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A  CSP-Conlutas debaterá em sua Coordenação Nacional,  que ocorrerá de 14 a 16 de fevereiro, as lutas pelo mundo. Uma mesa com ativistas internacionais trará a visão desses trabalhadores e trabalhadoras sobre a política conservadora aplicada em todo o mundo com repressão a quem se opõe aos governos, sobretudo, na América Latina e países europeus como a França.

Por: CSP Conlutas

Serão convidados para esse importante debate as ativistas Maria Rivera, do Chile, da Defensoria Popular que luta pela liberdade de presos políticos; Nara Cladera, professora e dirigente da União Sindical Solidaires, Mónica Leticia Schlotthauer, dirigente ferroviária em Buenos Aires, membro da FIT e ex. Deputada Nacional.

 Lutas pelo mundo

Mobilizações na América Latina, assim como países da Europa, tem chamado atenção pela radicalidade e enfrentamento com os governos e patrões.

Com destaque para as lutas no Chile, França e Argentina, mobilizações intensas têm mostrado força e longa duração. Os governos desses países têm enfrentado uma forte resistência dos trabalhadores que não abrem mão de seus direitos.

O povo chileno, que começou a protestar contra o aumento na passagem do metrô, está em luta há quatro meses, num autêntico processo revolucionário que coloca em xeque 30 anos de políticas neoliberais no país.  Exigem a renúncia do presidente Sebastian Piñera, além de denunciar a violência policial e as graves violações de direitos humanos contra a população que se manifesta nas ruas.

A advogada e ativista Maria Rivera, que participará da Coordenação,  enviou  uma mensagem e avisou, ao lado de outra ativista do movimento “18 de outubro”, que defende os presos políticos da revolução chilena.

Na França, também os trabalhadores foram às ruas contra a Reforma da Previdência de Emmanuel Macron. Essa luta obteve importante vitória, com o recuo na proposta de alteração da idade mínima, mas segue firme pela retirada completa do nefasto projeto.

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O país tem sido ainda palco de uma forte mobilização dos Coletes Amarelos, manifestantes motivados contra a cobrança de impostos, reformas fiscais, melhores condições de vida e de trabalho.

Na Argentina, as mulheres foram às ruas contra a criminalização do abordo e criaram um movimento “nenhuma a menos” contra a violência à mulher.

Todas essas lutas serão tema de debate nesta coordenação e servirão para fortalecer o internacionalismo da Central e a unidade e solidariedade com os trabalhadores de todo o mundo, uma das bandeiras de luta da CSP-Conlutas.

A atividade será aberta e contamos com a presença de todas e todos interessados.