Carolina Garzón Ardila desapareceu em 28 de abril de 2012 no Equador. Ela é militante do Partido Socialista dos Trabalhadores, da Liga Internacional dos Trabalhadores (PST) e estudante da Universidade Distrital de Bogotá. Em 17 de junho de 2020, completam 3.000 dias sem que os governos da Colômbia e do Equador tenham avançado na averiguação das causas de seu desaparecimento e dos responsáveis.

Por: PST-Colômbia

Durante esses 3.000 dias, sua família, o Partido Socialista dos Trabalhadores da Colômbia, o Movimento ao Socialismo (MAS) do Equador e a Liga Internacional dos Trabalhadores, com o apoio de personalidades, incluindo jornalistas, congressistas, personalidades e organizações democráticas, desenvolveram uma campanha para exigir que os Estados da Colômbia e do Equador investiguem e encontrem seu paradeiro e os responsáveis ​​por seu desaparecimento. Mas os Estados não assumiram diligentemente o caso e é por isso que até agora não houve resultados.

O Ministério Público da Colômbia que detinha a câmera fotográfica de Carolina, por um tempo, desapareceu com a mesma sem dar uma explicação até o momento, e a última coisa que aconteceu no Equador é o procurador do caso, que durante anos o manteve engavetado, foi trocado por um promotor interino.

A luta pela aparição de Carolina foi sistemática durante esses três mil dias. Seu pai, Walter Garzón, passou seus últimos anos, procurando-a exclusivamente. Ele ajudou a organizar os parentes dos desaparecidos na Associação de Familiares e Amigos das Pessoas Desaparecidas no Equador (Asfadec), mas deprimido e exausto morreu em setembro de 2017.

O desaparecimento de Carolina e a negligência dos Estados fazem parte da longa história de violência e crimes contra mulheres, que não são punidos ou mesmo minuciosamente investigados. O PST da Colômbia, o MAS do Equador e a Liga Internacional dos Trabalhadores, em conjunto com a família Carolina, não deixaremos de exigir que os Estados da Colômbia e do Equador a investigação para poder encontrá-la.

Tradução: Lena souza