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Nesta segunda-feira (20), as Centrais Sindicais se reuniram novamente, na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, para preparar o 14 de junho, dia da Greve Geral.

Por: CSP Conlutas

A partir do balanço da vitória que foi a Greve Nacional da Educação, realizada no dia 15 de Maio, quando mais de 2 milhões de pessoas foram às ruas contra os cortes de Bolsonaro, as próximas atividades foram marcadas para intensificar a preparação da Greve Geral.

Plenárias no setor de transportes, assembleias por categorias, panfletagens, coletas de assinaturas para o abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência e outras atividades devem ser organizadas.

De 27 a 30 de maio será a semana de mutirão e divulgação do abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência nas periferias, nas fábricas e nos lugares de maior concentração, como transporte público, para conseguir o máximo de signatários.

Considerado um setor estratégico para a realização do 14 de junho, o setor de transporte também está dando peso ao dia. Realizará uma reunião nacional em 5 de junho, em Brasília, para organizar a integração à data dos transportes terrestre e aéreo.  A categoria realiza também uma reunião estadual em São Paulo, no dia 27 de maio.

A orientação também é para que as regionais das Centrais preparem assembleias com o objetivo de fortalecer a divulgação da Greve Geral. Algumas plenárias já estão agendadas, como no Rio de Janeiro, que será realizada no dia 22 de maio, no Rio Grande do Sul, em 29 de maio e no Rio Grande do Norte, entre os dias 30 e 31 de maio.

Exemplo do dia 15 de Maio fortalece preparação da Greve Geral

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O membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, destacou a importância do forte dia de luta da Educação, que superou as expectativas e deu um gás para o 14 de junho.

Mancha alertou que existe uma campanha do governo dizendo que os cortes na Educação são emergenciais e que podem ser suspensos se a Reforma da Previdência for aprovada. “Essa é uma tentativa de dividir o movimento. Temos que mostrar que tanto o corte na Educação como a Reforma da Previdência são prejudiciais para a população, que não queremos nenhum desses ataques e que vamos juntar forças para que ambos não aconteçam”, salientou.

“A nossa tarefa não é apenas o apoio formal ao setor de Educação, mas, sim, incorporar em nossa luta o repúdio aos cortes da Educação, assim como os estudantes e professores devem somar sua luta contra a Reforma da Previdência”, avaliou.

Agora, é seguir o calendário de lutas e fazer uma forte Greve Geral. “Foi uma reunião bastante positiva e, apoiado neste sentimento e na mobilização que existiu no dia 15 de maio, saímos com a certeza de que é possível realizar uma poderosa Greve Geral em 14 de junho”, salientou.

Também esteve presente os dirigentes da Secretaria Executiva Nacional Rosália Fernandes e Clarkson Araújo.