilde;o onde se escondia e disparei. Creio que lhe matei&rdquo;. Hakim al Misrati, enfermeiro de 44 anos, sentenciou referindo-se a Kadafi: &ldquo;pergunte a quem quiser. Todos quer&iacute;amos que o matassem&rdquo;. No mesmo sentido, Ashraf, tamb&eacute;m de origem l&iacute;bia, disse: &ldquo;Prefiro que o tenham matado. O mundo &eacute; muito melhor sem Kadafi. &Eacute; um crimonoso, e se fosse julgado poderia seguir criando problemas na L&iacute;bia. Creio que a imensa maioria dos l&iacute;bios pensa como eu&rdquo;. Outro miliciano, Abdelaziz, em tom mais taxativo, disse &agrave; mesma fonte enquanto passava pelo improvisado necrot&eacute;rio: &ldquo;teria que tirar-lhe as v&iacute;sceras e voltar-lhe a costurar para poder seguir expondo-o ao povo&rdquo;. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A morte de Kadafi foi festejada tamb&eacute;m pelos povos dos demais pa&iacute;ses &aacute;rabes. Em mobiliza&ccedil;&otilde;es realizadas na S&iacute;ria ou I&ecirc;men j&aacute; se escuta que,depois de Kadafi, lhe seguem Assad e Saleh. Um militante eg&iacute;pcio, por seu lado, expressou certa &ldquo;inveja&rdquo; pelo processo l&iacute;bio: &ldquo;Gostaria que tivessem feito o mesmo ao presidente Hosni Mubarak&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O &oacute;dio &eacute; leg&iacute;timo. &Eacute; leg&iacute;timo num pa&iacute;s esfomeado e oprimido por uma ditadura feroz no qual as m&atilde;es eram obrigadas a presenciar o enforcamento p&uacute;blico e televisado de seus filhos; onde nas casas ningu&eacute;m se atrevia a falar de Kadafi por medo que as crian&ccedil;as repetissem alguma frase escutada; onde as pris&otilde;es se davam por criticar ao m&iacute;nimo; onde n&atilde;o existia nenhum direito ou liberdade de express&atilde;o ou de organiza&ccedil;&atilde;o sindical e muito menos pol&iacute;tica. As massas aplicam sua pr&oacute;pria justi&ccedil;a que, geralmente, resulta num m&iacute;nimo ressarcimento de todos os crimes e humilha&ccedil;&otilde;es que podem chegar a suportar durante d&eacute;cadas ou at&eacute; mesmo s&eacute;culos. Por exemplo, &eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o remeter este caso ao final do ditador Mussolini, que tamb&eacute;m foi justi&ccedil;ado pela resist&ecirc;ncia armada dos guerrilheiros e cujo cad&aacute;ver ficou exposto em Mil&atilde;o de cabe&ccedil;a, para maior esc&aacute;rnio p&uacute;blico. Poucos dias antes, as bandas fascistas haviam feito o mesmo com 15 lutadores antifascistas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A morte de Kadafi &eacute; o &uacute;ltimo ato da queda de um regime de terror e pr&oacute;-imperialista. &Eacute; um fato importante, mas n&atilde;o qualitativo, desde o momento em que seu regime, erguido sobre as for&ccedil;as armadas kadafistas, j&aacute; tinha sido demolido em agosto com a entrada dos rebeldes em Tr&iacute;poli.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Ch&aacute;vez continua apoiando aos ditadores<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas Ch&aacute;vez, o presidente da Venezuela, n&atilde;o aprendeu nada com todo o processo revolucion&aacute;rio no mundo &aacute;rabe e l&iacute;bio em particular. Desde o in&iacute;cio colocou, junto a Castro, contra estas revolu&ccedil;&otilde;es e ao lado de ditadores sanguin&aacute;rios como Assad ou Kadafi. Com a morte deste &uacute;ltimo, Ch&aacute;vez demonstrou que mant&eacute;m esta posi&ccedil;&atilde;o. De Miraflores disse: &ldquo;recordaremos Kadafi durante toda a vida como um grande lutador, um revolucion&aacute;rio e um m&aacute;rtir&rdquo;, ao mesmo tempo em que denunciou seu &ldquo;assassinato&rdquo; como um &ldquo;desrespeito &agrave; vida&rdquo; de um amigo que resistia a uma &ldquo;agress&atilde;o imperialista&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Estas palavras, depois