{"id":1526,"date":"2011-02-24T19:44:40","date_gmt":"2011-02-24T19:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/02\/24\/libia-viva-a-luta-revolucionaria-das-massas-populares\/"},"modified":"2011-02-24T19:44:40","modified_gmt":"2011-02-24T19:44:40","slug":"libia-viva-a-luta-revolucionaria-das-massas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/02\/24\/libia-viva-a-luta-revolucionaria-das-massas-populares\/","title":{"rendered":"L\u00edbia: viva a luta revolucion\u00e1ria das massas populares!"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14pt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"153\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/www.litci.org\/novosite\/wp-content\/uploads\/{497277E5-7047-4874-A722-8A314586AC79}_bengasi.jpg\" vspace=\"4\" width=\"180\" \/><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Declara&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional do PdAC (It&aacute;lia)&nbsp;sobre a revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia. O organismo dirigente do partido italiano&nbsp;era reunido no fim de semana passado, enquanto se desenvolvia a guerra civil na L&iacute;bia. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14pt\"><span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Nas horas seguintes a situa&ccedil;&atilde;o conheceu novos desenvolvimentos. E ainda nestas horas &eacute; em curso uma luta at&eacute; o &uacute;ltimo sangue entre as massas rebeladas e o que resta do governo amigo de Berlusconi.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Em um v&iacute;deo divulgado domingo &agrave; noite, um dos filhos do l&iacute;der l&iacute;bio tentava persuadir os manifestantes (&ldquo;faremos as reformas&rdquo; anunciou) ao mesmo tempo, que mostrava o punho, amea&ccedil;ando de esmagar no sangue os protestos. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas a revolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o para. A popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o cr&ecirc; nas promessas de reformas de um sistema que em quarenta anos governa com o terror, nem escuta os apelos que vem da Europa, e especialmente da It&aacute;lia, para encontrar uma &quot;solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica&quot;. Na It&aacute;lia, este apelo criminoso que na pr&aacute;tica &eacute; a tentativa extrema de salvar um l&iacute;der que permitiu as empresas italianas ter neg&oacute;cios lucrativos, com Berlusconi e D&rsquo;Alema, demonstrando mais uma vez como a centro-direita e a centro-esquerda s&atilde;o as duas faces da mesma moeda: aquela da explora&ccedil;&atilde;o e da opress&atilde;o capitalista. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">N&atilde;o podendo mais contar com as for&ccedil;as regulares, o governo l&iacute;bio emprega mercen&aacute;rios. Chegando a utilizar a avia&ccedil;&atilde;o militar e armas pesadas para golpear as manifesta&ccedil;&otilde;es das pra&ccedil;as. Mas as massas n&atilde;o retrocedem e respondem golpe a golpe, apoiadas por setores do ex&eacute;rcito que (como acontece em toda revolu&ccedil;&atilde;o) passaram para o outro lado da barricada. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Na capital ocorreram ataques e colocou-se fogo no pal&aacute;cio do governo, no parlamento e na sede da televis&atilde;o estatal. Tamb&eacute;m personalidades de primeiro plano do regime est&atilde;o abandonando o l&iacute;der. S&atilde;o todos sinais de um poder que chegou no final da linha, mas s&atilde;o tamb&eacute;m tentativas por parte dos velhos instrumentos do regime para evitar que o sistema social do Pa&iacute;s seja realmente derrubado. De fato, n&atilde;o s&atilde;o estas personagens, que por anos foram sustent&aacute;culos do regime, que podem responder positivamente as expectativas das massas populares. &Eacute; necess&aacute;rio que, entre o fogo e as chamas da revolta, nas&ccedil;a uma dire&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica revolucion&aacute;ria, comunista, em condi&ccedil;&otilde;es de evitar que o tzar Gheddafi seja substitu&iacute;do por um Kerensky (laico ou religioso). <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A hist&oacute;ria nos demonstra que nenhuma revolu&ccedil;&atilde;o pode interromper-se na metade do caminho. Depois de haver derrubado Gheddafi n&atilde;o precisa parar. Da L&iacute;bia pode chegar um novo alento para as lutas na Tun&iacute;sia e no Egito, permitindo assim derrubar tamb&eacute;m quem est&aacute; procurando trair as revolu&ccedil;&otilde;es que derrubaram Bel Ali e Mubarak. Somente&nbsp;o desenvolvimento destas revolu&ccedil;&otilde;es em revolu&ccedil;&otilde;es socialistas pode abrir a estrada a um mundo novo. E a revolu&ccedil;&atilde;o vencer&aacute; somente se estender-se aos outros pa&iacute;ses africanos e a todo o Oriente M&eacute;dio. Encontrando depois um eco nas lutas da classe oper&aacute;ria e dos jovens da Europa.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">(Alberto Madoglio)<\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"center\" style=\"text-align: center; line-height: normal\">\n<hr align=\"center\" size=\"2\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<div align=\"center\" style=\"text-align: center; line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><span style=\"color: red; \">SOBRE REVOLU&Ccedil;&Atilde;O L&Iacute;BIA<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"center\" style=\"text-align: center; line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div align=\"center\" style=\"text-align: center; line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><b><u>declara&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional do PdAC<\/u><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\"><br \/>\n\t<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">O Conselho Nacional do PdAC, reunido nas horas em que explode a guerra civil na L&iacute;bia, exprime plena solidariedade com a luta revolucion&aacute;ria das massas populares.