{"id":1789,"date":"2011-08-10T16:57:32","date_gmt":"2011-08-10T16:57:32","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/08\/10\/abaixo-o-pacto-do-euro\/"},"modified":"2011-08-10T16:57:32","modified_gmt":"2011-08-10T16:57:32","slug":"abaixo-o-pacto-do-euro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/08\/10\/abaixo-o-pacto-do-euro\/","title":{"rendered":"Abaixo o Pacto do Euro"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"133\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/pacto del euro1.jpg\" vspace=\"3\" width=\"200\" \/>A greve geral que sacudiu o governo de George Papandreou na Gr&eacute;cia e a jornada de grandes mobiliza&ccedil;&otilde;es de 19 de junho na Espanha t&ecirc;m duas coisas fundamentais em comum: ambas enfrentaram medidas aplicadas pelos governos seguindo as ordens do chamado &quot;Pacto do Euro&quot; e expressam a decis&atilde;o de setores cada vez mais maci&ccedil;os da popula&ccedil;&atilde;o, com crescente participa&ccedil;&atilde;o da classe oper&aacute;ria, de exigir que a crise seja paga pelos banqueiros e empres&aacute;rios que a provocaram. <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No passado 11 de mar&ccedil;o os dezessete chefes de Estado da zona euro aprovaram, numa reuni&atilde;o ou Conselho Extraordin&aacute;rio, um Pacto para fazer frente &agrave; grave crise por endividamento p&uacute;blico dos pa&iacute;ses. O Pacto foi ratificado em 19 de abril pela Comiss&atilde;o de Economia e Assuntos Monet&aacute;rios do Parlamento Europeu e dever&aacute; ser aprovado definitivamente por esse corpo legislativo regional a 27 de Junho.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>As medidas a aplicar s&atilde;o principalmente a redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios e sua subordina&ccedil;&atilde;o &agrave; produtividade, a diminui&ccedil;&atilde;o de aposentadorias e o corte de todos os benef&iacute;cios sociais e or&ccedil;amentos educativos e de sa&uacute;de, assim como a privatiza&ccedil;&atilde;o generalizada de empresas p&uacute;blicas.<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Este Pacto tem tr&ecirc;s antecedentes chaves. Os pa&iacute;ses da zona Euro acordaram avan&ccedil;ar em medidas deste tipo em outubro de 2008, ap&oacute;s a queda do banco norte- americano Lehman Brothers, que foi um dos pontos mais graves da crise mundial. Voltaram a ratificar esta proposta em maio de 2010, como consequ&ecirc;ncia do estalar da crise da d&iacute;vida grega. E em fevereiro deste ano a Alemanha exigiu uma nova ratifica&ccedil;&atilde;o desse acordo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Em particular, em fevereiro a Alemanha exigiu medidas para assegurar que tanto a Gr&eacute;cia como os outros pa&iacute;ses mais afetados pela crise (Portugal, Irlanda e Espanha) cumpram os pagamentos sobre suas d&iacute;vidas externas. Deve ter-se em conta que os bancos alem&atilde;es s&atilde;o os que mais b&ocirc;nus t&ecirc;m das d&iacute;vidas desses pa&iacute;ses. E muitos desses bancos quebrariam se qualquer pa&iacute;s ficasse incapacitado de pagar ou decidisse deixar de reconhecer ou baixar o valor das suas d&iacute;vidas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Por isso a oferta alem&atilde; &#8211; aprovada no essencial na reuni&atilde;o&nbsp;de 11 de mar&ccedil;o &#8211; prop&otilde;e aos pa&iacute;ses em crise fazer empr&eacute;stimos para refinanciarem suas d&iacute;vidas, em troca de que os seus governos apliquem dr&aacute;sticos planos de ajuste, como aqueles que enfrentam os trabalhadores e os povos da Gr&eacute;cia, Espanha e de todo o continente.