{"id":12861,"date":"2015-12-01T08:40:15","date_gmt":"2015-12-01T10:40:15","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/sem-categoria\/humala-ataca-os-trabalhadores-e-os-mais-pobres\/"},"modified":"2015-12-01T08:40:15","modified_gmt":"2015-12-01T10:40:15","slug":"humala-ataca-os-trabalhadores-e-os-mais-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/12\/01\/humala-ataca-os-trabalhadores-e-os-mais-pobres\/","title":{"rendered":"Humala ataca os trabalhadores e os mais pobres"},"content":{"rendered":"<p><em>Desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com milhares de demitidos, imposi\u00e7\u00e3o sangrenta de projetos de minera\u00e7\u00e3o, maior hostilidade patronal, grandes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o que envolvem todos os governos das \u00faltimas d\u00e9cadas e um partido do governo que se desintegra em grande velocidade. Este \u00e9 o contexto real do processo pol\u00edtico que est\u00e1 em marcha rumo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es gerais de abril de 2016.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: PST &#8211; Peru<\/p>\n<p>A propaganda eleitoral tem o desafio de disfar\u00e7ar de cordeiro o pr\u00f3ximo lobo que assumir\u00e1 o governo, mas tamb\u00e9m ser\u00e1 o contexto de uma feroz campanha ideol\u00f3gica da direita neoliberal, apelando \u00e0 falta de mem\u00f3ria para tentar estar no governo a partir do pr\u00f3ximo m\u00eas de julho para beneficiar ainda mais a patronal e as multinacionais.<\/p>\n<p>No Peru, como ocorre em todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, a economia est\u00e1 em desacelera\u00e7\u00e3o (inclusive em recess\u00e3o nos setores produtivos). Suas consequ\u00eancias j\u00e1 est\u00e3o se materializando no destino de milhares de fam\u00edlias de trabalhadores que perderam seus empregos e a perspectiva \u00e9 que esta situa\u00e7\u00e3o se agrave nos pr\u00f3ximos anos. Isso, somado aos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o que crescem como uma bola de neve, envolvendo governos de diversas \u00e9pocas e de v\u00e1rios pa\u00edses, vem acelerando uma decomposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que desta vez atinge o governo de Humala.<\/p>\n<p>Esta crise n\u00e3o \u00e9 alheia \u00e0s crises de outros governos da Am\u00e9rica Latina que, como no Peru, chegaram ao poder como alternativa \u201cde esquerda\u201d \u00e0 crise dos governos de direita que impulsionaram o plano neoliberal com graves consequ\u00eancias at\u00e9 o ano 2000, alguns deles derrubados pela mobiliza\u00e7\u00e3o popular. Mas os governos que surgiram depois desses processos de lutas revolucion\u00e1rias, que se beneficiaram do contexto de crescimento econ\u00f4mico da d\u00e9cada seguinte, continuaram aplicando o mesmo plano neoliberal. Por isso, tamb\u00e9m come\u00e7am a ser repudiados no contexto da desacelera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Peru, os setores populares, que sofrem o impacto das medidas neoliberais e patronais, hoje s\u00e3o bombardeados com propaganda reacion\u00e1ria que busca distorcer a realidade. A recente reuni\u00e3o do Banco Mundial e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) em Lima foi praticamente apresentada como motivo de orgulho nacional e um respaldo \u00e0 pol\u00edtica neoliberal do governo. O Acordo Transpac\u00edfico (TPP), uma fraude maior que o Tratado de Livre Com\u00e9rcio (TLC), \u00e9 apresentado com trucul\u00eancia como a porta de entrada do pa\u00eds ao Primeiro Mundo. Por outro lado, os problemas econ\u00f4micos e de corrup\u00e7\u00e3o s\u00e3o usados cinicamente pelos reacion\u00e1rios para atacar o governo de turno, como se eles mesmos n\u00e3o fossem parte do problema, e ainda atacam as posi\u00e7\u00f5es de esquerda e socialistas. E a campanha eleitoral rumo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es