{"id":1897,"date":"2011-10-07T22:13:02","date_gmt":"2011-10-07T22:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/10\/07\/nossa-imprensa\/"},"modified":"2011-10-07T22:13:02","modified_gmt":"2011-10-07T22:13:02","slug":"nossa-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/10\/07\/nossa-imprensa\/","title":{"rendered":"Nossa imprensa"},"content":{"rendered":"\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"275\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/independencia_operaria_opt.jpg\" vspace=\"3\" width=\"200\" \/>Embora complete 15 anos, o jornal <i>Opini&atilde;o<\/i> <i>Socialista<\/i> &eacute; herdeiro de uma tradi&ccedil;&atilde;o de mais de 30 anos de imprensa revolucion&aacute;ria no pa&iacute;s.<\/b><\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O jornal chega onde os militantes muitas vezes n&atilde;o conseguem chegar, e com ele chegam as propostas e an&aacute;lises do partido. Por isso, sempre demos muita import&acirc;ncia ao jornal. O primeiro jornal lan&ccedil;ado por nossa corrente foi o <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i>, com seu primeiro n&uacute;mero editado em 1974, na Argentina. Significou o ponto de partida para a constru&ccedil;&atilde;o, no Brasil, da corrente que deu origem &agrave; Converg&ecirc;ncia Socialista. Foi publicado at&eacute; o come&ccedil;o de 1978 pela Liga Oper&aacute;ria, impresso em mime&oacute;grafo, em papel sulfite.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em 1978, o jornal se unificou com o <i>Versus<\/i> e at&eacute; mar&ccedil;o de 1979 trouxe na capa os dois nomes: <i>Versus-Converg&ecirc;ncia Socialista.<\/i> A partir de mar&ccedil;o de 1979, passou a se chamar somente <i>Converg&ecirc;ncia Socialista (CS)<\/i>. Em agosto de 1982, a CS adota o nome de <i>Alicerce<\/i>, que tamb&eacute;m passa a ser o t&iacute;tulo do jornal e, a partir de maio de 1984, volta a se chamar <i>Converg&ecirc;ncia Socialista<\/i>. Com o surgimento do PSTU em 1994, o jornal continua o mesmo, mas adota primeiro o nome de <i>Jornal do PSTU<\/i> e, depois, <b><i>Opini&atilde;o Socialista<\/i>.<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Os nomes dos jornais foram mudando, de acordo com o nome que nosso partido foi adotando em cada momento pol&iacute;tico. Mas seu conte&uacute;do e a seriedade com que era feito sempre permaneceram. Por isso, podemos nos orgulhar de ser uma das &uacute;nicas correntes de esquerda no Brasil a manter por mais de 30 anos uma imprensa regular e acess&iacute;vel ao conjunto dos trabalhadores e estudantes.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i>: quatro anos de lutas!<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em fevereiro de 1974, nasceu o <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i>, jornal da Liga Oper&aacute;ria. Escrito nas velhas e boas m&aacute;quinas de escrever, era impresso em papel sulfite, tinha em geral entre 6 a 8 p&aacute;ginas, sa&iacute;a quando dava, e era impresso em mime&oacute;grafo. Os dois primeiros n&uacute;meros do <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i> foram impressos no exterior. Tinham uma apresenta&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica muito boa, mas seu conte&uacute;do era bastante geral, reflexo de seu afastamento da luta de classes. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Mas nem por isso tinham uma vis&atilde;o incorreta da realidade. Em seu segundo n&uacute;mero, de mar&ccedil;o de 1974, j&aacute; trazia um chamado aos &ldquo;<i>trabalhadores, estudantes e todos os que est&atilde;o contra a ditadura a lutar pela recupera&ccedil;&atilde;o das liberdades democr&aacute;ticas<\/i>&rdquo; e pela defesa do n&iacute;vel de vida dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Somente seis meses depois surgiu a terceira edi&ccedil;&atilde;o do jornal, com algumas modifica&ccedil;&otilde;es. Passou a ser totalmente feito no Brasil e, por n&atilde;o contar com uma grande infraestrutura, em mime&oacute;grafo a &aacute;lcool. Mas, por outro lado, mostrou que a partir daquele momento (outubro de 1974) come&ccedil;ava a se integrar na luta de classes.