{"id":1259,"date":"2010-09-04T20:50:59","date_gmt":"2010-09-04T20:50:59","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/2010\/09\/04\/maputo-a-revolta-da-fome\/"},"modified":"2010-09-04T20:50:59","modified_gmt":"2010-09-04T20:50:59","slug":"maputo-a-revolta-da-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2010\/09\/04\/maputo-a-revolta-da-fome\/","title":{"rendered":"Maputo: a revolta da fome"},"content":{"rendered":"\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" align=\"left\" alt=\"\" border=\"0\" height=\"100\" hspace=\"3\" src=\"http:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Maputo.jpg\" vspace=\"3\" width=\"150\" \/>No dia 1&ordm; de Setembro, j&aacute; os sms tinham circulado para convocar a greve em Maputo contra os aumentos dos pre&ccedil;os do p&atilde;o, da &aacute;gua e da eletricidade, um representante do governo lembrou Maria Antonieta. <\/span><\/span><br \/>\n\t<!--more--><br \/>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;Em entrevista &agrave; R&aacute;dio Mo&ccedil;ambique, no programa &quot;Caf&eacute; da manh&atilde;&quot;, a ilustre personagem apelou aos ouvintes para, em substitui&ccedil;&atilde;o ao p&atilde;o, comerem batata doce. Ignor&acirc;ncia e prepot&ecirc;ncia caminham, como sabemos, muitas vezes de m&atilde;os dadas. Horas depois, a pol&iacute;cia e o ex&eacute;rcito do mesmo governo chefiado pela Frelimo disparavam sobre a multid&atilde;o desarmada.<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Eram homens, mulheres e crian&ccedil;as da periferia miser&aacute;vel da capital mo&ccedil;ambicana, a manifestar a sua revolta contra aumentos de pre&ccedil;os de produtos essenciais que os condenariam a passar ainda mais fome. Estradas foram bloqueadas, pneus e carros incendiados, barricadas erguidas, lojas pilhadas, enquanto multid&otilde;es dirigiam-se, a p&eacute;, para o centro de Maputo. <\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">O governo da Frelimo fez, em n&uacute;meros provis&oacute;rios, s&oacute; no primeiro dia da rebeli&atilde;o, dez mortos, entre os quais crian&ccedil;as, mais de 200 feridos e quase 150 pris&otilde;es. Durante os protestos, um homem foi filmado no primeiro andar da sede do Partido Frelimo, na Avenida de Angola, a atirar contra os manifestantes. Foi a rea&ccedil;&atilde;o violenta de um governo corrupto e ditatorial, comandado pelo Fundo Monet&aacute;rio Internacional e &agrave; frente de um dos pa&iacute;ses mais pobres do mundo. Segundo as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 46,8% da popula&ccedil;&atilde;o mo&ccedil;ambicana vive numa situa&ccedil;&atilde;o de pobreza extrema, superior &agrave; m&eacute;dia do continente africano e s&oacute; superada por pa&iacute;ses como Afeganist&atilde;o, Serra Leoa ou Guin&eacute;. Os elevados &iacute;ndices de crescimento econ&ocirc;mico verificados nos &uacute;ltimos anos, acima &agrave;s vezes dos 5%, t&ecirc;m beneficiado quase que exclusivamente a elite, burocr&aacute;tica e empresarial, ligada &agrave; Frelimo, e as empresas estrangeiras que exploram a m&atilde;o-de-obra barata e as riquezas do pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&nbsp;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Um protesto leg&iacute;timo<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&quot;O sentimento que hoje grassa nos bairros populares do Grande Maputo &eacute; o de uma incerteza global quanto ao futuro e &agrave; pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia e, face ao poder pol&iacute;tico, a sensa&ccedil;&atilde;o de que as suas dificuldades se tornaram irrelevantes para os poderosos e de que n&atilde;o existem canais por onde as suas necessidades e protestos possam ser canalizadas de forma eficaz&quot;, escreveu no jornal <i>P&uacute;blico<\/i> o professor Paulo Granjo, da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&quot;Mo&ccedil;ambique passou, com o fim da guerra civil, de um regime socializante e paternalista para uma pol&iacute;tica ultraliberal que trouxe o aumento do desemprego e das elites econ&ocirc;micas, coincidentes ou ligadas &agrave;s elites pol&iacute;ticas. Trouxe tamb&eacute;m a eros&atilde;o do controle local da popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de institui&ccedil;&otilde;es partid&aacute;rio-estatais que, se podiam cometer abusos, tamb&eacute;m podiam canalizar as necessidades e reclama&ccedil;&otilde;es populares&quot;, analisou o artigo.