gerais de abril de 2016 \u00e9 utilizada para apresentar como salvadores nacionais conhecidos canalhas da direita pol\u00edtica mais reacion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Os banqueiros que empurram a Gr\u00e9cia para o precip\u00edcio se reuniram em Lima<\/strong><\/p>\n<p>O Banco Mundial e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), cuja recente reuni\u00e3o em Lima foi enaltecida pelo governo decretando feriado nacional, s\u00e3o as entidades do capital financeiro mundial que, fi\u00e9is \u00e0 sua hist\u00f3ria de rapina imperialista, v\u00eam executando verdadeiras extors\u00f5es financeiras de pa\u00edses levados \u00e0 ru\u00edna por um plano econ\u00f4mico neoliberal que elas mesmas dirigem. Nessa reuni\u00e3o, foram tomadas decis\u00f5es a favor do grande capital financeiro e da patronal, destruindo a economia dos pa\u00edses semicoloniais e impondo medidas draconianas, como ocorre hoje na Gr\u00e9cia, onde se esmaga n\u00e3o s\u00f3 a soberania nacional como tamb\u00e9m a express\u00e3o democr\u00e1tica da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o governo e os setores patronais, entretanto, a reuni\u00e3o foi equivalente a uma visita do Papa que os encheu de b\u00ean\u00e7\u00e3os, j\u00e1 que, apesar dos graves efeitos que a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica vem produzindo para milhares de fam\u00edlias trabalhadoras, os governos e os ide\u00f3logos neoliberais s\u00e3o premiados pelo FMI com declara\u00e7\u00f5es de boa conduta para continuar com o plano.<\/p>\n<p>Ao falar sobre o Peru, tanto o Banco Mundial como o FMI destacaram que a desacelera\u00e7\u00e3o vai continuar: \u201c<em>Ano passado, o Peru cresceu 2,4% e este ano estimamos que seja parecido: 2,5% (&#8230;) n\u00e3o vemos que o Peru volte \u00e0s taxas dos \u00faltimos anos<\/em>\u201d, disse Alberto Rodr\u00edguez, diretor do Banco Mundial para a regi\u00e3o (<em>Semana Econ\u00f4mica<\/em>, 6\/10\/2015). A proje\u00e7\u00e3o do FMI \u00e9 igual. Ambas as entidades ressaltam como fortaleza o fato de o pa\u00eds, na \u00e9poca das vacas gordas, ter \u201c<em>economizado responsavelmente para se proteger de ciclos como a desacelera\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d e para diminuir o endividamento p\u00fablico. O que n\u00e3o dizem \u00e9 que essa \u201ceconomia respons\u00e1vel\u201d foi na verdade uma sangria para o povo, pois foi \u00e0 custa de uma dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais. Isto \u00e9, com a deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o que a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora e os mais pobres sofrem cotidianamente, bem como o congelamento da aposentadoria e da remunera\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso recordar tudo o que essa economia significou na d\u00e9cada de 1990 sob o fujimorismo, com privatiza\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es em massa de trabalhadores, o roubo milion\u00e1rio dos fundos do sistema p\u00fablico de aposentadoria e da previd\u00eancia social. Na reuni\u00e3o &#8220;antic\u00fapula&#8221;, denominada \u201cDesmentindo o Milagre Peruano\u201d, o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Latino-americana de Trabalhadores Estatais (CLATE) recordou que \u201c<em>durante os anos 1990, foram eliminados 800 mil postos de trabalho na Argentina, no Peru foram mais de 450 mil<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es do Banco Mundial e do FMI diante dessa situa\u00e7\u00e3o? A receita \u00e9 mais austeridade (&#8220;manter a responsabilidade macro&#8221;) e avan\u00e7ar nas reformas estruturais como a \u201c<strong>reforma trabalhista<\/strong>\u201d, a agiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2mites para o investimento (Alberto Rodr\u00edguez, diretor do Banco Mundial para a regi\u00e3o, na <em>Semana Econ\u00f4mica<\/em>, 6\/10\/2015).