COMPARTILHAR

Dia nacional de luta contra a reforma da Previdência é esquenta para a preparação da Greve Geral

Por: PSTU Brasil

A sexta-feira do dia 22 de março foi marcada por protestos e paralisações em várias partes do país, sinalizando o repúdio da classe trabalhadora contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Trabalhadores rodoviários, metalúrgicos, petroleiros, trabalhadores químicos, professores, entre outros, cruzaram os braços, atrasaram a entrada ou paralisaram no dia, e foram às ruas.

A data foi definida como dia nacional de luta contra a reforma pelas centrais sindicais e é um primeiro “esquenta” para a preparação de uma Greve Geral no país. A proposta de reforma foi enviada pelo governo ao Congresso Nacional no dia 20 de fevereiro e é prioridade absoluta. Caso aprovada, a reforma significa a completa destruição da Previdência pública e da Seguridade Social.

Estamos dando um passo muito importante hoje, porque o que está aparecendo até hoje é a campanha da Globo, da Folha, do Estadão a favor da reforma, que ela é necessário. Nós estamos na rua pra dizer que isso é mentira, essa reforma é para atender os bancos e as grandes empresas“, afirmou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da direção da CSP-Conlutas, que esteve no ato de operários da Ford e Mercedes em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Agora as centrais sindicais devem dar um próximo passo, fazer mais manifestações, mas ter um objetivo claro: é preciso parar o país, parar todas as fábricas, todos os bancos, as estradas, e os trabalhadores colocarem a sua força na rua pra derrotar essa reforma e esse governo“, conclama.

São Bernardo do Campo (SP)

Em São Bernardo do Campo (SP), operários da Ford que estão em greve contra o fechamento da fábrica na região e pela manutenção dos empregos fizeram uma passeata que se unificou com os metalúrgicos da Mercedes Benz. A manifestação percorreu as principais empresas da região e o centro da cidade.

Leia também:  15M | Não aos cortes da educação! Rumo à Greve Geral de 14 de junho contra a Reforma da Previdência

O ato contou com a participação e solidariedade de diversas outras categorias e centrais sindicais. “A mesma classe trabalhadora que derrotou a Reforma da Previdência do Temer, que, inclusive, hoje está na cadeia, é a mesma classe trabalhadora que vai derrotar Bolsonaro e vai ser capaz de produzir uma nova Greve Geral para defender as nossas aposentadorias”, afirmou Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas.

Durante a manifestação, os trabalhadores aprovaram por unanimidade a realização de uma Greve Geral contra a reforma da Previdência.

São Paulo (SP)

Em São Paulo, motoristas de ônibus cruzaram os braços nas primeiras horas do dia contra a reforma da Previdência. Os motoristas de ônibus atrasaram em duas horas a saída das garagens, afetando 33 garagens.

Na capital e região metropolitana, foram realizadas mais de 70 assembleias totalizando 25 mil metalúrgicos.

Militância do PSTU na assembleia dos operários da Fame, em SP
Militância do PSTU presente na mobilização das fábricas na Zona Sul de SP

Em São Bernardo do Campo (SP), operários da Ford que estão em greve contra o fechamento da fábrica na região e pela manutenção dos empregos fizeram uma passeata que se unificou com os metalúrgicos da Mercedes Benz. A manifestação percorreu as principais empresas da região e o centro da cidade.

O ato contou com a participação e solidariedade de diversas outras categorias e centrais sindicais. “A mesma classe trabalhadora que derrotou a Reforma da Previdência do Temer, que, inclusive, hoje está na cadeia, é a mesma classe trabalhadora que vai derrotar Bolsonaro e vai ser capaz de produzir uma nova Greve Geral para defender as nossas aposentadorias”, afirmou Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas.

Durante a manifestação, os trabalhadores aprovaram por unanimidade a realização de uma Greve Geral contra a reforma da Previdência.

São Paulo (SP)

Em São Paulo, motoristas de ônibus cruzaram os braços nas primeiras horas do dia contra a reforma da Previdência. Os motoristas de ônibus atrasaram em duas horas a saída das garagens, afetando 33 garagens.

Leia também:  CSP-Conlutas: a Greve Geral de 14J demonstra que podemos derrotar a Reforma de Bolsonaro. É hora de seguir lutando!

Na capital e região metropolitana, foram realizadas mais de 70 assembleias totalizando 25 mil metalúrgicos.

São José dos Campos (SP) e região

Houve assembleias em oito fábricas de São José dos Campos, Caçapava e Jacareí. Em todas elas, a defesa do direito à aposentadoria levou os trabalhadores a atrasarem a produção.

Em São José dos Campos, participaram das mobilizações os metalúrgicos da General Motors, Heatcraft, Prolind, Panasonic e Eaton. Em Jacareí, houve assembleias na Latecoere e Armco. Em Caçapava, a luta foi dos companheiros da MWL.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, metalúrgicos filiados à CSP-Conlutas de várias empresas também começaram o dia se somando à mobilização nacional em defesa da aposentadoria, como trabalhadores da Granha Ligas, em São João Del Rei, Minas Liga, em Pirapora, e Gerdau, em Divinópolis.

Assembleia na mina de Paraopeba

Fortaleza (CE)

Em Fortaleza, quase 30 mil trabalhadores paralisaram suas atividades. Várias categorias cruzaram os braços como a Construção Civil, os professores da rede estadual e municipal, Correios, servidores públicos. Movimentos sociais do campo e da cidade engrossaram a mobilização. A CSP-Conlutas também participou de atos no interior do estado como em Iguatu, Limoeiro do Norte, Juazeiro e em Granjeiro.

São Luis (MA)

Ato e caminhada em São Luís (MA) reuniu em torno de 3 mil trabalhadores do campo e da cidade, quilombolas, indígenas, trabalhadores rurais.

RS

Ato em Santa Cruz do Sul contra a reforma da Previdência. Foto Claudia Priebe

(matéria em atualização)