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Numa outra reportagem, tamb&eacute;m do jornal <i>P&uacute;blico<\/i>, um participante da revolta, pedreiro de profiss&atilde;o e ativista de organiza&ccedil;&otilde;es c&iacute;vicas, explicava as suas raz&otilde;es: &quot;Estamos contra o aumento do custo de vida, &eacute; um protesto leg&iacute;timo. Eu vivo com menos de 50 meticais (cerca de um euro) por dia. Se a manifesta&ccedil;&atilde;o existe &eacute; porque as pessoas n&atilde;o est&atilde;o contentes. D&oacute;i sermos explorados injustamente&quot;. E prosseguia: &quot;N&oacute;s votamos neles [Frelimo], mas a Frelimo n&atilde;o &eacute; aquela pessoa que est&aacute; hoje na cadeira do poder. A Frelimo sempre quis dar o melhor ao povo desde os tempos de Samora Machel. E os atuais dirigentes n&atilde;o sentem pena desta gente que est&aacute; cada vez a sofrer mais?&quot;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Tudo indica que n&atilde;o. Para o ministro do Interior do governo presidido por Armando Guebuza, o mesmo que vive a chamar o povo de &quot;maravilhoso&quot;, a revolta teria sido uma a&ccedil;&atilde;o de &quot;criminosos, aventureiros, malfeitores e bandidos&quot;. Mesmo o porta-voz da Renamo, a principal for&ccedil;a de oposi&ccedil;&atilde;o, sem deixar de criticar a viol&ecirc;ncia da pol&iacute;cia, n&atilde;o se absteve de tamb&eacute;m condenar as pilhagens.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>Os assassinos est&atilde;o fardados<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">De acordo com v&aacute;rios testemunhos, a revolta teria come&ccedil;ado no bairro de Benfica, uma zona perif&eacute;rica de Maputo, e em pouco tempo estendeu-se &agrave; Avenida de Mo&ccedil;ambique e &agrave; de Acordos de Lusaka, as duas principais vias de entrada da capital, e para a Beira, a segunda cidade mais importante do pa&iacute;s.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Como em 5 de Fevereiro de 2008, na rebeli&atilde;o contra o aumento do pre&ccedil;o dos transportes, os &quot;chapas&quot;, autocarros que transportam os habitantes dos sub&uacute;rbios para o trabalho, n&atilde;o funcionaram. A ades&atilde;o &agrave; greve &ndash; em Mo&ccedil;ambique sin&ocirc;nimo de revolta popular &ndash; convocada na v&eacute;spera por sms tinha sido de quase 100%. Os milhares de manifestantes dirigem-se, a p&eacute;, percorrendo quil&ocirc;metros, para alcan&ccedil;ar a &quot;cidade de &quot;cimento&quot;, onde est&aacute; o poder.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">De Maputo, Jo&atilde;o Vaz de Almada, relata ao <i>P&uacute;blico<\/i>: &quot;O bru&aacute; da multid&atilde;o &eacute; cada vez mais sonoro e a cad&ecirc;ncia dos passos intensifica-se, sinal que a turba se aproxima rapidamente da pra&ccedil;a [Pra&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o da Mulher Mo&ccedil;ambicana]. Momentos antes, tr&ecirc;s ve&iacute;culos carregados de pol&iacute;cias munidos de metralhadoras AK 47 tomam posi&ccedil;&otilde;es ao longo da pra&ccedil;a. A multid&atilde;o chega ao local e a tens&atilde;o aumenta &agrave; medida que crescem as palavras de ordem que clamam por justi&ccedil;a. Os tiros de aviso sucedem-se. O descontrolo entre os pol&iacute;cias &eacute; grande, e a turba, cada vez mais vociferante, entra na Avenida Vladimir Lenine, tomando a dire&ccedil;&atilde;o da Baixa da cidade. Agora as ordens parecem claras: ningu&eacute;m pode passar para o cimento. Rapidamente tudo se precipita e os disparos, exclusivamente da pol&iacute;cia, tomam as mais variadas dire&ccedil;&otilde;es, com dois deles a deixar um corpo j&aacute; cad&aacute;ver e outro em estado grave que acaba por ser socorrido pela Cruz Vermelha. A turba, essa, recua, voltando &agrave; proced&ecirc;ncia. No alcatr&atilde;o jazem dezenas de chinelos que o p&acirc;nico deixou para tr&aacute;s.