{"id":12438,"date":"2015-11-07T10:26:30","date_gmt":"2015-11-07T12:26:30","guid":{"rendered":"http:\/\/litci.org\/pt\/?p=12438"},"modified":"2015-11-07T10:26:30","modified_gmt":"2015-11-07T12:26:30","slug":"todo-apoio-a-luta-palestina-rumo-a-uma-terceira-intifada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/litci.org\/pt\/2015\/11\/07\/todo-apoio-a-luta-palestina-rumo-a-uma-terceira-intifada\/","title":{"rendered":"Todo apoio \u00e0 luta palestina, rumo a uma Terceira Intifada"},"content":{"rendered":"<p><em>A hist\u00f3rica resist\u00eancia do povo palestino vem dando sinais, h\u00e1 alguns anos, de que caminha para uma nova intifada (levante popular). Podemos estar no in\u00edcio da terceira intifada (a primeira foi entre 1987 e 1993 e a segunda, de 2000 a 2004). \u00c9 preciso que os sindicatos, os partidos de esquerda e o movimento de massas de todo o mundo apoiem decididamente essa luta.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Secretariado Internacional da LIT-QI<\/p>\n<p><strong>O fracasso dos Acordos de Oslo<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 67 anos \u2013 desde a <em>nakba<\/em> (cat\u00e1strofe) palestina, com a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel em 15 de maio de 1948 \u2013, o povo palestino enfrenta uma cont\u00ednua limpeza \u00e9tnica, com ordens de demoli\u00e7\u00e3o de suas casas, expuls\u00e3o, apartheid, coloniza\u00e7\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es israelenses exp\u00f4s com mais clareza a pol\u00edtica israelense que vigora desde sempre, de garantir Israel, em toda a Palestina hist\u00f3rica, como um Estado sionista homog\u00eaneo, portanto, sem palestinos.<\/p>\n<p>Para dar um ar \u201cdemocr\u00e1tico\u201d perante o mundo, Israel n\u00e3o pode exterminar todos os palestinos. Assim, busca manter uma minoria sem direitos, em guetos, como fazia o regime do apartheid da \u00c1frica do Sul, para servir de m\u00e3o de obra barata. Mas o exterm\u00ednio continua, seja via bombardeios peri\u00f3dicos em Gaza, seja via ataques de colonos na Cisjord\u00e2nia, seja via envenenamento dos presos nos c\u00e1rceres israelenses, seja via limpeza \u00e9tnica nos campos de refugiados ao redor \u2013 com a colabora\u00e7\u00e3o de regimes \u00e1rabes, como o de Bashar Al Assad e a monarquia jordaniana \u2013 ou a imposi\u00e7\u00e3o de uma vida miser\u00e1vel.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica do imperialismo para a regi\u00e3o se expressa nos acordos de Oslo, firmados em setembro de 1993 entre o governo de Israel e o presidente da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), Yasser Arafat. Hoje se expressa com clareza perante o mundo o fracasso dessa pol\u00edtica. A opress\u00e3o sobre os palestinos aumentou, a mis\u00e9ria tamb\u00e9m. Mais de 20 anos depois, os resultados s\u00e3o mais de 7 mil palestinos mortos, mais de 12 mil casas destru\u00eddas. Entre 1993 e 2000, o n\u00famero de assentamentos israelenses constru\u00eddos dobrou e hoje \u00e9 de 600 mil. Esses assentamentos s\u00e3o ocupa\u00e7\u00f5es de territ\u00f3rios palestinos por israelenses armados at\u00e9 os dentes e apoiados pelo ex\u00e9rcito\u00a0 sionista. Israel desvia a \u00e1gua dos palestinos para esses assentamentos. Existem efeitos catastr\u00f3ficos para a economia palestina pelo fechamento das fronteiras aos trabalhadores palestinos, que seriam substitu\u00eddos por novos imigrantes russos. Em 1993, segundo escreve a jornalista Naomi Klein, o PIB per capita nos territ\u00f3rios ocupados despencou quase 30%. A pobreza entre os palestinos subiu 33%. Em 1996, 66% da for\u00e7a de trabalho palestina estava desempregada ou subempregada. Oslo representou menos trabalho, menos liberdade e menos terra.