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Reproduzimos a nota do SITUAM (Sindicato Independente dos Trabalhadores da Universidade Autônoma Metropolitana) sobre sua heroica luta no México.

TRÊS MESES EM GREVE e o SITUAM RESISTE.

O REITOR GERAL DA UAM ABEL PEÑALOSA APONTA O SITUAM COMO SEU INIMIGO ANTE O ENRIJECIMENTO DAS AUTORIDADES UNIVERSITÁRIAS. O SITUAM REDOBRA AS AÇÕES PARA CONSEGUIR SOLUÇÃO ÁS SUAS JUSTAS DEMANDAS.

Há três meses do início do nosso movimento e depois de 20 reuniões de negociação, as autoridades da UAM mantém sua proposta de antes da explosão da greve: 3.35% direto ao salário e 3% de equiparação salarial aos trabalhadores administrativos e acadêmicos temporários; a respeito do contrato coletivo de trabalho (C.T.T) não resolveram as principais violações que são a saída do pessoal irregular e a recuperação da matéria de trabalho. Durante estes três meses de greve o sindicato evidenciou a desproporcionada distribuição do orçamento universitário. Demonstrou-se com diversos estudos como as autoridades universitárias utilizam o orçamento para se auto atribuírem salários, estímulos e compensações fora de toda proporção nas novas condições do país.

Por exemplo, o ex Reitor Geral Salvador Vega tem uma renda líquida de $210, 647 o atual Reitor Geral Abel Peñalosa, tem uma renda bruta de $214,000, mas estes não são os únicos. Há cerca de 50 funcionários que ganham mais $108, 656 que é a renda líquida do Presidente da República.

O SITUAM apresentou diversas formas de distribuição do orçamento que podem solucionar suas demandas e a única coisa que recebemos das autoridades é um     endurecimento completo. Durante 20 sessões de discussão desenvolveu-se uma simulação de negociação porque ante as diferentes propostas de solução do sindicato recebemos unicamente uma completa negativa  por parte das autoridades da universidade.

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Nestes três meses de greve cabe destacar a atuação das autoridades de outras instituições de educação superior. Foram dadas saídas dignas aos diferentes movimentos. Por exemplo, na Universidad Autónoma de Capingo outorgou aos professores um bônus de $12000; aos trabalhadores da Universidad Autónoma Agraria Antonio Narro de Coahuila e o Colegio de Posgraduados foram outorgados um bônus entre $ 6,000 e $12,000 e o pagamento de 100% de salário reduzidos.

Em contraste, as autoridades da universidade se mostraram inflexíveis e não só fecharam qualquer saída ao conflito como agora lançam uma ofensiva para impor um golpe ao sindicato por não acatar sua política de contenção salarial e por haver mostrado o uso inequitativo do orçamento.

Com o uso dos recursos da Universidade e apoiando-se em um mandato do Congresso da Cidade do México que viola princípios básicos da Lei Federal do Trabalho e Convênios 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho  e com o apoio do sindicato branco SPAUAM (Sindicato de Pessoal Acadêmico da UAM) e de um setor de professores “distintos” organizaram uma consulta e uma marcha na quinta passada 25 de abril de Bellas Artes ao Zócalo exigindo a suspensão da greve.

Esta petição é completamente ilegal, porque a greve foi declarada legalmente existente e só os filiados do SITUAM podem decidir a suspensão da greve.

Nesta mobilização, as autoridades universitárias, pressionaram o pessoal de confiança para que participassem, utilizaram os setores de acadêmicos “distintos” e o  cúmulo: o Reitor Geral, o Secretário Geral, o Advogado Geral e os altos funcionários fizeram ato de presença. Nesta marcha o discurso do Reitor Geral Abel Peñalosa Castro declarou que o inimigo está no sindicato e que a greve foi prolongada artificialmente e que já não tem razão de ser.

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O Reitor Geral tirou a máscara. As autoridades baseando-se na ilegalidade e no sindicato branco   localizaram o SITUAM como inimigo. Não se tratou de uma mobilização neutra. Foi uma marcha contra o sindicato e os direitos dos trabalhadores e da educação pública e gratuita.

Rechaçamos o discurso de ódio do Reitor Geral que busca afrontar toda a comunidade universitária; pelo contrario, chamamos à reflexão sobre os problemas de nossa universidade e juntos encontrar soluções.

Hoje, o sindicato confirma que nossa luta já não é somente por um salário digno e pelo respeito de nosso Acordo Coletivo de Trabalho. É pela defesa de nossa própria organização.

Ante esta situação, o SITUAM, decidiu redobrar seus esforços para fortalecer seu movimento. Faz um chamado aos universitários e povo em geral a somarem-se a esta luta pelo aumento salarial, por uma distribuição equitativa do orçamento e em defesa da universidade pública.

SITUAM
Pela Unidade na luta social

Tradução: Lilian Enck