{"id":1524,"date":"2011-02-24T19:31:55","date_gmt":"2011-02-24T19:31:55","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2011\/02\/24\/ditadura-de-kadafi-entregou-a-libia-ao-imperialismo-europeu\/"},"modified":"2011-02-24T19:31:55","modified_gmt":"2011-02-24T19:31:55","slug":"ditadura-de-kadafi-entregou-a-libia-ao-imperialismo-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2011\/02\/24\/ditadura-de-kadafi-entregou-a-libia-ao-imperialismo-europeu\/","title":{"rendered":"Ditadura de Kadafi entregou a L\u00edbia ao imperialismo europeu"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal; margin: 0cm 0cm 12pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"color: #333333\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"150\" hspace=\"4\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/2010_23fev_home_libia.jpg\" vspace=\"4\" width=\"180\" \/>Petr&oacute;leo do pa&iacute;s est&aacute; nas m&atilde;os das grandes multinacionais. <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Se durante os anos 1970 e 1980, o l&iacute;bio Muammar Kadafi foi um dos principais expoentes do j&aacute; falido nacionalismo &aacute;rabe, nos &uacute;ltimos anos o ditador se tornou uma decadente caricatura de si pr&oacute;prio. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin: 0cm 0cm 12pt\">\n\t<!--more-->\n<\/div>\n<div style=\"line-height: normal; margin: 0cm 0cm 12pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Os conflitos com o imperialismo ficaram no passado e o pa&iacute;s se converteu em uma semicol&ocirc;nia das pot&ecirc;ncias europeias, principalmente da It&aacute;lia de Berlusconi.&nbsp;<\/span><\/span><\/span><span class=\"Apple-style-span\" style=\"font-family: georgia, serif; font-size: 14px; line-height: 16px; color: rgb(0, 0, 0); \">O pa&iacute;s se transformou na &uacute;ltima d&eacute;cada no para&iacute;so das grandes multinacionais do petr&oacute;leo e empreiteiras, que v&atilde;o da Shell e BP &agrave; brasileira Odebrecht e as construtoras turcas. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que o levante contra a ditadura de Kadafi tenha levado nervosismo aos grandes executivos e elevado o pre&ccedil;o do petr&oacute;leo no mercado internacional.<\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Da nacionaliza&ccedil;&atilde;o &agrave; entrega<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">O ent&atilde;o capit&atilde;o Muammar Kadafi subiu ao poder ap&oacute;s um golpe militar contra o rei &Igrave;dris I, em 1969. Dez anos depois de o pa&iacute;s &aacute;rabe ter descoberto petr&oacute;leo em seu subsolo, o que o tornou um dos pa&iacute;ses mais ricos da regi&atilde;o. Hoje, a L&iacute;bia &eacute; o terceiro maior produtor de petr&oacute;leo do continente africano, respons&aacute;vel por 2% da produ&ccedil;&atilde;o mundial.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Inspirado pelo presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, e o nasserismo, Kadafi p&otilde;e em pr&aacute;tica um pan-arabismo nacionalista, expropria e nacionaliza as empresas e petroleiras estrangeiras e desmonta bases militares brit&acirc;nicas e norte-americanas instaladas no pa&iacute;s. Ao mesmo tempo, se aproxima de grupos como a Frente Popular pela Liberta&ccedil;&atilde;o da Palestina e oferece apoio at&eacute; mesmo ao IRA. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Kadafi faz um sistema pol&iacute;tico que seria um meio termo entre o capitalismo e o socialismo, influenciado pelo islamismo, que batiza de &ldquo;jamahiriya&rdquo;, ou &ldquo;Estado das massas&rdquo;. Na pr&aacute;tica, imp&otilde;e uma ditadura nacionalista burguesa baseada na articula&ccedil;&atilde;o com l&iacute;deres tribais. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">A nacionaliza&ccedil;&atilde;o e os recursos vindos do petr&oacute;leo garantiram uma relativa melhoria na vida da popula&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, os embates com o imperialismo extrapolaram o discurso antiimperialista e descambou em conflitos militares. Em 1986 uma bomba explodiu em uma danceteria de Berlim, na parte ocidental, matando dois soldados norte-americanos. Os EUA acusam o envolvimento da L&iacute;bia e o presidente Ronald Reagan ordena o bombardeio de Tr&iacute;poli e Bengazi, matando 35 pessoas, entre elas a filha adotiva do ditador l&iacute;bio.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">J&aacute; em 1988, Kadafi teria articulado um atentado a bomba contra um avi&atilde;o civil na Esc&oacute;cia que matou 270 pessoas. O atentado terrorista desencadeou uma s&eacute;rie de san&ccedil;&otilde;es contra o pa&iacute;s a partir de 1992, liderado pela ONU. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black\">A guinada<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">No final dos anos 90, o regime de Kadafi iniciou uma reaproxima&ccedil;&atilde;o com o Ocidente. Em 2003, se responsabilizou formalmente pelo atentado na Esc&oacute;cia e pagou indeniza&ccedil;&atilde;o milion&aacute;ria &agrave;s fam&iacute;lias das v&iacute;timas. A ONU p&ocirc;s fim &agrave;s san&ccedil;&otilde;es e abriu o pa&iacute;s ao capital internacional. O imperialismo percebeu que n&atilde;o podia simplesmente dispensar as grandes reservas de petr&oacute;leo do pa&iacute;s. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">A partir da&iacute;, a L&iacute;bia de Kadafi se aproximou aos EUA e &agrave; Inglaterra. Em 2004, o ent&atilde;o primeiro-ministro Tony Blair assinou um acordo com o ditador chamado de &ldquo;Acordo no Deserto&rdquo;, que previa bilh&otilde;es em contratos de explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo no pa&iacute;s. J&aacute; em 2005 a L&iacute;bia promove um leil&atilde;o de suas reservas petrol&iacute;feras, marcando o retorno das empresas norte-americanas. Embora fosse a It&aacute;lia quem mais se beneficiasse com a guinada entreguista da ditadura l&iacute;bia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Depend&ecirc;ncia<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">O petr&oacute;leo e o g&aacute;s da L&iacute;bia est&atilde;o nas m&atilde;os das multinacionais. At&eacute; a Petrobras explora o recurso no pa&iacute;s. Mas foi o imperialismo europeu quem avan&ccedil;ou sobre as reservas de petr&oacute;leo. Hoje, quase 80% do petr&oacute;leo exportado pelo pa&iacute;s v&atilde;o para o continente. Desses, 32% v&atilde;o s&oacute; para a It&aacute;lia. Segundo a TV &aacute;rabe Al Jazeera, a petrol&iacute;fera italiana Eni operava 13 campos de g&aacute;s e petr&oacute;leo na L&iacute;bia, cuja produ&ccedil;&atilde;o chegava a 306 mil barris por dia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Como contrapartida, o fundo soberano do pa&iacute;s, o Libyan Investiment Authority, formado pelos recursos da venda do petr&oacute;leo, &eacute; investido na It&aacute;lia. Cerca de 65 bilh&otilde;es de d&oacute;lares da L&iacute;bia est&atilde;o em a&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s de Berlusconi, como no banco Unicredit, o segundo maior da It&aacute;lia, na Finmeccanica, empresa de defesa, e na pr&oacute;pria Fiat.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">A L&iacute;bia &eacute; ainda grande compradora de armas e todo tipo de material b&eacute;lico da Fran&ccedil;a, Inglaterra e R&uacute;ssia. Armas agora usadas na brutal repress&atilde;o contra os protestos, como provavelmente tamb&eacute;m devem estar sendo usadas os brasileiros Cascavel e Urutus, ve&iacute;culos blindados exportados pela empresa Engesa ao pa&iacute;s &aacute;rabe (cerca de 400 unidades).<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Amigos &iacute;ntimos<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Se na pr&aacute;tica a ditadura de Kadafi j&aacute; n&atilde;o se diferenciava sob nenhum aspecto do imperialismo, sua fraseologia ainda apresentava resqu&iacute;cios do velho nacionalismo. Junto a isso, o apoio de governos considerados de &quot;esquerda&quot; refor&ccedil;am a imagem de l&iacute;der antiimperialista.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Nesse dia 22 de fevereiro, enquanto ordenava avi&otilde;es bombardearem os manifestantes, o ditador recebia uma liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica de solidariedade do presidente da Nicar&aacute;gua e antigo dirigente sandinista, Daniel Ortega. <i>&quot;Eu expressava a Muammar Kadafi, l&iacute;der da revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia, o que &eacute; elementar: em momentos dif&iacute;ceis se p&otilde;e a prova a lealdade&quot;<\/i>. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">J&aacute; o ex-dirigente de Cuba, Fidel Castro, afirmou em artigo que o que ocorre na L&iacute;bia hoje &eacute; uma amea&ccedil;a de invas&atilde;o militar por parte da Otan, <i>&quot;talvez em quest&atilde;o de horas ou muito poucos dias&quot;<\/i>. O velho ditador cubano ainda assegura que &quot;n&atilde;o imagina&quot; Kadafi abandonando o pa&iacute;s. <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Da Venezuela, Chavez vem mantendo um precavido sil&ecirc;ncio. Mas em setembro de 2009, na II C&uacute;pula da &Aacute;frica e Am&eacute;rica Latina, o venezuelano condecorou o ditador l&iacute;bio com uma r&eacute;plica da espada de Bol&iacute;var, chegando a comparar as duas figuras. Ao entregar a condecora&ccedil;&atilde;o, Hugo Ch&aacute;vez saudou da seguinte forma Kadafi: <i>&quot;Em nome do nosso povo, da revolu&ccedil;&atilde;o bolivariana, te entrego, soldado revolucion&aacute;rio, l&iacute;der do povo e da revolu&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia, dos povos da &Aacute;frica e l&iacute;der tamb&eacute;m para os povos da Am&eacute;rica Latina&quot;<\/i>.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Revolu&ccedil;&atilde;o em marcha<\/span><\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">Apesar do discurso, a ditadura de Muammar Kadafi privatizou os campos de petr&oacute;leo e entregou o pa&iacute;s &agrave;s grandes empreiteiras. A abertura econ&ocirc;mica realizadas pelo ditador l&iacute;bio seguiu a mesma pol&iacute;tica neoliberal trilhada pelo ditador Ben Ali na Tun&iacute;sia e Mubarak no Egito. Apesar dos recursos vindos do petr&oacute;leo, a desigualdade &eacute; gritante e o desemprego atinge de 30% a 40% da popula&ccedil;&atilde;o l&iacute;bia.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"line-height: 115%; color: black\">A determina&ccedil;&atilde;o das massas, por&eacute;m, apesar da brutal repress&atilde;o da ditadura l&iacute;bia, promete a Kadafi o mesmo destino dos outros dois ditadores.<\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Petr&oacute;leo do pa&iacute;s est&aacute; nas m&atilde;os das grandes multinacionais. 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