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O ano de 1975 se inicia com um violento ataque da ditadura. V&aacute;rios militantes do Partido Comunista foram atingidos pela repress&atilde;o. O <i>Independ&ecirc;ncia Oper&aacute;ria<\/i>, que sempre se manifestou em defesa de todos os companheiros atacados pela ditadura, lan&ccedil;ou um n&uacute;mero especial, e um manifesto p&uacute;blico, defendendo a liberta&ccedil;&atilde;o imediata de todos os presos. <\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><i><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"315\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/CS_opt.jpg\" vspace=\"3\" width=\"200\" \/>Converg&ecirc;ncia Socialista<\/i> presente na luta de classes<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A partir de mar&ccedil;o de 1979, come&ccedil;amos a publicar o <i>Converg&ecirc;ncia Socialista (CS)<\/i>, um tabloide com oito p&aacute;ginas em papel jornal. O n&uacute;mero zero traz um artigo intitulado &ldquo;Estamos aprendendo tudo de uma vez s&oacute;&rdquo;, de Arnaldo Schreiner e Romildo Raposo Fernandes, com a cobertura da greve dos metal&uacute;rgicos em S&atilde;o Bernardo, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos e Jundia&iacute;. O n&uacute;mero 1 sai na primeira quinzena de julho de 1979, com not&iacute;cias sobre as atividades do Movimento Negro Unificado Contra a Discrimina&ccedil;&atilde;o Racial, e o n&uacute;mero 2, na segunda quinzena de julho de 1979, com a mat&eacute;ria central sobre a Revolu&ccedil;&atilde;o na Nicar&aacute;gua, com o t&iacute;tulo &ldquo;Todo Poder aos Sandinistas&rdquo;. O n&uacute;mero 3, publicado na primeira quinzena de agosto do mesmo ano, traz no editorial uma mat&eacute;ria sobre o processo de constru&ccedil;&atilde;o do Partido dos Trabalhadores.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em junho de 1980, o jornal lan&ccedil;a uma &ldquo;Campanha Nacional pela devolu&ccedil;&atilde;o do Sindicato do ABC&rdquo;. Seria &ldquo;<i>parte da luta pela independ&ecirc;ncia dos sindicatos em rela&ccedil;&atilde;o ao Estado, para que n&atilde;o haja mais interven&ccedil;&otilde;es e interfer&ecirc;ncias do governo dos patr&otilde;es sobre os sindicatos dos trabalhadores<\/i>&rdquo;. O jornal fala tamb&eacute;m sobre o 1<sup>&ordm;<\/sup> Encontro Nacional do PT e faz a defesa de que o &ldquo;<i>PT &eacute; um partido classista, sem patr&otilde;es<\/i>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Na primeira quinzena de julho, o jornal faz uma an&aacute;lise sobre os rumos da luta de classes, mostrando que o Brasil vive um ascenso de massas mais claro a partir de 1977, em princ&iacute;pio estudantil, depois de setores do proletariado e de classe m&eacute;dia. Na edi&ccedil;&atilde;o seguinte, continua a an&aacute;lise sobre os rumos da luta de classes, mostrando agora o papel dos socialistas. A luta pelo socialismo, que come&ccedil;a &ldquo;<i>quando adotamos como centro de nossa pol&iacute;tica a bandeira de um governo dos trabalhadores. Por&eacute;m, o principal inimigo &eacute; o governo Figueiredo<\/i>&rdquo;. Exigem: ren&uacute;ncia imediata, elei&ccedil;&otilde;es livre e diretas j&aacute;. &ldquo;&#8230; <i>queremos uma Assembleia Constituinte democr&aacute;tica e soberana que reorganize e reestruture o pa&iacute;s baseado na vontade da maioria trabalhadora da popula&ccedil;&atilde;o<\/i>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O <i>CS<\/i> n&deg; 20, lan&ccedil;ado na primeira quinzena de setembro de 1980, traz uma reportagem sobre o ato realizado em S&atilde;o Paulo em homenagem a Trotsky no dia 29 de agosto. O ato contou com a presen&ccedil;a de representantes da OSI (Organiza&ccedil;&atilde;o Socialista Internacionalista) e da CS, al&eacute;m de hist&oacute;ricos trotskistas brasileiros como Herm&iacute;nio Sachetta, F&uacute;lvio Abramo, Jos&eacute; Maria Crispim, Maur&iacute;cio Tragtenberg. No Rio de Janeiro, tamb&eacute;m foi realizado um ato em homenagem a Trotsky, com a presen&ccedil;a de M&aacute;rio Pedrosa e Edmundo Moniz, Elizabeth Huggins, respons&aacute;vel pela primeira tradu&ccedil;&atilde;o de &ldquo;A Revolu&ccedil;&atilde;o Russa&rdquo; no Brasil, e os militantes da LCI (Liga Comunista Internacionalista, primeira organiza&ccedil;&atilde;o trotskista no Brasil) Norma Muniz, Barreto Leite e Cursino Raposo. &nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><i>Alicerce<\/i><\/b><b> e as Diretas j&aacute;! <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O <i>Alicerce<\/i> n&deg; 31 (novembro de 1983) traz na capa: &ldquo;<i>Aqui, como na Argentina, elei&ccedil;&otilde;es diretas para presidente<\/i>&rdquo;<i>.