<\/p>\n<p>Os palestinos vivem hoje uma situa\u00e7\u00e3o semelhante a que os judeus sofriam no gueto de Vars\u00f3via sufocados pelos nazistas. Trata-se de um crime contra os palestinos e um crime contra a humanidade.<\/p>\n<p><strong>A gesta\u00e7\u00e3o de uma nova intifada<\/strong><\/p>\n<p>Para enfrentar o governo Netanyahu \u2013 que desmascara o apartheid e estimula os ataques de colonos a palestinos \u2013 e o fracasso dos acordos de Oslo, a heroica juventude palestina vem protagonizando um processo de resist\u00eancia rumo a uma nova Intifada.<\/p>\n<p>Os sintomas dessa terceira Intifada v\u00eam sendo sentidos desde 2011, como um dos sinais de ascenso do processo revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe. Naquele ano, em 15 de maio (anivers\u00e1rio da <em>nakba<\/em>), milhares de refugiados \u2013 sobretudo jovens \u2013 marcharam dos campos na Jord\u00e2nia, S\u00edria, L\u00edbano e Egito rumo \u00e0s fronteiras da Palestina ocupada, expondo ao mundo que, desde a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, seu leg\u00edtimo direito de retorno \u00e0s terras de onde sua fam\u00edlia foi expulsa tem sido negado. O movimento foi reprimido violentamente pelos governantes \u00e1rabes. Depois, a luta palestina acompanhou os ascensos e descensos do processo revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe, ficando por vezes em compasso de espera.<\/p>\n<p>Em 2014, a nova ofensiva israelense em Gaza foi respondida por uma resist\u00eancia heroica vinda n\u00e3o s\u00f3 dessa estreita faixa. Grandes mobiliza\u00e7\u00f5es na Cisjord\u00e2nia, Jerusal\u00e9m Oriental e nos territ\u00f3rios ocupados pelo estado de Israel desde 1948 sinalizaram que o processo rumo a uma nova Intifada n\u00e3o havia arrefecido.<\/p>\n<p>Na noite de 24 de julho de 2014 e durante o dia seguinte, 25 mil palestinos foram \u00e0s ruas na Cisjord\u00e2nia. O canto mais popular entre a juventude era \u201cOh Qassam, Oh habib, Bombardeie Tel-Aviv\u201d, o que mostrava uma moral alta e combativa (Ezzedine al-Qassam \u00e9 o nome das brigadas militares do Hamas, respons\u00e1vel pela maioria dos foguetes lan\u00e7ados contra \u00e1reas ocupadas por Israel desde 1948).<\/p>\n<p>A principal manifesta\u00e7\u00e3o reuniu 10 mil pessoas em Qalandia (vila entre Ramallah e Jerusal\u00e9m que abarca um campo de refugiados palestinos e tamb\u00e9m o mais importante checkpoint do ex\u00e9rcito israelense). O ex\u00e9rcito israelense abriu fogo contra os manifestantes, assassinando cinco palestinos. Em outras cidades tamb\u00e9m houve mortes. Dois manifestantes foram assassinados em Hawara, perto de Nablus, e outros tr\u00eas em Beit Omar, pr\u00f3ximo a Hebron. Mustapha Barghouti, deputado palestino e secret\u00e1rio-geral da Iniciativa Nacional Palestina, afirmou que foi a maior manifesta\u00e7\u00e3o palestina em toda a hist\u00f3ria da Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>Essa mobiliza\u00e7\u00e3o foi precedida por outras quase di\u00e1rias desde o assassinato do jovem palestino Mohammad Abu Khdeir, queimado vivo em Jerusal\u00e9m por tr\u00eas jovens sionistas, e dos bombardeios contra Gaza, que foram seguidos por invas\u00e3o terrestre.