&quot;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&quot;(&#8230;) Sob agita&ccedil;&atilde;o e alguns tiros, corremos para o local. &quot;J&aacute; levaram uma crian&ccedil;a que estava ferida&quot;, revela um transeunte. &quot;Isto &eacute; fogo real. Voc&ecirc;s t&ecirc;m de escrever que a pol&iacute;cia est&aacute; a matar o povo inocente e indefeso&quot;. Enquanto isso, outro popular puxa-nos para o outro lado da rua, em dire&ccedil;&atilde;o a uma crian&ccedil;a que jaz cad&aacute;ver, coberta por uma capulana. Do seu lado esquerdo repousa a pasta com os livros da escola. Do lado direito, uma enorme po&ccedil;a de sangue testemunha a brutalidade do disparo. &quot;Atingiram-no aqui na cabe&ccedil;a&quot;, berra uma mulher indignada, enquanto levanta o improvisado sud&aacute;rio. &quot;Chamava-se H&eacute;lio tinha 11 anos e regressava da escola quando foi atingido.&quot;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">(&#8230;) A pol&iacute;cia volta a investir e o povo que estava junto ao corpo de H&eacute;lio procura ref&uacute;gio entre as pequenas habita&ccedil;&otilde;es de blocos que a falta de dinheiro n&atilde;o deixou concluir. A indigna&ccedil;&atilde;o cresce. &quot;Queremos justi&ccedil;a! Os assassinos est&atilde;o fardados! Isto n&atilde;o &eacute; bala perdida. Bala perdida n&atilde;o atinge cabe&ccedil;a.&quot;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><b>&quot;A luta continua&quot;<\/b><\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">No dia seguinte, 2 de Setembro, a revolta continuou, convocada mais uma vez por sms. Mais repress&atilde;o, mais mortos e feridos. Novas barricadas e pneus queimados. Como gritavam mais de 100 jovens que bloquearam a Avenida Acordos de Lusaca na v&eacute;spera, a enfrentar os tiros da pol&iacute;cia, &quot;Um povo unido jamais ser&aacute; vencido&quot;.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">A luta do povo mo&ccedil;ambicano contra a opress&atilde;o e os desmandos do governo totalit&aacute;rio da Frelimo &eacute; leg&iacute;tima e deve ter o apoio dos trabalhadores de todo o mundo. Ela se expressa na rebeli&atilde;o desses &uacute;ltimos dias, mas tamb&eacute;m na greve dos estudantes do Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia de Maputo contra o aumento das propinas, realizada a 31 de Agosto, e outras manifesta&ccedil;&otilde;es de protesto.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Violenta n&atilde;o &eacute; a revolta, mas a fome que governos corruptos, lacaios do imperialismo, querem impor &agrave; popula&ccedil;&atilde;o para manter as suas regalias.<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div>\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">Popula&ccedil;&atilde;o pobre de Mo&ccedil;ambique, estamos convosco!<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"line-height: normal\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\">&nbsp;<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"margin: 0cm 0cm 10pt\">\n\t<span style=\"font-size: 14px\"><span style=\"font-family: georgia, serif\"><span style=\"color: #333333\">Fonte:<\/span> <a href=\"http:\/\/www.rupturafer.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #222222; text-decoration: none; text-underline: none\">http:\/\/www.rupturafer.org<\/span><\/a><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 1&ordm; de Setembro, j&aacute; os sms tinham circulado para convocar a greve em Maputo contra os aumentos dos pre&ccedil;os do p&atilde;o, da &aacute;gua e da eletricidade, um representante do governo lembrou Maria Antonieta.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":4286,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"litci_post_political_author":"","footnotes":""},"categories":[4417],"tags":[],"class_list":["post-1259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mocambique"],"fimg_url":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/Maputo.jpg","categories_names":["Mo\u00e7ambique"],"author_info":{"name":"Javier f","pic":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/38f104112503b4b2d43a8972576238b0824db79ccc991f981595fcbc569b0601?s=96&d=mm&r=g"},"political_author":null,"tagline":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1259"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1259\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4286"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/litci.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}