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A epidemia do coronavírus se agrava a cada dia no Brasil. São mais de 1,4 milhão de infectados e 58 mil mortes, sem contar as subnotificações. O Brasil deveria estar em quarentena para salvar vidas. Esta situação calamitosa somente reforça a necessidade da defesa do isolamento social como principal medida neste momento.

Por: CSP Conlutas

Diante de tal situação, sem uma política coerente do governo Bolsonaro e também de governos estaduais e municipais, além do alto índice de contaminação no país que pode piorar, temos o aprofundamento da crise econômica. A previsão de queda do PIB de até 10% e o aumento do desemprego podem levar mais de 5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras a se juntarem aos atuais 12 milhões que já convivem com esse sofrimento.

Ao contrário de buscar soluções, o governo Bolsonaro aplicou medidas que permitiram o rompimento de contratos de trabalho, redução de direitos, demissões, sem que sequer tenha garantido uma renda digna para que todos possam enfrentar a pandemia. Muitos vivem diante da escolha entre morrer de Covid-19 ou de fome. Bolsonaro, Mourão e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estão preocupados em agradar banqueiros e grandes empresários.

As medidas agressivas contra a classe trabalhadora e os mais pobres e o descaso com as vidas, assistimos também as tentativas de militarização do país. Estamos sob um governo genocida! Mas a indignação do povo aumenta e entidades, movimentos, organizações da sociedade civil e partidos políticos decidiram lançar uma ampla campanha nacional: a jornada pelo “Fora Bolsonaro; Impeachment já”, que aponta um dia nacional de lutas para o próximo dia 10, uma plenária popular no dia 11 e indica o apoio às manifestações de rua previstas para o dia 12 de julho.

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CSP-Conlutas e o empenho na preparação do calendário unitário

A CSP-Conlutas participa dessa frente ampla. A Central participará das iniciativas virtuais, assim como nas presenciais, garantindo o uso de máscaras e álcool em gel e o distanciamento necessário. Serão protegidos os ativistas e militantes enquadrados nos grupos de risco.

A Central atuará simultaneamente à campanha nacional, mas também manterá as bandeiras centrais que vem defendendo nesse período da pandemia, mantendo a independência e autonomia com a política aprovadas nas suas instâncias: “Em defesa da vida, quarentena geral com garantia de emprego e renda digna para todos. Fora Bolsonaro e Mourão, já”. Manteremos também a a luta contra o racismo e o genocídio do povo pobre, a defesa das bandeiras dos trabalhadores em serviço essencial por garantia de EPIs (equipamentos de proteção individual) e condições de trabalho.

Dia 10 – Será o grande dia da jornada de lutas

O dia 10 de julho deve ficar marcado como um grande dia de mobilização. A intenção e iniciar a manhã com assembleias no maior número de locais de trabalho possível, inclusive promovendo atrasos onde houver condições.

A CSP-Conlutas também buscará organizar atos simbólicos nos centros das cidades ou, especialmente, nas periferias, ocupações, setores camponeses, indígenas ou quilombolas onde atua no cotidiano.

A participação da Central tem o intuito de fortalecer a nossa luta pra derrotar o governo de ultradireita e botar para Fora Bolsonaro e Mourão, mas não está a serviço da volta das alternativas de conciliação de classes do PT, PCdoB, PDT, Rede e outros partidos.

Diante da política do governo genocida, é possível que até lá a Central aponte a necessidade da preparação de uma greve geral no país.

Além dessas ações, desde a madrugada, nas estruturas devemos:

a – Vestir preto e orientar que todas as pessoas assim o façam, que coloquem uma toalha ou pano preto nas janelas nesse dia, como forma de protesto;

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b – Nos integrarmos ativamente nas iniciativas das redes sociais (twitaço, curtindo e compartilhando as postagens da CSP-Conlutas) que ocorrerem durante todo esse dia;

c – Jogar esforços práticos para que tenhamos um grande panelaço nacional às 20h30;

d – Lançar vídeos, áudios ou cards de dirigentes e ativistas reforçando os eixos de luta nesse dia pelas redes sociais. Serão divulgados vídeos de dirigentes das categoriais e movimentos das regionais, por isso é urgente garantir o envio de vídeos para a Nacional.

Dia 11 – Plenária Popular Nacional pelo Fora Bolsonaro. Impeachment, já!

Devemos participar ativamente dessa iniciativa em nome da CSP-Conlutas – sindicatos, entidades e movimentos em geral.

Dia 12 – Atos de rua

A CSP-Conlutas apoiará esses atos e vai organizar em cada lugar que estejam convocados a participação em bloco dos ativistas da CSP-Conlutas com nossas bandeiras, máscaras, faixas e agitação política de nossas reivindicações políticas. Vamos atuar de forma organizada, como uma coluna, visando amplificar e dar mais visibilidade a nossa política.

Nossa preparação

É muito importante que desde já iniciemos a preparação para a Jornada de Lutas dos dias 10, 11 e 12 de julho. Isso significa que as iniciativas começam a ser implementadas a partir de agora.

É hora de irmos à luta unificados mais uma vez. É necessário derrotar esse governo genocida para proteger vidas, a classe trabalhadora e os mais pobres!