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A mobilização e greve nacional do povo continua!

A greve geral, a paralisação e o levante popular para este 9 de outubro se mantêm.

Por: Luís Y. – MAS Equador

Estradas intermunicipais estão fechadas em todo o país, Quito está completamente paralisada, Guayaquil, bastião da direita, está convulsionado, em Cuenca foram convocadas mobilizações.

Na região amazônica, o movimento indígena fez uma ocupação simbólica do palácio de governo da província de Pastaza, na província de Macas também tentaram ocupar o palácio de governo, e a estação de bombeamento de petróleo YURALPA, bloco 28, também foi tomada.

Em Quito, os protestos continuaram em torno da sede da Assembleia Nacional do Equador (Câmara dos Deputados), a Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador – CONAIE foi o protagonista deste dia. Vale ressaltar a solidariedade que o movimento indígena recebeu de grande parte da população de Quito, que vem aos locais de coleta e alojamento, principalmente universidades, para oferecer solidariedade à luta.

No entanto, o nível de repressão aumentou drasticamente, as instalações do rádio “Pichincha Universal” foram invadidas com a alegação de crime de “incitação à discórdia entre os cidadãos”. O governo decretou o “toque de recolher” que impede as pessoas de circular entre as 20h e as 5h, de segunda a domingo, perto dos “prédios e instalações estratégicas” definidos pelo Exército.

Com essa medida, a tarde e a noite de 8 de outubro reprimiram brutalmente os manifestantes em Quito, mas, acima de tudo, milhares de crianças, mulheres, idosos e homens indígenas, muitos dos quais sitiados no Coliseu da Casa da Cultura Equatoriana, é difícil encontrar dados sobre o número de mortos e feridos. Segundo as organizações de Direitos Humanos, “cerca de 63 manifestantes detidos na Assembleia Nacional foram transferidos ilegalmente para a sede da polícia do GIR de Pomasqui, onde se presume possíveis casos de tortura”.

Assim, com a implementação do terror, o governo de Lenin Moreno pretende derrotar o movimento indígena alojado em Quito. Também se pretende fazer o mesmo com os manifestantes em Guayaquil, nova sede do governo, onde os caudilhos da pior direita equatoriana: Jaime Nebot, Cintia Viteri e Guillermo Lasso, que são a principal sustentação do governo e suas medidas antipopulares, bloquearam a entrada da cidade com máquinas pesadas reprimindo duramente os camponeses que tentavam entrar.

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Essa burguesia tenta deslegitimar a luta e está chamando uma contramarcha (hoje) para “defender” a cidade de Guayaquil de “criminosos”, “demagogos”, “populistas”, “anarquistas” e “agitadores pagos”, com o discurso do defesa da “liberdade”, a “democracia” e o “progresso”.

No entanto, o movimento indígena declarou: “A CONAIE ratifica a permanência da mobilização nacional contra medidas econômicas, a rejeição ao extrativismo e a defesa dos territórios, nossas bases estão organizadas e com a agenda da luta definida, a concentração em Quito constitui uma medida de pressão de uma parte de nossa estrutura, já que as ações locais e provinciais ainda estão aguardando novas estratégias de luta”.

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Da mesma forma as organizações da Frente Unitária de Trabalhadores – FUT, o Parlamento Laboral, a CUTCOP e outras organizações ratificaram a mobilização nacional.

Nós do MAS, estamos chamando para unir forças em torno da CONAIE e das organizações de trabalhadores para derrotar o pacote que nos levará a mais miséria e desemprego. Também chamamos a organização de assembleias de coordenação dos setores em luta, comitês de autodefesa, tanto no centro quanto nos bairros, para subjugar os criminosos e os infiltrados policiais do governo, do correismo e da extrema direita entrincheirados nas mobilizações, pera isso apoiamos o uso da “justiça indígena” contra esses elementos.

Abaixo as medidas econômicas! Abaixo o pacote! Fora o FMI! Abaixo a repressão! Liberdade para presos políticos! Abaixo o estado de exceção e toque de recolher! Unidade em torno da CONAIE e dos trabalhadores! Comitês de autodefesa para subjugar infiltrados e criminosos!

Tradução: Lena Souza