{"id":12630,"date":"2015-11-12T09:33:27","date_gmt":"2015-11-12T11:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/?p=12630"},"modified":"2015-11-12T09:33:27","modified_gmt":"2015-11-12T11:33:27","slug":"o-preco-de-ser-parte-da-ue-e-da-zona-euro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/11\/12\/o-preco-de-ser-parte-da-ue-e-da-zona-euro\/","title":{"rendered":"O pre\u00e7o de ser parte da UE e da zona euro"},"content":{"rendered":"<p><em>Analisamos em outro artigo que, a partir de sua entrada na zona euro, a Gr\u00e9cia percorreu o caminho que a transformou de s\u00f3cio menor da cadeia imperialista em uma semicol\u00f4nia das pot\u00eancias imperialistas europeias, especialmente da Alemanha. Algumas elabora\u00e7\u00f5es dentro da LIT-QI consideram que esse car\u00e1ter semicolonial j\u00e1 come\u00e7ou a ser constru\u00eddo a partir do segundo p\u00f3s-guerra e que agora se aprofundou ao extremo.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Alejandro Iturbe<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de semicol\u00f4nia parte do fato de que o pa\u00eds assinou pactos pol\u00edticos e econ\u00f4micos que o subordinam ao imperialismo, como aqueles que integram \u00e0 UE (1993) e \u00e0 zona euro (2001). Tamb\u00e9m existem pactos militares de subordina\u00e7\u00e3o, como a ades\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e0 OTAN (Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte) a alian\u00e7a militar imperialista, encabe\u00e7ada pelo imperialismo norte-americano como uma pe\u00e7a-chave de sua estrat\u00e9gia militar e pol\u00edtica mundial. A OTAN possui quatro bases na Gr\u00e9cia (Tessal\u00f4nica, Larissa, Preveza e Souda Bay) de alto valor geogr\u00e1fico para o controle do Mediterr\u00e2neo oriental.\u00a0 Nesta subordina\u00e7\u00e3o ao imperialismo, a situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e9 similar \u00e0 dos pa\u00edses latino-americanos.<\/p>\n<p>Ao adotar o euro como moeda, a Gr\u00e9cia renunciou ao direito de emitir sua pr\u00f3pria moeda pelo que sua pol\u00edtica monet\u00e1ria e financeira (de acordo ao Tratado de Maastricht) passou a estar supervisionada pelo BCE (Banco Central Europeu) e controlado pelas pot\u00eancias imperialistas do continente. Isto \u00e9, perdeu sua soberania monet\u00e1ria e financeira.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o de base deu um salto ao iniciar os acordos para os \u201cplanos de resgate\u201d da d\u00edvida externa grega. Estes acordos tiveram duas consequ\u00eancias. Por um lado, a Troika (BCE, UE e FMI) passou a dirigir diretamente toda a pol\u00edtica econ\u00f4mica grega, com a capacidade de definir que podia e o n\u00e3o se podia fazer. Por outro, expressou-se em planos de ajuste (cujo eixo era garantir o pagamento da d\u00edvida externa) que reduziam a cada vez mais a economia do pa\u00eds e atacavam duramente o n\u00edvel de vida dos trabalhadores e do povo. Alguns pontos do recente acordo, como a \u201cprivatiza\u00e7\u00e3o\u201d da cobran\u00e7a de impostos j\u00e1 s\u00e3o diretamente elementos coloniais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, esse car\u00e1ter semicolonial leva a um esvaziamento de todo conte\u00fado de vontade popular das institui\u00e7\u00f5es da democracia burguesa. Quem realmente governa (a Troika) n\u00e3o \u00e9 eleito pelo voto popular. E inclusive quando suas propostas s\u00e3o claramente recha\u00e7adas pelo voto popular (como na elei\u00e7\u00e3o do Syriza, no ano passado, e no plebiscito do \u00faltimo dia 5 de julho), acabam se impondo planos ditados pela vontade da Troika, atrav\u00e9s de governos que passam a atuar como verdadeiros \u201cadministradores coloniais\u201d do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Um pa\u00eds que se contrai<\/strong><\/p>\n<p>Este car\u00e1ter semicolonial e o saque de riqueza se expressam com clareza na grande redu\u00e7\u00e3o da economia do pa\u00eds. Inicialmente, a integra\u00e7\u00e3o na UE e a zona euro (no marco de uma fase expansiva da economia mundial) originou um crescimento do PIB grego a uma m\u00e9dia anual de 4% entre 2001-2006.