<\/p>\n<p>Desde j\u00e1, isso deve colocar toda a classe trabalhadora e o povo em alerta, pois o que o Banco Mundial e o FMI dizem passa automaticamente a ser parte da agenda do governo de turno e do pr\u00f3ximo governo patronal. Em alerta porque, a qualquer momento, tentar\u00e3o reapresentar (em outra vers\u00e3o) a Lei Pulp\u00edn ou um Projeto de Lei Geral do Trabalho que implemente essa reforma. Essa \u00e9 a verdadeira natureza desses organismos do capital financeiro mundial.<\/p>\n<p><strong>Humala se mant\u00e9m com o apoio da oposi\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>As contradi\u00e7\u00f5es entre os partidos da oposi\u00e7\u00e3o e do governo se aprofundam de cara ao processo eleitoral, estimuladas tamb\u00e9m por uma guerra de acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o na qual todos os governos, o fujimorismo, o APRA, Peru Poss\u00edvel e o atual, est\u00e3o enlameados at\u00e9 o \u00faltimo fio de cabelo. Mas todos eles est\u00e3o unidos na mesma pol\u00edtica e na defesa dos mesmos interesses dos patr\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que, se Humala pode continuar governando apesar de sua profunda crise e da desintegra\u00e7\u00e3o da sua bancada no Congresso (at\u00e9 a vice-presidente da Rep\u00fablica, Marisol Espinoza, renunciou), \u00e9 devido ao apoio da oposi\u00e7\u00e3o, particularmente na imposi\u00e7\u00e3o de medidas econ\u00f4micas e na aplica\u00e7\u00e3o do plano neoliberal. Com os votos da oposi\u00e7\u00e3o, o Congresso aprovou a Lei 30.335 que outorgou ao governo 90 dias de faculdades extraordin\u00e1rias para legislar, e nesse per\u00edodo o governo aprovou mais de 60 Decretos Legislativos, supostamente para reativar a economia e combater a delinqu\u00eancia.<\/p>\n<p>V\u00e1rios desses decretos favorecem o capital, particularmente em mat\u00e9ria de constru\u00e7\u00e3o, concess\u00f5es imobili\u00e1rias e simplifica\u00e7\u00e3o administrativa, como os decretos legislativos 1.188, 1.196, 1.198 e 1.203. Tamb\u00e9m se v\u00ea um incremento do entreguismo, como mostra o decreto legislativo 1.198, que faculta ao Estados dar concess\u00f5es (privatizar) uma parte importante do gigantesco patrim\u00f4nio do pa\u00eds, principalmente Cusco.<\/p>\n<p><strong>A verdadeira oposi\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica e real oposi\u00e7\u00e3o ao governo vem das ruas, seja enfrentando a sangrenta repress\u00e3o com a qual o governo tentou impor autoritariamente os projetos de minera\u00e7\u00e3o das multinacionais, com dezenas de mortos; seja derrotando a denominada Lei Pulp\u00edn; ou enfrentando o decreto de demiss\u00f5es coletivas e lutando por liberdades sindicais e pela defesa das pautas de reivindica\u00e7\u00e3o contra a intransig\u00eancia patronal.<\/p>\n<p>No melhor momento do crescimento econ\u00f4mico, a classe trabalhadora se enfrentou com uma patronal hostil, arrogante e at\u00e9 com agressores violentos da organiza\u00e7\u00e3o sindical. Tudo isso fez os trabalhadores virem crescer desproporcionalmente a riqueza patronal durante mais de dez anos seguidos, enquanto a economia de suas casas n\u00e3o mudou significativamente, ou piorou no caso dos demitidos.<\/p>\n<p>Essas incans\u00e1veis lutas populares contra o plano neoliberal, ainda que tenham conseguido importantes avan\u00e7os mediante a paralisa\u00e7\u00e3o dos projetos questionados e a derrota da Lei Pulp\u00edn, entre outros, n\u00e3o conseguiu se articular e unificar nacionalmente para derrotar definitivamente esse plano e o governo que o aplica. Por isso, tamb\u00e9m n\u00e3o encontrou uma express\u00e3o pol\u00edtica nacional que unifique a plataforma das lutas em um programa \u00fanico.