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>O papel da Alemanha<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Os bancos e empresas alem&atilde;es s&atilde;o dominantes na economia europeia. Isto se traduz, por exemplo, em que, quando se outorgam esses empr&eacute;stimos, com terr&iacute;veis condi&ccedil;&otilde;es para pagar as d&iacute;vidas externas, a Espanha, Portugal ou Irlanda, essas dezenas de bilh&otilde;es de euros acabam indo principalmente para os bancos alem&atilde;es, que t&ecirc;m a maior parte dos b&ocirc;nus desses pa&iacute;ses. E quando os governos desses pa&iacute;ses endividados rebaixam os sal&aacute;rios dos trabalhadores gregos, espanh&oacute;is ou irlandeses, aumentam os lucros das multinacionais alem&atilde;s que os exploram. Gra&ccedil;as a essa explora&ccedil;&atilde;o e dos povos de todo o continente europeu &#8211; al&eacute;m dos da China, Am&eacute;rica Latina e &Aacute;frica &#8211; o governo da chanceler Merkel pode tornar mais suave o ajuste na Alemanha. E assim evitar, por agora, mobiliza&ccedil;&otilde;es populares ou derrotas eleitorais como as que se v&ecirc;em no resto da Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>O ascenso oper&aacute;rio e popular sacode todos os exploradores, seus governos e seu pacto<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Na primavera e ver&atilde;o do hemisf&eacute;rio norte de 2010, al&eacute;m da Gr&eacute;cia, Fran&ccedil;a, Inglaterra e It&aacute;lia j&aacute; tinham sido sacudidas por mobiliza&ccedil;&otilde;es e greves maci&ccedil;as contra os planos de ajuste. Nesta primavera o epicentro da luta esteve em Portugal, Espanha e Gr&eacute;cia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Um aspecto chave de todos estes processos &eacute; que as dire&ccedil;&otilde;es tradicionais das centrais sindicais e dos partidos de esquerda, estreitamente vinculadas a governos como o de Papandreou na Gr&eacute;cia ou de Zapatero na Espanha, se viram ultrapassadas por novas organiza&ccedil;&otilde;es ou dire&ccedil;&otilde;es surgidas na luta. Exemplo disso s&atilde;o a Assembl&eacute;ia Popular da Pra&ccedil;a Syntagma, na Gr&eacute;cia, ou os &quot;Indignados&quot; espanh&oacute;is.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A crescente polariza&ccedil;&atilde;o da luta de classes est&aacute; provocando um profundo desgaste dos governos e regimes capitalistas. O que se expressou em duras derrotas em elei&ccedil;&otilde;es gerais como a dos trabalhistas de Brown, na Inglaterra, os socialistas de S&oacute;crates em Portugal e em elei&ccedil;&otilde;es municipais como a do socialismo espanhol de Zapatero e a direita encabe&ccedil;ada por Sarkozy na Fran&ccedil;a. Na Gr&eacute;cia Papandreou recorreu &agrave; renova&ccedil;&atilde;o de todo o seu gabinete perante a greve de 15 de junho, face ao perigo de ser derrubado diretamente pela mobiliza&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Isto significa um grave perigo tamb&eacute;m para a Alemanha e para todos os exploradores europeus e seus governos. O que os salvou at&eacute; agora de uma explos&atilde;o geral foi o freio das dire&ccedil;&otilde;es sindicais e da esquerda tradicional. S&atilde;o estas as que evitaram at&eacute; agora que se d&ecirc; o que &eacute; necess&aacute;rio para acabar com o ajuste e obrigar os capitalistas a pagar a crise: greves gerais em todos os pa&iacute;ses e uma mobiliza&ccedil;&atilde;o continental coordenada, at&eacute; derrotar o pacto do Euro.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">__________________________________________________________________<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Por uma sa&iacute;da oper&aacute;ria para a crise grega<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Por Gabriel Massa<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A pra&ccedil;a Syntagma (Constitui&ccedil;&atilde;o) na capital grega, Atenas, est&aacute; ocupada desde h&aacute; quase um m&ecirc;s por dezenas de milhares de pessoas auto-convocadas, organizadas atrav&eacute;s de uma assembl&eacute;ia popular. A Assembl&eacute;ia chamou toda a cidadania a apoiar a greve geral &#8211; a terceira do ano e a quinta nos &uacute;ltimos 12 meses -, convocada para 15 de junho pelas duas centrais sindicais mais importantes do pa&iacute;s: a Adedy, que agrupa os empregados estatais, e a Confedera&ccedil;&atilde;o Geral dos Trabalhadores da Gr&eacute;cia (GSEE), que agrupa os trabalhadores de empresas privadas.