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O brutal pedido de penalidades da acusação contra os líderes separatistas catalães é uma medida de pura vingança do regime monárquico, que não respeita nem suas próprias leis. Oferece, além disso, um contraste escandaloso com o tratamento que os mesmos tribunais deram aos envolvidos no 23F.

Por: Corriente Roja

O pedido do Ministério Público e as ações do Juiz Llarena deixam claro que estamos diante de um regime monárquico herdeiro do Franquismo, que se baseia em união forçada e é incompatível com o direito democrático dos povos à autodeterminação,

O pedido de penas mostra a covardia de um governo que nem sequer se atreveu a questionar o Ministério Público quando tinha o poder de fazê-lo. É um sinal dessa covardia a redação dos Advogados do Estado (em nome do Governo) assumindo as acusações de sedição e peculato, limitando-se a “abrandar” as penas do Ministério Público. O governo de Sánchez é um governo servil ao aparato judicial e lacaio da Monarquia. A histeria de Casado e Rivera contra Sanchez não muda nada sua natureza.

As acusações do Ministério Público são uma montagem judicial, porque não houve tal rebelião por parte dos acusados e sim uma capitulação enorme, porque o que fizeram foi: virar as costas ao movimento de independência, chamar à desmobilização, entregar as instituições sem luta e aceitar as eleições do 155.

A Corriente Roja exige a libertação imediata de todos os presos políticos catalães e a retirada de todas as acusações contra eles. Apoiamos todas as mobilizações pela sua libertação.

A Catalunha tem todo o direito de decidir livremente o seu destino como povo. A conquista desse direito faz parte de uma luta comum entre os trabalhadores e os povos do Estado para acabar com o regime monárquico e é também uma condição para uma união livre de repúblicas. Fazer um referendo de autodeterminação que dependa da aprovação do Estado é um engano, porque todos sabem que a monarquia nunca aceitará o direito à autodeterminação.

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LIBERDADE PARA TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

DIZEM QUE É DEMOCRACIA MAS NÃO É!

Tradução: Tae Amaru