{"id":12999,"date":"2015-12-18T10:48:38","date_gmt":"2015-12-18T12:48:38","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/sem-categoria\/egito-greves-operarias-se-expandem-pelo-pais\/"},"modified":"2015-12-18T10:48:38","modified_gmt":"2015-12-18T12:48:38","slug":"egito-greves-operarias-se-expandem-pelo-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/12\/18\/egito-greves-operarias-se-expandem-pelo-pais\/","title":{"rendered":"Egito: greves oper\u00e1rias se expandem pelo pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><em>O Egito vive, no \u00faltimo per\u00edodo, uma onda de greves e protestos oper\u00e1rios que podem antecipar um novo ascenso das lutas contra a ditadura militar que governa o pa\u00eds desde 2013, quando aconteceu o golpe de Estado organizado pelo atual presidente Abdel Fattah al-Sisi, que derrotou o presidente e membro da Irmandade Mu\u00e7ulmana, Mohamad Morsi.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Gabriel Huland<\/p>\n<p>O centro da resist\u00eancia ao regime militar se encontra nas regi\u00f5es industriais de Mahalla, no Delta do Nilo, assim como em Asyut e na regi\u00e3o do Canal de Suez, mais precisamente nas cidades de Ismaylia e Port Said. Segundo o portal de not\u00edcias independente <em>Mada Masr<\/em>, \u201c<em>os protestos mais not\u00e1veis acontecem entre os trabalhadores empregados em sete empresas terceirizadas pela Autoridade Estatal do Canal de Suez (SCA), assim como na Companhia de Cimento Assiut e duas f\u00e1bricas t\u00eaxteis privatizadas: a descaro\u00e7adora de algod\u00e3o do Nilo e a companhia t\u00eaxtil Shebin al-Kom<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>As reivindica\u00e7\u00f5es mais importantes s\u00e3o: aumento de sal\u00e1rios, paridade no local de trabalho, aplica\u00e7\u00e3o das senten\u00e7as judiciais, reintegra\u00e7\u00e3o de trabalhadores demitidos e o pagamento de b\u00f4nus vencidos. O n\u00famero de trabalhadores envolvidos nos protestos \u00e9 desconhecido, mas se calcula que sejam milhares. Na cidade de Asyut, mais de 240 trabalhadores come\u00e7aram uma greve no \u00faltimo m\u00eas, exigindo o pagamento, por parte de uma empresa de cimento, dos b\u00f4nus de 10% sobre os benef\u00edcios previstos na lei.<\/p>\n<p>Outra das demandas \u00e9 a reintegra\u00e7\u00e3o de trabalhadores demitidos. Cerca de 300 trabalhadores demitidos pela companhia t\u00eaxtil Shebin al-Kom organizaram um protesto no dia 7 de dezembro.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, os oper\u00e1rios de duas grandes empresas t\u00eaxteis p\u00fablicas de Mahalla, 17.000 trabalhadores de um total de 25.000, paralisaram suas atividades pela reivindica\u00e7\u00e3o de pagamento dos b\u00f4nus de 10% (sobre os benef\u00edcios obtidos) que a empresa se negava a pagar com a justificativa de que havia tido perdas no per\u00edodo anterior. Os trabalhadores negam a vers\u00e3o da empresa. A greve, que durou dez dias, s\u00f3 foi suspensa quando o governo se comprometeu a pagar o dinheiro devido aos trabalhadores. O comit\u00ea de greve tornou p\u00fablico um comunicado em que afirma que, caso n\u00e3o se cumpra o acordo, os trabalhadores voltar\u00e3o a convocar uma nova greve por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>Na f\u00e1brica de processamento de alimentos Jawhara, na prov\u00edncia de Beheira, tamb\u00e9m no Delta do Nilo, aproximadamente 5.000 trabalhadores paralisaram suas atividades em protesto contra os sal\u00e1rios miser\u00e1veis que recebem e tamb\u00e9m, como em outros casos, pela negativa da empresa em pagar os b\u00f4nus de 7% determinados pela legisla\u00e7\u00e3o trabalhista vigente. Um trabalhador de Beheira denunciou que seu sal\u00e1rio n\u00e3o passa de 500 libras (U$50,00) e que h\u00e1 mais de tr\u00eas anos n\u00e3o recebe aumento.