<\/p>\n<p>Em 2015, o impulso para uma nova intifada tomou um novo f\u00f4lego. O jornalista palestino Ahmad Melhem, em reportagem para o site Al-Monitor, descreve que nos dias 11 e 12 de julho houve manifesta\u00e7\u00f5es que foram reprimidas pelas for\u00e7as israelenses em 30 cidades e vilas palestinas, tanto na Cisjord\u00e2nia como em Jerusal\u00e9m e nos territ\u00f3rios ocupados em 1948. Os confrontos foram particularmente violentos em Bel\u00e9m, Hebron, Jerusal\u00e9m e Ramallah. O famigerado checkpoint em Qalandia foi atacado com pedras e coquet\u00e9is molotov, levando \u00e0 sua tomada pelos manifestantes por um curto per\u00edodo.<\/p>\n<p>Nos territ\u00f3rios ocupados em 1948, as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es foram na Galileia, com confrontos com a pol\u00edcia israelense em Nazareth, Arara, Umm al-Fahem, Taybeh e Qalanswa. A pol\u00edcia usou g\u00e1s lacrimog\u00eanio e balas de borracha enquanto manifestantes queimavam pneus e cantavam em \u00e1rabe \u201co povo quer o fim de Israel\u201d. Na sequ\u00eancia, as manifesta\u00e7\u00f5es se alastraram para outras cidades e vilas palestinas, como Haifa e Jaffa, e no Naqab (Negev).<\/p>\n<p>Em 30 de julho, em Duma, Nablus, um colono israelense botou fogo na casa de uma fam\u00edlia palestina, queimando-os vivos. Um beb\u00ea de 18 meses, seu irm\u00e3ozinho de quatro anos e a m\u00e3e morreram. A intensifica\u00e7\u00e3o de ataques de colonos israelenses a palestinos nos \u00faltimos meses e a viola\u00e7\u00e3o de um dos principais locais sagrados para mu\u00e7ulmanos, a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusal\u00e9m, acelerou esse processo rumo \u00e0 terceira Intifada.<\/p>\n<p>Existe a possibilidade de que essa intifada, caso se concretize, atinja uma dimens\u00e3o maior, por v\u00e1rios motivos.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, porque desde seu in\u00edcio est\u00e1 atingindo os territ\u00f3rios palestinos tomados em 1948, e n\u00e3o s\u00f3 Gaza e Cisjord\u00e2nia (anexados em 1967) como nas duas anteriores. Em segundo lugar, porque pode incorporar \u2013 al\u00e9m das heroicas a\u00e7\u00f5es da juventude palestina \u2013 tamb\u00e9m a mobiliza\u00e7\u00e3o direta dos trabalhadores palestinos. A greve geral de um dia dos trabalhadores de Hebron em outubro passado foi uma express\u00e3o dessa poss\u00edvel din\u00e2mica.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, porque o isolamento pol\u00edtico de Israel em n\u00edvel mundial \u00e9 crescente, apesar de todo o apoio dado pelo imperialismo e a grande imprensa burguesa. Durante a \u00faltima invas\u00e3o de Gaza, por exemplo, Israel perdeu a batalha pela consci\u00eancia das massas no mundo. As\u00a0declara\u00e7\u00f5es de Netanyahu responsabilizando os palestinos pela solu\u00e7\u00e3o final de Hitler e repudiadas at\u00e9 por aliados demonstraram n\u00e3o somente as mentiras desse dirigente assassino, mas tamb\u00e9m que n\u00e3o se pode esperar nada desse Estado. Ao lado de Netanyahu, disputam a popularidade lideran\u00e7as como Lieberman, que prop\u00f5e abertamente a expuls\u00e3o sum\u00e1ria de todos os palestinos de todo o territ\u00f3rio que lhes pertence. O car\u00e1ter nazi-fascista desse Estado est\u00e1 se revelando com mais for\u00e7a.