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Greve geral com a participação de outras categorias está prevista para o dia 9 de janeiro. A greve do setor ferroviário contra a reforma da previdência de Emmanuel Macron completou um mês nessa sexta-feira (3). O marco é recorde na história da França.

Por: CSP Conlutas

Como consequência da paralisação da categoria, apenas metade dos trens circulam na França, e diante de nova negociação entre o governo e os sindicatos prevista para o dia 7 de janeiro, novas manifestações de rua estão sendo convocadas.

Luta que segue forte – Enquanto Macron nega recuo e afirma seguir em frente na aprovação da reforma previdenciária, os grevistas rejeitam qualquer proposta do governo e exigem a retirada do projeto, que aumenta idade mínima de 62 para 64 anos e universaliza o sistema previdenciários, prejudicando alguns regimes de categorias específicas, como a de servidores públicos.

Mobilização tem apoio do movimento dos Coletes Amarelos | Foto: Reprodução Redes Sociais

A central sindical francesa Solidaires, membro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, da qual a CSP-Conlutas faz parte, se junta ao chamado de outras entidades e movimentos sociais para um forte dia de mobilização em 9 de janeiro, com a participação de outras categorias para a realização de uma nova greve geral.

Denominado como dia de “Explosão Social”, a data será organizada a partir do dia 6 de janeiro, próxima segunda-feira, por meio de assembleias em que os trabalhadores discutirão os preparativos da greve geral.

Assembleias são realizadas para organização de mobilizações | Foto: Reprodução redes sociais/Solidaires

O projeto de Macron deve ser apresentado ao Conselho de Ministros em 22 de janeiro. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop para o JDD – jornal francês -, 54% dos franceses apoiam a greve contra a reforma previdenciária.