<\/i> A campanha ser&aacute; mantida nos n&uacute;meros seguintes do jornal. O <i>Alicerce<\/i> n&deg; 37 (dezembro de 1983) anuncia a realiza&ccedil;&atilde;o de um Congresso de unifica&ccedil;&atilde;o entre a Converg&ecirc;ncia Socialista e o Alicerce numa &uacute;nica organiza&ccedil;&atilde;o: Alicerce da Juventude Socialista. &ldquo;<i>Nos unimos pela necessidade de construir um partido socialista e revolucion&aacute;rio, parte do combate pela constru&ccedil;&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria dos trabalhadores do mundo inteiro: a IV Internacional<\/i>&rdquo;. Na edi&ccedil;&atilde;o n&deg; 49 (abril de 1984), o jornal publica a Resolu&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica do VIII Congresso da CS. A resolu&ccedil;&atilde;o aponta que a estrat&eacute;gia para derrubar a ditadura &eacute; a greve geral pelas diretas e contra a fome. Unificar a campanha das diretas com mobiliza&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas, as campanhas salariais, e associ&aacute;-la ao boicote ao col&eacute;gio eleitoral. Dois eixos de propaganda: n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa e Lula para presidente, associados &agrave; palavra de ordem &ldquo;<i>por um governo dos <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"right\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"143\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ato_alicerce_opt.jpg\" vspace=\"3\" width=\"200\" \/>trabalhadores<\/i>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Sobre a retomada da Converg&ecirc;ncia Socialista, o jornal lembra que em 1983 ocorreu a fus&atilde;o, entretanto: &ldquo;<i>Quando o ascenso dos trabalhadores se coloca no centro da situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, o retorno da Converg&ecirc;ncia Socialista se faz necess&aacute;rio. N&atilde;o somente uma organiza&ccedil;&atilde;o para a juventude, mas a organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica vinculada &agrave;s tradi&ccedil;&otilde;es da classe oper&aacute;ria, uma ala socialista da CUT e do PT &ndash; enfim, a Converg&ecirc;ncia Socialista<\/i>&rdquo;. A partir da&iacute;, o jornal volta a se chamar <i>Converg&ecirc;ncia Socialista<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O <i>CS<\/i> n&deg; 8 (julho de 1984) publica as Teses sobre a situa&ccedil;&atilde;o nacional: &ldquo;<i>vivemos hoje a maior onda de lutas revolucion&aacute;rias de toda a nossa hist&oacute;ria<\/i>&rdquo;. Seriam lutas revolucion&aacute;rias porque: 1) decretam a agonia do regime militar e poderiam t&ecirc;-lo derrubado se n&atilde;o fosse a trai&ccedil;&atilde;o das oposi&ccedil;&otilde;es burguesas; 2) contra a fome, lan&ccedil;am os primeiros golpes contra os patr&otilde;es com ocupa&ccedil;&otilde;es de f&aacute;bricas que se estendem por todos os lados; 3) come&ccedil;am a desmantelar a estrutura sindical. &ldquo;<i>Essa revolu&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou com os gigantescos atos pelas diretas de antes de 25 de abril e segue agora com a onda grevista. O seu primeiro choque se d&aacute; contra o regime militar ditatorial, assumindo um car&aacute;ter imediato de revolu&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, para, em seguida, avan&ccedil;ar dentro do processo de revolu&ccedil;&atilde;o socialista, para a derrubada da burguesia (&#8230;). Na verdade, o processo brasileiro faz parte da mesma onda revolucion&aacute;ria que derrubou as ditaduras boliviana e argentina e que hoje golpeia as ditaduras no Chile, no Uruguai e at&eacute; mesmo no Paraguai<\/i>&rdquo;. &ldquo;<i>As mobiliza&ccedil;&otilde;es salariais que come&ccedil;aram em meio &agrave; campanha das diretas continuam generalizando os m&eacute;todos mais revolucion&aacute;rios de luta. Assim, os boias-frias incendeiam os canaviais, fazem piquetes armados e pequenos levantes; os oper&aacute;rios tornam comum o m&eacute;todo das ocupa&ccedil;&otilde;es de f&aacute;bricas<\/i>&rdquo;. &ldquo;<i>Frente &agrave; crise existente, &eacute; necess&aacute;rio ainda levantar a bandeira de um Governo dos Trabalhadores como alternativa de rompimento com os patr&otilde;es e seus partidos<\/i>&rdquo;. Por fim, sistematiza: &ldquo;<i>Governo do PT, da CUT e da Conclat. N&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa. Assembleia Constituinte livre e soberana, j&aacute;!