<\/p>\n<p>Este quadro de greves nos principais centros industriais do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 um mero acaso. Expressa o crescente descontentamento dos trabalhadores mais explorados do pa\u00eds, que ap\u00f3s um ano da elei\u00e7\u00e3o de al-Sisi (em elei\u00e7\u00f5es nada transparentes) n\u00e3o veem \u00a0nenhuma melhora em seu n\u00edvel de vida. Pode estar em gesta\u00e7\u00e3o um novo ascenso oper\u00e1rio que transforme a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds e abra um novo momento na revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia.<\/p>\n<p>Os sindicatos oficialistas, em particular a Federa\u00e7\u00e3o Eg\u00edpcia de Sindicatos, nem sequer divulgam em suas p\u00e1ginas de internet a exist\u00eancia dessas greves, assim como tamb\u00e9m n\u00e3o o fazem os meios de comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablicos. Existe um verdadeiro boicote midi\u00e1tico e da burocracia sindical \u00e0s lutas oper\u00e1rias em curso. Na verdade, a federa\u00e7\u00e3o governista, criada em 1957 pelo todo poderoso Gamal Abdel Nasser para controlar o movimento sindical eg\u00edpcio, tentou at\u00e9 o \u00faltimo momento convencer os trabalhadores das diferentes regi\u00f5es a n\u00e3o come\u00e7ar os movimentos de greve.<\/p>\n<p>Em 2011, foi criada a EFITU (Federa\u00e7\u00e3o Eg\u00edpcia de Sindicatos Independentes) como parte do processo de reorganiza\u00e7\u00e3o sindical aberto com a revolu\u00e7\u00e3o que derrotou Hosni Mubarak em janeiro do mesmo ano. Nos \u00faltimos dois anos, deu-se um processo de coopta\u00e7\u00e3o da maioria da EFITU, com raras e honrosas exce\u00e7\u00f5es. Seus principais dirigentes capitularam ao discurso do governo de unidade nacional para combater o terrorismo, representado majoritariamente pela Irmandade Mu\u00e7ulmana, como dizem os militares.<\/p>\n<p><strong>Crise econ\u00f4mica e autoritarismo crescente<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 assinalamos em artigos anteriores que a economia eg\u00edpcia atravessa um per\u00edodo de forte deteriora\u00e7\u00e3o. Os aspectos que mais evidenciam esta realidade s\u00e3o: a crescente infla\u00e7\u00e3o (este ano os dados oficiais apontam 12%), a alta do d\u00f3lar, os baixos sal\u00e1rios e a crise da ind\u00fastria tur\u00edstica, acentuada ap\u00f3s a derrubada do avi\u00e3o russo na Pen\u00ednsula do Sinai. A expans\u00e3o do Canal de Suez foi um total fracasso e a constru\u00e7\u00e3o da nova capital, anunciada pelo presidente, possivelmente n\u00e3o ser\u00e1 realizada por falta de investidores.<\/p>\n<p>O que sim se transforma em realidade \u00e9 a crescente imposi\u00e7\u00e3o de leis autorit\u00e1rias por parte da ditadura militar. As leis antiprotestos e antigreves continuam vigentes. O n\u00famero de presos pol\u00edticos \u00e9 desconhecido. Entre eles est\u00e3o a ativista de direitos humanos Mahienour e incont\u00e1veis ativistas, bloggers e jornalistas. O fotojornalista Mahmoud Abou Zeid est\u00e1 preso h\u00e1 mais de 850 dias sem julgamento. O Tribunal Constitucional sancionou em abril as leis aprovadas pelo governo que criminalizam as greves e bloqueios de ruas.<\/p>\n<p>Os maus tratos e a falta de informa\u00e7\u00e3o dominam o sistema carcer\u00e1rio do pa\u00eds. Muitas fam\u00edlias denunciam casos de torturas e uma grande quantidade de presos n\u00e3o tem direito a um processo judicial minimamente imparcial. O sindicato dos jornalistas do Egito lan\u00e7ou recentemente uma campanha para denunciar esta situa\u00e7\u00e3o e exigir que os presos pol\u00edticos recebam pelo menos aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica decente. Existem casos absurdos em que a pol\u00edcia deteve pessoas por portarem certos livros ou vestirem certas camisetas.