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Em fins de junho vimos como diferentes setores saíram para lutar por várias reivindicações. Vimos os pescadores da costa do Pacífico, que protestaram do lado de fora da Casa Presidencial contra a implementação do IVA. Depois da negativa de serem recebidos e de anos de abandono pelos diferentes governos, irromperam na Casa Presidencial e juraram ver-se em 25 de julho nos atos governamentais em Nicoya.

Por PT-Costa Rica

Os caminhoneiros têm-se manifestado contra a entrada em vigência do IVA em várias zonas do país, e os docentes do ensino fundamental e médio estão em uma greve intermitente contra o projeto de lei 21.049 que ataca diretamente o direito à greve.

As manifestações mais chamativas foram as dos estudantes do ensino médio, que denunciando os cortes na educação e a educação dual, conseguiram junto com o apoio dos caminhoneiros, a renúncia do Ministro da Educação Edgar Mora.

Todos estes ataques do governo PAC – PUSC – FA, respondem direta ou indiretamente à política de guerra contra o povo que o governo tem para que sejamos os trabalhadores quem paguemos a crise fiscal. Já começaram com o combo fiscal onde aprovaram o IVA, vários cortes aos investimentos sociais e perdoaram aos empresários 194 bilhões de colones [moeda do país] em impostos que deviam. Entretanto, este projeto não é suficiente e atrás disso vem mais, com aumento do IVA em 15%, privatizações de empresas estatais e mais cortes em serviços sociais.

O Partido dos Trabalhadores cremos que a origem da crise fiscal é a dívida pública, que devora 43% do orçamento nacional, motivo pelo qual devemos deixar de pagar esta dívida que só serve para fazer os ricos mais ricos às custas dos trabalhadores.

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Só há dois caminhos: o caminho que o governo PAC – PUSC – FA propõe, que significa pagar a dívida pública, e para isso atacar fortemente as condições de vida do povo e dos trabalhadores levando a mais pobreza, mais desemprego e mais desigualdade. O outro caminho é o que propomos no Partido dos Trabalhadores: deixar de pagar a dívida pública, utilizar este dinheiro nas necessidades do povo, enfrentar o capitalismo e que sejam os ricos os que paguem por esta crise.

Este caminho começa por organizar-nos em nossos bairros e locais de trabalho para enfrentar os ataques do governo e por fortalecer as lutas atuais, para o qual devemos unificá-las. Não basta que cada setor saia a lutar por conta própria. Para derrotar os planos do governo é necessário que construamos uma agenda de luta comum entre todos os setores, e que saiamos juntos a lutar paralisando a economia e todo o país, seguindo o exemplo dos estudantes do ensino médio, que com bloqueios conseguiram a renúncia do ministro da educação.

Para conseguir esta unidade as direções dos principais sindicatos têm uma grande responsabilidade: devem convocar um grande encontro unitário de todos os setores em luta, para que juntos construamos uma agenda e um plano de luta para derrotar o governo.

Tradução: Lilian Enk