<\/p>\n<p>Mas estas cifras escondiam um processo profundo e muito perigoso de \u201csimplifica\u00e7\u00e3o\u201d da economia do pa\u00eds. A grande ind\u00fastria passou a concentrar-se em um \u00fanico setor (a constru\u00e7\u00e3o naval), enquanto outras, como a minera\u00e7\u00e3o, praticamente desapareciam. O outro setor privilegiado foi o turismo e as atividades associadas. Foram precisamente os rendimentos gerados pelo turismo e as atividades afins os que permitiram, nesses anos, compensar as crescentes importa\u00e7\u00f5es de produtos industriais.<\/p>\n<p>Mas em 2006 a economia grega \u201cestagnou\u201d e, at\u00e9 2010, cresceu apenas 0,10% de m\u00e9dia anual. O pagamento da d\u00edvida externa j\u00e1 passava sua fatura e, ao mesmo tempo, se antecipava a crise econ\u00f4mica mundial que estouraria em 2007.<\/p>\n<p>A partir de 2010 come\u00e7a o \u201ccolapso\u201d completo. Com grandes dificuldades para pagar a d\u00edvida externa, os governos da Nova Democracia e do Pasok aceitaram \u201cplanos de resgate\/ajuste\u201d cada vez mais duros e destruidores. O resultado \u00e9 que, desde 2011 at\u00e9 hoje, esses planos fizeram com que a economia grega decrescesse uns 28%, uma verdadeira cat\u00e1strofe econ\u00f4mica e social gerada pelo capitalismo imperialista europeu.<\/p>\n<p><strong>A d\u00edvida externa<\/strong><\/p>\n<p>Alguns trabalhadores, ao ouvir nossa proposta do n\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa, nos respondem que quem contraiu uma d\u00edvida deve pag\u00e1-la, como faz um trabalhador que pediu um cr\u00e9dito para comprar uma casa, um autom\u00f3vel ou um eletrodom\u00e9stico. E se ele se endividou acima de sua capacidade de pagamento a culpa \u00e9 dele e n\u00e3o do credor.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a: quem contrai as d\u00edvidas externas dos Estados n\u00e3o s\u00e3o os trabalhadores sen\u00e3o os governos burgueses. E a maior parte dessas d\u00edvidas n\u00e3o foi para solucionar as necessidades do pa\u00eds ou do povo sen\u00e3o dos banqueiros e empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Vejamos a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida externa grega, para analisar sua composi\u00e7\u00e3o. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a d\u00edvida externa sempre foi relativamente alta comparada com o PIB do pa\u00eds: em 1990, representava 72%. A integra\u00e7\u00e3o \u00e0 zona euro (e a perda de soberania monet\u00e1ria) elevou essa percentagem ao redor de 100% e assim se manteve at\u00e9 2005. Em 2006 e at\u00e9 2010 (j\u00e1 no meio da crise econ\u00f4mica) salta para 150% e, a partir dos \u201cplanos de resgate\u201d, cresce at\u00e9 180% do PIB (mais de 310 bilh\u00f5es de euros ou 338 bilh\u00f5es de d\u00f3lares).<\/p>\n<p>H\u00e1 que entender que s\u00e3o realmente os chamados \u201cplanos de resgate\u201d. Em realidade, a quem se \u201cresgata\u201d \u00e9 aos bancos credores j\u00e1 que o pa\u00eds que o solicita (porque n\u00e3o pode pagar os compromissos pr\u00e9vios) n\u00e3o v\u00ea um euro ou d\u00f3lar. Esses planos fazem um movimento cont\u00e1vel que permite que os bancos \u201climpem\u201d seus balan\u00e7os e o primeiro que se faz neles \u00e9 \u201cseparar\u201d a parte dos pagamentos previamente comprometidos e assegurar os pagamentos futuros.