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Com a ajuda dos dirigentes traidores, o governo de Juan Orlando Hernández, conseguiu confundir às bases e até mesmo a direção da Plataforma em Defesa da Saúde e da Educação. Essa manobra foi aplicada desde o início do processo, mas à medida que alguns pseudo-dirigentes negociaram pelas costas da base, foram colocados em seu devido lugar. Para pressioná-los, o governo acusou-os de vários delitos para depois instalar o diálogo ao “estilo JOH”. Sem dar crédito às acusações do governo, só podemos concluir que eles são farinha do mesmo saco e por isso esses dirigentes, não são representantes dos lutadores e lutadoras e por extensão não são nossos interlocutores.

Por PST-Honduras

Precisamos derrotar a manobra do governo, para sair da confusão em que eles nos colocaram, e isso só é possível através de uma assembleia nacional de toda a Plataforma e pela definição de um novo plano de luta, com um programa mais claro e amplo. Na primeira assembleia nacional foram votadas as orientações que deram um salto de qualidade ao processo de luta e não é por acaso, que pela primeira vez todas as forças entraram em acordo e os critérios puderam ser unificados, o que se traduziu em motivação e sincronização.

Com o falso diálogo em questão, uma nova assembleia é decisiva, e, além disso, deve especificar em detalhes o programa que ficou claro desde o início, mas com limitações. Sabemos que nenhum compromisso do governo é confiável, de modo que as conquistas dessa luta podem retroceder se não apontarmos diretamente no coração do problema, a saída do narcoditador.

Pela primeira vez o regime está fraturado, a própria burguesia virou-lhe as costas, instituições profundamente reacionárias como a igreja Católica o questionaram publicamente, o Partido Nacional está dividido, até mesmo seus membros da equipe do poder executivo suscitaram diferenças. Não podemos cair na armadilha de “não politizar a luta”, nossa luta não pode ser só sindical, porque não há triunfo sindical, sem derrota política.

O PST propõe uma nova assembleia nacional da Plataforma, que discuta democraticamente, um plano de continuidade da luta, centrado na defesa da educação e a saúde pública, gratuita e de qualidade, mas que incorpore em seu programa a saída de Juan Orlando Hernández do poder, porque não há outra maneira de lutar de forma coerente contra qualquer uma de suas políticas e, menos ainda contra o compromisso que ele assumiu com o FMI para conseguir um acordo Stand BY com o fundo monetário. Portanto, a moratória do pagamento da dívida externa é outro item do programa que necessita ser incorporado.

Esta nova etapa de luta, não pode ser concebida sem a incorporação de outros setores, e essa unidade implica incluir suas reivindicações, mas também agregá-los à organização e à tomada de decisões. Somente um processo com democracia interna, com independência de classe e com um programa unitário nos pode levar à vitória.

Partido Socialista dos Trabalhadores-Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta  Internacional LIT-QI

Tradução: Rosangela Botelho