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Em 15 de junho houve mobiliza&ccedil;&otilde;es multitudin&aacute;rias nas principais cidades do pa&iacute;s. Em Atenas milhares de manifestantes bloquearam o Parlamento para impedirem que se avan&ccedil;asse na vota&ccedil;&atilde;o do novo plano de ajuste e de privatiza&ccedil;&otilde;es que prop&otilde;e o governo de George Papandreou, o primeiro ministro do Partido Socialista (Pasok). E resistiram &agrave; dura repress&atilde;o lan&ccedil;ada contra eles pela pol&iacute;cia e provocadores &agrave; civil.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Entre as palavras de ordem mais cantadas se ouviu: <i>&quot;Ficamos com os portos e a companhia da eletricidade, mas podem vender o prost&iacute;bulo parlamentar&quot;<\/i>; <i>&quot;Ficamos na pra&ccedil;a, levem os vossos provocadores e v&atilde;o-se embora&quot;; &quot;Ren&uacute;ncia, ren&uacute;ncia, ren&uacute;ncia&quot;. A pol&iacute;cia gritaram: &quot;Se t&ecirc;m honra e s&atilde;o gregos virem seus escudos policiais para o outro lado e ajudem-nos a assaltar o parlamento&quot;; &quot;Lhes pagam moedinhas para espancar as pessoas&quot;.<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Papandreou, agente dos banqueiros<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Papandreou, apesar de representar um partido que se diz socialista, v&ecirc;m aplicando obedientemente os planos mandados pela Uni&atilde;o Europeia, o Fundo Monet&aacute;rio Internacional e, fundamentalmente, pelos grandes banqueiros. Na sua edi&ccedil;&atilde;o de 16 de junho, a <i>The Economist<\/i> (uma revista das mais influentes da burguesia mundial) publicou uma extensa nota sobre o principal banqueiro europeu, o chefe do Deutsche Bank alem&atilde;o, Josef Ackermann, onde dizia: <i>&quot;N&atilde;o &eacute; nenhum segredo que interesses financeiros defendem Ackermann: os dos bancos. Por exemplo, insistiu que aliviar a carga da d&iacute;vida grega seria um imenso erro. Tal jogada &#8211; uma reestrutura&ccedil;&atilde;o na g&iacute;ria banc&aacute;ria &#8211; implicaria perder parte da d&iacute;vida da Gr&eacute;cia, que agora representa mais de 140% do seu produto bruto interno, a prorroga&ccedil;&atilde;o de pagamentos e uma redu&ccedil;&atilde;o de taxas de juros&quot;<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><i>&quot;Que teria isso de t&atilde;o ruim? Bancos europeus, incluindo os alem&atilde;es como o Deutsche Bank, t&ecirc;m muitos bilh&otilde;es de euros em b&ocirc;nus do estado grego e os bancos perderiam muito se se reestruturasse a d&iacute;vida. Por agora, a solu&ccedil;&atilde;o da Europa para a Gr&eacute;cia &eacute;, essencialmente, a de Ackermann: mais dinheiro de resgate e mais austeridade, o que, segundo alguns economistas, s&oacute; permite ganhar tempo, sem oferecer nenhuma esperan&ccedil;a de recupera&ccedil;&atilde;o&quot;<\/i>.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Segundo o Banco de Concilia&ccedil;&otilde;es Internacionais, os bancos espanh&oacute;is atualmente possuem 600 milh&otilde;es de d&oacute;lares da d&iacute;vida grega, os bancos italianos t&ecirc;m 2,6 bilh&otilde;es, os bancos brit&acirc;nicos t&ecirc;m 3,2 bilh&otilde;es, os bancos franceses t&ecirc;m 19,8 bilh&otilde;es e os bancos alem&atilde;es t&ecirc;m 26,3 bilh&otilde;es. Por isso, Ackermann n&atilde;o quer que a Gr&eacute;cia se declare em suspens&atilde;o de pagamentos, nem negociar uma redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida de 340 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, e exige que o povo grego pague a crise que provocaram esses mesmos banqueiros.