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O Fórum de São Paulo nasceu em 1990 como uma resposta desesperada do stalinismo à sua decomposição. Surge no mesmo momento em que as massas derrubaram os regimes stalinistas do Leste Europeu e da Rússia.

Por: Socialismo Hoy – Costa Rica

Por algum tempo, foi apresentado como um “reagrupamento da esquerda contra o neoliberalismo”, alguns acreditavam, por ingenuidade ou cinismo. A Liga Internacional dos Trabalhadores nunca participou ou criou expectativas sobre esse Fórum.

Hoje, 28 anos depois, ele se reúne[1] em Cuba. Se Rosa Luxemburgo se referiu à socialdemocracia alemã como um “cadáver fedorento”, essa descrição seria insuficiente. “Uma orgia de paramilitares e novos ricos, à custa do sangue e suor de seus povos” seria a caracterização mais precisa do que representa esse espaço, cuja missão básica nesta reunião é criar as condições ideológicas para reabilitar Lula, apresentando como perseguido político e não como o que é: o líder de um partido político que orquestrou um dos maiores mecanismos de corrupção na história da América Latina.

O segundo objetivo, o mais macabro de todos, é justificar o paramilitarismo, a guerra suja e os assassinatos do regime de Ortega-Murillo, criar os argumentos para protegê-lo e embelezá-lo. Eles não são diferentes daqueles que se reuniram nos anos 60 para dar seu apoio aos regimes de Somoza e Batista.

PS: Nós não sabemos se há uma delegação da Costa Rica no Fórum e se a Frente Amplio e o Partido Vanguardia Popular, que são filiados a ele, estão participando do evento, como fizeram em 2015, 2016 e 2017.

[1] O Fórum se reuniu de 15 a 17 de julho de 2018.(ndt)

Tradução: Lena Souza