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para isso, como dissemos muitas vezes, est\u00e1 no papel assumido pelas dire\u00e7\u00f5es sindicais, desde que decidiram apoiar Humala nas elei\u00e7\u00f5es de 2011 e, uma vez estando no governo, organizaram mobiliza\u00e7\u00f5es nos primeiros anos para apoi\u00e1-lo. E ainda hoje, apesar do distanciamento pol\u00edtico, n\u00e3o rompem definitivamente nem com o governo, nem com o plano neoliberal. Basta mencionar a decis\u00e3o da c\u00fapula da CGTP (Confedera\u00e7\u00e3o Geral de Trabalhadores do Peru) de colaborar com a aprova\u00e7\u00e3o de uma Lei Geral do Trabalho.<\/p>\n<p>Mas o objetivo de unificar o programa dos trabalhadores e do povo n\u00e3o est\u00e1 descartado e, na atual etapa eleitoral, deve ser exigido das organiza\u00e7\u00f5es que pretendem representar o povo pela esquerda, contra todos os candidatos inapresent\u00e1veis da direita patronal.<\/p>\n<p><strong>Acordo Transpac\u00edfico, pior que o TLC<\/strong><\/p>\n<p>Poucos dias antes da c\u00fapula imperialista, no dia 5 de outubro, depois de seis anos de \u201cnegocia\u00e7\u00f5es&#8221; secretas, o governo peruano, como parte dos 12 pa\u00edses, aceitou o texto final do denominado Acordo Transpac\u00edfico (TPP por sua sigla em ingl\u00eas), que aprofunda e amplia os alcances do TLC assinado com Estados Unidos, Canad\u00e1 e M\u00e9xico h\u00e1 nove anos. Com o TPP, o imperialismo vende a ilus\u00e3o de ingresso ao Primeiro Mundo, mas na verdade escancara a porta de entrada das pot\u00eancias para saquear a riqueza nacional e a economia popular.<\/p>\n<p>A den\u00fancia mais contundente foi de que o TPP faculta aos grandes laborat\u00f3rios encarecer astronomicamente os pre\u00e7os dos medicamentos, mas seu impacto contr\u00e1rio \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<p>Isso foi reconhecido pelo Pr\u00eamio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, que na &#8220;Antic\u00fapula&#8221; declarou: \u201c<em>O TPP n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia para o desenvolvimento, \u00e9 uma estrat\u00e9gia para o n\u00e3o desenvolvimento<\/em>\u201d. &#8220;<em>Por que o mantiveram em segredo?<\/em>&#8220;, perguntou a si mesmo. \u201c<em>Porque vai beneficiar interesses corporativos, especialmente nos Estados Unidos.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>O \u201catrativo\u201d do TPP foi exposto na reuni\u00e3o do Banco Mundial e do FMI nos seguintes termos: para que qualquer acordo comercial funcione, tem que conseguir reformas estruturais nos pa\u00edses, como a trabalhista, ou uma maior liberdade da economia e das finan\u00e7as.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Rielda Alves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com milhares de demitidos, imposi\u00e7\u00e3o sangrenta de projetos de minera\u00e7\u00e3o, maior hostilidade patronal, grandes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o que envolvem todos os governos das \u00faltimas d\u00e9cadas e um partido do governo que se desintegra em grande velocidade. Este \u00e9 o contexto real do processo pol\u00edtico que est\u00e1 em marcha rumo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es gerais de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":12862,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[300],"tags":[8208,8209,776,1249,5171,397,8210,301,2698,8181],"class_list":["post-12861","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-peru","tag-acordo-transpacifico","tag-apra","tag-banco-mundial","tag-cgtp","tag-desaceleracao-da-economia","tag-fmi","tag-humala","tag-peru-2","tag-tlc","tag-tpp"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/humala.jpg","categories_names":["Peru"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12861","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12861"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12861\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}