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Depois da Tun&iacute;sia, do Egito, a onda revolucion&aacute;ria, iniciada pela Europa, est&aacute; golpeando grande parte dos Pa&iacute;ses da &aacute;rea. I&ecirc;men, Arg&eacute;lia, Bahrein (amanh&atilde; a Ar&aacute;bia Saudita?) s&atilde;o nestes dias sacudidos por imponentes manifesta&ccedil;&otilde;es populares que assumem sempre mais um car&aacute;ter revolucion&aacute;rio. Os jornais nos informam que blindados e balas n&atilde;o param as revoltas nem na Arg&eacute;lia, nem em Manama (capital do Estado fantoche do Bahrein). Mas &eacute; a L&iacute;bia que nestas horas representa a ponta mais avan&ccedil;ada da insurrei&ccedil;&atilde;o que est&aacute; sacudindo todo o mundo &aacute;rabe. Como aqueles de Ben Ali e Mubarak, tamb&eacute;m o regime de Gheddafi, que at&eacute; poucos dias parecia poder durar eternamente, v&ecirc; a sua exist&ecirc;ncia em risco.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A maioria da popula&ccedil;&atilde;o vive num estado de indig&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, e sob o tal&atilde;o de um regime opressivo e criminoso. As bilion&aacute;rias receitas advindas da venda de g&aacute;s e petr&oacute;leo, n&atilde;o melhoraram em nada o n&iacute;vel de vida dos l&iacute;bios, mas apenas enriqueceram a fraca burguesia local, a camarilha do poder e, sobre tudo, as multinacionais estrangeiras (a ENI italiana a frente), que aumentaram o seu interesse na &aacute;rea, em particular quando o ex- &quot;Estado canalha&quot; tornou-se aliado do imperialismo ocidental.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">A revolta das massas explodiu velozmente e de maneira violenta: logo ocorreram choques com o aparato estatal, ataques aos s&iacute;mbolos do poder (pr&eacute;dios estatais, delegacias de pol&iacute;cia etc.). N&atilde;o obstante a repress&atilde;o do ex&eacute;rcito, pol&iacute;cia e mercen&aacute;rios, n&atilde;o se freou a raiva revolucion&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o. Inteiras cidades, depois de serem tomadas a ferro e fogo pelos insurgentes, parece que est&atilde;o agora sob o controle das massas revoltosas. Falamos de Bengasi e Al Beida, que est&atilde;o entre as maiores cidades do Pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Como em Tun&ecirc;s e no Cairo, a for&ccedil;a das massas &eacute; superior a qualquer batalh&atilde;o do ex&eacute;rcito ou pol&iacute;cia. E tamb&eacute;m na L&iacute;bia vemos que os aparatos do Estado podem ser despeda&ccedil;ados: a imprensa independente informa que setores das for&ccedil;as de repress&atilde;o se colocam junto dos insurgentes.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Mas para vencer definitivamente, e evitar que um regime opressor se substitua por outro (no Egito, por exemplo, o governo provis&oacute;rio &eacute; ligado ao imperialismo e aos interesses da burguesia nacional), ou que as hist&oacute;ricas tens&otilde;es entre as popula&ccedil;&otilde;es da Tripolitania e da Cirenaica degenerem em uma sanguin&aacute;ria guerra &ldquo;tribal&rdquo;, &eacute; necess&aacute;rio que na L&iacute;bia se constitua uma dire&ccedil;&atilde;o consequentemente revolucion&aacute;ria, que coloque na ordem do dia a cria&ccedil;&atilde;o de organismos de defesa da luta e avance a palavra de ordem da forma&ccedil;&atilde;o de um governo oper&aacute;rio e campon&ecirc;s, que tenha como objetivo a expropria&ccedil;&atilde;o sem indeniza&ccedil;&atilde;o, sob controle oper&aacute;rio, das empresas em m&atilde;os dos capitalistas locais e estrangeiros, primeiro passo para fazer que a luta se transforme em uma revolu&ccedil;&atilde;o socialista, &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Hoje &eacute; mais que nunca urgente a necessidade de desenvolver uma dire&ccedil;&atilde;o mundial, a Quarta Internacional, que sobre a base de um programa da revolu&ccedil;&atilde;o permanente possa levar as diversas revolu&ccedil;&otilde;es em curso &agrave; vit&oacute;ria. A luta dos jovens l&iacute;bios, eg&iacute;pcios, tunisianos que desafiam sem medo a repress&atilde;o mais brutal abre hoje um novo cen&aacute;rio mundial. As massas populares rebeladas colocaram na ordem do dia a revolu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o somente nos seus respectivos pa&iacute;ses, mas em todo o mundo. A sua luta &eacute; a nossa luta. &Eacute; a luta de todo o proletariado mundial contra o capitalismo e a divis&atilde;o em classes, contra a opress&atilde;o imperialista.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Viva a revolu&ccedil;&atilde;o socialista mundial! <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size:14px;\"><span style=\"font-family:georgia, serif;\">Viva a Liga Internacional dos Trabalhadores! Viva a Quarta internacional!<\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional do PdAC (It&aacute;lia)&nbsp;sobre a revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia. O organismo dirigente do partido italiano&nbsp;era reunido no fim de semana passado, enquanto se desenvolvia a guerra civil na L&iacute;bia.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":4779,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[412],"tags":[],"class_list":["post-1526","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-libia"],"fimg_url":false,"categories_names":["L\u00edbia"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1526"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1526\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}