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Os professores socialistas organizados no Partido Socialista dos Trabalhadores, mais uma vez nos dirigimos ao sindicato dos professores, médicos, pais, estudantes e ao povo em geral para comunicar o seguinte:

1. Que a luta pela defesa da saúde e educação pública no país entrou em um ascenso que teve seu maior pico na Paralisação Nacional de 30 e 31 de maio. Essa nova correlação de forças forçou a ditadura de Juan Orlando Hernández – JOH a revogar o PCM, principal exigência da Plataforma em Defesa da Saúde e da Educação Pública. Desta forma, se conquistou uma vitória para o movimento e foi um revés para o governo. Demonstrando que a mobilização permanente dos trabalhadores em unidade com outros setores é um caminho efetivo para lutar contra as medidas neoliberais da ditadura.

2. Condenamos a direção das escolas de educação secundária que fizeram acordo com o governo sem a participação das bases, sem a autorização do conjunto da Plataforma, que havia estabelecido que qualquer aproximação com o regime seria só depois que os decretos fossem revogados. Ao mesmo tempo, condenamos a hipocrisia de JOH em pactuar com esses dirigentes, a quem ele acusou, há alguns dias, de atos de lavagem de dinheiro e corrupção. Esta direção burocrática tentou, desde o início, dividir e desmobilizar a luta, por essa razão, as bases só reconhecem como direção do processo a Plataforma em Defesa da Saúde Educação Pública, que deve manter assembleias em nível nacional ampliando os mecanismos de participação das bases. O sindicato dos professores, por sua vez, deve, de uma vez por todas, descartar os burocratas traidores da direção do sindicato. Exigimos sua expulsão imediata da direção do sindicato dos professores e prestação de contas!

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3. Propomos a criação de uma Assembleia Nacional da Plataforma em Defesa da Saúde e Educação Pública junto com o Movimento Social e Popular para definir o rumo da luta e preparar uma ofensiva contra o regime, dando continuidade a esta instância de unidade, por um programa de reivindicações mais amplo que, além disso, exija de forma imediata justiça para os tombados e criminalizados na luta. Advertimos que enquanto a ditadura do JOH prevalecer no país, a saúde e a educação pública estarão ameaçadas. Por isso devemos avançar para um programa e um plano de luta escalonado até a saída do ditador da cadeira presidencial.

Tegucigalpa, 4 de junho de 2019

Tradução: Lena Souza