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, avan\u00e7a-se nos compromissos de privatiza\u00e7\u00f5es de empresas do Estado a \u201cpre\u00e7o de oferta\u201d. Na Gr\u00e9cia, por exemplo, se far\u00e1 um fundo com o resultado da venda das poucas que restaram no pa\u00eds (como o porto do Pireu) para&#8230; pagar a d\u00edvida.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, o pa\u00eds devedor paga, e paga: s\u00f3 neste plano de resgate se \u201creservaram\u201d 13 bilh\u00f5es de euros (14,17 bilh\u00f5es em d\u00f3lares) para os pagamentos deste ano. Aos quais devem ser somado os 425 milh\u00f5es de euros que j\u00e1 foram pagos em abril passado.<\/p>\n<p>Inclusive se consider\u00e1ssemos que a d\u00edvida externa grega de 2001 (ano da integra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0 zona euro) era \u201cleg\u00edtima\u201d e n\u00e3o fraudulenta (120 bilh\u00f5es de euros), ela j\u00e1 foi paga em excesso. Mas, em lugar disso, a d\u00edvida do pa\u00eds se multiplicou duas vezes e meia, com a \u201cmagia especulativa\u201d do chamado juros compostos.<\/p>\n<p><strong>As d\u00edvidas s\u00e3o de honra?<\/strong><\/p>\n<p>Em realidade, s\u00e3o as grandes pot\u00eancias imperialistas as que na hist\u00f3ria disseram v\u00e1rias vezes \u201cque Deus lhe pague\u201d com sua d\u00edvida externa. Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a Gr\u00e3-Bretanha devia bilh\u00f5es de libras esterlinas \u00e0 Argentina pelo fornecimento de alimentos durante o conflito. Mas n\u00e3o pagou: declarou um bloqueio de libras esterlinas e obrigou \u00e0 Argentina a aceitar como pagamento as j\u00e1 muito obsoletas instala\u00e7\u00f5es da ferrovia, de empresas de energia e telefones de sua propriedade no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O imperialismo alem\u00e3o saqueou \u00e0 Gr\u00e9cia ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial com empr\u00e9stimos for\u00e7ados cujo valor hoje superaria os 150 bilh\u00f5es de euros. A isso h\u00e1 que lhe somar mais de 100 bilh\u00f5es de euros pelos danos ocasionados ao pa\u00eds durante a ocupa\u00e7\u00e3o. Mas esta d\u00edvida (e outras) foi perdoada a Alemanha (por ordem dos EUA e Inglaterra). Hoje, o imperialismo alem\u00e3o lhes paga esse \u201cfavor\u201d destruindo novamente a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, para as pot\u00eancias imperialistas suas d\u00edvidas (inclusive quando foram originadas sob o controle de baionetas dos agiotas) n\u00e3o se pagam, mas as dos pa\u00edses semicoloniais com eles s\u00e3o uma \u201cquest\u00e3o de honra\u201d.<\/p>\n<p><strong>As consequ\u00eancias para os trabalhadores e o povo<\/strong><\/p>\n<p>Para os trabalhadores e o povo grego, este car\u00e1ter semicolonial e os sucessivos \u201cplanos de resgate\/ajuste\u201d t\u00eam consequ\u00eancias terr\u00edveis.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, com um aumento brutal do desemprego. Isto j\u00e1 come\u00e7ou no melhor per\u00edodo de integra\u00e7\u00e3o \u00e0 UE, onde s\u00f3 no setor mineiro foram fechados 132.000 postos de trabalho at\u00e9 2005. O desemprego no pa\u00eds era de 2% em 1980, e cresceu a 10% em 2000. A partir dos planos de ajuste iniciados em 2010, h\u00e1 um salto impressionante deste \u00edndice para 25,6% em abril de 2015 (53,2% para menores de 25 anos). E a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 vai se agravar, j\u00e1 que o acordo recentemente assinado pelo governo do Syriza se compromete a reduzir 150.000 empregos no setor p\u00fablico.