Os conflitos que vem ocorrendo podem ser um divisor de águas, ou seja, por onde começar para conseguir a ofensiva necessária para derrotar o plano de ajuste econômico, o acordo com o FMI e dessa forma poder romper o Governo e os empresários locais e estrangeiros.

Por: PSTU – Argentina

Estas experiências que os trabalhadores e trabalhadoras vem fazendo, devem nos permitir tirar conclusões sobre as limitações da luta sindical atual. Que devemos ir, por exemplo, assumir fábricas com ocupações e propor a abertura de livros contábeis, o controle operário da produção. Sem ir mais longe, o conflito do SUTNA por melhoria salarial poderia incorporar estas demandas entre empregados e desempregados, para que companheiros desempregados e desempregadas entrem, o que seria uma verdadeira alternativa de luta contra a quietude da CGT (Confederação Geral do trabalho), CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) e da UTEP (União de Trabalhadores/as da Economia Popular)

O mesmo nos campos petrolíferos e mineradores, a partir dali se poderia não apenas lutar pelas 8 horas ou a distribuição de horas na indústria, mas também se impor a recomposição ambiental para que dezenas de mulheres e homens possam ter trabalhos genuínos, o mesmo que nos principais portos ou refinarias do país.

Para isso, são fundamentais as bolsas de emprego entre os trabalhadores empregados e das organizações piqueteiras, dessa maneira conseguiremos a unidade, a partir de cada luta fazer comitês ou comissões de luta que ampliem as tarefas dos delegados sindicais. Por isso, a tarefa que temos pela frente é que a partir de baixo vamos forjando todas estas condições para a greve geral com os dirigentes à cabeça ou com a cabeça dos dirigentes.

SUTNA (Sindicato Único dos Trabalhadores da Borracha da Argentina) 

Na sexta-feira 3 de junho foi realizada uma nova paralisação de atividades por 24 horas, em um contexto de falta crescente de coberturas e com os terminais automotrizes no limite de suas provisões. As discussões com Bridgestone, Pirelli e Fate voltaram ontem a ser travadas em torno da demanda central do sindicato de elevar para 200% o pagamento extra pelas horas trabalhadas durante os fins de semana.

ATECH (Associação de Trabalhadores da Educação de Chubut)

Depois da falida negociação com o Governo provincial, os docentes realizaram ontem o primeiro dia de protesto estabelecida na paralisação de 48 horas decidida pela ATECH para 2 e 3 de junho, com apoio nas assembleias escolares. Os professores marcharam com tochas pelas ruas de Trelew, expondo seu rechaço à oferta de aumento salarial emitida pelo Executivo na semana passada, que consiste em torno de 15% a ser pago em três parcelas.

Petroleiros de Santa Cruz

Em 28 de maio, realizou-se uma massiva assembleia na capital provincial, onde a partir do Sindicato Petroleiro de Santa Cruz se anunciou uma paralisação geral da atividade, devido à falta de respostas em relação à demanda que se mantém com Interoil. “Uma empresa respaldada pelo governo de Alicia Krischner. Estes senhores não conheciam a cor do petróleo, nem onde estavam os campos petrolíferos. Foi o próprio governo que deu um negócio pronto, sem nenhum requerimento. Não perfurou, não investiu um só peso, e comeu as reservas petroleiras e de gás” ,manifestou Rafael Guenchenen, secretário adjunto da entidade.

Petroleiros de Chubut

Em 30 de maio iniciaram uma medida de força em Burgwardt. O delegado desta empresa, José Bahamonde, confirmou que a partir de hoje 180 trabalhadores iniciaram uma medida de ação direta na demanda de melhorias salariais. “Esta empresa não respeita nem o que é assinado a nível paritário, nem nosso acordo coletivo. Na sexta-feira deixaram claro que se negam a pagar tudo”, disse.

ATE Rio Negro (Associação de Trabalhadores do Estado)

ATE expressou em um comunicado que não podem agir como agiram com eles e que os governos não podem proscrever as e os trabalhadores que os Estados devem tutelar.

“Não é possível desconhecer o efeito negativo que a pandemia teve sobre os trabalhadores hospitalares, que continuam com jornadas e formas de trabalho nunca antes vistas, como também não se pode ignorar o efeito demolidor que a inflação tem sobre os salários”.

Piqueteiros 

Na quarta-feira 1º de junho o centro da Cidade de Buenos Aires foi o cenário de uma nova mobilização popular. Desde as 9 horas, integrantes de organizações sociais e piqueteiras se concentraram no Obelisco para reclamar ao Governo portenho maior assistência para as cozinhas populares.

A manifestação denominada “Panelaço” começou no Obelisco portenho, onde dezenas de pessoas começaram a se juntar desde cedo. De acordo ao que as organizações informaram, a ideia foi marchar para a sede do Governo da Cidade.

UOM (União Operária Metalúrgica)

Após a paralisação por tempo indeterminado, a UOM Tierra del Fuego está a um passo de assinar uma negociação de 20 pontos superior à que Caló deixou.

A câmara empresarial das empresas eletrônicas fueguinas enviou uma nova proposta de aumento salarial aos integrantes da UOM Rio Grande. A proposta foi de 65% a ser paga em três vezes com uma soma não remunerada de $45000 pesos, que supera em 20 pontos o acordo que Caló havia alcançado e em 10, à primeira oferta empresarial a esta demanda.

Tradução: Lilian Enck