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O Partido dos Trabalhadores (PT) manifesta a sua mais ampla solidariedade para com o jovem dirigente do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico) Stiben Patron, que foi processado pelo Ministério Público por supostamente ter participado das manifestações de 31 de março, gerando estragos dentro da cova de ladrões que é o Congresso Nacional e por, supostamente, ter feito bombas caseiras do tipo “molotov”.

Por: Partido de los Trabajadores – Paraguai

O juiz Gustavo Amarrilla, arbitrariamente, ordenou a prisão preventiva do jovem dirigente. Os fatos alegados pelo Ministério Público não se sustentam em qualquer evidência objetiva que demonstre a prática de qualquer crime por parte de Stiben, tampouco a descrição dos fatos alegados contra ele se sustentam em qualquer lei penal ou lei especial.

A investigação montada em torno do dirigente mostra a perversidade com que atuam os órgãos de segurança do Estado e seus funcionários judiciais para tentar silenciar as vozes dos milhares de jovens que enfrentaram, em 31 de março, o atropelo do governo, llanistas e luguistas com a emenda para a reeleição eleição presidencial.

Esse ressurgimento de práticas estronistas, às vezes com novas nuances, mas com os mesmos efeitos, tem se desenvolvido com força no marco da criminalização de várias lutas do movimento dos trabalhadores e setores populares e contra diversos dirigentes, passando por cima dos direitos e garantias fundamentais, como o de organização, liberdade de expressão e do devido processo.

A ordem de Cartes para processar Stiben Patrón foi cumprida rapidamente pelos capachos e subservientes Fiscais encarregados do caso, que, sem satisfazer os requisitos mínimos estabelecidos no processo penal, pediram a prisão preventiva de Stiben, que atualmente está preso na penitenciária de Emboscada.

Além disso, Luis Sánchez, Brian Martínez, Osvaldo Aquino, Ruben Galeano e Raúl Cáceres foram processados pelo Ministério Público. Estes, acertadamente, foram para o Uruguai em busca de refúgio político, considerando as medidas arbitrárias que tomaram os órgãos do Estado, em um esforço para estigmatizar, perseguir e anular, diante da sociedade, aqueles que participaram das manifestações para frear a conspiração que tinha como objetivo aprovar a reeleição presidencial de forma antidemocrática e ilegítima.

Exigimos a libertação imediata e a retirada do processo penal contra o dirigente Stiben Patrón e também dos outros acusados, bem como a investigação daqueles que estão por trás dessa perseguição política infame, para não deixa-los impunes. Nós levantamos a nossa voz de protesto e solidariedade e chamamos todas as organizações sociais e políticas a se pronunciar e mobilizar contra o estado de terror praticado pelas forças de segurança e pelos agentes do sistema de justiça a serviço do narcogoverno de Cartes.

Pela imediata liberdade de Stiben Patron!

Basta de criminalização dos/as lutadores/as sociais!

Abaixo o governo neoestronista de Cartes!

Tradução: Lena Souza