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Desde a madrugada desta quarta-feira (17) o Estado de Israel lançou mais de 20 ataques aéreos a Gaza. O bombardeio matou o palestino Naji Muhammad al-Zaanin, de 25 anos e feriu dezenas de pessoas. A ofensiva se inicia poucos dias depois de o primeiro-ministro sionista, Benjamin Netanyahu, junto com o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, afirmar que “o exército israelense está se aproximando de uma atividade militar em grande escala na Faixa de Gaza”.

Por: Soraya Misleh

A ameaça é de que se a resistência ao desumano cerco imposto há mais de 11 anos a Gaza não cessar, Israel atacará com “golpes muito poderosos”. O Estado sionista realiza de tempos em tempos amplos bombardeios à estreita faixa. O último foi em 2014, durante 51 dias. O saldo foi de 2.200 mortos, entre os quais 530 crianças.

Mais uma vez a falsa alegação é de resposta ao partido político Hamas – na verdade, mais uma ação como parte da contínua limpeza étnica que se iniciou com a Nakba (a catástrofe palestina com a expulsão de 75% da população palestina de suas terras para a criação do Estado de Israel).

Desde 30 de março (Dia da Terra para os palestinos), Gaza protagoniza todas as sextas-feiras protestos massivos como parte da Grande Marcha do Retorno. Já são cerca de 10 mil feridos e centenas de mortos, incluindo crianças, mulheres e idosos. Os palestinos levantam a reivindicação fundamental de retorno às terras de onde foram e continuam a ser expulsos.

Na estreita faixa, em torno de 80% dos quase 2 milhões de habitantes são oriundos de aldeias destruídas na Nakba. Integram, portanto, o contingente de 5 milhões de refugiados. A despeito do recrudescimento da repressão israelense, a resistência segue.

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A LIT-QI reafirma a solidariedade incondicional aos palestinos e sua resistência legítima, ao mesmo tempo em que repudia mais esse bombardeio israelense!

Por um estado único palestino livre, laico, democrático e não racista, com direitos iguais a todos e todas que queiram viver em paz com os palestinos.