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Em sua estratégia de vender o país e entregar nossos recursos naturais e estatais ao grande capital estrangeiro, o governo Bolsonaro tem na Petrobrás seu principal alvo. É por isso que ataca violentamente a campanha salarial petroleira, que já se estende há meses, e parte para a intimidação, o assédio e a intransigência.

Por: PSTU Brasil

O objetivo de Bolsonaro e Castello Branco é simples: tirar direitos como parte de seu projeto de privatização. É esse o sentido do acordo proposto pela FUP, ajustado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) e comemorado pela direção da empresa. É a retirada de direitos históricos dos petroleiros, como a redução do valor das horas-extras e o ataque às férias, entre outros.

A categoria petroleira, por sua vez, já demonstrou este ano grande disposição de luta, e que não está resignada em baixar a cabeça a esse ataque. Assembleias massivas foram realizadas país afora, batendo de frente com a intimidação e a repressão do governo. A hora agora é de avançar, de deflagrar uma forte greve petroleira contra esse acordo, contra a privatização e em defesa dos nossos empregos e de nossa soberania. É hora de seguir o exemplo dos trabalhadores e da população do Equador e do Chile, que estão mostrando que, através da luta, é possível derrotar o projeto neoliberal.

A FUP-CUT (Federação Única dos Petroleiros), porém, está na contramão desse sentimento da base petroleira, e da necessidade da classe trabalhadora. A direção da FUP, junto com a empresa, tenta impor essa derrota que é o acordo do TST à categoria. Desmontaram a greve do dia 26 e agora brigam para enfiar goela abaixo dos petroleiros mais esse ataque.

A FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) tem uma grande responsabilidade em suas mãos. A federação que surgiu como alternativa de luta à FUP, e se construiu como referência à categoria nos últimos anos, precisa chamar urgentemente a greve. Não são apenas os direitos históricos da categoria e os empregos que estão em jogo, mas a própria existência da estatal e a soberania do país.

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Para a militância do PSTU, a FNP deve apontar a deflagração da greve no próximo dia 6, data em que o governo realiza um megaleilão do Pré-Sal, do Excedente da Cessão Onerosa (área em que a Petrobrás já opera e deveria ter preferência), um grande passo na privatização da empresa e de nossas riquezas.

A categoria petroleira protagonizou grandes e importantes lutas nos últimos anos, em diferentes governos, tornando-se exemplo às demais categorias na defesa da estatal e da soberania. É hora de seguir, enfrentar e derrotar o projeto de Bolsonaro de desmantelamento e privatização, assim como a traição da FUP.