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Apesar das cúpulas das grandes centrais, trabalhadores demonstram grande disposição de luta. Se a reforma da Previdência for colocada em votação, as centrais devem convocar Greve Geral já!

Por PSTU-Brasil

Esta sexta-feira, dia nacional de protestos e paralisações, começou com mobilizações em todo o país. A data foi definida pelo movimento Brasil Metalúrgico e encampada pelas centrais sindicais e diversas categorias, contra a reforma trabalhista que entra em vigor neste dia 11, a reforma da Previdência, as terceirizações, as privatizações e em defesa dos serviços públicos.

Apesar das cúpulas das grandes centrais sindicais, mais uma vez, não terem jogado peso, a data está sendo bastante forte em todo o país. Metalúrgicos realizaram paralisações, assembleias e atrasos nas entradas de fábricas em várias partes do país, como em São José dos Campos, Minas Gerais e no Paraná, onde 30 mil operários paralisaram neste dia. Operários da construção civil, por sua vez, cruzaram os braços em Belém e Fortaleza.

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Corte de estrada em Aracaju

Houve cortes de estradas e rodovias como em Sergipe, Bahia e na ponte Rio-Niteroi. Protestos unificados reunindo centrais sindicais, movimento popular e estudantes foram realizados nas principais capitais. Indígenas também protestaram, como os Gamelas no Maranhão.

Se aquele bando de corruptos esperava que a reforma trabalhista fosse chegar e ser comemorada, estamos aqui pra mostrar que não, que estamos nas ruas pra dizer que não vamos deixar entrar essa reforma trabalhista“, afirmou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, no ato unificado na capital paulista. Mancha também exigiu das outras centrais a convocação imediata de uma Greve Geral, tão logo a reforma da Previdência seja colocada em votação no Congresso Nacional. “Se eles insistirem em aprovar a reforma da Previdência, o Brasil vai parar“, defendeu.

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Veja como está sendo o dia nacional de lutas e paralisações pelo país.

SÃO PAULO
Na capital paulista houve assembleias e atrasos nas entradas das fábricas.

O ato na Zona Sul de São Paulo começou cedo, às 5h moradores da Ocupação Jardim União, junto com o Movimento Luta Popular, O3 e o Sindicato dos Metroviários, assim como a militância do PSTU, saíram em passeata em direção ao terminal do Varginha, que foi totalmente paralisado. Lá, realizaram um ato exigindo a retomada das obras do Metrô que estão paralisadas há muito tempo nessa região tão carente.

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Luta Popular marcha na Zona Sul de SP

movimento-operario, brasil - Fora Temer, Dia de lutas e protestos, CSP-ConlutasJá os operários de várias fábricas Vglor, Dormer, Brassinter, Voestapine, entre outras, além de trabalhadores químicos e ativistas da juventude se concentravam desde as 9h em frente à fábrica Sandvik. Às 9h30 os metroviários e movimentos se unificaram e saíram em passeata pela Av Nações Unidas em direção à Ponte do Socorro. “É fundamental a unidade dos moradores da periferia e operários metalúrgicos, e aqui, na luta direta, estamos demonstrando que só a mobilização pode derrotar as reformas e colocar pra fora o Temer”, disse o dirigente do Luta Popular e militante do PSTU, Avana.

Hertz Dias, do Movimento Hip Hop O3 e militante do PSTU destacou a importância do ato na Ponte do Socorro. “A vida do nosso povo pobre está em perigo, esse dia de hoje tem uma importância muito grande monstra que tem resistência e não vamos aceitar a retirada de direitos”, disse.

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No final da manhã houve um ato unificado das centrais sindicais na Praça da Sé. As cúpulas das centrais, porém, resolveram desistir de caminhar até a Paulista, como estava inicialmente programado. A militância da CSP-Conlutas, porém, se unificou com os professores municipais e seguiu até a Av Paulista.

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São José dos Campos
O dia começou com assembleias nas fábricas. Na Embraer Eugênio de Melo, J.C. Hitachi, Prolind, Sun Tech e Retin, os metalúrgicos deram seu repúdio às reformas trabalhista e da Previdência e ao governo corrupto de Michel Temer

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RIO DE JANEIRO

Trabalhadores de diversas categorias e do movimento SOS Emprego realizaram manifestação na Zona da Leopoldina, importante via de acesso ao centro do Rio para quem vem das Zonas Norte e Oeste e da Baixada Fluminense.

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movimento-operario, brasil - Fora Temer, Dia de lutas e protestos, CSP-ConlutasA ponte Rio-Niterói foi fechada e um carro foi incendiado, interrompendo o trânsito por 15 minutos.

Manifestantes também fecharam o acesso à Reduc (Refinaria Duque de Caxias), na Baixada Fluminense, com pneus e fogo. Petroleiros de várias bases também se mobilizaram, como na Revap de São José dos Campos (SP), e em Cubatão, além do prédio da Edise, na capital carioca.

Os profissionais das escolas municipais de Belford Roxo tambémrealizam uma paralisação de 24 horas.

MINAS GERAIS

movimento-operario, brasil - Fora Temer, Dia de lutas e protestos, CSP-ConlutasEm Minas houve mobilização e piquete no Frigorífico Mellore, em Betim. Metalúrgicos  da empresa Granha Ligas, em São João del Rei cruzaram os braços. Já em Itajubá, houve assembleias na Mahle e Helibras.

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Metalúrgicos da Granha Ligas

CEARÁ

Trabalhadores da Construção Civil cruzaram os braços e fizeram passeata até a Praça da Bandeira, centro de Fortaleza.

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Operários da Construção Civil em Fortaleza (CE)

SERGIPE

Em Sergipe, o dia nacional de lutas e greves contra as reformas trabalhista e previdenciária, as terceirizações e em defesa dos serviços públicos está, literalmente, pegando fogo. Manifestantes fecharam a garagem de ônibus da Progresso, na Av. Marechal Rondon. A BR na altura do município de Socorro também foi bloqueada, além da ponte Barra dos Coqueiros.

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PARÁ

Em Belém, os trabalhadores realizaram  um ato unificado tomando as ruas da capital.

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RIO GRANDE DO NORTE

movimento-operario, brasil - Fora Temer, Dia de lutas e protestos, CSP-ConlutasO Dia Nacional de Paralisações e Greves começou com uma manifestação dos servidores da saúde pelas ruas de Natal. Cerca de 300 trabalhadores se concentraram em frente ao maior hospital do estado, o Walfredo Gurgel e saíram em caminha na Av. Salgado Filho. Logo após, os servidores se juntaram a diversas categorias do funcionalismo público estadual, em frente à sede do governo para um novo protesto.

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MARANHÃO

Houve protesto unificado unindo diversas categorias, movimento popular e indígenas da etnia Gamela. Os manifestantes fecharam a BR 135.

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Indígenas Gamela participam de ato unificado no Maranhão

PIAUÍ

Em Teresina teve mobilização unitária das centrais.

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BAHIA

movimento-operario, brasil - Fora Temer, Dia de lutas e protestos, CSP-ConlutasManifestantes fecharam o Dique do Tororó. O ato começou às 6h e bloqueou o acesso à estação da Lapa. Logo após, caminharam até o Campo Grande.

A militância do PSTU empunhou uma faixa denunciando os governos Temer, Rui Costa (PT) e ACM Neto (DEM). Bate-paus a mando da CUT tentou rasgar a faixa e agredir os militantes.

RIO GRANDE DO SUL

Metalúrgicos da GM de Gravataí marcharam pela estrada que dá acesso à fábrica, unificando a luta com operários de diversas outras empresas.