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Justamente essa &eacute; a pol&iacute;tica de Papandreou: pedir mais empr&eacute;stimos para continuar a pagar a d&iacute;vida impag&aacute;vel. Agora quer aplicar novos aumentos de impostos, redu&ccedil;&otilde;es salariais, cortes de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, mais a privatiza&ccedil;&atilde;o dos portos, companhias de eletricidade e outras empresas p&uacute;blicas, condi&ccedil;&otilde;es que imp&otilde;em o FMI e o Banco Central Europeu para lhe conceder novos [empr&eacute;stimos].<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Por uma sa&iacute;da oper&aacute;ria e popular que n&atilde;o reconhe&ccedil;a a d&iacute;vida<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Est&aacute; claro que nem Papandreou nem o maior partido de oposi&ccedil;&atilde;o, <i>Nova Democracia<\/i>, de direita, podem dar uma sa&iacute;da a favor dos trabalhadores e do povo grego.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Pelo seu lado, as dire&ccedil;&otilde;es das centrais sindicais, ligadas ao Pasok, ainda que tenham convocado 15 greves nacionais contra o ajuste, at&eacute; agora se negam &agrave; &uacute;nica sa&iacute;da de fundo poss&iacute;vel: exigir a ren&uacute;ncia de Papandreou e todo o governo e impor, com o apoio dos milh&otilde;es que fazem greve e se mobilizam, a sua pr&oacute;pria sa&iacute;da para a crise.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A &uacute;nica sa&iacute;da &eacute; que as centrais sindicais e a Assembl&eacute;ia Popular de Syntagma tomem em suas m&atilde;os o governo, para aplicarem um plano a servi&ccedil;o dos trabalhadores e do pa&iacute;s. Plano que teria de come&ccedil;ar pelo n&atilde;o reconhecimento da d&iacute;vida externa imposta pelos banqueiros, a sa&iacute;da da zona do euro dominada por eles e a ruptura com o FMI. Seguindo pela nacionaliza&ccedil;&atilde;o de todas as empresas p&uacute;blicas privatizadas e das principais alavancas da economia, para coloc&aacute;-las a servi&ccedil;o das necessidades dos trabalhadores e do povo.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Para enfrentas as inevit&aacute;veis repres&aacute;lias por parte dos governos imperialistas, as centrais sindicais gregas e a Assembl&eacute;ia Popular deveriam promover uma grande mobiliza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores e da juventude francesa, dos &quot;Indignados&quot; espanh&oacute;is, do povo ingl&ecirc;s e italiano e de todos os pa&iacute;ses europeus que se v&ecirc;m mobilizando contra o ajuste, para derrotar os banqueiros e seus agentes em todo o continente contra os planos de ajuste. Nesta primavera o epicentro da luta esteve em Portugal, Espanha e Gr&eacute;cia.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><i>Fonte: Jornal Avanzada Socialista no. 05<\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><i><span style=\"color: #464646\"><a href=\"http:\/\/www.pstu.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.pstu.com.ar\/<\/a><a href=\"http:\/\/www.fos-litci.com.ar\/\" included=\"null\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n\t<\/a><\/span><\/i><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><i>Tradu&ccedil;&atilde;o: Renata Cambra<\/i><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A greve geral que sacudiu o governo de George Papandreou na Gr&eacute;cia e a jornada de grandes mobiliza&ccedil;&otilde;es de 19 de junho na Espanha t&ecirc;m duas coisas fundamentais em comum: ambas enfrentaram medidas aplicadas pelos governos seguindo as ordens do chamado &quot;Pacto do Euro&quot; e expressam a decis&atilde;o de setores cada vez mais maci&ccedil;os da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":5330,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3677],"tags":[],"class_list":["post-1789","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa-mundo"],"fimg_url":false,"categories_names":["Europa"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1789\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}