de conhecer os obscuros nexos que Kadafi tinha com a CIA e o MI6 brit&acirc;nico baseado no interc&acirc;mbio e a tortura de prisioneiros com Bush e Blair, no marco da reacion&aacute;ria &ldquo;luta contra o terror&rdquo;, e toda a submiss&atilde;o ao imperialismo h&aacute; mais de uma d&eacute;cada, servem para demonstrar, mais uma vez, o verdadeiro rosto do castro-chavismo. O conto de que Kadafi era um lutador anti-imperialista a estas alturas &eacute; absurdo, ou ser&aacute; que o imperialismo vai confiar seus operativos e informa&ccedil;&otilde;es secretas a um inimigo? A quest&atilde;o &eacute; outra. A quest&atilde;o &eacute; que o castro-chavismo se mant&eacute;m ao lado dos ditadores contra os povos. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia continua<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A revolu&ccedil;&atilde;o &aacute;rabe entra num novo momento. O processo est&aacute; em curso, em meio a uma tremenda vit&oacute;ria democr&aacute;tica do povo l&iacute;bio e da contradi&ccedil;&atilde;o que representou &ndash; e representa- a interven&ccedil;&atilde;o da OTAN e da exist&ecirc;ncia da CNT &agrave; frente do proto-governo p&oacute;s Kadafi.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O imperialismo, atrav&eacute;s da CNT, se joga para conter e finalmente derrotar a revolu&ccedil;&atilde;o. Mas, para conseguir isso, deve encarar o enorme problema de desarmar as massas que se sentem, com toda raz&atilde;o, vitoriosas. A imprensa internacional, n&atilde;o sem preocupa&ccedil;&atilde;o, destaca: &ldquo;na L&iacute;bia, em cada casa h&aacute; uma arma.&rdquo; O povo conhece o poder de estar armado. Se deixar&atilde;o desarmar t&atilde;o facilmente?<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">N&oacute;s da LIT vemos que se abre um per&iacute;odo prolongado de enfrentamento entre o imperialismo e seus agentes e as massas vitoriosas. Sem Kadafi, agora as contradi&ccedil;&otilde;es aumentam e o mais prov&aacute;vel &eacute; que assistamos a choques diretos entre os planos da CNT e as aspira&ccedil;&otilde;es populares.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Apostamos que o processo avance no sentido de questionar os planos imperialistas e ao pr&oacute;prio governo provis&oacute;rio da CNT, encarando a batalha por um governo da classe trabalhadora e o povo l&iacute;bio, apoiado nas mil&iacute;cias armadas. S&oacute; um governo das e para as massas poder&aacute; garantir uma Assembleia Nacional Constituinte que refunde o pa&iacute;s sobre novas bases. &Eacute; urgente anular todos os contratos de Kadafi, que a CNT quer manter com as grandes empresas dos pa&iacute;ses imperialistas; nacionalizar o petr&oacute;leo e castigar os respons&aacute;veis por todos os crimes contra a humanidade da era Kadafi. Mas, para tudo isso, &eacute; imprescind&iacute;vel construir e desenvolver uma dire&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria que levante estas bandeiras na perspectiva de uma Federa&ccedil;&atilde;o de Rep&uacute;blicas Socialistas &Aacute;rabes.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A morte de Kadafi, que fecha o pano de um regime obscuro e entreguista, pode ser um impulso ao processo revolucion&aacute;rio &aacute;rabe de conjunto, do qual a revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia &eacute; parte. Nessa dire&ccedil;&atilde;o devem ir os revolucion&aacute;rios.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Tradu&ccedil;&atilde;o: Tha&iacute;s Moreira. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin-bottom: 0.0001pt; \">\n\t\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t\t<\/span><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O golpe final na ditadura l&iacute;bia. Quem o diria oito meses atr&aacute;s. 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