<\/p>\n<p>O poder de compra do sal\u00e1rio m\u00ednimo (640 euros) vem diminuindo desde 2009, com uma queda superior a 30%, o que o leva a n\u00edveis menores que em 1995. As aposentadorias sofreram uma redu\u00e7\u00e3o real a mais de 30% e seu valor b\u00e1sico (recebido pela maioria dos aposentados) \u00e9 de 360 euros. Tamb\u00e9m se aumentou de 62 para 67 anos a idade m\u00ednima para adquirir aposentadoria integral.<\/p>\n<p>E isto tamb\u00e9m vai piorar com o acordo assinado pelo governo do Syriza que prev\u00ea a suspens\u00e3o dos acordos salariais, a permiss\u00e3o de realizar pactos salariais por empresa sem interven\u00e7\u00e3o dos sindicatos, a limita\u00e7\u00e3o de prazos de vig\u00eancia m\u00e1ximos dos acordos salariais, a diminui\u00e7\u00e3o e o congelamento dos sal\u00e1rios m\u00ednimos, a cria\u00e7\u00e3o de contratos de forma\u00e7\u00e3o abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo interprofissional, a extens\u00e3o do tempo de experi\u00eancia para doze meses, a redu\u00e7\u00e3o do prazo de demiss\u00e3o e do pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es, e a amplia\u00e7\u00e3o do emprego tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>Agravando ao extremo as pen\u00farias, o sistema de sa\u00fade est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de colapso pela grande redu\u00e7\u00e3o da despesa da sa\u00fade p\u00fablica. Atualmente, est\u00e1-se levando a cabo uma reforma hospitalar que prev\u00ea, entre outras coisas, a restri\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o de especialistas e de pessoal dos servi\u00e7os de urg\u00eancias para reduzir \u201ccustos elevados e desnecess\u00e1rios\u201d. Al\u00e9m disso, continuar\u00e3o reduzindo as despesas por medicamentos. Lembremos que uma recente medida do governo do Syriza confiscou os fundos de reserva de caixa das depend\u00eancias p\u00fablicas (desde os munic\u00edpios at\u00e9 os hospitais), o que significa que agora n\u00e3o t\u00eam dinheiro sequer para comprar curativos de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A percentagem de popula\u00e7\u00e3o pobre no pa\u00eds passou de 20,1% em 2009 para 35,8% em 2012, e estima-se que em 2015 chegar\u00e1 a quase 40%. N\u00e3o \u00e9 casual, ent\u00e3o, que se tenham triplicado os casos de depress\u00e3o e que o n\u00famero de suic\u00eddios cresceu em 45%. Quando dizemos que a vida dos trabalhadores e do povo morre dentro do euro n\u00e3o estamos exagerando<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p>Como analisamos em outro artigo, para romper este circuito infernal de decad\u00eancia e mis\u00e9ria que gera o saque semicolonial \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o pagar a d\u00edvida externa e romper com a UE e a zona euro.<\/p>\n<p>Nota:<\/p>\n<p>1. www.eldiario.es\/agendapublica\/proyecto-europeo\/estaGrecia_0_284871869.html<\/p>\n<p><em>Artigo publicado na revista Correio Internacional n.<sup>o<\/sup><\/em><em>\u00a0<\/em><em>13, agosto de 2015.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analisamos em outro artigo que, a partir de sua entrada na zona euro, a Gr\u00e9cia percorreu o caminho que a transformou de s\u00f3cio menor da cadeia imperialista em uma semicol\u00f4nia das pot\u00eancias imperialistas europeias, especialmente da Alemanha. 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