<\/p>\n<p><strong>A pen\u00ednsula do Sinai e a a\u00e7\u00e3o de grupos armados<\/strong><\/p>\n<p>O outro foco de instabilidade no pa\u00eds \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de grupos armados, centralmente na pen\u00ednsula do Sinai, mas tamb\u00e9m no Cairo e em outras cidades como Alexandria. Um recente artigo publicado no jornal al-Araby ajuda a entender a dimens\u00e3o desse problema.<\/p>\n<p>\u201c<em>Existem mais ataques do que nunca. Os n\u00fameros falam por si: em 2014, houve uma m\u00e9dia muito preocupante de 30 ataques por m\u00eas, quatro vezes mais do que nos anos anteriores. Mas, em 2015, esses n\u00fameros explodiram, com uma m\u00e9dia de 100 ataques por m\u00eas.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos anteriormente, n\u00e3o apenas no Sinai, mas tamb\u00e9m na fronteira com a L\u00edbia, no Cairo e em Alexandria est\u00e3o acontecendo ataques a alvos militares, tur\u00edsticos e a grandes empresas multinacionais, como foi a tentativa de explodir uma bomba no aeroporto do Cairo e matar um executivo da IBM. Confrontos entre grupos armados e o ex\u00e9rcito se transformaram em algo frequente.<\/p>\n<p>O governo, em uma demonstra\u00e7\u00e3o de prepot\u00eancia e pouco senso de realidade, afirma que o Egito \u00e9 um pa\u00eds \u201clivre, seguro e est\u00e1vel\u201d e que o Sinai est\u00e1 totalmente controlado. As autoridades tentam transformar o \u201cterrorismo\u201d no grande inimigo a ser derrotado, utilizando esse discurso para atacar toda e qualquer manifesta\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o a suas pol\u00edticas. Sem d\u00favida existem diversos grupos reacion\u00e1rios e de car\u00e1ter fundamentalista isl\u00e2mico atuando no Egito, mas h\u00e1 diversos meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e9rios que falam de uma verdadeira \u201cinsurrei\u00e7\u00e3o\u201d contra o governo militar, dirigida por grupos com uma ideologia e m\u00e9todos equivocados, mas apoiados em um leg\u00edtimo sentimento de insatisfa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>No Sinai, por exemplo, muitas tribos se armaram na \u00e9poca das guerras com Israel, receberam armas do governo e agora as utilizam contra o ex\u00e9rcito. Tamb\u00e9m atuam grupos como Ajnad Masr, de ideologia salafista, ou o Movimento Aliado de Resist\u00eancia Popular, que realiza a\u00e7\u00f5es armadas contra alvos militares e corpora\u00e7\u00f5es internacionais. Outros grupos como Walaa e Puni\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria, supostamente formados por simpatizantes da Irmandade Mu\u00e7ulmana, atuam na regi\u00e3o de Giza. Reafirmamos nosso desacordo com esse tipo de a\u00e7\u00f5es armadas que, assim como a a\u00e7\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico, apenas d\u00e1 a legitimidade necess\u00e1ria para que o governo reprima e ataque os trabalhadores e os movimentos sociais de conjunto.<\/p>\n<p><strong>A tradi\u00e7\u00e3o de luta do movimento oper\u00e1rio eg\u00edpcio<\/strong><\/p>\n<p>O Egito \u00e9 o pa\u00eds mais industrializado do mundo \u00e1rabe, com uma enorme tradi\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o e luta. Os outros pa\u00edses com forte presen\u00e7a da classe oper\u00e1ria com tradi\u00e7\u00e3o de luta na regi\u00e3o s\u00e3o Ir\u00e3 e Turquia, que n\u00e3o s\u00e3o \u00e1rabes. As primeiras greves oper\u00e1rias remontam ao ano de 1899, quando os trabalhadores da ind\u00fastria do tabaco realizaram uma importante greve.<\/p>\n<p>O afloramento do movimento sindical, no entanto, deu-se a partir dos anos 1940 e 1950, quando o pa\u00eds viveu seus anos dourados de industrializa\u00e7\u00e3o e a cidade do Cairo se transformou na P\u00e9rola do Nilo, com a expans\u00e3o concomitante da ind\u00fastria cultural. Nasser, com sua pol\u00edtica de coopta\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o, proibiu o direito de greve e criou, como mencionamos antes, a ETUF (Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos Eg\u00edpcios) em 1957. Durante os anos dourados de Nasser ,a economia crescia a um ritmo acelerado, cerca de 6% ao ano, e foram criados mais de um milh\u00e3o de empregos, o que conteve as lutas por um per\u00edodo.