A LIT-QI repudia da maneira mais enérgica o brutal atentado no Manchester Arena, especialmente repugnante por ser dirigido contra uma massa de adolescentes, incluindo crianças.

Por: LIT-QI

Compartilhamos a angústia e a dor dos familiares e amigos dos 22 assassinados/as e dos 59 feridos/as e lhes enviamos nossas mais sentidas condolências.

Também queremos solidarizar-nos com a comunidade líbia de Manchester e, em geral, com a comunidade islâmica, assim como com os refugiados e imigrantes, que não têm nenhuma responsabilidade neste atentado selvagem, mas que são alvo de acusações por parte da extrema direita britânica e de medidas repressivas da polícia.

As autoridades informam sobre uma vaga reivindicação do atentado pelo Estado Islâmico e é bem possível que se trate de uma ação praticada por algum simpatizante, coincidindo com os retrocessos territoriais do “Califado” no Oriente Médio.

Este tipo de ação merece o mais completo repúdio do movimento operário e social e de todos os partidos e organizações que se reivindicam da esquerda e da defesa dos direitos democráticos. Esses métodos do terrorismo são alheios aos métodos de luta da classe trabalhadora e dos povos oprimidos pelo imperialismo.

Esses ataques, ainda que tentem justificá-los politicamente, não estão de forma alguma dirigidos contra os governos europeus, responsáveis, junto a seu chefe norte-americano, pela pilhagem e as guerras coloniais no Oriente Médio, pela política criminosa em relação aos refugiados e imigrantes e pelos planos de ajuste contra a classe trabalhadora europeia. Pelo contrário, estão dirigidos contra inocentes que não só não têm nenhuma responsabilidade pelas políticas genocidas do imperialismo europeu e norte-americano, como também são suas vítimas.

Atentados como o de Manchester favorecem apenas as campanhas de justificativa dos governos e suas medidas de repressão e cerceamento dos direitos democráticos e dos direitos individuais dos imigrantes muçulmanos e dos trabalhadores. Só favorecem suas políticas imperialistas contra os povos do mundo.

Somente a mobilização independente dos povos oprimidos, unidos à classe operária e aos povos europeus, será capaz de derrotar o Estado Islâmico e o imperialismo que promove guerras sanguinárias para defender seus interesses mesquinhos.

Repúdio aos atentados contra inocentes! Abaixo o Estado Islâmico!

Fim da intervenção militar imperialista na Síria, no Iraque e em todo o mundo!

Fim das medidas repressivas contra os imigrantes, os trabalhadores e a população com a desculpa da luta antiterrorista!

Tradução: Nea Vieira