<\/p>\n<p>Por esses motivos, \u00e9 poss\u00edvel que uma terceira Intifada tenha mais peso na regi\u00e3o e em todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>Revolu\u00e7\u00f5es \u00e1rabes e resist\u00eancia palestina: uma s\u00f3 luta<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dissociar este movimento do processo revolucion\u00e1rio no mundo \u00e1rabe. Os poderosos inimigos da causa palestina, denunciados pelo revolucion\u00e1rio palestino Ghasan Kanafani ao analisar a revolu\u00e7\u00e3o de 1936-1939, continuam atuais: a burguesia palestina, os regimes \u00e1rabes e o imperialismo\/sionismo.<\/p>\n<p>A maior parte da esquerda em todo o mundo declarou o fim da revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe, pelos impasses e refluxos conjunturais que existem em todos os processos revolucion\u00e1rios. Essa nova intifada \u00e9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de que est\u00e3o completamente errados.<\/p>\n<p>Na busca por estabilidade na regi\u00e3o, o que garante a seguran\u00e7a de Israel, tenta-se sufocar a revolu\u00e7\u00e3o na S\u00edria a todo custo. Ap\u00f3s a r\u00e1pida queda de quatro ditadores \u2013 na Tun\u00edsia, no Egito, no I\u00eamen e na L\u00edbia \u2013 com a Primavera \u00c1rabe inaugurada no final de 2010, o imperialismo interv\u00e9m direta e indiretamente para conter o efeito domin\u00f3. O Estado Isl\u00e2mico \u00e9 um elemento contrarrevolucion\u00e1rio, que termina por fazer o jogo do imperialismo e facilitar sua interven\u00e7\u00e3o militar. Na S\u00edria, a revolu\u00e7\u00e3o que busca derrubar o ditador sanguin\u00e1rio Bashar Al Assad se transformou em guerra civil em 2011. O pretexto constru\u00eddo pelo imperialismo, de que se combate o Estado Isl\u00e2mico, agora tem servido para a R\u00fassia e aliados do regime s\u00edrio bombardearem as \u00e1reas livres do jugo de Bashar Al Assad que restam.<\/p>\n<p>A R\u00fassia e os\u00a0 EUA concretizaram um acordo militar entre ambos os pa\u00edses para \u201ccoordenar \u201d o uso do espa\u00e7o a\u00e9reo na S\u00edria, uma divis\u00e3o de tarefas em que \u201c<em>voc\u00ea bombardeia aqui e n\u00e3o ali<\/em>\u201d.<sup>1<\/sup> R\u00fassia, EUA e Israel est\u00e3o em coordena\u00e7\u00e3o militar na S\u00edria para sufocar a luta contra o ditador Assad.<\/p>\n<p>Aqui se revela a farsa da esquerda castro-chavista que defende o ditador s\u00edrio Assad como \u201canti-imperialista\u201d. O genocida Assad, que est\u00e1 destruindo o pa\u00eds, matando e expulsando milh\u00f5es de pessoas para se manter no poder, est\u00e1 sendo sustentado pela alian\u00e7a militar dos EUA e da R\u00fassia, com apoio tamb\u00e9m de Israel. O mesmo Assad que cercou e quer destruir o campo de refugiados de Yarmuk (basti\u00e3o hist\u00f3rico da resist\u00eancia palestina na S\u00edria). O mesmo Estado de Israel que massacra os palestinos ajuda a manter Assad.<\/p>\n<p>Agora, uma nova Intifada deve representar um novo ascenso no mundo \u00e1rabe, podendo ajudar a reativar a resist\u00eancia em toda a regi\u00e3o. Isso teria uma enorme import\u00e2ncia devido \u00e0 autoridade pol\u00edtica dos palestinos em todo o mundo \u00e1rabe. Os sinais est\u00e3o crescendo, como em 16 de outubro na Jord\u00e2nia: em diversas cidades, houve grandes manifesta\u00e7\u00f5es exigindo o fim dos acordos com Israel.