<\/i>&rdquo;<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O <i>CS<\/i> n&deg; 30 (mar&ccedil;o de 1985) fala sobre o IX Congresso da Converg&ecirc;ncia Socialista, o primeiro a ocorrer depois da queda da ditadura militar, e apresenta trechos das Teses sobre a situa&ccedil;&atilde;o nacional. Mostra que o novo governo tentar&aacute; frear as lutas, as mobiliza&ccedil;&otilde;es e as greves salariais. Estava em aberto a quest&atilde;o se a burguesia conseguiria deter as lutas. Come&ccedil;ava um processo de expectativa dos trabalhadores em rela&ccedil;&atilde;o ao governo Tancredo Neves, que, no entanto, seria d&eacute;bil ao assumir.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">O <i>CS<\/i> n&deg; 49 (julho\/agosto de 1985) traz uma mat&eacute;ria informando que Nahuel Moreno, expulso pela ditadura, volta ao Brasil. O decreto de expuls&atilde;o &eacute; revogado por Sarney, no Di&aacute;rio Oficial do dia 9 de julho.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">A partir do n&uacute;mero 77 (mar&ccedil;o de 1986), o <i>CS<\/i> sai com um subt&iacute;tulo: &ldquo;<i>Um jornal oper&aacute;rio e socialista a servi&ccedil;o da CUT e do PT<\/i>&rdquo;. O <i>CS<\/i> n&deg; 83 (maio de 1986) inicia uma s&eacute;rie de artigos sobre o tema Constituinte, discuss&atilde;o que tomava conta do pa&iacute;s. &ldquo;<i>A Constitui&ccedil;&atilde;o que queremos: capitalista ou socialista? N&atilde;o existe meio termo<\/i>&rdquo; era o t&iacute;tulo da primeira mat&eacute;ria sobre o tema. &ldquo;<i>Atrav&eacute;s da Constitui&ccedil;&atilde;o poderemos conquistar uma tribuna privilegiada para divulgar a todos os trabalhadores as ideias do socialismo. Isto significa atacar claramente a propriedade privada dos meios de produ&ccedil;&atilde;o propondo a estatiza&ccedil;&atilde;o das grandes ind&uacute;strias nacionais e estrangeiras, do sistema financeiro e o monop&oacute;lio do com&eacute;rcio exterior. Significa, ainda, propor medidas que transformem completamente as For&ccedil;as Armadas, colocando-as a servi&ccedil;o do poder oper&aacute;rio (&#8230;). Em nosso programa dever&atilde;o estar presentes tamb&eacute;m as principais tarefas democr&aacute;ticas que existem hoje no pa&iacute;s &agrave;s quais a burguesia n&atilde;o pode responder: a reforma agr&aacute;ria radical e a conquista da soberania nacional atrav&eacute;s do rompimento da submiss&atilde;o ao imperialismo com o n&atilde;o pagamento da d&iacute;vida externa<\/i>&rdquo;.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><b><i>Opini&atilde;o Socialista<\/i><\/b><b>: cada vez melhor! <\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Em junho de 1996 nascia o <b><i>Opini&atilde;o Socialista<\/i><\/b>, o novo jornal do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Durante dois anos, desde a funda&ccedil;&atilde;o do partido, o <i>Jornal do PSTU<\/i> ocupara o honroso posto de um dos mais regulares &oacute;rg&atilde;os de imprensa da esquerda brasileira e fora fundamental para a consolida&ccedil;&atilde;o desse novo partido e do seu projeto de defesa intransigente das reivindica&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores diante da ofensiva neoliberal e de defesa do socialismo. Mas a hist&oacute;ria do <i>Opini&atilde;o<\/i> n&atilde;o come&ccedil;a em 1996. Pode-se dizer que o jornal &eacute; herdeiro de uma longa tradi&ccedil;&atilde;o da imprensa revolucion&aacute;ria no pa&iacute;s. Algo que muito nos orgulha. <\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">* primeiro editor do jornal <i>Converg&ecirc;ncia Socialista<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\"><i>&nbsp;<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px;\"><span style=\"font-family: georgia,serif;\">Fonte: <i>Opini&atilde;o Socialista<\/i> n&ordm; 425, de 08 a 29 de junho de 2011.<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"left\">\n\t<i>&nbsp;<\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora complete 15 anos, o jornal Opini&atilde;o Socialista &eacute; herdeiro de uma tradi&ccedil;&atilde;o de mais de 30 anos de imprensa revolucion&aacute;ria no pa&iacute;s.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":5552,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[8074],"class_list":["post-1897","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","tag-massacre-de-bogota"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/independencia_operaria_opt.jpg","categories_names":["Uncategorized"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1897"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1897\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5552"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}