<\/p>\n<p>Nos anos 1970, quando se iniciou o processo de liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica impulsionado por Anwar al-Saddat, com sua pol\u00edtica de \u201cportas abertas\u201d ao imperialismo, houve um grande ascenso sindical, com fortes greves salariais e contra as privatiza\u00e7\u00f5es. As mais importantes foram as greves do transporte de 1976 e a revolta do p\u00e3o em 1977. Nos anos 1990, mais concretamente em 1991, Mubarak assinou um grande acordo econ\u00f4mico com o FMI, o que provocou um novo ascenso oper\u00e1rio e popular nos anos seguintes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante recordar que ainda hoje uma parte importante das f\u00e1bricas eg\u00edpcias \u00e9 propriedade do ex\u00e9rcito e s\u00e3o os soldados, os jovens obrigados a cumprir o servi\u00e7o militar e que podem ir para a cadeia se n\u00e3o o fizerem, os que trabalham nas linhas de produ\u00e7\u00e3o. Com o processo de privatiza\u00e7\u00e3o, muitos militares se associaram a capitais internacionais e tornaram-se os novos burgueses eg\u00edpcios.<\/p>\n<p>De 1998 a 2010, foram contabilizadas entre 3.400 e 4.000 greves em todo o pa\u00eds, que envolvem cerca de 4 milh\u00f5es de trabalhadores contra as privatiza\u00e7\u00f5es e a enorme precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas. At\u00e9 julho de 2015, j\u00e1 havia ocorrido cerca de 800 greves, isso sem contar a onda iniciada em setembro e que dura at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Atualmente, pode estar se gestando um novo ascenso oper\u00e1rio, que teria impacto n\u00e3o apenas no Egito, mas em todo o mundo \u00e1rabe. Este ascenso pode ser derrotado, mas pode tamb\u00e9m reativar um processo de lutas na regi\u00e3o. O papel dos sindicatos independentes e dos ativistas que viveram a experi\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o de 2011 ser\u00e1 fundamental no desenlace desse processo. Al\u00e9m disso, est\u00e1 convocada uma mobiliza\u00e7\u00e3o para o quinto anivers\u00e1rio da revolu\u00e7\u00e3o, no dia 25 de janeiro de 2016, pelo movimento \u201cVoltamos \u00e0 pra\u00e7a\u201d, que est\u00e1 chamando uma grande manifesta\u00e7\u00e3o contra al-Sisi. N\u00e3o sabemos o que acontecer\u00e1. As cartas est\u00e3o na mesa. Devemos prestar toda a solidariedade aos trabalhadores eg\u00edpcios e lhes mostrar que possuem camaradas nos quatro cantos do planeta.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Ot\u00e1vio Calegari<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Egito vive, no \u00faltimo per\u00edodo, uma onda de greves e protestos oper\u00e1rios que podem antecipar um novo ascenso das lutas contra a ditadura militar que governa o pa\u00eds desde 2013, quando aconteceu o golpe de Estado organizado pelo atual presidente Abdel Fattah al-Sisi, que derrotou o presidente e membro da Irmandade Mu\u00e7ulmana, Mohamad Morsi.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":13000,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[3770,3541],"tags":[7867,8239,8240,5799],"class_list":["post-12999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-egito","category-movimento-operario","tag-egito","tag-greves","tag-mahalla","tag-movimento-operario"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/egito-greve.png","categories_names":["Egito","Movimento Oper\u00e1rio"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12999\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}