<\/p>\n<p><strong>Por um \u00fanico Estado palestino, laico e democr\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 diferen\u00e7a das duas Intifadas palestinas anteriores, o movimento rumo a um novo levante popular agora se d\u00e1 sem qualquer lideran\u00e7a e, indiretamente, questiona sobretudo a colabora\u00e7\u00e3o da Autoridade Nacional Palestina (ANP) com Israel. A juventude n\u00e3o se v\u00ea representada por nenhum partido tradicional. A juventude, aliada \u00e0 classe trabalhadora, precisa construir, em meio a esse processo, uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para levar adiante a luta pela liberta\u00e7\u00e3o da Palestina.<\/p>\n<p>\u00c9 no calor da luta contra a ocupa\u00e7\u00e3o que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de se forjar uma nova lideran\u00e7a para o movimento palestino, uma lideran\u00e7a que rejeite a concilia\u00e7\u00e3o com o inimigo e unifique o povo palestino na perspectiva de liberta\u00e7\u00e3o de todas as terras palestinas, do rio ao mar.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para contemplar a totalidade dos palestinos, cuja maioria vive fora de suas terras, \u00e9 um Estado \u00fanico palestino, laico, democr\u00e1tico, com direitos iguais para todos e todas que queiram viver em paz com os palestinos. Isso implica a destrui\u00e7\u00e3o do Estado nazi-fascista de Israel. A conviv\u00eancia de um Estado palestino com o Estado de Israel \u2013 como foi definido nos acordos de Oslo \u2013 se mostrou imposs\u00edvel, como sempre afirmamos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode conviver com o fascismo, \u00e9 preciso destru\u00ed-lo. N\u00e3o se conseguiu conviver com o nazismo, foi necess\u00e1rio derrot\u00e1-lo. N\u00e3o se trata de um conflito religioso, mas da necess\u00e1ria destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, basti\u00e3o militar do imperialismo no mundo \u00e1rabe. \u00c9 poss\u00edvel que os judeus e mu\u00e7ulmanos convivam pacificamente em um Estado palestino laico e democr\u00e1tico, como j\u00e1 viveram no passado.<\/p>\n<p><strong>Solidariedade<\/strong><\/p>\n<p>A solidariedade internacional \u00e9 um elemento fundamental. \u00c9 necess\u00e1rio que todos os sindicatos e partidos de esquerda denunciem as atrocidades do Estado israelense. \u00c9 preciso construir dias internacionais de luta articulados com as mobiliza\u00e7\u00f5es palestinas. \u00c9 fundamental a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o em solidariedade \u00e0 luta palestina.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel e necess\u00e1rio debater as diferen\u00e7as program\u00e1ticas entre todos os setores democraticamente, sem que isso impe\u00e7a a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o contra o Estado israelense.<\/p>\n<p>Junto com isso, pode-se fortalecer campanhas como a do BDS (boicote, desinvestimento e san\u00e7\u00f5es) a Israel. \u00c9 crucial somar-se \u00e0 campanha global para impedir sua presen\u00e7a nas Olimp\u00edadas de 2016 no Brasil. Com apoio do governo brasileiro, uma empresa de seguran\u00e7a israelense est\u00e1 prevista para atuar no megaevento.<\/p>\n<p>A LIT coloca-se ao lado da resist\u00eancia palestina incondicionalmente e se soma \u00e0s a\u00e7\u00f5es em todo o mundo em apoio a sua luta.<\/p>\n<p>Nota:<\/p>\n<p>1- http:\/\/www.elmundo.es\/internacional\/2015\/10\/17\/5621d2e946163fd80a8b45e6.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3rica resist\u00eancia do povo palestino vem dando sinais, h\u00e1 alguns anos, de que caminha para uma nova intifada (levante popular). 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